domingo, 30 de dezembro de 2007

10

Balanço de 2007

E mais um ano está a acabar. Só falta um dia! Um simples diazinho!! WAAAAA!! (não estou assim tão entusiasmada como parece, é só para dar um ar mais giro à coisa).
Resumindo este ano, digo-vos que não foi o melhor ano da minha vida mas também não foi o pior. Não correu muito bem mas não correu muito mal. Não começou muito bem mas está a acabar bem. Mas as coisas foram-se compondo e todos os outros meses foram bastante agitados, com tanta coisa para recuperar. Mesmo assim, não foi um ano muito mau. Passou tudo a correr, isso sim Com muita emoção, alegria, ansiedade... tudo! tudo à mistura!
Julho, adorei Julho. Viagem ao Algarve e a Lisboa, o que simplesmente adorei. Já estava a precisar de sair da santa terrinha e arejar a cabeça. Foi nesta viagem que decidi recriar um blog. Recriar, sublinho. Já tinha um mas simplesmente fartei-me. E estava um pouco desleixada em relação a ele. Já tinha perdido a piada há alguns mesinhos. Este tem muito mais a ver comigo. Digo até que é o meu espelho. (espero que estejam a gostar).
Enfim... Não me posso queixar.
Tenho que agradecer a uma série de pessoas que contribuíram para que este ano corresse bem:

Bia, Mariana e Joana: Por estarem sempre, mas mesmo sempre prontas para a gargalhada, para me dizerem as palavras certas no momento certo, para me chamarem a atenção do que faço errado e especialmente por confiarem em mim para desabafarem. São três personalidades bastante importantes na minha vida e sabem disso.

Sandra e Luli: Pela paciência, sobretudo paciência que têm para me aturarem, para me ouvirem e especialmente para opinarem sobre todos, ou quase todos, os passos que pensei/penso em dar. Acho que são como managers! Heheh.

Carolina, Sofia e Heloísa: Por todas as conversas que tivemos que à sua maneira tiverem grande importância para mim. Ajudaram no que eu esperava que não havia solução e devo isso a vocês.

Xanda, Andreia e Pedro: Foram também importantes nalgumas passagens deste ano. A vossa opinião contou imenso e agradeço por todas as palavras. Mesmo as gargalhadas foram importantes, acreditem!

Mary Mary, Kokas, Luna Tic, Cró, Mónica Gomes, Científica (Margarida), Carolina Meneses: Por todos os comentários e mais alguns que me trouxeram força nos momentos que a tinha perdido, que me trouxeram luz quando estava apagada, que me trouxeram esperança e me incentivaram a lutar pelo que quero.

Becas, Marco e Nana: Essencialmente pelos momentos de diversão que foram muitos!

Anónimos e leitores assíduos: Obrigada por passarem por cá, por comentarem e até, apenas por lerem os meus textos (aumentam, pelo menos, no nº de visitas heheheh). Continuem a passar por cá!

Rita: saudades tuas minha estrelinha, obrigada por tudo!

A todos. A todos os que não mencionei mas que de certo tiveram bastante influência neste ano.
Obrigada por todos os momentos, por mais pequenos que tenham sido. Não importa o tamanho, importa a intensidade com que são sentidos. A todos os que mencionei, muito, mas mesmo muito obrigada. Foram graças às vossas palavras que me senti muito mais confiante, muito mais segura em relação a determinadas coisas. Obrigada pelo apoio em todas as alturas, sem excepção... enfim! Fico sem palavras...
Obrigada por tudo!

Desejo a todos um óptimo 2008 com tudo o que há de bom. Desejo que os sonhos sejam concretizados, mas que continuem a sonhar. Desejo felicidade, paz, alegria. Desejo saúde, essencialmente saúde pois é esta que faz com que as outras coisas aconteçam. Enfim... Desejo tudo, toda a felicidade do mundo e arredores!

Boas postagens para os utilizadores desta maravilha que é o blog, boas leituras para os leitores! Heheh

Beijinhos

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

5

Descrições

Uma caneta e
Um pedaço de papel.
Uma mão a tremer
E o desejo de soltar as palavras
Que estão sufocadas na garganta.
Amor, amor.
Um rabisco
Uma vírgula
E por fim...
Um ponto.
Final.
Não consigo,
Não sou capaz de cartear
O que quer que seja.
Parece até!, que a ponta
Da azul caneta... secou!
Ao longe vê-se o mar,
Calmo, sereno, tranquilo...
Poderei algum dia
Exprimir os meus sentimentos
Exprimir as minhas mágoas
Exprimir... - me
A este pedaço inútil!
Inútil de papel?
Tal como o mar
Desafaba com a areia
Eu quero desabafar
Contigo.
Só que...
Só que não passa tudo
De meras descrições.
E.
Eu não gosto de
Descrições.
Fazem com que algo
Irrevelante
Se assuma como
Belo,
Bonito,
Vistoso.
Ou,
Feio
Disforme
Vergonhoso.
Fazem com que algo
Seja aquilo
E somente
Aquilo.
E eu...
Eu não
Te sei
Descrever
Meu amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

