domingo, 30 de dezembro de 2007

10

Balanço de 2007

E mais um ano está a acabar. Só falta um dia! Um simples diazinho!! WAAAAA!! (não estou assim tão entusiasmada como parece, é só para dar um ar mais giro à coisa).
Resumindo este ano, digo-vos que não foi o melhor ano da minha vida mas também não foi o pior. Não correu muito bem mas não correu muito mal. Não começou muito bem mas está a acabar bem. Mas as coisas foram-se compondo e todos os outros meses foram bastante agitados, com tanta coisa para recuperar. Mesmo assim, não foi um ano muito mau. Passou tudo a correr, isso sim Com muita emoção, alegria, ansiedade... tudo! tudo à mistura!
Julho, adorei Julho. Viagem ao Algarve e a Lisboa, o que simplesmente adorei. Já estava a precisar de sair da santa terrinha e arejar a cabeça. Foi nesta viagem que decidi recriar um blog. Recriar, sublinho. Já tinha um mas simplesmente fartei-me. E estava um pouco desleixada em relação a ele. Já tinha perdido a piada há alguns mesinhos. Este tem muito mais a ver comigo. Digo até que é o meu espelho. (espero que estejam a gostar).
Enfim... Não me posso queixar.
Tenho que agradecer a uma série de pessoas que contribuíram para que este ano corresse bem:

Bia, Mariana e Joana: Por estarem sempre, mas mesmo sempre prontas para a gargalhada, para me dizerem as palavras certas no momento certo, para me chamarem a atenção do que faço errado e especialmente por confiarem em mim para desabafarem. São três personalidades bastante importantes na minha vida e sabem disso.

Sandra e Luli: Pela paciência, sobretudo paciência que têm para me aturarem, para me ouvirem e especialmente para opinarem sobre todos, ou quase todos, os passos que pensei/penso em dar. Acho que são como managers! Heheh.

Carolina, Sofia e Heloísa: Por todas as conversas que tivemos que à sua maneira tiverem grande importância para mim. Ajudaram no que eu esperava que não havia solução e devo isso a vocês.

Xanda, Andreia e Pedro: Foram também importantes nalgumas passagens deste ano. A vossa opinião contou imenso e agradeço por todas as palavras. Mesmo as gargalhadas foram importantes, acreditem!

Mary Mary, Kokas, Luna Tic, Cró, Mónica Gomes, Científica (Margarida), Carolina Meneses: Por todos os comentários e mais alguns que me trouxeram força nos momentos que a tinha perdido, que me trouxeram luz quando estava apagada, que me trouxeram esperança e me incentivaram a lutar pelo que quero.

Becas, Marco e Nana: Essencialmente pelos momentos de diversão que foram muitos!

Anónimos e leitores assíduos: Obrigada por passarem por cá, por comentarem e até, apenas por lerem os meus textos (aumentam, pelo menos, no nº de visitas heheheh). Continuem a passar por cá!

Rita: saudades tuas minha estrelinha, obrigada por tudo!

A todos. A todos os que não mencionei mas que de certo tiveram bastante influência neste ano.
Obrigada por todos os momentos, por mais pequenos que tenham sido. Não importa o tamanho, importa a intensidade com que são sentidos. A todos os que mencionei, muito, mas mesmo muito obrigada. Foram graças às vossas palavras que me senti muito mais confiante, muito mais segura em relação a determinadas coisas. Obrigada pelo apoio em todas as alturas, sem excepção... enfim! Fico sem palavras...
Obrigada por tudo!

Desejo a todos um óptimo 2008 com tudo o que há de bom. Desejo que os sonhos sejam concretizados, mas que continuem a sonhar. Desejo felicidade, paz, alegria. Desejo saúde, essencialmente saúde pois é esta que faz com que as outras coisas aconteçam. Enfim... Desejo tudo, toda a felicidade do mundo e arredores!

Boas postagens para os utilizadores desta maravilha que é o blog, boas leituras para os leitores! Heheh

Beijinhos

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

5

Descrições

Uma caneta e
Um pedaço de papel.
Uma mão a tremer
E o desejo de soltar as palavras
Que estão sufocadas na garganta.
Amor, amor.
Um rabisco
Uma vírgula
E por fim...
Um ponto.
Final.
Não consigo,
Não sou capaz de cartear
O que quer que seja.
Parece até!, que a ponta
Da azul caneta... secou!
Ao longe vê-se o mar,
Calmo, sereno, tranquilo...
Poderei algum dia
Exprimir os meus sentimentos
Exprimir as minhas mágoas
Exprimir... - me
A este pedaço inútil!
Inútil de papel?
Tal como o mar
Desafaba com a areia
Eu quero desabafar
Contigo.
Só que...
Só que não passa tudo
De meras descrições.
E.
Eu não gosto de
Descrições.
Fazem com que algo
Irrevelante
Se assuma como
Belo,
Bonito,
Vistoso.
Ou,
Feio
Disforme
Vergonhoso.
Fazem com que algo
Seja aquilo
E somente
Aquilo.
E eu...
Eu não
Te sei
Descrever
Meu amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

