sábado, 31 de maio de 2008

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Escrever é gritar sem ruído

Escrever histórias pode tornar-se um vício. E publicá-las também. Mas as palavras vêm ter comigo e embrenham-se nas minhas entranhas. Teimam em não sair. E nesse instante envolvo-me tão profundamente que me esqueço dos mais pequenos pormenores e deixo-me levar pela magia da sonoridade e do sentido. Amo cada vírgula e cada ponto. Danço com as palavras. Vivo o que escrevo e nesses momentos sou tão transparente como a água. O mundo da escrita é um mundo meu. Onde pertenço, aliada à minha imaginação, aos meus sonhos e às minhas ilusões. Um mundo onde transformo-me no mais belo e venero o excêntrico. E entram. Entram todos os amantes da minha vida, ainda curta mas já tão recheada. Palavras não chegam, na verdade.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

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Hoje é sexta feiraaaa!!

Sabem aqueles dias em que maniamos numa música, por sinal toda maluca, sem lógica e um pouco... pimba? Hoje é um desses dias. E a música foi uma do Quim Barreiros. Ou seja, passei o dia a cantar esta lindaaaaa música:

"Hoje é sexta-feira
Traz-me mais cerveja
Já estou farta disto
Sai uma rodada
P'ra rapaziada"


Pronto vocês podem ver a cantoria que foi, os ''cala-te com isso'' que foi, o stress que foi. Olha meus amores, paciência! Quando não vamos ao Rock in Rio, temos que ser nós a fazer o espectáculo, não é? Hahahah

Passo a explicar: isto é tudo a felicidade por ter acabado os testes ontem, o nervoso porcausa do First Certificate amanhã e desejar loucamente férias, descanso e festas!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

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Feliizzz!!!

"Era stupendo volare via, sfidare il vento, la fantasia
La tua mano e la mia, nella stessa poesia,
Era stupendo"

Uma pequenina frase que diz tanto, mas tanto! São estes pequeninos gestos e pequeninas palavras que nos enchem o coração. Que nos fazem ter o mundo na mão! Obrigada por isso

quarta-feira, 28 de maio de 2008

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Para os que por aqui passam, comentam, amigos, conhecidos, todos!



Parece que anda tudo em baixo, tristinhos, perdidos, sem saber o que fazer... Por isso mesmo mando um grande beijo para todos e uma mensagem, que espero que signifique alguma coisa: Independentemente do que acontece/acontecer, lembrem-se de uma coisa: nunca MAS NUNCA estão sozinhos! Por mais distantes que possam estar dos vossos objectivos, por mais cansados que possam estar de lutar, nunca devem desistir. Nunca! Não é cliché, não é conversa fiada, é mesmo por experiência própria. Digo-vos, sabendo do que falo, que se baixarem os braços, se desistirem de tudo o que sempre quiseram, viverão de quê? Viverão para quê? No fundo não vão ter aquilo que é extremamente importante para vocês. Lutem até ao fim. Lutem e não se importem com o que possam dizer ou pensar. É a vossa vida que está em jogo. A vossa felicidade. A vossa dignidade. Façam tudo o que puderem para não verem estes três elementos essenciais a vos escorregarem das mãos!


E nunca MAS NUNCA deixem que o céu caia por cima das vossas cabeças! A vida gosta de trocar-nos as voltas e de nos deixar num estado lastimável, mas um dia fizeram questão de me transmitirem as palavras mais bonitas que alguma vez ouvi:


"Se algum dia o céu te cair sob a cabeça, expira com força e as nuvens esvaem-se. O sol não pesa. A lua vai embora."


Com esta filosofia de vida, têm o mundo nas vossas mãos! Acreditem!

Estou aqui para quem precisar e para falar sobre o que vocês quiserem deitar para fora. Do fundo do meu coração, quero ver-vos bem! (o dizer-me está ao vosso dispôr. É só clicar. Estejam à vontade para mandar um email que eu respondo. Quem não conseguir, que avise que eu resolvo a situação!)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

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O problema é que quando confio, faço-o cegamente. E depois...

domingo, 25 de maio de 2008

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A rapidinha do Funchal


Nuno Morna, Pedro Ribeiro, Tiago Góes Ferreira, Mara Abreu, Marta Garcês, Paulo Lopes, enchem o palco do Teatro Baltazar Dias de luz, de alegria, de vida, de magia! Fui ver esta peça há dias e foi rir do princípio ao fim. Uma verdadeira comédia que nos conta a história do Funchal em duas horas de tempo. Óptimas críticas, óptima história, óptimos improvisos, óptima interacção com o público, óptimo espectáculo! O elenco é já conhecido e para além do mais é de luxo! Na minha opinião, são os reis da comédia madeirense!

Aconselho a todos a entrarem por aquelas portas, sentarem-se confortavelmente e apreciarem o show! Podem fazê-lo até 31 de Maio. Vale mesmo a pena! Não percam: História Rapidinha do Funchal!

sábado, 24 de maio de 2008

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Festival da Eurovisão da Canção


Desde pequena que este Festival faz parte da minha vida e desde pequena que vibro com todas as músicas. Para além de um encontro de pessoas que têm a música como paixão, é um local onde há troca de cultura, onde há troca de mentalidades, onde há troca de saberes. A Eurovisão é (quase) o auge da carreira dos cantores! E este ano...

