segunda-feira, 25 de maio de 2009

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Anjos e Demónios

Primeiro que tudo, peço imensa desculpa a todos os que amaram o filme mas eu não achei piada nenhuma. Acontece que o livro foi dos melhores que alguma vez li. Escrita detalhada e bastante compreensível, atractiva, chama a atenção logo na primeira página. Li-o de uma assentada. Quanto ao filme, talvez um dos mais esperados por mim. Tinha altas expectativas, mas... esqueçam! Não gostei. E não gostei porque o filme não é fiel ao livro. Logo no início, reparamos que algo está bastante diferente, quando supostamente deveria de haver um telefonema do CERN para os EUA e esse telefonema, não existe de maneira nenhuma. Depois, também era suposto ouvirmos falar da anti-matéria não no início, como foi retratado no filme, e quem sabia da existência de tal coisa eram apenas duas pessoas (Leonardo e Vittoria Vetra - ''pai e filha'' no livro; Silvano ou Silvino - já nem sei - e Vittoria Vetra - colegas, no filme). No entanto, no filme várias sujeitos conheciam a criação destes dois cientistas como também conheciam o seu poder. No livro, Robert Landgon, recebe um fax com uma fotografia do cientista assassinado, onde no peito estava marcado uma marca Illuminatti, com o mesmo nome. No filme, isso não acontece. Como também Landgon não vai ao CERN nem contacta com o director do mesmo (que nem existe no filme). A entrada no laboratório de Vittoria e de Leonardo ou Silvano/Silvino - como preferirem - é como um exame de retina e, segundo Dan Brown, quando o cientista é assassinado, quem encontra o dito olho é o director do CERN, Robert e Vittoria, não apenas Vittoria como no filme. Vittoria só aparece quanto o livro já tem algumas páginas, e vem com uma vestimenta menos própria para quem tem que ir ao Vaticano, mas o realizador achou por bem vestir a personagem como se fosse para uma festa e então, está adequada para entrar onde quer que seja sem ter que haver algumas divergências quanto ao seu vestuário. (contudo, ela só sabe desta viagem quando chega ao CERN). Robert não viaja no dito avião esquisito, nem conhece a ''colega'' ou ''filha'' do cientista no CERN, mas sim na Guarda Suíça, o que é muito esquisito. Ambos conhecem o camareiro do papa sem as maiores dificuldades, o que é estranho. O camareiro, no livro chama-se Carlo, no filme chama-se Patrick. Após ter ido aos arquivos do Vaticano e possuindo um documento original de Galileu, quem supostamente deveria perguntar-lhe onde arranjou aquele tesouro, seria um guia que estava sempre atrás dele no Panteão e não o Olivetti, no carro. Quando Robert afirma que precisa de ir aos arquivos do Vaticano pela segunda vez, vai sozinho! (segundo Dan Brown). O Olivetti não correponde à descrição do autor, nem pouco mais ou menos. No primeiro assassinato, apenas Robert e Vittoria estão no local e não o pessoal todo da Guarda Suiça, como também tem que existir um jornalista britânico que espera pelos seus minutos de fama e, através do qual, todas as pessoas que estão na Praça de S. Pedro, sabem o que se passa dentro do Vaticano, já no final do filme. Esse mesmo jornalista decide seguir Landong e a Vittoria para também tentar descobrir os assassinatos e ser o ''pioneiro'' em relação aos outros jornalistas. No terceiro assassinato, Vittoria deveria de ter sido raptada, mas no filme ela está dentro do Vaticano (não sei porque carga de água!) e o realizador faz de Robert uma espécie de assassino, o que não acontece. Também este deveria de estar desmaiado e o seu relógio do rato Mickey é que era a sua salvação, mas não. No filme, não perde a consciência uma única vez que seja! No quarto assassinato (para mim o mais escandaloso*), ninguém ajuda o Robert a (tentar) salvar o preferitti, porque não há ninguém na praça e o assassino e americano travam uma pequena luta, acabada por o primeiro achar que Landong se tinha mesmo afogado na fonte. Mas, também não sei porquê, a praça tem um número considerável de pessoas, o assassino não tem luta nenhuma com Landong, e - pasmem-se - o preferitti salva-se. (E-s-c-a-n-d-a-l-o-s-o-!) Adiante. A maneira que o realizador arranjou de surgir uma gravação onde se via realmente que o camareiro é que era o culpado pela morte dos preferitti e de tudo o resto é deveras interessante. Sim, no livro era o director do CERN que ia ao Vaticano falar com ele e gravava um vídeo que, na hora da sua morte, entregava a Robert. No filme, é outra personagem que o faz. Também o camareiro não sabe que é filho do Papa, o que é estranho pois mais uma vez, era suposto. Na parte do helicópetro e já com a anti-matéria, o camareiro não vai sozinho! Segundo Dan Brown, Robert Landong vai com ele e quando a anti-matéria explode, não causa danos nenhuns na cidade do Vaticano como vemos no filme. E.. para mim o pior de tudo, a maior falha *o papa eleito não é o quarto preferitti porque no livro este morre afogado! (qual é a nóiaaa???!!!!)
Ok, eu sei que não se pode pôr tudo num filme, mas o que se faz convém, repito convém, volto a repetir, convém mesmo que seja bem feito. Fiel, diria. Verdadeiramente fiel. Estou bastante decepcionada com o filme. Quem não leu o livro, gosta do filme como é óbvio. Mas tendencialmente, quem leu e amou o livro tem que comparar com o filme porque o que esperamos que aconteça, infelizmente não acontece e notamos, logo, uma enorme diferença, falhas inadmissíveis, coisas surgidas sabe-se lá de onde (como é o caso do carro a explodir após o quarto 'suposto' assassinato. Oi???!!!), mudança do nome das personagens e ''desaparecimento'' de outras consideradas fundamentais no fio da narrativa/história. Não gostei, e sinceramente não recomendo a ninguém. Saí do cinema revoltada. Leiam o livro que está bem melhor!
De qualquer maneira, fica aqui o trailler - onde mal se notam as falhas (espertos...)
ps: a morte do assassino também é um tanto ou quanto estúpida! pffff