6

Music & Lyrics


Alex Fletcher - Hugh Grant - era um dos membros de uma das mais famosas bandas dos anos 80, os PoP, banda essa, que acabou por se separar.
Alex fica, assim, sem a sua popularidade até que Cora Corman - Hayley Bennett - uma cantora tão ou mais prestigiada que Britney Spears deseja conhecer Fletcher, para lhe pedir que escreva uma música, no prazo de uma semana. O membro dos PoP agarra esta oportunidade de se tornar novamente famoso com unhas e dentes. Mas o stress e o desespero começam a tomar conta dele!
É então que aparece Sophie Fisher - Drew Barrymore - que apenas vai ao apartamento de Fletcher tratar das suas plantas. Mas Sophie tem queda para as letras e não se contém em criar versos enquanto trabalha no apartamento de Alex (diria até, meter-se onde não é chamada).
A sua agilidade surpreende a personagem interpretada por Grant. Juntos procuram uma canção que seja adequada à cantora Cora e percebem que estar apaixonado pode ajudar e muito...


Esta comédia romântica prende-nos desde o primeiro minuto. Sem se aperceberem, ficarão envolvidos num ambiente repleto de música e de riso.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

10

"1 dose de droga 1 grama de esperança?"


“Quem me dera ter vivido antes de nascer. No tempo dos meus pais. Talvez conseguisse entender o lado bom da droga.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

O lado bom da droga… Há algum lado bom?! Às vezes dou comigo a pensar nestas ervinhas, neste pozinho que leva miúdos e graúdos a uma viagem dita excepcional, algo único que deixa apenas a vontade de repetir.
Mas a grande questão que fica a pairar no ar é “qual a necessidade de entrarem neste mundo?” Não sei. Talvez a fraqueza e a falta de autoconfiança e auto-estima para prosseguirem em frente…

“A minha mãe é uma mulher sofredora, que, de repente, se viu num labirinto para o qual não encontrou saída. A toxicodependência obrigou-a a deixar a vergonha num beco e a conduzir o seu destino pelas estradas da prostituição, com paragens diárias num ou mais sitos obrigatórios. Locais onde pudesse extrair com dinheiro, algum prazer, ou, pelo menos, algum remédio para as dores que não paravam de gritar. Desde manhã. Ter uma dose ao acordar era como apanhar o autocarro para o emprego. É essencial, senão não se chega lá. Uma dose de Heroína era o suficiente para ir ganhar dinheiro para mais Heroína. Um círculo vicioso, portanto. Do qual eu também fazia parte. Mentalmente.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

Familiar ou não, amigo do peito, ou colega no futebol… é uma vivência marcante, certamente. Quando assistimos à dor, ao consumo da droga por parte de outro, é como se fossemos feitos de olhos que se arregalam aquando da ingestão desta “coisa”. A nossa cabeça gira, tudo à volta se transforma e ficamos petrificados para ver a reacção que provocará. O mais curioso é que os toxicodependentes ficam como apáticos. Completamente alheios ao que os rodeiam, interessando-se apenas pelo “seu mundo” que é cor-de-rosa (ou não), que é só e exclusivamente deles. Fecha-se a porta aos curiosos, amigos e família. Talvez seja nesse mundo que os sonhos se concretizam; que a felicidade permaneça constantemente na vida de quem os rodeia; talvez...
Mas essa visão só faz com que a ambição do consumo desta seja cada vez maior. O desejo e o sofrimento caminham assim, lado a lado. Tanto o deles como o nosso.

No entanto, temos que ter esperança e acreditar que o amanhã será muito melhor que o presente e que o passado. Temos que acreditar em nós, nas nossas capacidades e temos que enfrentar os problemas com um grande sorriso. É a maior vingança a todos aqueles que nos querem ver entre a espada e a parede e o maior triunfo a nós mesmos que podemos dar.

(Há diversas perspectivas/opiniões acerca deste assunto. Uma delas pode ser vista aqui )


“M: (…) Fomos para uma pensão e o cego deu-me um envelope, com dinheiro que tinha ganho durante o mês e disse-me: - Tira aquilo que pediste… (…)”

“E o dinheiro nem sequer era para comer, raramente o foi. (…) O corpo estava cheio pelo sangue que corria na droga.”

“A partir do momento em que a droga chega ao cérebro, os toxicodependentes tornam-se acósmicos, metem-se num avião e viajam para o mundo onde tudo é perfeito, perdendo a noção do que os rodeia no mundo real. Não foram poucas as vezes em que eu próprio fui o auxílio dos meus pais para se drogarem.”

