quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

4

Sinto-me um verdadeiro lixo

Na semana passada, a minha professora de Português deu-nos a tarefa de realizarmos um texto argumentativo cujo tema deveria incidir sobre algo polémico. ''Óptimo'' - pensei. Fiquei radiante porque há muito tempo que não tocava neste tipo de texto e apetecia-me mudar um pouco de género e, consequentemente de "público".
Mas, este trabalho e pesquisa e risca para aqui, risca para acolá valeu-me um mísero Bom, que em termos de números corresponde a um mero 17/ 17,5.
Ora, muito bem. Senti-me frustrada porque achava que o texto estava em muito boas condições e que cumpria todos os objectivos propostos pela professora. Além do mais acho que cumpro todas as regras e objectivos do texto argumentativo. Posso estar a ser muito perfeccionista mas fiquei mesmo numa de "Porra! Esforcei-me para ter esta nota de merda"
Aqui têm o texto:

Deixar morrer é o mesmo que matar?

O que é a vida? O que é a morte? Quem é o ser humano? Provavelmente, muitos de nós sorririam e recusar-se-iam a responder a estas interrogações um tanto ou quanto retóricas. Retóricas porquê? Porque, de certo, o locutor não estaria à espera de respostas. Saberia (in)conscientemente que a maioria das pessoas acharias as questões deveras estranhas.
Mas, "vida", "morte" e "ser humano" são as palavras-chave para a compreensão desta "morte sem dor" como lhe costumam chamar.
A eutanásia é, de facto, o procedimento que antecipa a morte de um doente incurável, para lhe evitar o prolongamento do sofrimento e da dor.
No entanto, será a eutanásia moralmente aceitável? A maioria das pessoas poderá dizer que sim porque é a melhor forma de pôr um ponto final a este problema (aparentemente) sem solução. Mas, talvez essa resposta seja pronunciada sem qualquer sentimento, de ânimo leve, sem pensar nas consequências que isso traria.
Vejamos o lado dos médicos. Geralmente, estes discípulos da ciência do corpo humano estão em unânime, isto é, acham que nenhum ser humano deve ser "obrigado" a sofrer, uma vez que a doença que levou o significado da palavra "vida" por completo - sem dó nem piedade-, faz com que este não viva nem sequer sobreviva. Faz com que este sofra! Há ainda aqueles que apoiam a tese de que a eutanásia não é uma forma de ter uma "morte digna".
Ora, "Morte com dignidade" deve ser o slogan que mais vezes nos aparece à frente e que nos faz pôr a massa cinzenta a funcionar. Mas por que é que insistem nesta questão da dignidade, quando nos deparamos com exemplos como este, que fala do caso de Jack Kevorkian - cujo epíteto é "Doutor da Morte"? Kevorkian é o mais conhecido activista e praticante da eutanásia na América. Muitos desgraçados - como eu lhes chamo -, foram gaseados até à morte com monóxido de carbono e alguns dos seus corpos foram deixados em carros abandonados como se de tralhas ou antiguidades se tratassem. E agora eu pergunto: São estes actos dignos? Penso que não. Qual é a dignidade de um ser humano que, apesar de inválido ou (in)consciente se depara com a morte e não tem o simples poder de decisão? Qual é a dignidade ou, quiçá, a consciência de quem aceita, despido de preconceitos, esta questão tão delicada que acaba com a vida de um ser humano? Um ser humano possivelmente feliz, humilde e até saudável! Tão saudável até o dia em que a doença lhe bate à porta e lhe sussurra "preciso de ti", não deixando margens para decisões.
Vendo, agora, o lado daqueles que são vítimas de doenças em estado terminal, que são os que mais sofrem com todas estas (in)decisões, e tendo como plano de fundo o estudo realizado pela Universidade de Medicina do Porto, anunciado no Jornal de Notícias (por Artur Machado), 50% dos idosos aceitam de braços abertos a eutanásia. E porquê? Talvez porque têm medo de sofrer. Talvez porque muitos deles não querem ser fardos para a família nas alturas em que de si, já nada podem dar.
Então o que fazer?
Em suma, defendo que nenhum Homem tem o direito de roubar a vida a um outro. No entanto, esta decisão depende da vontade, dos casos e da consciência de cada um.

