(fotografia tirada pela sandra)Existem infinitas maneiras de ser feliz. Onde o mar se funde com o céu, há qualquer coisa de mágico que reflecte, no nosso olhar, o que não conseguimos explicar por palavras, talvez por nem sabermos muito bem o que é. Na verdade, «something always brings me back to you» e todos os momentos que ficaram calados pelo tempo, agora são preenchidos por inúmeras formas, que de dia para dia ganham contornos bem definidos. Assumem um certo traço, por vezes ao de leve, um tanto ou quanto irregular e simultaneamente certo. Como se soubéssemos o que estamos a agarrar com as nossas duas mãos. (saberemos?)
Existem infinitas maneiras de ser feliz e uma delas é experimentar a imprevisibilidade com que me presenteias em tudo o que fazes. É deixar me ficar numa espécie de rede que balança ao sabor da inconstância que é tão nossa e tão essencial para nós. Não funcionamos sem ela, apesar de nos incomodar de vez em quando. Mas se esta arte é assim, assinemos então por baixo, com uma caneta preta de ponta bem fina, o que queremos traçar ou o que nos une... até que um dia alguma força suficientemente atroz ouse apagar o que já tatuámos.
Existem infinitas maneiras de ser feliz. E penso que eu e tu, sabemos isso melhor que ninguém.