6

Music & Lyrics


Alex Fletcher - Hugh Grant - era um dos membros de uma das mais famosas bandas dos anos 80, os PoP, banda essa, que acabou por se separar.
Alex fica, assim, sem a sua popularidade até que Cora Corman - Hayley Bennett - uma cantora tão ou mais prestigiada que Britney Spears deseja conhecer Fletcher, para lhe pedir que escreva uma música, no prazo de uma semana. O membro dos PoP agarra esta oportunidade de se tornar novamente famoso com unhas e dentes. Mas o stress e o desespero começam a tomar conta dele!
É então que aparece Sophie Fisher - Drew Barrymore - que apenas vai ao apartamento de Fletcher tratar das suas plantas. Mas Sophie tem queda para as letras e não se contém em criar versos enquanto trabalha no apartamento de Alex (diria até, meter-se onde não é chamada).
A sua agilidade surpreende a personagem interpretada por Grant. Juntos procuram uma canção que seja adequada à cantora Cora e percebem que estar apaixonado pode ajudar e muito...


Esta comédia romântica prende-nos desde o primeiro minuto. Sem se aperceberem, ficarão envolvidos num ambiente repleto de música e de riso.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

10

"1 dose de droga 1 grama de esperança?"


“Quem me dera ter vivido antes de nascer. No tempo dos meus pais. Talvez conseguisse entender o lado bom da droga.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

O lado bom da droga… Há algum lado bom?! Às vezes dou comigo a pensar nestas ervinhas, neste pozinho que leva miúdos e graúdos a uma viagem dita excepcional, algo único que deixa apenas a vontade de repetir.
Mas a grande questão que fica a pairar no ar é “qual a necessidade de entrarem neste mundo?” Não sei. Talvez a fraqueza e a falta de autoconfiança e auto-estima para prosseguirem em frente…

“A minha mãe é uma mulher sofredora, que, de repente, se viu num labirinto para o qual não encontrou saída. A toxicodependência obrigou-a a deixar a vergonha num beco e a conduzir o seu destino pelas estradas da prostituição, com paragens diárias num ou mais sitos obrigatórios. Locais onde pudesse extrair com dinheiro, algum prazer, ou, pelo menos, algum remédio para as dores que não paravam de gritar. Desde manhã. Ter uma dose ao acordar era como apanhar o autocarro para o emprego. É essencial, senão não se chega lá. Uma dose de Heroína era o suficiente para ir ganhar dinheiro para mais Heroína. Um círculo vicioso, portanto. Do qual eu também fazia parte. Mentalmente.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

Familiar ou não, amigo do peito, ou colega no futebol… é uma vivência marcante, certamente. Quando assistimos à dor, ao consumo da droga por parte de outro, é como se fossemos feitos de olhos que se arregalam aquando da ingestão desta “coisa”. A nossa cabeça gira, tudo à volta se transforma e ficamos petrificados para ver a reacção que provocará. O mais curioso é que os toxicodependentes ficam como apáticos. Completamente alheios ao que os rodeiam, interessando-se apenas pelo “seu mundo” que é cor-de-rosa (ou não), que é só e exclusivamente deles. Fecha-se a porta aos curiosos, amigos e família. Talvez seja nesse mundo que os sonhos se concretizam; que a felicidade permaneça constantemente na vida de quem os rodeia; talvez...
Mas essa visão só faz com que a ambição do consumo desta seja cada vez maior. O desejo e o sofrimento caminham assim, lado a lado. Tanto o deles como o nosso.

No entanto, temos que ter esperança e acreditar que o amanhã será muito melhor que o presente e que o passado. Temos que acreditar em nós, nas nossas capacidades e temos que enfrentar os problemas com um grande sorriso. É a maior vingança a todos aqueles que nos querem ver entre a espada e a parede e o maior triunfo a nós mesmos que podemos dar.

(Há diversas perspectivas/opiniões acerca deste assunto. Uma delas pode ser vista aqui )


“M: (…) Fomos para uma pensão e o cego deu-me um envelope, com dinheiro que tinha ganho durante o mês e disse-me: - Tira aquilo que pediste… (…)”

“E o dinheiro nem sequer era para comer, raramente o foi. (…) O corpo estava cheio pelo sangue que corria na droga.”