E então? Estará assim tão mau que nem dá para um 18 ou um 19?! Ou estarei a ser demasiado ambiciosa?
Para além do mais, tive que ouvir a opinião (que respeito e compreendo) de ''O que se passa? Por que é que não tiveste 19?''
Isso também queria eu saber!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

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Parece


Parece que o mundo está ao contrário e que as opiniões deixam de existir. Parece que temos Verão em plano Janeiro e Inverno em Agosto. Parece que agora as gargalhadas deixam a nossa cara molhada. Parece que os a's são semelhantes aos o's e também parece que o caminho deixa de ser ascendente. Parece que me entretenho mais a ler livros sobre filosofia e vida do que a ler romances e dramas.
Parece (e consta) que estou mais distante de todos e também parece que isso anda a causar alguns distúrbios. Mas também me parece que a lua é o nosso local preferido em vez do café do costume. Parece, da mesma forma, que o egocentrismo está no seu melhor. E...
E também me parece que vou ter que te comprar o DVD que tanto querias. E isto porque parece-me que o Sporting ganhou e eu perdi a aposta...

sábado, 26 de janeiro de 2008

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Verdadeira cena de... Hollywood?


Tenho livros a me cercarem a cabeça, tenho como soundtrack a rádio marginal que toca uma das minhas músicas preferidas. A caneta preta da bic teima em falhar e eu preciso dela neste momento!! Tenho o msn ligado e estou como 'ocupado' porque não quero sequer ouvir aquele barulhinho irritante do pessoal a entrar. No ecrã do pc consegue-se ver esta mesma página e mudei a música porque essa já estava a fazer jus ao popular ditado "vira o disco e toca o mesmo". Tenho as almofadas no chão e sinto-me como se estivesse na Índia. Este quarto está, de facto, de pernas para o ar. Tenho a caneca dos bebés (que o grupo me ofereceu - é um mimo!!) aqui em frente e não está cheia de café, nem de chá mas de chocolate quente (o cheiro percorre o meu nariz e faz-me crescer água na boca) que vai mas é ficar frio não demora muito. Tenho planos para ir ao teatro e à prova de natação do meu primo hoje à tarde mas acontece que estou com dores de dentes do ''juízo'' como dizem, e não me apetece sair de casa (ou se calhar até apetece, nem sei). Hoje cheguei a casa às 2 e meia da manhã e em vez de ir dormir estive a ler os Maias (deveras interessante...). Olho à minha volta e é só fotografias espalhadas pelo chão (estive a rever os meus momentos). As revistas da National Geographic também estão a ser usadas para me distrair um bocado. O vizinho ao lado decidiu pôr música pimba a esta hora da manhã (são precisamente 10h35). Estou com umas olheiras do tamanho do mundo. Tenho sono e quero dormir. Mas não consigo. A minha mãe aspira a casa com uma alegria e eu desejosa de desligar o aspirador pela ficha! Hmmm.. vou estudar. Vou ouvir música, vou-me queixar das dores e do maravilhoso som que provém da casa ao lado. Só sei que são apenas 10h47 da manhã do dia 26 de Janeiro de 2008 (?) e isto é o início de um filme de terror...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

8

Shhh


O silêncio
Ensurdece-me.
E a inquietude parece
Descansar de
Baixo de uma pequena
E frágil folha
De papel?!
Não tenho cais
Não tenho praia.
Fecho-me a cada
Simples passada
Que dou e
Caio num abismo que
Não me pertence.
Os meus olhos alcançam -
- Te.
Finalmente!
Encontrei-m(t)e.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

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Time out


Vou dar férias ao blog. Talvez por uma semana ou duas. Não sei... por tempo incerto. Preciso de me encontrar, preciso de me organizar, preciso de me dedicar a todos estes trabalhos que se aproximam (incluindo desafios) e quero me entregar a 100% nestes projectos. Como diz o poeta: "Põe tudo o que és no mínimo que fazes". E nesta fase da minha vida sinto que não estou a dar o melhor de mim e sei que consigo fazer melhor. Um misto de sentimentos assombram-me e quero estar livre de tudo o que possa ser motivo para me distrair ou abstrair. Embora saiba que será muito difícil resistir... (e provavelmente interromperei as ''férias'')
No entanto, continuarei a visitar os vossos blogs e a comentar sempre que possível, por isso não me perdem na totalidade! hehehe
Prometo que o regresso será em grande e que terei muitas histórias felizes, poemas, músicas, alegria! enfim...
Espero voltar bem mais tranquila e confiante e claro, com a cabeça no lugar que deve estar..

