quinta-feira, 31 de julho de 2008

3

Saber e Não Saber

Aqui entre nós, é esta a minha maneira de conceber o mundo. No mundo em que vivemos, o que sabemos e o que não sabemos coexistem, num estado de perfeita confusão, fatalmente ligados, como gémeos siameses.

Confusão, confusão.

Que diabo consegue, de facto, distinguir entre o mar e o que nele se reflecte? Ou dizer qual a diferença entre a chuva e a solidão? Foi assim que sem grandes problemas de consciência, deixei de me preocupar com a diferença entre saber e não saber. Passou a ser esse o meu ponto de partida. Um terrível lugar para o início, porventura, mas a verdade é que as pessoas precisam de começar nalgum lado, não acham? Tudo isto para explicar como comecei a considerar todos os dualismos, do género tema e estilo, objecto e sujeito, causa e efeito, as articulações das minhas mãos e o resto do meu corpo, como elementos indissociáveis que, enquanto tal, não podem ser distinguidos uns dos outros. Tudo misturado e espalhado no chão da cozinha- o sal, a pimenta, a farinha, a fécula. Formando uma grande mancha indistinta.


Sputnik meu Amor, Haruki Murakami

quarta-feira, 30 de julho de 2008

4

Friendship


do Lat. * amicitate

s.f.,

afeição;
amor;
boas relações;
laço cordial entre duas ou mais entidades;
dedicação;
benevolência.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

4

Gente perdida

Gosto de ficar horas a observar os traços faciais da gente que passa por mim. Gosto de decifrar o que lhes vai na alma.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

6

Sea the Best

De chinela no dedo, máquina digital na mão, sorriso nos lábios e sensação de liberdade, lá entrei no espírito que o Sea the Best me oferecia. Com a B. e o M., devo dizer que passei uma tarde inesquecível. Deixei que a brisa me roçasse os cabelos, que as ondas me embalassem e que a maresia se entranhasse na minha pele. Confiei os meus olhos ao oceano e a minha alma ao céu e ao vento. Senti-me como há muito não me sentia. Perto do abstracto e nunca do concreto, experimentando o palpitar da imensidão azul cada vez mais perto de mim. Por momentos fui pássaro e voei. Não quis voltar.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

4

Chefes de cozinha

No que é que dá quando três adolescentes se juntam numa pequena cozinha e metem mãos-à obra? Eu explico: o que é que acontece quando três jovens querem fazer um bolo de aniversário para um miúdo do voluntariado que faz anos amanhã, mas que no fim acabam por ter três coisas: um bolo de banana (nunca experimentámos a receita, por isso não nos responsabilizamos pelo péssimo sabor que pode ter), um mousse que eu não sei o nome (e que foi levado para o Funchal sofrendo esta brasa toda - sem ser posto no frigorífico antes - parecia papa!) e umas bolachinhas (não sei o quê de areia) mesmo boas? Resposta: uma tarde bem passada, com as complicações que todas as cozinhas exigem - ter que limpar, arrumar etc e tal -, e a promessa de na próxima vez não ser bolos nem pudins, mas sim gelados de noz e bolacha! Hahahahaha

quarta-feira, 23 de julho de 2008

6

Essência. eternidade. Amar. ilusão. Ser. estar.



Apeteceu-me :)

domingo, 20 de julho de 2008

14

UM ANO!


«Tal como o Daniel Oliveira começou com o jornal Penalty, criado pelo próprio, eu começo não com o jornal mas com algo semelhante: o blog Apontamentos.

O meu objectivo é que seja um blog diferente, um blog nunca antes visto! Pretendo que seja como um verdadeiro pedaço de papel lido por todos. Para além de contos, publicarei poemas, entrevistas, revelarei um pouco de mim e para tornar o blog ainda mais aprazível, publicarei músicas - com as respectivas letras - que me marcam! Claro que isto é só algumas coisas pois cada publicação será uma surpresa. Organizarei as publicações em categorias para facilitar a vizualização das mesmas.

Com sondagens, contarei com a participação de todos os que por aqui passam e os comentários darão aos textos outro sentido. Por isso conto com vocês. Têm também, um e-mail há vossa disposição, onde poderão enviar o que quiserem. E para os mais tímidos é uma óptima maneira de participarem neste meu projecto.