“A minha mãe é uma sobrevivente.”

“Eu podia fazer um jornal. A ideia era arriscada, mais ainda se tivermos em conta que tinha apenas 13 anos (…). Mas sentia (…) a necessidade de fazer uma coisa diferente, onde pudesse demonstrar que era capaz de ser mais forte do que o meu passado.”

“1 dose de droga 1 grama de esperança?” é um livro cujo título também poderia ser “Miséria e Dignidade” devido a todo o percurso que o autor, desde muito cedo, teve que passar e também devido à luta constante que foi. Uma autêntica batalha surda sem vencidos. No entanto venceu com muita dignidade. Daniel Oliveira viu bem de perto a destruição dos seus pais e mesmo assim nunca virou as costas à vida. É digno de todo o êxito que este livro teve/tem. De igual forma é alvo de admiração da minha parte.

Um livro que se lê de uma assentada. Somos, inconscientemente, envolvidos numa emoção enorme que faz com que entremos naquelas páginas e vivamos o mesmo que o autor viveu.


"O exemplo de um jovem que se libertou de uma infância difícil"


Daniel Oliveira: “1 dose de droga… 1 grama de esperança?”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

4

Feliz Natal


Os céus são decorados com pequenas luzes que transmitem aos nossos olhos figuras características do Natal ou da região em que estamos. As paredes das ruas parecem que nos gritam ''Feliz Natal!'' através das músicas que vamos ouvindo enquanto caminhamos sem destino. A frase mais dita nestes últimos dias é, sem dúvida, "Tenha um Bom Natal" e de dia para dia vemos as pessoas completamente atrapalhadas com montes de sacos com os respectivos presentes para os entes mais queridos. Há ainda aqueles mais atrasados que gostam do stress de comprar tudo à última hora. Somos também bombardeados por canções, acessórios... bom, pelo espírito natalício. Mensagem para aqui, mensagem para ali, um beijinho, um abraço, um presentinho. Tudo o que é característico desta época. O frio, um bom filme de Natal que vemos enquanto bebemos um belo de um chocolate quente, os chocolates... aiii os chocolates, a árvore já decorada, os presentes à sua volta, o telefone que só toca com o recado que já sabemos de cor e salteado. Enfim... é o que nos lembra o Natal, não é verdade?

Desejo a todos os meus leitores assíduos, um Feliz Natal com muitos presentes, gargalhadas, com toda a família/amigos rodeados a uma grande mesa com toda a gastronomia que esta época exige. Essencialmente, espero que descubram a alegria neste dia e que dêem valor aos pequenos gestos. O Natal é isso mesmo. Apreciar, dar, sorrir.


UM FELIZ NATAL!
(desconheço o autor da foto)

domingo, 23 de dezembro de 2007

4

Não resisti!!

Bom Natal a todos!
6

O Natal visto pelos Madeirenses


É sempre bom festejar o Natal e saber um pouco da maneira como o fazem as diferentes culturas do mundo. No post de hoje, veremos como é que cá, na Madeira, os madeirenses celebram o Natal!


No Natale madêrense têmes:
Matança do porque.
Noite do mercade.
Broas (por favor, leia-se: brauas) de mele.
Meissa do parte (Outra meissa) Meissa do gualo.
Carne de vinhe e alhes.
Canja de galeinha.
Uis boles de mele.
Iluminaçãoe nas reuas.
Montage do pinheirinhe.
Eis cabreinhas.
A lapeinha.
Eis lampareinas.
Uis presentes.
Uis ausentes que venhem aguora.
Eis prendas.
Buzies.
O Menine.
Eis vaquinhas.
O burre. O Joséa e a Mareia.
Anjes, arcanjes e uis Rei Magues.
A genebra. O aneiz.
Eis bedeiras.
Enfim(e), comuere e bebere.
Estepilha, come eu goste do Natale!


Então? Parece-vos bem? Hahahaha.
Mas que fique bem justificado que os madeirenses não falam/escrevem assim! - alguns sim, mas a maior parte não!
''Estepilha!'' Muahahahahaha
(se alguém souber o que são ''buzies'' por favor que diga!)

sábado, 22 de dezembro de 2007

4

Um presente para vocês

Espero que gostem:
Obrigada a todos pelo melhor jantar de Natal de sempre! Muitas cantorias, gargalhadas, conversas, fotografias, pessoas cinco estrelas... foi FANTÁSTICO!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

6

Sabem o que encontrei?