...este ano a presença foi de LUXO! Vânia Fernandes e os seus colegas da Operação Triunfo (Joana, Luís, Jonas, Evelyne e Jéssica) deram a cara e a voz por Portugal. Vânia é madeirense e eu já conhecia o seu trabalho antes da sua entrada para a Operação Triunfo. Cresceu como artista e a Eurovisão foi o topo (muitos mais topos virão). Passámos à final e isso já nos deixou satisfeitos.

No entanto, hoje foi a final. Confesso que tinha imensas esperanças. Confesso que esta música não surgiu por acaso e ainda mais, eu lá no fundo acreditava que Portugal ficaria num óptimo lugar, senão mesmo ganhar. A concorrência era forte (especialmente a Rússia - a vencedora - e a Ucrânia) mas mesmo assim sou muito patriotista e todas as manchetes e headlines que vinham nos papéis que leio com muito gosto alimentavam ainda mais a minha esperança.

A verdade é que não ganhamos. E isso talvez gerou alguma suspeita mal começou a votação e os primeiros 12 pontos da noite foram direitinhos para a Grécia (na minha opinião muito má, uma britney spears grega!). Não perdi a esperança nesse momento porque ainda faltavam 42 países para votarem. Mas...

... as votações era mais que previsíveis. Haviam de ver-me a mim e ao meu pai a adivinhar as pontuações. Como é óbvio, esta gente parece que tem medo de atribuir votos a um país que se encontra no outro lado da Europa (ainda me ouviram gritar: "Paris je t'aime" uma vez que França foi o primeiro país a atribuir uma das 3 pontuações mais altas a Portugal) Quero eu dizer com isto que todos os países votam na vizinhança e obviamente que aqueles que estão no interior da Europa acabam por sair mais privilegiados. E isto porquê? Porque têm mais países à sua volta e porque por questões que dispensam explicação e nomeação lhes convém. Já Portugal tem os seus hermanos e pouco mais (diria até, que é melhor se contentar...)

Não estou triste com a derrota pois não vejo o 13º lugar como algo vergonhoso mas sim como uma vitória. É curioso que ontem a Vânia deu uma entrevista para a RTP e disse que o número 13 os acompanhava. Dia 13 é dia de Nossa Senhora de Fátima, data importante para Portugal. Dia 13 foi o dia em que chegaram à Sérvia. 13 era o número da canção. E por coincidência (ou não), 13 foi o lugar atribuído ao grupo português!

Estou orgulhosa, sim estou e MUITO! É uma vitória Portugal ter passado à final, é uma vitória para a Madeira, é uma vitória ter actuado como actuou, ter sido colocado como ficou e ter recebido tanta admiração como recebeu.

Por isso, só me resta dar os parabéns a este grupo fantástico e esperar outro encontro brevemente!



segunda-feira, 19 de maio de 2008

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Life is a game, isn't it?

Players only love you when they're playing and it won't change, unfortunately. I'm only left with "used to be's". Or should I say that silence it's all I have left? I wonder...

domingo, 18 de maio de 2008

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Os prazeres que a vida nos dá

(foto de David Guimarães)

Se te dessem estas hipóteses...

  • Baunilha ou chocolate?
  • Laranja ou morango?
  • Lua ou estrelas?
  • Mar ou vento?
  • Barco à vela ou cruzeiro?
  • Pétala ou flor?
  • Pássaro ou borboleta?
  • Nascer ou pôr-do-sol?
  • Sorriso ou gargalhada?
  • Abraço ou beijinho?

O que escolhias?

Eu escolhia o chocolate porque sabe melhor que o baunilha. É a perdição de toda a gente! A laranja por ser laranja (refiro-me à cor) e porque apesar de grande parte das vezes ser amarga, ficamos radiantes quando é doce. A lua porque é o refúgio e a inspiração dos poetas. Estrelas são as pessoas que entram na nossa vida. O mar, sem dúvida! Tenho a tendência de comparar a minha alma com aquela imensão. Um barco à vela porque tem mais valor e é mais simples. Faz com que possamos disfrutar a viagem apenas com quem queremos e seguimos o rumo que achamos ser o melhor. A magia é outra! A flor. É mais bonita e numa flor temos muitas pétalas. Tem mais piada assim do que só ter uma pétala, não é verdade? A borboleta por ser mais bonita, mais apreciada, mais livre que um pássaro! Cada pinta ou risca da borboleta é uma pessoa que entrou na minha vida. O pôr-do-sol é mais bonito de se ver, mais intenso e faz-nos voar. A gargalhada é mais alegre e sentimo-nos muito bem ao dá-la. Um sorriso é o suficiente para transmitir conforto, segurança, amizade. E por fim, um abraço bem forte, daqueles que nos protegem do mundo. Se for o beijinho, então que seja repenicado!

sábado, 17 de maio de 2008

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Pearl Harbor


Pearl Harbor tem como plano de fundo o único ataque que os americanos sofreram durante a 2ª Guerra Mundial, o ataque japonês.

Este filme conta a história de dois amigos de infância, Rafe e Danny, que resolvem alistar-se na Força Aérea do seu país. Tudo corre muito bem até que são separados pela força do destino. Rafe (Ben Affleck) é chamado para servir o seu país deixando para trás o seu melhor amigo (Josh Hartnett) e a mulher que conquistou o seu coração, Evelyn (Kate Beckinsale), uma enfermeira, que são destacados para a base aérea de Pearl Harbor. Pouco tempo depois da partida de Rafe, Danny e Evelyne, recebem a notícia de que ele morrera.