“A partir do momento em que a droga chega ao cérebro, os toxicodependentes tornam-se acósmicos, metem-se num avião e viajam para o mundo onde tudo é perfeito, perdendo a noção do que os rodeia no mundo real. Não foram poucas as vezes em que eu próprio fui o auxílio dos meus pais para se drogarem.”

“A minha mãe é uma sobrevivente.”

“Eu podia fazer um jornal. A ideia era arriscada, mais ainda se tivermos em conta que tinha apenas 13 anos (…). Mas sentia (…) a necessidade de fazer uma coisa diferente, onde pudesse demonstrar que era capaz de ser mais forte do que o meu passado.”

“1 dose de droga 1 grama de esperança?” é um livro cujo título também poderia ser “Miséria e Dignidade” devido a todo o percurso que o autor, desde muito cedo, teve que passar e também devido à luta constante que foi. Uma autêntica batalha surda sem vencidos. No entanto venceu com muita dignidade. Daniel Oliveira viu bem de perto a destruição dos seus pais e mesmo assim nunca virou as costas à vida. É digno de todo o êxito que este livro teve/tem. De igual forma é alvo de admiração da minha parte.

Um livro que se lê de uma assentada. Somos, inconscientemente, envolvidos numa emoção enorme que faz com que entremos naquelas páginas e vivamos o mesmo que o autor viveu.


"O exemplo de um jovem que se libertou de uma infância difícil"


Daniel Oliveira: “1 dose de droga… 1 grama de esperança?”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

4

Feliz Natal


Os céus são decorados com pequenas luzes que transmitem aos nossos olhos figuras características do Natal ou da região em que estamos. As paredes das ruas parecem que nos gritam ''Feliz Natal!'' através das músicas que vamos ouvindo enquanto caminhamos sem destino. A frase mais dita nestes últimos dias é, sem dúvida, "Tenha um Bom Natal" e de dia para dia vemos as pessoas completamente atrapalhadas com montes de sacos com os respectivos presentes para os entes mais queridos. Há ainda aqueles mais atrasados que gostam do stress de comprar tudo à última hora. Somos também bombardeados por canções, acessórios... bom, pelo espírito natalício. Mensagem para aqui, mensagem para ali, um beijinho, um abraço, um presentinho. Tudo o que é característico desta época. O frio, um bom filme de Natal que vemos enquanto bebemos um belo de um chocolate quente, os chocolates... aiii os chocolates, a árvore já decorada, os presentes à sua volta, o telefone que só toca com o recado que já sabemos de cor e salteado. Enfim... é o que nos lembra o Natal, não é verdade?

Desejo a todos os meus leitores assíduos, um Feliz Natal com muitos presentes, gargalhadas, com toda a família/amigos rodeados a uma grande mesa com toda a gastronomia que esta época exige. Essencialmente, espero que descubram a alegria neste dia e que dêem valor aos pequenos gestos. O Natal é isso mesmo. Apreciar, dar, sorrir.


UM FELIZ NATAL!
(desconheço o autor da foto)

domingo, 23 de dezembro de 2007

4

Não resisti!!

Bom Natal a todos!
6

O Natal visto pelos Madeirenses


É sempre bom festejar o Natal e saber um pouco da maneira como o fazem as diferentes culturas do mundo. No post de hoje, veremos como é que cá, na Madeira, os madeirenses celebram o Natal!


No Natale madêrense têmes:
Matança do porque.
Noite do mercade.
Broas (por favor, leia-se: brauas) de mele.
Meissa do parte (Outra meissa) Meissa do gualo.
Carne de vinhe e alhes.
Canja de galeinha.
Uis boles de mele.
Iluminaçãoe nas reuas.
Montage do pinheirinhe.
Eis cabreinhas.
A lapeinha.
Eis lampareinas.
Uis presentes.
Uis ausentes que venhem aguora.
Eis prendas.
Buzies.
O Menine.
Eis vaquinhas.
O burre. O Joséa e a Mareia.
Anjes, arcanjes e uis Rei Magues.
A genebra. O aneiz.
Eis bedeiras.
Enfim(e), comuere e bebere.
Estepilha, come eu goste do Natale!


Então? Parece-vos bem? Hahahaha.
Mas que fique bem justificado que os madeirenses não falam/escrevem assim! - alguns sim, mas a maior parte não!
''Estepilha!'' Muahahahahaha
(se alguém souber o que são ''buzies'' por favor que diga!)

sábado, 22 de dezembro de 2007

4

Um presente para vocês

Espero que gostem:
Obrigada a todos pelo melhor jantar de Natal de sempre! Muitas cantorias, gargalhadas, conversas, fotografias, pessoas cinco estrelas... foi FANTÁSTICO!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

6

Sabem o que encontrei?