Fantástico! Ontem nas buscas dos acessórios para decorar a árvore de Natal encontrei uns que eu tinha feito quando era miúda. Achei o máximo. Já não via aquele meu trabalho há alguns anos e nem me lembrava que aquilo existia! Claro que serviram para decorar a árvore. Este ano está diferente. Além das tradicionais bolas e fitinhas e mais não sei que mais, tem sininhos, corações, quadradinhos (que sinceramente não têm forma de quadrados, mas o objectivo era terem) e entre outras coisas, tudo em gesso (se aquilo cai, era uma vez). Modéstia à parte mas está um mimo!


Adoro estes. São tampinhas de não sei o quê, decoradas com lantejoulas e massas. Esse formato de estrela é feito com paus de gelado depois são colados a um círculo de cartão que por sua vez, tal como as tampinhas é decorado com lantejoulas e brilhantes e massas.




Neste aqui, já se vê uma vela feita de cartolina, estrelas, corações com acessórios bastante engraçados que dão um toque especial ao gesso.






Sabem com que são feitas estas figuras? Não sabem? Não imaginam? Hmmm, dou uma ajuda. É algo que toda a gente tem em casa e que toca vezes sem fim. Exacto. CD's! Gosto especialmente do anjo. Só não o pus na árvore porque o buraquinho para pôr a ráfia ou o arame está ao lado (dá para ver) de forma que o pobre do anjinho fica de lado como se tivesse apanhado uma bebedeira qualquer. Mas o sino está!! Adoro aquelas cores.

E depois disto tudo, não é que encontrei um presépio? Também feito por mim. Não sejam como a minha mãe que começou a gozar das personagens ou porque estão de pernas demasiado abertas (LOL) - menino Jesus - , ou porque têm as mãos muito grandes em relação ao corpo ou porque os olhos não passam de dois buracos. É feito em barro, logo não me ia pôr a fazer olhos direitos!!!

No fundo mas mesmo lá no fundo, os meus pais até gostaram destes pormenores todos. É sempre um orgulho! Hahahahahahha

A decoração da árvore demorou algum tempo. Mas acho que ficou muito bonita, apesar das gambiarras não estarem no seu melhor estado...


Então? Que vos parece?
Digo-vos sinceramente, pode não estar brilhante, podem já ter visto melhor (e acredito que sim, porque eu já vi!) mas há tanta gente que nem uma árvore ou um presente tem que temos de nos considerar uns felizardos por podermos, todos os Natais, celebrar esta época, e manter o nosso espírito natalício em toda a casa. Devemos também considerarmo-nos uns sortudos por termos posses para comprar todos os presentes e acessórios. Muitos têm apenas um sorriso!
Tinha que partilhar isto convosco. Desculpem a qualidade das fotos, sei que está péssima. E desculpem também a qualidade deste post que não é grande coisa mas prometo que o próximo será bem melhor.
Beijinhos para todos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

7
Querido Pai,

Há muito tempo que ansiava escrever esta carta. Mas não tinha coragem. Cobardia. Sei que estás distante e que eu não te vejo há uns longos quatro anos. Culpa minha? Sim. Assumo. Ainda me lembro daquela noite fria de Inverno em que te dei um beijo na testa e saí porta fora deixando para trás a dor e o pânico que estava a sentir. Apenas me olhaste de relance e retomaste a leitura do teu jornal enquanto davas um gole no teu café com leite. Sabias que me ia perder e que nesse momento só iria querer abraçar-te e chorar no teu peito. Não tentaste me avisar. Não te compreendia. Aliás, achava que tu é que não me compreendias. Ou se calhar tentaste me avisar mas eu é que não percebi. Não sabia nem sei interpretar mentes e expressões. Devia era de ter aprendido contigo. Isso é o que tu mais sabes fazer. Lias-me as expressões e os traços do rosto e descodificavas todas as mensagens. Impressionante. Nunca conheci ninguém que tivesse esse dom. E dizem que tenho uma face quase sem expressão, difícil de interpretar e mesmo assim tu sabias sempre. Sempre mesmo.

Durante o longo caminho que obriguei a minha pessoa a percorrer, conheci quem me amasse e quem me quisesse amar. Amei também. Sofri e voltei a renascer. Fiz amigos para a vida e caí sob os piores espinhos... Que te posso dizer? A vida é mesmo assim e fizeste-me falta durante todo esse percurso. Mas se te dissesse isto tudo cara a cara a tua resposta seria um encolher de ombros. Parte-me o coração sempre que o fazes. Parece-me que só vives para a tua colecção de moedas. E parece que ficas mudo sempre que tento manter uma conversa contigo. Não gosto disso. Acredito, não obstante, que gostas e orgulhas-te de mim à tua maneira.