Do realizador Michael Bay, Pearl Harbor é um filme que nos marca quer pelas vicissitudes e dificuldades da guerra como também pela história amor incondicional. Mesmo sem querermos, somos levados pela magia e pela força deste filme.


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Eu fui!


Eu fui e adorei! O largo do Colégio estava mais cheio do que aquilo que estava previsto e até pessoal pendurado na fonte havia. O espectáculo começou a horas e cerca de uma hora e meia depois estava finalizado. Foi dos espectáculos mais bonitos que já vi. Digamos que não sou muito fã de fados, mas acho que a Mariza tem o poder de fazer calar toda a gente, o poder de cativar mesmo os mais jovens (é de notar que havia muita gente da minha idade), e o poder de dar um toque especial a esta música tão típica do nosso país. No concerto houve lágrimas, houve "Bravo!!", ouve muitos aplausos, muito bailarico, muita canção. Foram cantados temas como "Chuva" (LINDO!), "Alfama", Há uma música do povo", "Senhor Vinho", "Meu fado meu", "Maria Lisboa", "Feira de Castro" e entre outros temas do novo albúm que irá lançar.
E claro, só faltava a cereja no cimo do bolo. "Oh gente da minha terra!" foi a última música (tirando a repetição de outra nova) que a Mariza cantou e que pôs todas as pessoas emocionadíssimas, que pôs toda a gente a cantar.
Foi um espectáculo memorável e de certo para repetir!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

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Mariza ao vivo


Hoje no Largo do Colégio às 22h00. Um espectáculo que promete!
Eu vou!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

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Será?

Será que me estou a meter num beco sem saída? Será tudo isto uma paixão que não deve passar disso mesmo? Será que me vou arrepender? Não passará tudo de uma utopia?
O post do Kokas deixou-me um pouco confusa... Será que vale mesmo a pena?

terça-feira, 13 de maio de 2008

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Têm que ler isto!

Quem não gosta de encontrar sempre alguma coisa divertida no jornal? Quem não gosta de rir enquanto se delicia com algumas palavrinhas? Pois bem, ontem estava a ler o Diário de Notícias da Madeira e não é que me deparo com um título bastante sugetivo?! Ah pois é. De que tratava? Da crítica mais crítica (desculpem a redondância) que alguma vez li! E com muita verdade pelo meio!

Mas vou transcrever o que o jornalista Raul Ribeiro decidiu tatuar:

" O regresso da Rottweiler

Foi no dia 16 de Dezembro de 2005 que ouvimos pela última vez a fatídica frase que nos voltou agora a assolar as sextas-feiras: -'Boa noite, eu sou a Manuela Moura Guedes'. Há cerca de dois anos e meio a esposa do Sr. Director-Geral José Eduardo Moniz foi diplomaticamente retirada de cena, passando a exercer na sombra as suas funções de subdirectora de informação da televisão de Queluz.
Durante este período, voltei a visionar os telejornais da TVI, pois as notícias deixaram de ser gritadas e os entrevistados passaram a ter direito a responder às perguntas sem interrupções extemporâneas ou ataques duma violência inusitada.
Mas agora tudo vai voltar ao princípio - a "Boca" está de volta! A única que consegue sujar as orelhas com batôn quando se ri...
Esta licenciada em Direito começou na RTP como locutora de continuidade, apresentou Festivais da Canção com Fialho Gouveia, foi cantora Pop com algum sucesso ("Foram Cardos, Foram Prosas"), e até deputada independente, eleita pelas listas do CDS/PP.
Desde 1995 passou a ser a principal cara da TVI, voltando agora à ribalta após uma recauchutagem facial que a torna ainda mais assustadora.
Ciosos de emoções fortes, 1,2 milhões de portugueses assistiram ao Jornal Nacional e deram-lhe a liderança das audiências no dia em questão. Mais um motivo para a senhora e o marido se convencerem de que ela é mesmo boa. Mas não! Quem vê MMG não está interessado nas notícias, mas no entretenimento e em emoções fortes...
Poderão acusar-me de estar com uma mera embirração, mas não é disso que se trata, é mesmo um ódio de estimação: nunca gostei do olhar esgazeado, da apresentação pateta com que abre os telejornais (quando bastaria uma bola vermelha no canto do ecran) e da agressividade mal-educada que confunde com acutilância. É frequente os convidados irritaram-se e sentirem-se insultados, mas para MMG tal facto é sintoma duma boa entrevista, porque se revê no estilo agressivo e rigoroso a que convencionou chamar de "rottweiler". E quando o jornalista faz questão de também ser o protagonista, é sempre a informação que fica a perder...
Como se não bastasse, traz como convidado Vasco Pulido Valente, o único cidadão do planeta Terra que elegeu o "fastio" como opção de vida, para além da expressão permanente de quem quer "soltar um gás" e não consegue. É uma espécie de "Bulldog" do comentário político!
A característica da Dr Manuela que mais me perturba é a sua enorme antipatia pela Madeira e pelos madeirenses - que a dita senhora nem tenta dissimular. Sempre que o tema duma notícia visa, mesmo que lateralmente, a nossa terra ou as nossas gentes, MMG abre ainda mais os olhos, arregaça ainda mais os lábios, destila fel e cospe veneno...Esse tão indisfarçável quanto inexplicável ódio à Madeira era especialmente notório quando se fazia acompanhar doutro exemplar canídeo do meio pseudo-jornalístico: o inefável Miguel Sousa Tavares, que certamente se considera o "Mastim da Opinião", único dono de verdades absolutas e inquestionáveis... Nessas ocasiões, chegava a parecer uma orgia de maledicência, tal o prazer com que o vilipêndio os deliciava. Este último configura um caso ainda mais grave, que chega a ser patológico: recentemente, num programa de televisão "leve", no qual foi brevemente entrevistado para dizer umas quaisquer baboseiras básicas sobre o "Todo-o-terreno", disparou alarve algo como: "Sim, é a melhor maneira de conhecer, e eu devo ser dos poucos que conhece bem todo o País - menos a Madeira, que nem quero conhecer, porque não é um País Democrático..." PUM! Palavras para quê? Já lhe deram uma comenda no 10 de Junho? De que é que estão à espera?
Por uma vez, estou de acordo com as medidas do governo, nomeadamente no que toca ás raças de cães potencialmente perigosas - avancem já com a esterilização!
Enquanto não o fazem, sugiro vivamente o uso de açaime. Se bem que esta Rottweiler, bem como a restante "cachorrada" que mencionei, é, acima de tudo, abaixo de cão!
E por hoje é tudo! Boa Noite, eu sou o Raul Ribeiro!!!"