Até lá.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

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"Teu"

"Marquei um jantar para nós dois naquele restaurante ''de vidro'' com vista para o azul do mar, onde a música de fundo é o rebentar das ondas na areia. Dizes que aquele local transmite-te muita paz e eu quero-te feliz e tranquila. Quando lá estiveres, olha para o céu e verás a lua a sorrir para o teu lindo rosto. A iluminar-te. A contemplar-te.
Espero por ti às 21:00h

Teu."

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

4

Preciso de...


Uma viagem com os meus pensamentos. Só eu e mais ninguém. Preciso de conversas comigo, preciso de pensar no que fiz, no que faço e no que quero fazer. Por vezes fico demasiado tempo sozinha. Chega a ser irritante! Mas estou confusa. Tenho os sentimentos todos trocados, estou psicologicamente e fisicamente cansada. Preciso de férias. Preciso de viagens. Tenho a cabeça completamente desarrumada! Preciso que as horas parem. Preciso que tudo recue. Preciso de mar! Preciso de céu! Preciso de mim!

domingo, 13 de janeiro de 2008

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Apetece-me!


Quero sair desta ilhota. Quero ir a Lisboa. A Espanha. A Londres. À França. À Bélgica. A Viena... Qualquer coisa! Quero fotografar, quero desenhar. Quero o stress das cidades europeias. Quero mudar de ares. Quero dar férias a tudo. Quero viajar sozinha. Preciso de paz interior. Preciso de reorganizar as ideias. Quero tomar decisões que podem mudar a minha vida (pelo lado positivo). Quero teatro. Quero festas. Quero diversão. Não quero livros, testes, trabalhos, professores. Não quero nada disso. Quero ensaios, quero cantorias, quero conversas longas e interessantes... Quero esperas em aeroportos. Quero adrenalina. Quero fazer check-in vezes e vezes sem conta (em diferentes cidades, claro).

Trajecto ideal: Uns diazinhos em Lisboa - sempre amei aquela cidade - Espanha uma semana - França duas semanas, aviãozinho - Londres três semanas - Lisboa novamente - um mês!

QUERO SAIR DA SANTA TERRINHA E PONTO FINAL!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