Imagino-te todas as noites na tua cadeira de baloiço a contemplar a lua e a injuriar contra tudo e contra todos. É típico. Há quem diga que tens um ar frio e uma personalidade um tanto ou quanto difícil. E é verdade, tenho que aprovar. Mesmo assim, admiro-te porque cuidaste de mim como se fosse uma moeda tua. Cuidaste de mim com todo o carinho e amor do mundo e estou-te eternamente grata. Uii, mas comparar-me com uma moeda é demasiado forte ou demasiado banal. Nem sei. Mas sei que esta comparação está bem feita e prefiro pensar assim, porque é da maneira que me convenço que me amaste e continuas a me amar. A me examinar sempre que olhas para a minha fotografia que tens na tua mesinha de cabeceira (ainda a tens?) e a pensar em mim sempre que te contam as asneiras que os filhos dos outros fazem. Sou igual a eles, dizes tu. Certamente sou diferente. Creio que sim. É o que todos me dizem, mas tu tens que marcar a diferença, não é verdade? Não faz mal. Já lá foi o tempo em que doía cá dentro, mas eu gosto de ti assim. Também foi assim que sempre te vi e lidei contigo...

Enfim, a caneta já está ficando gasta e o papel chegando ao fim.
Suponho a tua reacção ao ler esta carta. O habitual encolher de ombros... não importa.
Tenho saudades tuas e senti-me muito melhor ao gravar neste pedaço de papel o que queria que nunca se apagasse: a tua memória. Por mais esbatida ou abstracta ou até... inconcreta?! que seja.
Bom Natal, Pai.


Amo-te.

domingo, 16 de dezembro de 2007

10

Finalmente!

Foi um dia atribulado. Muito atribulado, atrevo-me a dizer. Às 07:00 o despertador tocou com o seu habitual chinfrim. Muito cedo para o primeiro dia de férias? Sim, de facto era. Mas o motivo justificava e a pessoa merecia. Destino? Aeroporto. Era o regresso da Nana! Pus os pés no aeroporto eram 08:45. Sempre muito pontual (claro!) e esperei uma eternidade (que exagero) por suas excelências Luli, Marco, Becas e Xanda. Estávamos extremamente entusiasmados e nem o (pouco) frio nos fazia desanimar. Mas...

O avião aterrara e saíam todos os passageiros menos a Nana. O que se passava? Porque é que ela não saía? Estaria na alfândega? Mas tanto tempo... Connosco tínhamos uma folha A4 da alfândega a dizer ''Isabelinha Camacho (Nana)'' feito com um marcador roxo. Para improvisar... há que saber como nos desenrascarmos, não é verdade? Mas os minutos passavam e nada da Isabelinha. Até que ligamos à mãe dela, que curiosamente não estava no aeroporto. O que acontecera? O avião aterrou em Lisboa às 07:00 mas houve alguns problemas e ela perdeu a avião. Só tinha às 09:15 mas também devido a outros problemas não pôde apanhar esse.

Numa palavra: STRESS! Foi o que sentimos. Sem ou com pouquíssimo dinheiro, cansada, desesperada, com fome (provavelmente), a Nana estava sozinha no aeroporto da Portela e só tinha voo às 17:00. Desespero total. Falamos com ela quando estávamos no aeroporto mas nós como somos espertíssimos falámos dentro do aeroporto. Que aconteceu? ''Tanana... Próxima chamada para o voo...'' Obviamente que ela percebeu, mas a Luli teimava que estava em casa. (LOL)

O que fazer? Destino: Funchal. Estivemos sempre em contacto com ela para lhe fazermos companhia. Mas ela continuava a não acreditar que estávamos no Funchal. Mas era verdade! Até chegámos ao cúmulo de pôr o telemóvel ao mesmo nível da estrada para ela ouvir os carros e acreditar e de ir à TMN para activar as vídeo chamadas mas nem assim funcionou.

Aproveitamos o ''passeio'' pela cidade e fomos comprar uma cartolina preta para fazer um cartaz como deve ser. Sim, porque uma simples folhinha é muito triste. Estávamos, apesar de tudo, frustrados e entusiasmados (que contraste!). Frustrados porque não a podíamos ajudar, entusiasmados porque o voo estava confirmado e porque íamos fazer um GRANDE cartaz. E claro, porque iríamos matar as saudades dentro de 8 horas e meia ?!

Durante a tarde fizemo-lo. Ficou perfeito (modéstia à parte) - não acham?:


Tanto eu como a Luli ficámos satisfeitas com o resultado final.

Continuávamos a manter contacto com a Nana e ainda nos rimos um pedaço. É curioso ver que no meio de todo aquele stress ela ainda conseguia cantar e rir! Tu és vida, minha amiga!

Contávamos as horas, os minutos e o relógio estava sempre sob o nosso controlo. Até que...

Chegou, finalmente, a hora de arrancarmos para o aeroporto. A euforia era muita e esperávamos que o avião que estava a aterrar era o que ela se encontrava. O nervoso miudinho, os sorrisos e gargalhadas descontroladas, o passar das barreiras - como quem não sabe ler, LOL - o escândalo - três miúdos em pleno aeroporto de cartaz na mão e a fazer alto escândalo -, tomavam conta de nós.