Ora bem, e agora os meus/nossos ( do pessoal ) comentários:

  1. Achamos esta crítica extremamente bem feita porque caracteriza muito bem o feitio desta senhora. Contudo, achamos que está um pouco forte
  2. As expressões utilizadas como "consegue sujar as orelhas com batôn quando se ri..." e "recauchutagem facial" são algo estrondo, causas de muitas gargalhadas.
  3. Confessamos que não tínhamos saudades dela e a entrevista de sexta-feira passada, com o Major Valentim Loureiro, foi algo como a guerra no Iraque. Ou seja, mal o ''pobre'' homem pronuncia "diga minha queridâââ" - assim com um ar todo ''titia'', a Drª Manuela ataca! Calmaa mulher!!!
  4. Pensamos que MMG sentiu uma (nova) necessidade de afirmação, por isso voltou.
  5. Não gosta da Madeira? Não conhece a Madeira. Não conhece os Madeirenses. O mesmo se aplica ao excelentíssimo senhor Miguel Sousa Tavares que tem o rei na barriga e que acha que é o mais inteligente desta malta toda que anda por aí! Tretas! O seu comentário relativamente à Madeira é tão baixo, mas tão baixo que nem sei como é que não tem vergonha! Ora: não conhece e já diz mal; "País Democrático"? Será que vive no mesmo Mundo que todos nós? Hmmmm.... alguém está a precisar de umas aulinhas de História e Geografia de Portugal! Até é uma vergonha, um homem com a categoria que tem, com a sabedoria (que já me suscita algumas dúvidas) que tem, com a mãe que teve! (louvada senhora) agir/pensar desta maneira. Mas enfim, sem mais comentários
  6. Adorámos a parte do "açaime" e da "cachorrada"
  7. Por fim, achamos que este tipo de crítica deveria de sair com mais frequência que é para dar um certo ânimo à coisa!

O vídeo do regresso da Senhora!



segunda-feira, 12 de maio de 2008

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A despedida do herói


Foi a última vez que pisou um relvado. Foi a última vez que teve a oportunidade de ver a bola rolar e entrar na baliza do adversário. Foi o último jogo de Rui Costa.

A verdade é que este Homem, teve um carreira brilhante no mundo do futebol. Conquistou o carinho de todos. E quando digo todos não me refiro apenas aos benfiquistas. Refiro-me também a muito boa gente que sabe ver futebol e que reconhece, independentemente do clube, o trabalho de um jogador. Este Homem, como dizia ontem um comentador da Sport TV, mesmo quando esteve fora de Portugal manteve a sua paixão. Amou o Benfica e "a sua gente". Foi "um benfiquista à distância".

O jogo de ontem, apesar da vitória, pode não ter tido significado nenhum a nível de pontos e todas essas coisas. Mas, ninguém (NINGUÉM mesmo) pode afirmar que saímos do Estádio a nos roer de inveja. Não! Saímos do Estádio orgulhosos por termos tido o privilégio, repito, o privilégio de ter alguém na nossa equipa como o Rui Costa!

Foi substituído aos 88 minutos por Bynia e foi aplaudido, homenageado por TODOS os que estavam presentes no Estádio. Quer fossem eles benfiquistas, adversários, simpatizantes, poucos entendedores de futebol, árbitros... A verdade é que o "maestro" mereceu toda aquela homenagem, mereceu todos aqueles aplausos de pé, mereceu todo aquele carinho!

No final da partida, o nº 10 falou, visivelmente emocionado, ao Estádio e a todos os telespectadores: "Obrigado. Obrigado por tudo aquilo que me deram e por me terem ensinado a viver este clube. Terminei aquilo que comecei com nove anos de idade. Estou orgulhoso de ter acabado desta forma. Acabo feliz."

E isto é o que nos deixa satisfeitos. É saber que houve alguém que fez tudo pelo Benfica e que amou o Benfica. Alguém que, com tantos anos de carreira, fez questão de a terminar na Luz.

Quanto aos outros clubes, não guardo rancor porque sou muito amiga do fairplay e por isso mesmo dou os parabéns àqueles que conseguiram alcançar os seus objectivos. Mas que fique bem claro: BENFICA ATÉ MORRER!