Não sou profissional mas tentarei realizar um bom trabalho que seja do agrado de todos.

Espero que gostem.

"Espero escrever neste poço de folhas com as mãos entre as árvores,
tudo vem devagar em labirintos negros
ou em sequências de uma confusa caligrafia branca.
Amo este esconderijo suave e as paisagens fatigadas.
Eis que o texto principia com lábios, dentes e língua
e o rumor das vespas no seu sono esguio.
O que oscila na obscuridade é o meu árido alimento.
As minhas frases têm o aroma da água e o calor de uma chama silenciosa.
Dentro da face incerta aprendo as pétalas solares
e entre as sombras claras sou o chão amarelo, sou o vinho e a pedra,
sou a língua da árvore. "

António Ramos Rosa, in Num poço de folhas»


Foi desta maneira que, há um ano, decidi “escrever neste poço de folhas” no qual “as minhas frases têm o aroma da água e o calor de uma chama silenciosa”, onde “sou a língua da árvore”, e denominado por mim de "esconderijo", encontrei um local onde eu posso ser só eu. Com todos os defeitos e qualidades.

Quando um dia abri uma página da Internet e comecei a criar um blog, nunca me passou pela cabeça o que queria fazer realmente com ela, onde iria tatuar as minhas palavras e principalmente sentimentos, até o dia em que eu clicaria no “delete” e tudo se assemelhasse a um dia frio de Outono onde as folhas secas que desmaiavam no chão eram levadas de mãos dadas com a leve brisa, para bem longe, para um sítio que eu não sei qual é nem onde fica. Nunca pensei no que poderia ganhar (ou eventualmente perder) quando criei o blog. Nunca pensei na importância nem no peso das palavras, na forma como exponho os meus sentimentos, nunca pensei que essas mesmas palavras por vezes seriam bastante importantes para alguém que se identifica comigo e sobretudo… nunca pensei na possibilidade de, através dos meus textos, chegar a diversas pessoas espalhadas pelo país e quem sabe, um dia, pelo mundo. Sinceramente nem sei o que tinha na cabeça quando me meti nisto! Não, não estava na moda ter blogspot e nem eu ia por aí porque gosto muito de definir os meus próprios padrões e aprecio muito a singularidade. Muito menos foi influência de amigos porque quem incentivou o pessoal a aderir ao novo caderno do século (apesar de virtual) fui eu – isto quando eu já tinha o ‘’terreno todo apalpado’’. Também não foi porque disseram que tinha de experimentar. Não sei, aliás, “Só sei que nada sei”. É isto mesmo que resume a resposta à típica pergunta “Porque é que criaste um blog?”. Se tentar encontrar respostas, o assunto toma outro rumo e deixa-se ficar a ouvir o tão já habitual “talvez”. Talvez foi o poder que as palavras têm em mim, que me amarraram às letras e ao ruído quase silencioso das unhas pintadas a bater nas teclas no computador. Talvez a adrenalina de dar ao dedo coisas que muitas vezes são ilógicas ou então orgulhar-me de mim mesma por ter criado um texto ou uma publicação que me deu imenso trabalho, mas que apesar de tudo, consegue superar as expectativas, especialmente as minhas. Talvez (e esta é a que me parece ser a razão mais plausível) porque eu tenho um baú de sonhos e quanto mais eu os for desenvolvendo, mais “jeito” e mais “prática” vou ganhando. Por gostar de ouvir/ler críticas sejam elas boas ou más, construtivas ou aquelas que são ditas só para picar. Nestas linhas está dito o porquê de entrar com os dois pés, de alma e de coração, num mundo desconhecido onde não usamos máscaras porque ninguém sabe quem somos e então não temos que fingir, num mundo que posso deixar aberto a todos os que quiserem entrar e onde posso dar asas à minha imaginação.