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Prelúdio de um beijo


Sempre que a porta faz o seu tradicional vai-vem, sai um cheiro a torradas e o café acabado de fazer percorre o meu nariz e parece sussurrar-me ao ouvido ''entra''. Está um frio de rachar e os cachecóis, os casacões, as botas, os gorros... não são suficientes para afastar o frio de cima de nós. E parece que daqui a nada vai dar uma chuvada, daquelas de ficar num pingo num instante. Não perco nada em entrar - penso. Quando abro a porta do café, um bafo de calor atinge-me e faço uma careta de (des)aprovação. Os meus olhos percorrem a grande sala cor de laranja fixando, por momentos, em cada uma das mesas. Está tudo cheio - digo para mim mesma. Mas ao pousar o meu olhar na última mesa existente, vejo-te. Concentrado, aliás, super concentrado no jornal. Parece que as letras te agarram e não te deixam libertar até chegares à última página, ao último ponto. Um sorriso, embora que ténue, surge-me e uma catrefada de memórias assaltam a minha cabeça. É como se o passado não existisse e tivesse que suportar tudo o que já vivi, mas baralhado como um baralho de 52 cartas. Agarro a minha bolsa, curiosamente a que tu me deste nos anos. É bonita. Apesar de pequena tem um padrão florido o qual gosto muito. Não te escapa os pormenores e compraste-me uma carteira igual, na qual tenho guardada uma fotografia tua que contemplo todos os dias antes de sair de casa. É para ter a certeza que estás bem guardado. Ironia das ironias...
E num passo determinado percorro todas as mesas focando os meus olhos cor de chocolate na tua mesa que em breve será a nossa mesa porque penso juntar-me a ti. A poucos metros de ti abrando o passo como que a dar tempo para me surgir alguma palavra simpática para dizer. Quando chego digo um tímido "olá". Largas o desporto e olhas-me admirado como se visses um fantasma. É isso que sou para ti? Um fantasma que te persegue e que devia de ficar no passado? Ainda estupefacto retribuis o cumprimento mas voltas, de imediato, o olhar para as páginas do desporto. É mais importante... eu compreendo. A medo pergunto-te se me posso sentar. A resposta? Um aceno de cabeça. Podia pousar a bolsa na outra cadeira mas quero-a no meu colo. Pode ser que repares nela... Em cima da mesa, para além do jornal, está uma chávena de chocolate quente. Quero-te imitar. Esqueço o desejo de tomar um café bem forte para ver se acordo e prefiro seguir o teu exemplo. É o que peço ao empregado e quando este se afasta, olho para ti. Continuas concentrado, a fingir que não estou à tua frente e reparo nas tuas mãos. Sempre gostei de admirá-las. Aliás, como sabes, é o que mais admiro num homem e tu não és excepção. As mãos e a voz, mas a última já eu ouvi (é melodia para os meus ouvidos. É como o canto do mar. Fico horas a escutar sem me cansar..) Mãos perfeitas. Bem desenhadas a ditar, quiçá o destino. O teu. O meu. O nosso. O vício de roer as unhas ainda dura. Não sei se constrangido passas a mão no cabelo e esse também continua igual. Brilhante e sedoso. Os teus olhos estão afundados numa completa nostalgia. Mas tirando isso, estás igual. Igual e bonito. Reparo que não mudaste. Eu é que mudei. Molho os meus lábios no meu chocolate quente, que entretanto chegou sem eu me aperceber. Os artistas dizem que quando se contempla a arte tudo o resto não existe...
Tiro a mão do meu colo e devagarinho, arrasto-a até à tua. Toco-te. Sinto-te. Suspense. Levantas os olhos do pedaço de papel e por fim fixas os meus. É aí, é aí nesse momento que consigo admirar toda a tua face. Boca fina, desejosa de pronunciar alguma palavra, alguma sílaba. Mas nada. Soltas um sorriso triste e voltas-te para a janela como se o que visses à tua frente fosse o desconhecido. ''Como estás?'' - pergunto. Fazes que não ouves, ou então nem tu próprio sabes como estás. Demoras a responder. E cada movimento teu faz bater o meu coração a mil ao segundo. Desembucha! Bebes um gole de chocolate e pousas a caneca. Fechas o jornal e lanças a resposta mais fria que já ouvi: ''Bem melhor".
Dói-me. Nem fazes ideia o quanto. Sustento as lágrimas. Não quero dar parte fraca. Não, não agora. A minha mão faz força na tua, como que a dizer ''Olha para mim, porra!''. Não sei se percebeste ou se conseguiste ler a minha mente ou se foi puro instinto. Os teus olhos igualmente castanhos fitam os meus. Levantas-te, agarras na ''boca do mundo'', pegas nas chaves de casa e sais do café. Não, por favor não. - é o que me vem à cabeça. Tenho medo. Sigo-te.
Quando abro a porta sou, tal como quando entrei mas desta vez o oposto, alvejada por um frio que me faz soltar um arrepio. Tu estás em frente, de costas para mim. Agarras no isqueiro e no cigarro e ias preparar-te para o acender. Mas não quero que fumes. Não, agora não. Quero estar contigo, sozinha. E não eu, tu e o cigarro. Chego a tempo de te tirar o cigarro da boca e o teu olhar cruza-se com o meu e talvez para me irritar tiras mais um da carteira. "Desculpa!" - digo-te. Ficas imóvel. Com o cigarro na boca e o dedo do isqueiro. Libertas um suspiro e guardas este teu vício. E... e sinto os teus braços agarrarem a minha cintura e sinto o meu peito contra o teu. Abraças-me. Sorriu. E enquanto o faço, as lágrimas correm-me cara abaixo e solto um soluço. Ficamos assim durante uns minutos. A meio da rua, ao frio. Não faz mal. Sabe-me sempre bem sentir os teus braços colados ao meu corpo e sabe-me ainda melhor a força que fazes. Parece que estás com medo. Mas medo de quê?
Quando nos largamos já estamos molhados. Está a chover a potes e nem nos demos conta. Quanto ao tempo, esquece. Voou. Lembro-me, embora por breves instantes do passado. E desejo que tudo volte a ser o que era.
Passas as tuas lindas mãos na minha cara e limpas-me as lágrimas. Encostas a tua boca à minha bochecha e dás-me um beijo demorado e suave. Soltas-me dos teus braços, voltas-te e segues o teu caminho, em silêncio.
Deixas-me ali. À chuva. Sozinha. A amar-te. Em silêncio. Sempre em silêncio. Agora, as lágrimas, aquelas que tentaste travar, correm ao sabor e ao ritmo da chuva e tu... Tu segues o teu caminho sem nunca virares-te para trás para eu puder correr e refugiar-me nos teus braços de novo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