E agora, para quem perdeu o que devia de ser imperdível, aqui fica a despedida do herói: Rui Costa!


sábado, 10 de maio de 2008

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Viver na Lisboa antiga


Por vezes imagino-me a viver na Lisboa antiga, num naqueles prédios mais velhos que o Norte, onde toda a vizinhança sabe o que fizemos nos anos passados e onde de cada vez que saímos à rua está um gentleman a fumar o seu charuto sem tirar os olhos do jornal. Imagino um dia de Primavera, cheio de sol e o relógio de parede a dar as 6 badaladas. É final de tarde. Na rua, as pessoas caminham sem pressas e deixam-se levar pelas sombras reflectidas nas paredes das casas. Imagino o cheiro das flores que entram pela janela daquele quarto mal iluminado e cercado por sonhos. Vejo-me numa cadeira de baloiço, embrulhada nas memórias e a contemplar o Tejo. De vez em quando, debruço-me sob um caderno pequenino de folhas carcomidas pelo tempo e deixo a caneta rolar naquelas páginas que um dia terão sido demasiadas para alguém. Ao meu lado tenho uma caneca de chocolate quente lançando o seu aroma que me leva a bebericar demoradamente. Sinto o sol a me beijar a face, enquanto diz "até já!". Bons momentos.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

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Regionalismos

Na sequência do post anterior que foi mais para a palhaçada (Joana eu não fui mazinha, simplesmente adoro estas coisinhas sobre a Madeira que sempre dá para rir um pedaço), e devo dizer que este não vai fugir muito ao assunto, posto os regionalismos! Faz parte da nossa cultura, e dá para satisfazer a curiosidade de alguns.

Devo de admitir que há regionalismos que nem eu sabia! O que uma pessoa aprende com a Internet...


Abicar-se – Precipitar-se; suicidar-se
Achada – Pequena planície entre terrenos acidentados. Muito empregado toponimicamente (ex. Achada Grande)
Adornar – Adormecer
Ajuntar – Apanhar qualquer coisa caída do chão
Alcançado – Envergonhado
Aposinhar – Espesinhar; ferir
Aprantar – plantar
Arrebentão – Trecho de estrada muito declivosa
Arregoa – Fenda; pequena abertura
Arribar – Melhorar de saúde
Artejar – Ter pretensões a engraçado
Atazanar – Incomodar com insistência; perseguir
Atremar – Compreender; entender
Atupir – Enterrar os animais que morrem
Azoigar – Morrer (quando se fala de animais)

Bábada – Pequena excrescência passageira na pele
Bacorinho – Suíno recém-nascido ou de poucos meses
Baia – Repreensão; tareia
Bandulho – Barriga; ventre
Barreleiro – cestos de vimes de tamanho médio (normalmente são utilizados nas vindimas)
Batata – Significa só batata-doce
Bilhardar - Pôr a conversa em dia; falar
Bizalho – Galinha pequena
Bolachão - Bofetada
Borracho – Bexiga que leva o vinho nas romarias
Braguinha – Pequeno instrumento de corda peculiar
Bucho encostado ou virado – Certos incómodos nos intestinos que se curam com massagens
Busico – Coisa pequena; criança

Cabouco – Cova; buraco; profundidade
Calhau – Praia pedregosa formada de pequenos calhaus rolados
Cangueira – Cãibra
Canhota – inhame ou pimpinela
Chibarro – Cabrito; homem traído pela mulher

Desfrancelhado – Com o cabelo mal cuidado
Desprestado – Com pouco préstimo
Destaivado – Leviano; pouco ajuizado
Dormente – Entorpecido; com pouca acção

Emantado – Triste e sem movimento
Enpandeirado – Diz-se do ventre inchado
Enfiado – Lívido; tomado de susto
Entejar – Enfastiar-se
Escangalhar – Destruir
Esteio – Interrupção passageira da chuva

Fajã – Terreno de maior ou menor extensão formado pela queda de terrenos situados a montante, sendo geralmente bastante produtico. Muito empregado toponímicamente. (ex. Fajã do Penedo)
Favento – Carcomido
Ferrar – Entrar em briga
Fiar – Vender a crédito
Fornicoque – Ataque de nervos

Gadanhos – Dedos; mãos
Gamelão – Vasilha de pedra em que se deita o alimento aos suínos
Giro – Período de tempo de irrigação que medeia entre uma rega e a subsequente
Gosma – Miséria com inveja
Graveto – Ramo de plantas sem folhas

Harmónio – Instrumento musical conhecido por “gaita” ou “caixa de foles”

Infusa – Vasilha de barro bojuda e de gargalo estreito com asa para transportar água
Invejidade – Inveja

Jaca – Pequeno caranguejo
Jaleco – Pequeno casaco sem mangas
Joeira – Papagaio (daqueles de papel)

Lambar – Engolir; comer com muito apetite
Lanço (da levada) – Divisão ou ramal do caudal para a irrigação em mais de um lugar
Lapeiro – O que apanha lapas
Lapinha – Presépio de natal
Leste– Vento violento que sopra dos lados da costa africana com aumento de temperatura e secura da atmosfera
Levada – Aqueduto que conduz a água para irrigação
Levadeiro – Aquele que distribui as águas de irrigação
Lombo – Encosta ou vertente de terrenos elevados; é muito usado toponímicamente (exemplo: Lombo do Urzal)