Apontamentos. Não sei explicar o porquê deste nome. Quer dizer, até consigo (apesar de ser uma explicação pouco aceitável, para alguns). O primeiro blog que eu tive não foi este, agora actual, mas sim o que a Sandra está a usar agora (presentemente com outro nome). Quando criei o primeiro “Apontamentos” (curiosamente no dia 9 de Dezembro de 2006 – e já explico porque é que é curioso) acreditava (e acredito), que a nossa vida é um bloco de apontamentos, onde vamos desenhando, dia após dia, a nossa alma, o nosso coração e a nossa mente. É assim uma das formas que tenho de ver a vida. No entanto, esse blog baseava-se apenas em textos e ficava alguns dias (diria semanas) sem publicar nada. Fartei-me. Apaguei-o e criei o Factor M, nome vindo de um programa que a Merche Romero apresentava na altura. Também me fartei. Apaguei. E lembro-me que fui para Lisboa sem blog, talvez à espera que a capital me inspirasse nem que fosse por muito pouco. E inspirou. Quando regressei, voltei a dar ao dedo, e não voltei para o primeiro Apontamentos (porque tinha-o dado à Sandra que queria um blog, mas que não tinha paciência para criar) mas sim para este que agora faz um ano, curiosamente com o mesmo nome que o primeiro por duas razões: primeiro, porque dar um nome a um blog não é nada fácil, segundo porque continuava crente da minha teoria, de que a vida é um bloco de apontamentos.

Tal como faço em tudo o que me meto, dei (e dou) o melhor de mim. Este blog é um total espelho da minha pessoa e nunca me arrependi de o ter criado. No início a "febre" era pouca, publicava mas não com muito gosto. O meu melhor texto era o da mensagem com flores (inspirado no livro Marley e Eu) e recebi muitos elogios e críticas acerca dele. Estava orgulhosa. Decidi dar outro destino ao blog, muito diferente do Apontamentos 1 e do Factor M. Quis fazer deste blog a minha total essência (e sei que ainda não é possível mas para lá caminho), e passei a publicar com muito mais frequência e não falava apenas do meu imaginário, mas também de coisas reais, os meus gostos, algumas brincadeiras como “Marta a brincar aos jornalistas” e outras coisas mais que vocês bem podem ver. Digo que sou muito fiel a este blog uma vez que faz parte da minha personalidade não desabafar muito, então, refugio-me numa página da Internet, em meia dúzia de palavras, uma musiquinha assim-assim e já está. Sinto-me aliviada. Já escrevi a chorar e a soluçar, já me deixei envolver nas minhas próprias histórias e acabar numa lástima, já me desmanchei a rir, já escrevi e depois fiquei com remorsos, já escrevi o que não devia, já escrevi com ironias (uii)… já escrevi de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Muitas vezes não sei o que escrevo, nem porque escrevo mas sei sempre para quem escrevo.

Quando há pouco disse que tinha criado o primeiro blog Apontamentos no dia 9 de Dezembro de 2006, e que era curioso, disse isto porque primeiro não acredito em coincidências nem em acasos, e segundo porque uma das pessoas que agora comenta o meu blog com regularidade e que, tal como os outros, fez com que existisse aqui algum tipo de relação, ainda que virtual, foi o Kokas. Tinha escrito um texto complicado, diria, e com poucas palavras conseguiu animar-me um bocadinho. Antes do Kokas, veio a Mary Mary, blog que eu já comentava com muita frequência e cujo comentário achei um piadão e não sei explicar porquê! Achei a última parte deste mesmo querida! A LunaTic, penso que chegou ao Apontamentos no mesmo dia que o Kokas, (apesar de agora estar a ver e ter um comentário de agradecimento no teu blog no dia 6 de Dezembro, mas no meu só estar um comentário teu a 9… não sei, se calhar apaguei o post sem querer). Já tinha esta pequena “família” constituída pela Joana, Sandra, Luísa, Heloísa, Carolina, Marco, Margarida, Bia, Mariana, Sofia, Mónica, Catarina, Pedro, Andreia, Xanda, Mary, Kokas e Luna quando já em 2008 aparecem os outros todos: Algbiboy (que adora a Madeira e os madeirenses “LINDAAAA” hehehehe :P), Comyxtura (é o “membro” no apontamentos, mais recente), Lúcia (minha prima!), Ideias Fixas -Élio e Filomena (que sem saber conheço a namorada do irmão e o irmão - soube há uns dias), Luís Galego (que tem um blog cultural como eu nunca vi. Já agora, parabéns por isso), Numerus Clausus (o chicken massala e o comentário sobre trás-os-montes, em que não percebi uma!), Oco céu alto (Joaninha que lança o livro amanhã), Fiúza (tem sempre uma palavra querida a dizer), Poemario e Take.it.isa (dois blogs que merecem serem acompanhados), Roads to (para além de envolver quem lá passa, até manda convites para concertos e emails a falar dos low costs, hahaha), e claro, o último mas não menos importante, o Pinguim (cujo blog é pessoal e transmissível e que, talvez por ser o mais velho desta “família e tu a mais nova” – como uma vez disse-me o Algbiboy - tem outra maneira de viver a vida e tem sempre palavras sábias sobre ela). De certo que faltam mais pessoas, para as quais mando um beijinho