sábado, 23 de maio de 2009

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CSI Funchal II

Inacreditável!!
E nós temos qualquer coisa que faz com que também participemos no espectáculo (falo, obviamente, das nossas gargalhadas! «a peça durou mais 20 minutos por causa destes dois!» muahahahaha)
Voltava a ver, voltava a rir do mesmo! Coisas destas não cansa! :D

quarta-feira, 20 de maio de 2009

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CSI Funchal


Acho que é desta que vou trambolhar pelas escadas abaixo e que saio de lá completamente rouca! Depois da História Rapidinha do Funchal, Ao Vivo e a Soro 3 (2 vezes), não sei se ainda tenho energia para mais um noite de muita risada!
Imperdível, como é óbvio! :)
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L.

Não podia estar mais orgulhosa, lulu! :)
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Estou completamente away. E nunca estive assim. Digamos que... indefinida

quinta-feira, 14 de maio de 2009

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Dream catch me


There's a place I go
When I'm alone
Do anything I want
Be anyone I wanna be

sábado, 9 de maio de 2009

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II

Um dia escrevo um livro. «O teu lado de sonhadora tem que vir sempre ao de cima, não é?», diz a minha mãe. Secretamente faço um sorriso ténue e pisco-lhe o olho. Um dia...
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I

E só me lembro da reacção que tive quando estávamos no Starbucks e pedimos, cada, um caramelo macchiato com um aspecto divinal e com um nome ainda mais sublime; e a senhora com um sorriso de orelha a orelha, com uns olhos um bocadinho arregalados e feliz da vida por estar a vender esta delícia a quatro madeirenses, que não passam despercebidos onde quer que estejam, ainda mais satisfeita por ter escrito os nossos nomes dos recipientes do dito café e responde alegremente: «sim, são mesmo 3,10€ cada». Nesse preciso momento acho que os meus olhos perderam o pouco de amendoados que têm e se pareceram aos olhos da Dóris, amiga do pai do Nemo, e devo ter ficado um bocadinho branca ou quiçá amarela... não sei definir muito bem a cor da minha face. Irónico tudo isto, portanto, porque agora preciso mesmo de outro macchiato (não me importando com o preço). E também seria bom parar de usar perífrases e metáforas só para expressar de forma um tanto ou quanto arrojada (ou talvez não) que quero um café minimamente decente e cujo efeito da cafeína seja imediato - já é inato, suponho. Tenho dito.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

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«Pois não é o jazz uma formidável gargalhada?!» (Paulo Guinote)