Malandro – Preguiçoso
Mamulhão – Inchaço causado por pancada
Maneja – Do inglês “manager”: chefe em algum serviço
Mangra – Doença da vinha
Matagueira – Matagal
Matracada – Ruído; barulho
Melro – Pássaro
Mexilhão – Mexe em tudo
Moleira – Cérebro
Modilhos – Expressões faciais estranhas
Monquecos – Metidos consigo

Nojência – Coisa imunda e repugnante
Nona – Anona
Noveleiros – Hortênsias

Olhado – Mau olhar que se atribui a certas pessoas com efeito

– Omoplata
Paleio – Conversa
Palheiro – Curral; estábulo
Palhetes – Fósforos
Patachada – Frase indecente e ofensiva proferida com raiva
Patinhar – Pôr os pés sobre certos objectos
Pegar – Provocar uma briga, gozar, irritar
Poio – Pequenos socalcos cultivados
Poncha – Bebida tradicional preparada com aguardente, mel de abelha e limão

Rebendita – Acção de contrariar propositadamente
Relampada – Bofetada
Renhir – Discutir
Resonda – Repreensão áspera e ofensiva
Roeza – Sensação de fome

Semilha – Batata (excluindo a batata doce)
Sentido – Pensamento
Sovento – Pouco limpo e asseado

Tachada – Bebedeira
Tacho – Vasilha de folha
Tapassol – Persiana
Tarraço – Alcoólico
Trambolho – Coisa ou pessoa disforme
Trompicar – Cair, escorregar

Useiro e veseiro – Que faz algo muitas vezes

Vadio – Preguiçoso
Vaginha (baja) – Feijão em meio crescimento e destinado a ser cozinhado
Variado – Pessoa que tem pouco juízo
Vasola – Mentiroso; exagerado
Vendeiro – Merceeiro
Verga – Fio de metal
Vidro – Frasco
Vilão / viloa – Habitantes dos campos
Vinhosca – Vinho ordinário

Zangarilha – Indivíduo cujo modo de andar é desconjuntado
Zarabulhento – Desordeiro
Zoada – Sons confusos

É só saber estes regionalismos e já são uns madeirenses de gema! Heheheheheeh

quinta-feira, 8 de maio de 2008

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Madeirense vs Inglês

Eu admiro a criatividade dos madeirenses. Mesmo! Eles têm uma capacidade de improviso, de sei lá o quê (há quem chame inteligência ou esperteza, mas eu prefiro não ir por aí!...) incrível!
Esta pequenina lista que aqui está retrata muito bem o que estou a dizer. Ora vejamos:
Dicionário Madeirense - Inglês
(é favor não dar a pronúncia adequada ao inglês e de preferência entoar à vilhão aquando da leitura dos exemplos - vilhão = madeirense, NÃO açoreano! hehe)

CAN'T - Significa que não está frio
Exemplo: O café está can't.

CAN - Usado por quem sofre de amnésia
Exemplo: Can sou eu?

TO SEE - Onomatopeia que representa tosse
Exemplo: Eu nunca to see tanto na vida.

CREAM - Significa roubar, matar
Exemplo: Ele cometeu um cream.

DARK - Significa generosidade, dar
Exemplo: É melhor dark receber.

ICE - Expressão de desejo
Exemplo: Ice ele me beijasse!

MAY GO - Pessoa dócil, afável
Exemplo: Ele é muito may go!

MONDAY - Vocábulo usado para ordenar
Exemplo: Ontem monday lavar o carro.

MUST GO - Significa mastigar
Exemplo: Ele colocou a pastilha na boca e must go.

NEW - Sem roupa
Exemplo: ele saíu de casa new.

PART - Lugar para onde mandamos as pessoas
Exemplo: Vá para o raio que o part!

PACKER - Prefixo que indica bastante
Exemplo: Eu gosto dela packer-amba!

PAINT - Artefacto para pentear o cabelo
Exemplo: Empresta-me o paint !

RIVER - Pior que feio
Exemplo: Ele é o river.

E então? Gostaram? E a música? Ui Uiii! LOL!
Isto é de facto muito giro, mas é importante comunicar que muitas destas palavras soam mais a açoreano que a madeirense e que não são todos os madeirenses que falam assim! BEEEEEEMMMMM! Hehehehe

quarta-feira, 7 de maio de 2008

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Não é o que eu chamo propriamente de "Boa vida" mas...

Isto de acordar às 10 e vinte da manhã, ter aula às 11 e trinta e depois ir para o real descanso é coisa de gente fina! Hehehe. Ainda por cima, depois da diversão de ontem à noite, sair de casa para ir para as aulas fazer um trabalho de grupo, cujo pessoal é só para a fiestaaa, é muito bom. Mesmo! Ora vejamos... como é a semana do desporto escolar, a escola está mais deserta que o deserto e um silêncio como eu nunca ouvi. Nem dá toque de entrada, nem de saída. Nem há comida no bar nem nada que se pareça. É um autêntico "tudo ao molhe e fé em Deus!". A prof chegou quase ao meio-dia porque perdeu-se nas horas e começamos, ou melhor, tentamos começar o trabalho de grupo. E digo 'tentamos começar' porque apenas dividimos tarefas e nada mais. O resto da aula, até à uma da tarde, foi bilhardice, risada e claro, palhaçada! Ainda tinha ponderado levar o Expresso para me entreter um bocado (ainda não li o Expresso de Sábado) mas ainda me chamavam outra vez de distraída por sabe-se lá que razões! Inventam-me cada coisa... LOL!