E...

E...

A Luli exclama: ''OLHA A NANA!'' e as portas de onde os passageiros passam fecharam-se. Marco e Marta a teimar que não era ela. Até que...

Até que as portas voltam a se abrir e vemos uma rapariga com chapéu de Pai Natal, montes de malas, com cara de ''deixem-me dormir'', um tanto ou quanto a precisar de um banho (atenção: ela esteve a viajar desde quinta - Nova Iorque-Madeira > com atrasos e tal e coiso - e não pôde tomar banho, nem dormir, nem comer - além da comida do avião que é aquela coisa que sabemos) e a parar o carrinho com as malas a uma certa distância de nós e a dizer: ''EU NÃO ACREDITO!!!!''. Foi aí que nos apercebemos que a nossa menina tinha chegado e que era mesmo ela. Era mesmo ela que estava à nossa frente. Após 4 longos meses tínhamo-la connosco. A nossa reacção? Desatar aos gritos e a correr para ir ter com ela. Abraços e mais abraços, gargalhadas e mais gargalhadas... Numa palavra: LINDO!

O momento porque todos esperávamos. O abraço que há muito desejávamos dar/receber, o sorriso que há muito queríamos ver, a voz que queríamos ouvir e a pessoa que queríamos ter. Foi fantástico!

Ainda deu tempo para tirarmos duas fotos e falar um bocadinho. E estávamos os quatro felizes. Felizes como nunca! E agora com as férias não a vamos largar - somos chatos!. Nem a ela nem a todos os outros amigos que eu também anseio passar algum tempo. Recuperar o tempo perdido, diria e matar todas as saudades.

Estou feliz. Estou realmente feliz. E tenho um pressentimento que estas serão umas grandes férias. Mesmo!

WE LOVE YOU NANA!

(tudo isto foi do dia de ontem)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

5

O desconhecido?!


- O que acho fantástico nisto tudo, é a capacidade que temos de nos indignar e de nos interrogar. - Não deveria de ser a mesma coisa? - Não sei, fiquei baralhado. - Baralhado? Mas isto não é um baralho de cartas em que tu ficas com o trunfo e jogas ao C-O-S-P-E-S, ganhas e és conhecido como o glorioso, o come cartas? - Mais uma vez, não sei. - Irra, que ignorância! - O mundo é dos ignorantes e o sonho dos sonhadores. Há ainda aqueles que ficam a ver navios... Paciência. Não se pode agradar a todos. Todos temos uma face oculta, my love. Uma face que nem a luz da lua consegue desvendar. Um mistério? Hmmm, eu gosto de mistérios! Por vezes comento que não conheço a minha alma. - Mas a alma não se conhece! - Pois não. Nem a substância que a compõe mas ficas fascinada quando descobres a pólvora. Tem piada tudo isto. - Estou aqui neste palco da vida a declamar estas lindas (!) palavras para um monte de cadeiras... vazias e holofotes desligados e pano por abrir. - Não te preocupes, é apenas o ensaio geral.




(desconheço o autor das fotos)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

9

Ao som de...


Os teus dedos tocam levemente nas cordas finas. Mordes o lábio ou porque estás nervoso ou porque estás indeciso - esta ou aquela? Começas a trotear Imagine e automaticamente os dedos mexem-me suavemente produzindo sons bonitos, suaves e olhas-me nos olhos com certeza à espera de uma (des)aprovação. Mas a melodia entra-me nos ouvidos e fico à espera que continues. Apenas dou um leve sorriso e tu fazes um sorriso tímido, sinal de quem gostou da minha ''resposta''. Continuas com a dança dos acordes na magia dos dedos e aos poucos e poucos vamos tendo uma canção. Estás feliz. Soltas uma gargalhada tão espontânea que me faz rir também. É um objectivo alcançado, penso. Qual? Não sei. Só tu sabes. Mais uma vez desprendes o olhar das cordas da viola e olhas para mim. Desta vez um olhar muito mais demorado o que me faz levar a mão à cara se calhar para evitar o blush! Engraçado. Percebeste o meu embaraço mas continuas a olhar. Estás à espera do quê? Ainda atrapalhada começo a soletrar as primeiras notas e a voz sai-me de tal maneira baixinha que não tenho a certeza se ouves. Acompanhas o meu ritmo. Acenas com a cabeça e entregas-te à música de uma maneira tão profunda que chego a pensar que não estás cá. Estou feliz. No fundo ouve-se o mar e no primeiro plano estás tu com a tua fiel companheira a me fazer uma espécie de serenata. Tenho que admitir que gosto. Sabes as notas de cor e salteado e saltas do dó para o lá e do mi para o sol. Mas isso não me espanta. Porque razão haveria de espantar? Olho nos teus olhos ternos de amêndoa e tu nos meus olhos cor de chocolate. Ficamos como dois seres sem vida própria, dependentes um do outro.