São todas estas pessoas que fazem com que o blog Apontamentos funcione e funcione bem. São estas pessoas que fazem com que não seja apenas mais um blog, mas sim UM blog. Como diz o Pinguim e com muita razão, os comentários são fundamentais na blogosfera e os VOSSOS comentários são super importantes. Até os anónimos sabem (ou não) o que dizem! Apontame-ntos.blogspot.com, com apenas um ano de vida conta já com 1304 visitas e 169 publicações.

Para este dia, tinha programado outra publicação mas os programas decidiram não gravar, o que me deixou completamente passada, por ter que escrever isto tudo (peço desculpa pelo testamento), mas afinal de que é que é feito o Apontamentos? De letras e mais letras e mais letras. Por isso, fui, mais uma vez, fiel a mim mesma.

Parabéns ao Apontamentos e Parabéns a vocês, por darem outra cor a este meu projecto

Obrigada!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

2

Eternal Flame


Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating, do you understand?
Do you feel the same, am I only dreaming?
Is this burning an eternal flame?

(música original dos The Bangles, cantada em 1989)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

5

As novidades

Não há muita coisa para contar. Simplesmente que está tudo bem e que esta noite foi conversa fiada com a J. e com a C. até às quatro e meia da manhã para depois acordarmos às sete e meia (com despertador), visto que começámos o voluntariado hoje. Estou cansada, mas estou super entusiasmada com as crianças (que são uns amores e que nos chamam "professores" inconscientemente e que, por muito que digamos para nos chamarem pelos nossos nomes, elas, inocentemente, dizem "mas não dá jeito!"). De resto, está tudo na mesma, tudo palpitando da mesma forma e é assim que eu quero que continue. A nível de aulas o 12º espera-me, e não havendo Sociologia, tive que escolher Psicologia (digo, sinceramente, que não estou muito entusiasmada, mas o lado positivo da coisa é que eu posso alargar ainda mais os meus saberes e estas disciplinas de 12º ano não condicionam em nada na universidade porque não fazemos exame). Há uma grande (ok, não exageremos) novidade que tenho para contar: o apontame-ntos.blogspot.com faz um aninho no dia 20 deste mês! Eheheheh Ainda não sei que tipo de post irá surgir mas prometo surpreender - pelo menos espero!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

5

John Lennon

Quando se fala de John Lennon, fala-se, inevitavelmente, em Yoko Ono, nos Beatles e em Imagine. São marcas que o caracterizam e que todas as pessoas têm bem presentes na memória. No entanto, Lennon é muito mais que estes três elementos misturados.

Passando pelos The Quarrymen, pelos Beatles (e consequente Beatlemania), conquistando o coração de Yoko Ono e fazendo uma carreira a solo, John Lennon é, ainda hoje, mediático, essencial e muito falado no mundo da música. Quem teve a sorte de viver no mundo dos Beatles, de certo que hoje fala deles com uma certa saudade. Saudade essa que contagia os mais novos e que nos faz querer ter mais uns anos em cima, só para podermos compreender na perfeição os reis do rock and roll e tudo o que deles derivou.

domingo, 13 de julho de 2008

7

Back to the 70's & 80's

Sempre gostei de música e tenho-a no sangue. O meu tio tem CD's e mais CD's que nunca mais acaba, a minha tia toca na Orquestra de Bandolins da Madeira, os meus avós adoram fado, outro meu tio adora tocar piano... e durante as arrumações dos CD's e DVD's encontrei preciosidades do meu pai que logo me fascinaram. Desconhecia por completo que o meu pai possuia uma grande colecção de CD's dos anos 70 e 80, incluindo os discos vinis que fizeram as minhas delícias mal pus no aparelho (que também encontrei). No meio de tanta música descobri discos dos Depeche Mode, dos Queen, vinis do Lennon e entre outras relíquias da música.