Depois vinha com espírito para voltar para casa porque estou enterrada em trabalhos e testes e mais sabe-se lá porquê, mas fui arrastada para o Funchal (oh que grande chatice!) para uma tardezita de compras e depois.. adivinhem.. coffee break! Não podia ter calhado melhor! Mais uma vez, bilhardices, risadas e palhaçadas. (Começo seriamente a pensar que a minha vida resume-se a isso...)

Mas isto é tudo muito bonitinho e sim senhores, mas de certo no próximo post lerão as minhas pragas e os meus #$?&!@» por causa destes lindos relatórios e trabalhos que me estão a dar cabo da pouca cabeça que tenho!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

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Está confirmadíssimo: tenho SEMPRE a cabeça nas nuvens!

23h03 (de ontem) - Já estou pronta para enfiar a cabeça na Sombra do Vento (que eu ainda estou a ler) quando o telemóvel toca e a S. enche-me a cabeça de dúvidas. Levanto-me, pacientemente, e pego outra vez na calculadora, nas folhas, nos livros e tento encontrar uma solução para o exercício. Desligamos a chamada porque estamos a gastar saldo e não nos vinha nenhuma ideia luminosa à cabeça.
23h10 (de ontem)- Ligo à S. Finalmente descubro uma solução para aquele problema. Sinto-me entusiasmada ao explicar aquela porcaria toda e comento que a matéria que vem no teste tinha-me dado cabo da cabeça o fim de semana (prolongado) todo. Comento também que as fórmulas são uma loucura. Até que ela me diz que a maravilhosa máquina calculadora CASIO permite escrever e gravar, o que é fantástico. Pego na calculadora e espero que ela me explique como é que tal é possível. Quando a S. começa a dizer os passos que tinha que fazer... BUMBA, a chamada vai abaixo, e porquê? Porque eu fiquei sem saldo.
23h20 (de ontem) - Com aquele stress todo do saldo, que me deixou irritada porque eu estava a um pequeno passinho para não perder a cabeça, largo o telemóvel algures e vou outra vez à minha vida. Mas, penso que talvez a S. iria ligar, então vou buscar o telemóvel. A questão é: onde está o telemóvel? Procuro por todo o lado, nas bolsas, nas cadeiras, no chão, debaixo dos livros e nada. Tudo isto fez com que eu desistisse da ideia e me enfiasse na cama. Resultado, fiquei sem saber como gravar as definições e fórmulas na calculadora e ainda por cima... sem telemóvel!
00h00 - Tento adormecer mas não consigo. Persisto na procura do telemóvel e nada. Nem sinal dele.
00h24 - Ainda acordada e a sussurrar as fórmulas que umas horas mais tarde iam-me matar. A minha mãe a gritar para apagar a luz porque já era tarde e bla bla bla (aquelas coisas de mães!)
02h02 - Acordo. Estou a ter insónias e está um calor que ninguém aguenta. E pior que tudo, nem uma gotinha de água na garrafa que costumo ter no meu quarto. Resultado, descer um montão de escadas (não são assim tantas), desligar o alarme (mais vale prevenir que remediar) para ir buscar uma garrafa de água à cozinha. Quando estou a subir de novo as escadas para o quarto, vejo o telemóvel. Nem acredito no que vejo. Depois de tanto tempo à procura de sua excelência, aparece-me em cima do Expresso, a pouca distância de onde tinha estado ao telefone. Que raiva! E quando verifico, tinha 6 chamadas da S. Lá se foi a minha oportunidade de descansar de vez! Obviamente que não ligo de volta porque primeiro estou sem saldo, e segundo já é muito tarde.
05h28 - Acordo de novo. E imaginem! Lembro-me que não tinha voltado a guardar a calculadora. Toca a levantar, desligar o alarme de novo, e arrumar a calculadora (eu desligo tantas vezes o alarme porque não tenho as coisas da escola no meu quarto, e por isso tenho que ir para o outro piso, logo, preciso de desligar o alarme senão é um barulhão que ninguém aguenta!)
07h00 - O despertador toca. Levanto-me num ápice, tomo um banho rápido e vou tomar o pequeno-almoço. Na mesa do quarto de jantar estava uma parte de um trabalho e eu já me ia esquecendo de guardar. Agarro naquelas folhas todas, e com o cabelo a pingar, sandes na mão, arrumo tudo dentro da mala e acabo de me arranjar. Não me posso atrasar!
07h35 - Estou a me passar com a minha mãe. Tenho teste daqui a 25 minutos e ainda estava em casa. A minha mãe é sempre a mesma lentidão!
08h00 - Chego à escola. Vou num voo para a sala mas a professora ainda não tinha chegado. Calculadora, folhas, lápis, caneta, régua... tudo na mão e mais uma catrafada de livros na outra. Só vejo o pessoal a stressar, gente a dizer que se vai matar, outros a dizer que vão cortar os pulsos, eu a tentar explicar à S. o sucedido da noite anterior, ela cada vez a perceber menos da matéria, a prof a nunca mais chegar e nós a desesperarmos!
08h05 - A prof chega toda atrapalhada e com mil desculpas. Começamos o teste. Aparentemente tudo muito bonitinho, tudo muito fácil, mas mal a caneta pousa na folha de teste... o desespero percorre-me. Ok, exagerando. O desespero começa a surgir. Tenho medo que a calculadora deixe de funcionar (digamos que tenho uma certa tendência para isto me acontecer nos momentos menos oportunos), e só vejo o pessoal completamente K.O.