E continuamos.


La... la... la... la...
(desconheço o autor da foto)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

7

Conheço-te como conheço a palma das minhas mãos


Observo. Observo. Observo. Fico confusa, confesso. Como é que todas estas linhas sem início e sem fim podem fazer as delícias das bruxinhas da bola de cristal, se para mim e para muita gente são apenas isso: linhas? Como é que podem ditar o futuro e como é que nos podem mostrar caminhos? Ou para a frente ou para trás. Ou para a esquerda ou para a direita. Não existem outras hipóteses. Chega até uma altura em que elas se tocam como se esperássemos algum encontro. Algum fado do encontro. Mas depois prosseguem viagem e a única marca que fica ou é a ferida profunda que não sara ou a memória jamais esquecida. Irónico não é?

Umas pessoas seguem à risca todas as indicações dadas e caem no exagero da busca de informações dia sim dia sim senhor. Outras fingem que percebem alguma coisa do assunto mas afinal não percebem nada e há ainda aquelas que acham que o manicómio é o lar desta gente.

Nunca tinha pensado nisto. Sou sempre levada para outros mundos que me dizem muito mais do que linhas tremidas das mãos. Olho para isto e é tudo igual. Quer dizer... consigo reparar que umas indicam o não e o fácil e outras o sim e o difícil. Mas tirando estes pequenos pormenores isto não me toca rigorosamente nada.

E a ironia disto tudo é quando dizemos "Conheço-te como conheço a palma das minhas mãos"
(desconheço o autor da foto)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

11

Que importa?


Entro naquele que já é o meu refúgio. Escuro e com uma pilha de livros há espera do meu toque para folhear todas aquelas páginas e me entregar a cada palavra, a cada linha, a cada sinal de pontuação. Sento-me de perna cruzada no cadeirão mais próximo onde uma réstia da lua apenas consegue iluminar metade da minha face. Puxo um cigarro e fico assim, durante alguns minutos, a meditar.
As paredes do abismo, brancas como o cal, surgem na minha cabeça. Sufocam-me. A cada dia que passa, sinto-as mais próximas da mesinha que está no centro da suposta sala. E sinto que se der um passo à frente... catrapum, era uma vez. Se der um passo atrás fico entre a espada e a parede. Imagino até as gotas de suor que me cairão face abaixo. E mesmo no interior dos sonhos só consigo ouvir as paredes do abismo. Gritam! Bradam!
Mas não, não. Semicerro os olhos e faço mais uma bola de fumo. Porquê? Silêncio... silêncio. Estarão as palavras gastas? Não me parece. Assaltam-me o pensamento, até.
A lua está cheia. Hoje de manhã não te ouvi na rua mas nem isso significou algo para mim. Prefiro ficar sozinha. Talvez sozinha e perdida me recorde de ti com o devido sentimento. Sim, de ti.
Tenho que te dizer que já não voo por cima das nuvens nem à volta das estrelas. Nem as palmas das minhas mãos se conheço! Mas sabes, nem isso me afecta. O meu único vício é o cigarro. Companheiro fiel de todas as horas e segundos. Veneno, eu sei. Que importa?
Lembro-me do corredor do hospital. Que tédio! Lembro-me das palavras que murmuraste antes de te olhar nos olhos. Lembro-me de cada gesto teu, de cada traço do teu rosto, da expressividade do teu olhar. Podia até ler a tua mente. Tenho conhecimentos suficientes para isso, mas... para quê? Isso não traria de volta a felicidade nem a pureza tua alma. Sim, já te tinhas perdido naquela altura. Olhavas para mim e era como se me visses pela primeira vez. Não me conhecias. Não sabias o meu nome. Não sabias que eras importante para mim. Não sabias nada. Não imaginas a dor que isso me provocou. Foi como se me tivessem dado um tiro que acertou em cheio no coração. E mesmo assim, mesmo assim agarraste a minha mão e tiveste medo que partisse.
Mas eu não parto, meu amor. Apesar de o mundo ter desabado em cima de mim no momento em que me perguntaste quem eu era... Como é que...? Não sei. Respondi-te apenas que era o teu anjo. Fiquei na dúvida se me tinhas percebido ou se me acharias louca. Mas não importa.
Aliás, já nada importa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

5

Maybe

''um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre
os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela. e a luz
compreenderá a impossível compreensão do amor. um dia, quando a chuva
secar na memória, quando o inverno fôr tão distante, quando o frio
responder devagar como a voz arrastada de um velho, estarei contigo e
cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. sim, cantarão
pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu
acordarei nos teus braços e nao direi nem uma palavra, nem o princípio
de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade"