Fantástico! Ontem nas buscas dos acessórios para decorar a árvore de Natal encontrei uns que eu tinha feito quando era miúda. Achei o máximo. Já não via aquele meu trabalho há alguns anos e nem me lembrava que aquilo existia! Claro que serviram para decorar a árvore. Este ano está diferente. Além das tradicionais bolas e fitinhas e mais não sei que mais, tem sininhos, corações, quadradinhos (que sinceramente não têm forma de quadrados, mas o objectivo era terem) e entre outras coisas, tudo em gesso (se aquilo cai, era uma vez). Modéstia à parte mas está um mimo!


Adoro estes. São tampinhas de não sei o quê, decoradas com lantejoulas e massas. Esse formato de estrela é feito com paus de gelado depois são colados a um círculo de cartão que por sua vez, tal como as tampinhas é decorado com lantejoulas e brilhantes e massas.




Neste aqui, já se vê uma vela feita de cartolina, estrelas, corações com acessórios bastante engraçados que dão um toque especial ao gesso.






Sabem com que são feitas estas figuras? Não sabem? Não imaginam? Hmmm, dou uma ajuda. É algo que toda a gente tem em casa e que toca vezes sem fim. Exacto. CD's! Gosto especialmente do anjo. Só não o pus na árvore porque o buraquinho para pôr a ráfia ou o arame está ao lado (dá para ver) de forma que o pobre do anjinho fica de lado como se tivesse apanhado uma bebedeira qualquer. Mas o sino está!! Adoro aquelas cores.

E depois disto tudo, não é que encontrei um presépio? Também feito por mim. Não sejam como a minha mãe que começou a gozar das personagens ou porque estão de pernas demasiado abertas (LOL) - menino Jesus - , ou porque têm as mãos muito grandes em relação ao corpo ou porque os olhos não passam de dois buracos. É feito em barro, logo não me ia pôr a fazer olhos direitos!!!

No fundo mas mesmo lá no fundo, os meus pais até gostaram destes pormenores todos. É sempre um orgulho! Hahahahahahha

A decoração da árvore demorou algum tempo. Mas acho que ficou muito bonita, apesar das gambiarras não estarem no seu melhor estado...


Então? Que vos parece?
Digo-vos sinceramente, pode não estar brilhante, podem já ter visto melhor (e acredito que sim, porque eu já vi!) mas há tanta gente que nem uma árvore ou um presente tem que temos de nos considerar uns felizardos por podermos, todos os Natais, celebrar esta época, e manter o nosso espírito natalício em toda a casa. Devemos também considerarmo-nos uns sortudos por termos posses para comprar todos os presentes e acessórios. Muitos têm apenas um sorriso!
Tinha que partilhar isto convosco. Desculpem a qualidade das fotos, sei que está péssima. E desculpem também a qualidade deste post que não é grande coisa mas prometo que o próximo será bem melhor.
Beijinhos para todos.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

7
Querido Pai,

Há muito tempo que ansiava escrever esta carta. Mas não tinha coragem. Cobardia. Sei que estás distante e que eu não te vejo há uns longos quatro anos. Culpa minha? Sim. Assumo. Ainda me lembro daquela noite fria de Inverno em que te dei um beijo na testa e saí porta fora deixando para trás a dor e o pânico que estava a sentir. Apenas me olhaste de relance e retomaste a leitura do teu jornal enquanto davas um gole no teu café com leite. Sabias que me ia perder e que nesse momento só iria querer abraçar-te e chorar no teu peito. Não tentaste me avisar. Não te compreendia. Aliás, achava que tu é que não me compreendias. Ou se calhar tentaste me avisar mas eu é que não percebi. Não sabia nem sei interpretar mentes e expressões. Devia era de ter aprendido contigo. Isso é o que tu mais sabes fazer. Lias-me as expressões e os traços do rosto e descodificavas todas as mensagens. Impressionante. Nunca conheci ninguém que tivesse esse dom. E dizem que tenho uma face quase sem expressão, difícil de interpretar e mesmo assim tu sabias sempre. Sempre mesmo.

Durante o longo caminho que obriguei a minha pessoa a percorrer, conheci quem me amasse e quem me quisesse amar. Amei também. Sofri e voltei a renascer. Fiz amigos para a vida e caí sob os piores espinhos... Que te posso dizer? A vida é mesmo assim e fizeste-me falta durante todo esse percurso. Mas se te dissesse isto tudo cara a cara a tua resposta seria um encolher de ombros. Parte-me o coração sempre que o fazes. Parece-me que só vives para a tua colecção de moedas. E parece que ficas mudo sempre que tento manter uma conversa contigo. Não gosto disso. Acredito, não obstante, que gostas e orgulhas-te de mim à tua maneira.