08h45 - Os primeiros 45 minutos já passaram e ainda falta três exercícios (a aula termina às 09:30). Sem a prof se aperceber, começamos a partilhar informação. Felizmente ela não deu conta de tal pormenor e ficamos todos felizes e contentes. LOL.
09h10 - o pânico! Esta mulher mete-me um exercício de probabilidades para 'inventarmos' um jogo em que temos que relatar ao dono do casino (passava-se no casino) o que iria acontecer. Dois jogadores, 18 números, dois dados. Regras: os jogadores têm que ter a mesma probabilidade (tudo isto em percentagens, nada de fracções nem aquela coisa toda), o casino tem que ganhar alguma coisa quando sair determinado nº escolhido ao nosso critério, a jogada tem que saltar e etc e tal. Tudo muito bonitinho mas quando temos a cabeça a explodir e tudo o que queremos é uma cama, o cérebro simplesmente não funciona!
09h30 - Finalmente aquele tédio acaba. Ok, não foi mau de todo, mas matemática é sempre aquela coisa... ou melhor MACS (matemática aplicada às ciências sociais) que resumindo é uma matemática que nos dá cabo dos miolos e nos mete a stressar com as coisas que no fundo até são fáceis. Não, não é burrice nossa mas sim subjectividade desta 'coisa'.
09h45 - Aula de Economia. Aquela mulher é um tremendo gozo e estas aulas não fazemos praticamente nada. Aliás, fazemos. Falamos de filmes, livros, a nossa vidinha, enfim... é uma autêntica hora de tertúlia. Nesta aula a nossa turma mistura-se com outra, então passamos grande parte da aula de suposta economia, a relatar o que vinha no teste de MACS.
11h30 - Mais uma aula, a de Filosofia. Eu carregada de materiais para o trabalho e até venho inspirada, mas quando entro na sala vejo uma televisão. Conclusão: "Vamos ver um vídeo sobre os tempos modernos. É com o Chaplin". Sim, que felicidade. Tudo muito giro. Passado o quê... uns 10 minutos de vídeo, o som pifa, a imagem saltita e ficamos assim até a aula acabar. Uns bocejam, outros escrevem, outros dormem, outros ouvem música e outros... como eu (como não podia deixar de ser) falam. Sobre o quê? Numa daquelas conversas de adolescentes que não dá para relatar aqui senão isto nunca mais acaba. Haha
13h00 - finalmente vou para casa. Quando estou a sair da sala, o J. diz "não te esqueceste de nada?". Olho para ele assim com um ar meio desconfiado e digo "não, porquê?" "então e isto é de quem?" Faço uma cara de espanto e levo uma bolachada na testa que ele me deu. O que era? Tinha-me esquecido dos livros na sala. Mas isso até não me surpreende muito. (se vissem o que sou gozada por causa da minha distracção...)
13h10 - Caminhamos lentamente (eu, a M, os J's e a B.) Temos tempo. Ou melhor... eles têm tempo! Porque eu tenho que estar em casa às 13h30! Resultado: beijinhos muito apressados, corrida para sair daquele liceu, e a toda a velocidade para casa! Uma palavra: cansaço. Além disso ainda tenho que levar com a minha mãe a reclamar que sou sempre a mesma coisa, que nunca estou com atenção e bla bla bla. "Siiim, mãe!"
14h30 - Já estou sentadinha em frente do pc e dou uma vista de olhos pelos blogs. O telefone toca de novo. "Sim, Marta, já estás no Funchal?" , "No Funchal? Não porquê? Era para estar?" , "Tu estás a brincar comigo não estás?! Sabes que horas são?", "Sim, 2 e tal. Ai J. não estou a perceber nada!", "Ficou combinado de vires ter ao Funchal às 2!" Morri ali mesmo. "Txiii, esqueci-me completamente! Posso ir ter convosco às 5?" "Ok ok, mas não te esqueças, senão estás morta!" "Não tens razões de queixa, eu nunca me esqueci de um compromisso!", "Pois não, só hoje!". BUMBA! Lindo serviço. Não é que era urgente. Era apenas para um café mas mesmo assim quando digo que vou, vou mesmo. Bah!
14h57 - A tentar me lembrar se não me esqueci de mais nada...
15h20 - Parece que não me esqueci de mais nada. Mergulho um pouco na leitura mas desisto. Volto ao pc e relato no blog o que me aconteceu até agora.
16h05- Concluo o post. Fui sujeita a várias interrupções devido a gente muito oportuna que entende de ligar para quê? Adivinhem! A me relembrar que eu estou sempre distraída (que bela novidade, queridos) e que tenho que estar às 5 no Funchal! Pfuuu... "Estou cansada, meus amores" É a única coisa que consigo dizer para justificar esta minha distracção (que não tem justificação possível. Já é de mim!)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

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Mudança!!!


O caminho é sempre em frente. É esse que está repleto de estrelas e de luares, de sonhos e de esperanças, de amor, de amizades, de ternuras. O que passou, passou e eu tenho que me soltar das garras do passado. Não esmoreças, gritam-me. E desta vez eu vou responder. Vou responder que quero continuar a minha vida com a ousadia, com a paixão e com a garra que sempre tive. Não me vou afundar nas mágoas e nos rascunhos que fiz. E prometo. Prometo que hoje é o primeiro dia de uma nova vida!


Obrigada ao pessoal do costume e ao Fiuza, Luna, Kokas e Mary!