7

Cheira a livros aqui!

15h04 - estou na Biblioteca Pública Regional fazendo as minhas pesquisas para a reportagem - desafio do Kokas. Admito, é uma desgraça, mas admito que não sirvo para estar nas bibliotecas. Como se sabe tem que se fazer silêncio mas quanto menos barulho queremos fazer, mais fazemos. Nunca vos aconteceu? Está-me a acontecer o que me faz vir o sangue todo à cara e BUUUM.. Marta corada. Pode, aparentemente, ter piada mas a realidade é que não tem. Não podemos trazer bolsas aqui para cima - temos que deixá-las à entrada com a senhora da recepção - e eu não sabia disso. Temos que nos registar com os dados todos e mais alguns e eu também não sabia disso. Conclusão, vim super carregada (livros, portátil, porta-moedas, canetas... enfim!) e agora estou a acartar tudo isto num simples cestinho que bem podia servir para as compras rápidas do supermercado. E o mais curioso disto tudo é que a grande sala cujas paredes parecem ser de livros, está a abarrotar de gente, eu estou mais cansada do que sei lá o quê por subir as poucas escadas (na verdade são poucas) cheia de tralha... sim, tralha! E quando finalmente encontro uma mesinha livre, que na realidade não está totalmente livre porque estão duas pessoas a estudar - Têm ar de marrões e estão cercados de livros - sinto-me aliviada por poder descansar as coisas. Pergunto delicadamente ''Posso me sentar?'' eles apenas olham por cima dos óculos e dizem ''Sim.'' E eu ainda fico mais atrapalhada porque tenho a sensação que estou a atrapalhar o estudo deles. E um deles, o que tem o ar mais intelectual de todos, parece que se arrepia quando clico nas teclas do portátil! Que coisa! Mas quando decidi pousar as coisas em cima da mesa os livros e tirar o computador do cesto, a coisa complica-se. E porquê? Porque ao tirar o computador, o rato bate no cesto e faz um bocadinho de barulho - que até não é nada de especial - e eles olham para mim como quem está desejoso de dizer ''Shiuuu!'' Que situação mais embaraçosa. Ora bolas!
15h16 - os livros e diários estão a chegar - até foi rápido - e agora tenho que me entreter a ler tudo e ver se encontro alguma coisa para a reportagem! (estou-me a esforçar, Kokas!! haha). Mas a minha atenção apenas recai sobre o símbolo da bateria do portátil... isto está quase a se extinguir e .. meu Deus, nem quero pensar!
15h25 - os livros que me trouxeram quase que me passam acima da cabeça. Os cromos estão cada vez mais stressados com aquela matemática toda que estão a estudar e a bateria do portátil está em 67%... não está má de todo. Mas já perguntei à senhora se há maneira de o pôr a carregar (sim, porque surpreendentemente, debaixo do chão há tomadas!) só que no lugar onde eu estou não há. É preciso ter muito azar! ''Stress'' é a palavra que caracteriza o meu estado de espírito neste momento.
16h01 - Já tenho alguma informação recolhida mas uma das senhoras que cá trabalha transborda simpatia... se vissem!
16h13 - Estou bem mais satisfeita agora do que quando entrei. Já tenho alguma informação que me pode ser bastante útil para a reportagem. Mas.. mas.. (claro que havia algo a reclamar). Estou a escrever o post e mal vejo o ecrã porque atrás de mim há uma janela que curiosamente não tem estores, ou seja, está sol, ou seja, a claridade bate toda no ecrã e a única coisa que vejo, além da minha cara e do meu cabelo todo no ar, é nada mais nada menos, as casas, a estrada, os carrinhos... enfim! Não vejo quase nada do que me interessa que é o ecrã! Bateria neste preciso momento: 57% (estou admirada!)
16h22 - Agora quem apetece dizer ''Shiuuuuu!'' sou eu! Um dos estudantes que está sentado à minha frente não pára de pronunciar cada número, cada incógnita e cada resultado e consequente justificação em voz alta! ''alpha vezes 50 é igual a ...'', ''deste modo sabe-se que a velocidade atingida foi...'', ''40 vezes 5 elevado ao cubo dará...'' Errr... apetece-me dizer ''Shiu! Estou a tentar me concentrar!!" Mas prefiro fazer de conta que não estou a ouvir nada...
16h39 - Vou tomar um sumo, estou cheia de sede e estou a morrer de calor. Isto não parece uma biblioteca, parece uma estufa!
16h50 - Vou morrer de calor e não há nenhuma janela aberta e segundo a senhora não se pode abrir porque faz corrente de ar. Engraçado... não a sinto! Já consegui informação sobre a evolução da paisagem urbana, na Madeira! (estado de espírito: mais alegre)
17h17 - Fui tirar mais fotocópias mas esperei uma eternidade porque estava lá um senhor a tirar um calhamaço... estava quase a desistir! (detesto esperar...)
17h25 - Vou-me embora. Já não posso com este silêncio ensurdecedor nem com este stress todo. Daqui a pouco estou a fazer contas com x e y e alpha e beta que é uma alegria! (é contagioso...) O que se arrepia com o barulho das teclas deve de estar contente por me ver arrumar as coisas no... cestinho! (irra!)
17h28 - Bateria do portátil: 11% Fui!