José Luís Peixoto, in a criança em ruínas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

3

Sinto-te

Sinto-te. Os teus dedos nos meus. O teu cheiro percorre o meu nariz. Sinto-te vivo. Livre. Poeta às vezes Diziam eles. Frágil. Sopro. Leve beijo triste. Se tudo fosse o cheiro da chuva que se perde nas ruas... Agarra a minha mão estendida numa sala mal iluminada e ardida. E entre nós? As palavras.

sábado, 1 de dezembro de 2007

4

Dia Mundial Contra a Sida


Hoje, 1 de Dezembro, celebra-se aquela que é uma das doenças mais temidas por todos e que não teme ninguém: a SIDA.

O que é a SIDA?

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que entra no organismo através do contacto com uma pessoa infectada.


Como é que pode acontecer a transmissão do VIH?

A SIDA não é transmitida através da respiração nem penetra no organismo através da pele, precisando de uma ferida ou de um corte para entrar no organismo. A forma mais perigosa de transmissão é através de uma seringa com sangue infectado porque o vírus entra directamente na corrente sanguínea. Pode ser também transmitida através de relações sexuais sem prevenção, e também de mãe para filho (é hereditário).

O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças. Estas doenças são chamadas de infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. A SIDA pode também fazer surgir alguns tumores - cancros.


Quais são os sintomas?

  • perda de peso;
  • sintomas das gripes (febre, suor, dor de cabeça e de estômago...)
  • depressões;
  • entre outras.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito a partir de análises sanguíneas. As primeiras análises a um infectado podem dar um resultado negativo se o contágio for recente, por isso, os testes devem ser repetidos quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise. O período em que a pessoa está infectada, mas não lhe são detectados anticorpos, chama-se ''período de janela''.

Quais são os comportamentos de risco?

Os toxicodependentes são sujeitos a terem VIH se se injectam e partilham agulhas, seringas e outro material usado na preparação da droga para injecção. Também quem não usa preservativo tem cerca de 60% de probabilidade em apanhar o vírus e acidentes com contacto com objectos cortantes contaminados (agulhas) ou com sangue, ou outros líquidos orgânicos, contaminados.


Como prevenir?

Usar o preservativo, não utilizar agulhas, seringas ou objectos contaminados.



As perguntas mais frequentes são:

  • Pode estar-se sempre no estado de seropositividade sem passar a SIDA?

Sem tratamento específico para o VIH (com os medicamentos anti-retrovíricos) todos os infectados com o vírus virão a ter SIDA mais cedo ou mais tarde. Desde o momento em que a pessoa adquire a infecção até entrar no estado de SIDA decorre um período de tempo que é, em média, de 8 a 10 anos. Com o tratamento actualmente disponível, é possível modificar a história natural desta infecção, aumentando a duração do período assintomático da doença e prevenindo o aparecimento das infecções e tumores que definem a fase de SIDA. Para que isto seja possível, é fundamental que todo o indivíduo seropositivo tenha um acompanhamento médico periódico adequado.

  • Quantos anos de vida tem uma pessoa seropositiva?

É muito variável. A evolução da infecção não é igual em todas as pessoas. Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas de doença decorre um período de tempo, designado como fase assintomática da infecção pelo VIH, que pode durar em média 8 a 10 anos. No entanto, nalgumas pessoas este período pode ser apenas de dois ou três anos e noutras de 15 ou 20 anos.Após o aparecimento de uma infecção oportunista, ou seja, após se entrar na fase de SIDA, o tempo médio de sobrevida é de cerca de um ano e meio, na ausência de tratamento anti-retrovírico. No entanto, com os medicamentos actualmente disponíveis para o tratamento desta infecção a sobrevida dos doentes pode ser muito mais longa desde que se cumpra rigorosamente o tratamento e as restantes indicações médicas. Actualmente existem algumas pessoas que vivem com esta infecção há mais de 20 anos.


É necessário alertar que uma pessoa seropositiva não significa que tenha o vírus da SIDA. Uma pessoa seropositiva pode ter uma vida normal e não é um risco para a saúde pública. Mais depressa se apanha um vírus da gripe do que da SIDA, por isso, não devemos desprezar quem é seropositivo e muito menos quem é portador do VIH.

45 milhões de pessoas estão actualmente infectadas, morrendo 3 milhões por ano e 15 000 são infectadas por dia (a nível mundial). Portugal está nos 4 primeiros países em todo o mundo com mais pessoas infectadas com o vírus da SIDA. Já somos muitos não vos parece? Temos que ajudar a combater esta doença de forma a impedir que estes números assustadores aumentem de dia para dia.

"Eu preocupo-me e tu?''