Ella Fitzgerald & Louis Armstrong - Cheek To Cheek

terça-feira, 5 de maio de 2009

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Sejamos realistas

Os homens também choram!
(E deixem-se lá de qualquer-coisa-parecida-com-o-machismo ou lá o que quiserem chamar, se faz favor)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

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Viena

Hoje estou naqueles dias em que apetece desligar tudo o que deriva de novas tecnologias, pegar numa mochila - não muito grande -, enfiar umas quantas tralhas (sem esquecer a máquina fotográfica) lá para dentro, deixar um bilhete em casa a dizer «Estou fora, não sei quando volto», só numa de não preocupar excelentíssima senhora dona mãe, armar-me numa adolescente-na-fase-da-rebeldia e passar uns dias, não importa quantos, em Viena. Fora de grandes stresses, sem compromissos e com uma vontade gigante (!) de começar algo novo. Tranquilo, inspirador e bastante positivo. E para tudo ser ainda mais anormal, ou o que queiram chamar, conversar com a primeira pessoa que me aparecer à frente... tal como o Jesse e a Celine, no Before Sunrise.

(mas voltando à realidade, o melhor será pegar nos livros...)

domingo, 3 de maio de 2009

1 comentários

~

"Que presença jamais pode cumprir
O impulso que há em nós, interminável,
De tudo ser e em cada flor florir?"


Sophia de Mello Breyner
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Mãe


sexta-feira, 1 de maio de 2009

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dramas II

Alguém me consegue explicar porque é ou como é que este homem ganhou um Nobel, Não que me esteja a fazer muita confusão mas devido à sua escrita perfeitamente compreensível pensei que a resposta seria um bocadinho mais óbvia

(pontuação precisa-se!)
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dramas

Acordo mais ou menos à hora de sempre, talvez hoje um bocadinho mais alargada do que o normal por, provalvelmente, ser feriado - um tanto ou quanto insignificante, a meu ver, mas que dá sempre jeito para pelo menos tentar aliviar um bocadinho o stress acumulado durante uma longa semana que não dava mostras de acabar rápido. Primeiro instinto após o pequeno-almoço de sempre (uma taça de cereais, quando não é substituída por uma peça de fruta e algo mais, decidido no momento consoante o meu... estado de espírito?), pegar no livro que ando a ler para não sofrer «já» com a tonelada de matéria, praticamente idêntica entre duas disciplinas mas com perspectivas diferentes, que tenho para estudar. Desisto após uma página e mais umas quantas linhinhas. Música que toca, um cd antigo da Sara Tavares que sempre gostei de ouvir nos dias em que tenho muito que fazer, mas que não me apetece mesmo nada (contudo não posso escapar - totalmente), por outras palavras, nos dias em que tenho que me sentir inspirada para alguma coisa. Resultado: nulo. Volto a me estender na cama e a olhar para o tecto, sempre com remorsos por ainda não ter dado forma ao meu dever de estudante aplicada (tem dias), mas suficientemente preguiçosa para sequer pegar no que quer que seja e começar a fazer alguma coisa de útil. Metade da manhã, esqueçam, passada sem algo produtivo que se veja. Alguns minutos após uma longa reflexão sobre nada em concreto na minha janela que dá para o mar, disponho o chão do meu quarto de uma maneira um bocado estranha, contudo minimamente acolhedora para me instalar por lá e começar a trabalhar à séria. Passo a explicar, coloquei um tapete pequeno, rectangular e às riscas, um bocadinho feio, e almofadas em toda a volta onde, em cima de cada uma delas, havia algum objecto, fosse ele livros, cadernos, telemóvel, garrafa de água ou um mero lápis com a ponta partida. Não importa, adiante. O cd já estava na última música quando me dediquei mais ou menos a sério ao que eu chamo «estudo-relativamente-exaustivo». Aspecto positivo, as coisas começam a ganhar uma certa lógica. Boa, gosto quando isso acontece. (saltando «descrições» aborrecidas...). A tarde acabou com um cinema que não é nada de extraordinário, mas até tem a sua piada. Resumindo, não sei porque é que estou aqui, mas não me apetece nada voltar ao estudo (ou recomeçar, depende da perspectiva), muito menos esquematizar seja o que for, e estou a ver que vou acabar a noite a ver outro filme qualquer... O melhor é nem idealizar isso...
Vou fazer um chá.