domingo, 6 de janeiro de 2008

9

Desafio nº 1

Tal como prometido, aqui estou a (tentar) cumprir o primeiro desafio, proposto pela Joana. Nunca imaginei fazer uma coisa dessas e depois de tanto tempo a me irritar com o programa e isso tudo, aqui está o resultado final. Será a primeira e a última vez (provavelmente) que publicarei tanta coisa sobre mim! Hehehe (para primeiro acho que não está nada mal)
Não vou escrever mais, vou é deixar-vos com o meu trabalho. Espero que gostem.



(retirei as fotografias por uma questão de segurança - 23/02/2008)


Então Joaninha? Desafio cumprido?!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

6

Desafios


Quero desafios. Anseio por desafios. Sinto a falta de desafios. A monotonia que este blog e a minha vida estão a assumir é tanta que fico farta. Gosto de experimentar coisas novas e adoro tudo o que me quebre a cabeça mas que, enquanto quebra, me dê algum divertimento! Lá quebrar a cabeça por quebrar... esqueçam! Não é comigo...

Gosto de pesquisar, fotografar, falar, conversar, desenhar, escrever... enfim! (mas aceito algo totalmente novo!) Costumo dizer que tenho uma atitude um pouco empírica e vibro com qualquer coisa que seja mesmo interessante, que implique contacto visual e táctil. Hmm... não vos sei explicar, sinceramente.

E eu preciso da vossa ajuda! Proponho-vos que me digam o que gostariam de ver aqui no blog. Por exemplo, já lá vai algum tempo que não encho a categoria ''O mundo das Respostas'' - que é uma das minhas preferidas. Ou mesmo as ''Curiosidades''.

O que quero é que me lancem desafios. Qualquer coisa. Qualquer coisa que vos dê gozo a ler/ver e a mim gozo a fazer. Mas essa ''qualquer coisa'' tem que ser postada. Pode ser feita fora, mas tem que marcar presença no blog!

Então, que vos parece? Para quem me conhece a tarefa, por assim dizer, torna-se muito mais simples e para quem não me conhece será, com certeza, algo totalmente diferente. Penso que ambas as partes vão adorar!