A minha mãe já amaldiçoa a hora que descobri que havia ainda mais música em casa e quase que trepa paredes quando eu lhe peço caixas para arrumar tudo isto de uma forma organizada. Ela sabe, que sempre que estou em casa, há sempre música no ar e digamos que ela não gosta de todas (ela não gosta de jazz, por exemplo, e é o que mais oiço) e então eu já estou a ver o filme todo. Ela vai-se queixar que já está farta da música tal, para eu pôr o volume mais baixo, para mudar de CD... Enfim, mães!

Mas o que realmente me importa é que agora já arranjei ocupação: ouvir cd por cd e ficar horas sem fazer nada. Apenas consumindo a música que estes discos me dão. Maravilha! Não poderia encontrar melhor coisa que isto! Ehehehe

E preparem-se, porque esta semana o que vai tocar aqui no blog são músicas dos 70's e 80's! Hahaha

Disco, 70s & 80s - Depeche Mode - Tainted Love.mp3 -

sábado, 12 de julho de 2008

6

O dia antes da eternidade


Ladies and gentlemans, é com grande prazer que comunico que, no dia 21 de Julho (houve alteração da data) será apresentado - naquele local onde as palavras ganham ainda mais vida, forma e cor - no Teatro Baltazar Dias, pelas 18 horas, "um sonho meu, em forma de livro (...) Conto convosco e, eventualmente, respectivos amigos/familiares para estarem presentes no momento desta pequena grande concretização".

Após vários anos foi possível tornar realidade este pequeno desejo de dar às pessoas um pouco das suas palavras, da sua imaginação, da sua criatividade, da sua alma. Um projecto que teve pernas para andar, e aqui está o resultado.

O dia antes da eternidade, da Joana Aguiar, é um livro de poesia onde nos deixamos afundar nas palavras, saboreamos o seu ritmo e tornamo-nos personagens desta (ainda) pequena obra.

É com enorme orgulho que vou assistir a este enorme e importante passo na vida da Joaninha e é com um sorriso ainda maior que te desejo as maiores felicidades, quer seja no mundo da escrita ou noutro mundo com o qual te identifiques.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

5

De que serve?

Eu preocupo-me (com tudo e com todos) e dou o melhor de mim, mas de que serve? Ok, até pode ser demais, mas não consigo mudar. Está no meu sangue, na minha personalidade, na minha essência. Quando me afeiçoo a alguma coisa/alguém só não dou a vida porque não posso...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3
(foto de: Daniel Camacho)


Maintenant il dit: viens prenons un café. Et j'attends.

terça-feira, 8 de julho de 2008

4
Há muita coisa para falar, mas eu tenho o coração bem apertado e a garganta seca...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

5

E já se volta a falar de futebol

Apesar de faltar (ainda) algum tempo para o início da Liga 2008/2009, as conversas de café, do autocarro, entre compadres e comadres já envolvem a palavra "bola". É curiosa a forma como pequenos e graúdos deixam-se levar pela emoção do futebol português e como defendem o seu clube com unhas e dentes. A "febre" já dá os primeiros sinais de vida. O entusiasmo já se sente na voz, as expectativas estão altas e as tradicionais desavenças entre adversários já se fazem notar. Tudo isto mostra o quanto o futebol é apreciado e, também, a paixão que as pessoas revelam ter pelo desporto-rei.
Hoje ficou-se a saber quem joga com quem e os três grandes marcarão encontro nas cinco primeiras jornadas (cheira-me que vão haver muitas apostas, muito nervosismo e tudo o que um bom jogo de futebol implica...)
E agora, como não podia deixar de ser, aqui fica um vídeo sobre o GLORIOSO, que aconselho a todos (quer sejam benfiquistas ou não) a ver.