Estou aberta a várias propostas e depois de ter um número de comentários suficientemente bom, farei uma publicação onde constará os desafios lançados!


Vamos lá pôr mãos-à-obra! Dou-vos um desafio para vocês me darem vários.
Conto com a vossa ajuda e para tal, podem utilizar os comentários ou o dizer-me.

Hehehe, espero que gostem tanto quanto eu vou gostar (de certeza)!
Obrigada a todos.


- Obviamente que os desafios têm de ser possíveis de realizar!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

5

Escrever é gritar sem ruído


É muito raro escrever um texto, um poema, uns meros versos até!, em que, no final, fique realmente satisfeita. Tenho sempre a sensação que, ou tem um ponto a mais ou um ponto a menos. Uma frase mal construída ou um simples ponto de exclamação que tem de se formar em interrogação. No entanto, quando gosto do meu trabalho, gosto verdadeiramente. É quando me dá imenso prazer pronunciar cada palavra, expressar o que cada letra junta quer dizer. Fazer teatro. Exacto, é isso mesmo: um teatro.
Tenho, também, a mania de me contradizer. Ora sim, ora não. É um defeito que só desaparecerá com o tempo e com o aperfeiçoamento da escrita.
Não sou uma escritora nata e nem me considero escritora. Escritores são todos aqueles que com uma palavra fazem a mais bela história de encantar e que se estão a indignar e a alterar a estrutura do conto constantemente. Tal como Sophia de Mello Breyner, que com dois simples versos fez um poema, se é que assim o podemos considerar, que põe a massa cinzenta (pelo menos a minha) a funcionar:


"Mar,
Metade da minha alma é feita de maresia."


Forte e ao mesmo tempo sensível. Hmmm... divinal, como lhe chamaria.
Escritores são também aqueles que o muito bom sabe-lhes a pouco e só o excelente parece-lhes apenas bem.
E eu, eu não me considero escritora. Aspirante, mais depressa. Perfeccionista? Com certeza. Talvez herde isso de alguns dos ícones da literatura. Mas o epíteto que dou a mim mesma, é nem mais nem menos, amante das letras.
Sou apologista da ideia "devagar se vai ao longe" e sempre que tenho um pedaço de papel e uma caneta sai-me, como que instantaneamente, uma frase. Chega a ser viciante! Há quem diga que o meu fado é esse: livros! Eu acrescento: espero que não seja só esse. Por isso, prefiro arriscar e sair algo totalmente sem pés nem cabeça, do que sair sempre perfeito. É errando e caindo que se aprende, não é verdade?
Tenho plena consciência de que os elogios/críticas de que somos alvo não só aumentam a nossa auto-estima, como também nos transportam, no caso dos elogios, para o mundo utópico. "Lindo!", "Maravilhoso!", "O melhor!". Tudo isto faz-nos inchar de orgulho. Mas nada é perfeito. O que para nós está cinco estrelas, chega um que nem um a sabe desenhar e transforma o nosso sucesso na nossa tragédia. Como também o que para nós é excelente para outros poderá ser modificado e tornado muito mais emotivo, muito mais tocante, frágil... mais receptível por parte do público. É o que há de mais parecido com o plágio. Ui! Palavra proibida, penso. E contraditoriamente é a mais usada aquando da construção de uma crítica. É como uma arma mortífera!
Enfim... não me iludo! Sei o que o mundo cujo mar são letras e cujo céu são palavras é um verdadeiro quebra-cabeças misturado com uma bela de uma sopa de letras!
(desconheço o autor da foto)

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

6

2008


3,2,1... FELIZ ANO NOVO!! Cores iluminam o céu, sons surgem à nossa volta. Os nossos olhos ficam logo colados ao espectáculo que insiste em actuar à nossa frente. Ficamos maravilhados com todas aquelas formas, cores, brilho. "Feliz Ano Novo!" As lágrimas correm-nos cara abaixo sem sabermos porquê e somos espremidos por todos os abraços e beijos de que somos alvo.

Desejos de muita saúde, alegria, paz, felicidade, luz, harmonia. É o que todos desejam uns aos outros. "Entra com o pé direito!"


... FELIZ ANO 2008 para todos!