Sem palavras!

domingo, 6 de julho de 2008

5

"Geração rasca"? Pfuuuuuu

"Os jovens e a democracia participativa

Os últimos tempos têm sido pródigos em questões de juventude, começando pelas discussões em torno das declarações do Presidente da República sobre a participação da juventude e suas percepções da história, à discussão sobre o código de trabalho.
A juventude actual é, sem dúvida, a mais esclarecida de sempre ou, pelo menos, a que melhor acesso tem à formação e à educação. Não é preciso recorrer a qualquer estudo para verificarmos que esta geração é a que melhores recursos tem ao seu dispôr, a que melhor domina as tecnologias, a que melhor sensibilizada está para as questões ambientais, a que melhor interpreta os direitos humanos, a que melhor está preparada para a convivência intercultural, entre outras coisas.
De facto, não é de todo negligenciável que, apesar de não conhecerem a história (conforme diz o estudo), esta é a geração que melhor e mais desempenho tem na vivência do quotidiano de Abril e na transformação social e política que daí decorreu.
É comummente referenciado o afastamento dos jovens da vida política e da política da vida dos jovens. Este fenómeno, característico do processo da evolução da nossa sociedade, convida-nos a reflectir um pouco sobre o estado da participação, da cidadania e das patologias destes fenómenos.
(...)
A nova geração é a primeira cuja generalizada ida à escola é uma evidência. Os seus pais deixaram de estudar cedo, com clarar repercussões no desenvolvimento da sociedade portuguesa. Hoje, a massificação dos estudos secundários ainda não teve a correspondente adaptação social das famílias portuguesas, sendo de facto a violência gerada pelas alterações complexas da vida laboral, onde se destacam os contratos a prazo, a instabilidade laboral, ciclos longos de desemprego, horários longos, aliado a uma saída precoce da escola.
(...) Por outro lado, há que rever os nossos sistemas de ensino, tem que se trabalhar o sistema para que contextualize os alunos no seu meio social e, só então, conseguiremos desenvolver objectivos profícuos de cidadania activa e de participação.
Para concluir, a iniciativa do senhor Presidente da República é de particular relevância, não só chamando os jovens a participar, mas utilizando o seu magistério para agitar as águas do estado das artes da participação na vida cívica."

Tiago Soares, in Expresso

Aqui tem a resposta, senhor deputado (?) "Cujo-Nome-Não-Deve-Ser-Pronunciado" [que um dia afirmou que "esta nova geração é uma geração rasca"] e todos aqueles que já discutiram este assunto comigo, e que não chegaram a lado nenhum (talvez por não aceitarem os meus argumentos e por eu nunca ter sido levada a sério).

quinta-feira, 3 de julho de 2008

5

Life


In three words

I can sump up what I've learned about life


IT GOES ON.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

5

As verdadeiras férias

Depois de uma ida à praia, aproveitei o meu bom humor e a minha paciência para pôr a leitura em dia e sentei-me na esplanada com vista para o mar. Boa música tocava enquanto eu bebericava o meu suminho de laranja. O sol ainda tentava beijar-me a cara e o vento roçava os meus cabelos aos caracóis. Era só eu, os jornais, as revistas e o livro que ando a ler. Eu e as letras. Eu e os sentimentos. É sempre assim. Quando passo os olhos pelas leituras que vão ficando acumuladas, vai tudo de uma vez, de uma acentada. Quando dou por mim estou afundada naquelas páginas acinzentadas (que ainda transpiram o cheiro a tinta) e na grande paleta de cores das fotografias, que surgem aqui e acolá. É um momento meu.
A esplanada estava quase deserta e aos poucos e poucos o som do trombone e do piano ia ficando mais audível. Fechei a última página do Expresso e fiquei uns minutos a saborear o azul do imenso mar e a ouvir o canto das gaivotas. Encostei a cabeça à cadeira de madeira, deixei que o vento levasse tudo o que havia à minha volta e suspirei de felicidade. Fechei os olhos e a minha mente voou não sei para onde. Sorri e disse para mim mesma: Martocas, agora sim, estás de férias.

terça-feira, 1 de julho de 2008

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Pois. Resumiste (-me) muito bem: (sou) constantemente inconstante.
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Há quanto tempo...

Há quanto tempo já não gosto de ti. Não morreste, subsististe. Mas o meu tempo já se alterou...