Imagino-te todas as noites na tua cadeira de baloiço a contemplar a lua e a injuriar contra tudo e contra todos. É típico. Há quem diga que tens um ar frio e uma personalidade um tanto ou quanto difícil. E é verdade, tenho que aprovar. Mesmo assim, admiro-te porque cuidaste de mim como se fosse uma moeda tua. Cuidaste de mim com todo o carinho e amor do mundo e estou-te eternamente grata. Uii, mas comparar-me com uma moeda é demasiado forte ou demasiado banal. Nem sei. Mas sei que esta comparação está bem feita e prefiro pensar assim, porque é da maneira que me convenço que me amaste e continuas a me amar. A me examinar sempre que olhas para a minha fotografia que tens na tua mesinha de cabeceira (ainda a tens?) e a pensar em mim sempre que te contam as asneiras que os filhos dos outros fazem. Sou igual a eles, dizes tu. Certamente sou diferente. Creio que sim. É o que todos me dizem, mas tu tens que marcar a diferença, não é verdade? Não faz mal. Já lá foi o tempo em que doía cá dentro, mas eu gosto de ti assim. Também foi assim que sempre te vi e lidei contigo...

Enfim, a caneta já está ficando gasta e o papel chegando ao fim.
Suponho a tua reacção ao ler esta carta. O habitual encolher de ombros... não importa.
Tenho saudades tuas e senti-me muito melhor ao gravar neste pedaço de papel o que queria que nunca se apagasse: a tua memória. Por mais esbatida ou abstracta ou até... inconcreta?! que seja.
Bom Natal, Pai.


Amo-te.

domingo, 16 de dezembro de 2007

10

Finalmente!

Foi um dia atribulado. Muito atribulado, atrevo-me a dizer. Às 07:00 o despertador tocou com o seu habitual chinfrim. Muito cedo para o primeiro dia de férias? Sim, de facto era. Mas o motivo justificava e a pessoa merecia. Destino? Aeroporto. Era o regresso da Nana! Pus os pés no aeroporto eram 08:45. Sempre muito pontual (claro!) e esperei uma eternidade (que exagero) por suas excelências Luli, Marco, Becas e Xanda. Estávamos extremamente entusiasmados e nem o (pouco) frio nos fazia desanimar. Mas...

O avião aterrara e saíam todos os passageiros menos a Nana. O que se passava? Porque é que ela não saía? Estaria na alfândega? Mas tanto tempo... Connosco tínhamos uma folha A4 da alfândega a dizer ''Isabelinha Camacho (Nana)'' feito com um marcador roxo. Para improvisar... há que saber como nos desenrascarmos, não é verdade? Mas os minutos passavam e nada da Isabelinha. Até que ligamos à mãe dela, que curiosamente não estava no aeroporto. O que acontecera? O avião aterrou em Lisboa às 07:00 mas houve alguns problemas e ela perdeu a avião. Só tinha às 09:15 mas também devido a outros problemas não pôde apanhar esse.

Numa palavra: STRESS! Foi o que sentimos. Sem ou com pouquíssimo dinheiro, cansada, desesperada, com fome (provavelmente), a Nana estava sozinha no aeroporto da Portela e só tinha voo às 17:00. Desespero total. Falamos com ela quando estávamos no aeroporto mas nós como somos espertíssimos falámos dentro do aeroporto. Que aconteceu? ''Tanana... Próxima chamada para o voo...'' Obviamente que ela percebeu, mas a Luli teimava que estava em casa. (LOL)

O que fazer? Destino: Funchal. Estivemos sempre em contacto com ela para lhe fazermos companhia. Mas ela continuava a não acreditar que estávamos no Funchal. Mas era verdade! Até chegámos ao cúmulo de pôr o telemóvel ao mesmo nível da estrada para ela ouvir os carros e acreditar e de ir à TMN para activar as vídeo chamadas mas nem assim funcionou.

Aproveitamos o ''passeio'' pela cidade e fomos comprar uma cartolina preta para fazer um cartaz como deve ser. Sim, porque uma simples folhinha é muito triste. Estávamos, apesar de tudo, frustrados e entusiasmados (que contraste!). Frustrados porque não a podíamos ajudar, entusiasmados porque o voo estava confirmado e porque íamos fazer um GRANDE cartaz. E claro, porque iríamos matar as saudades dentro de 8 horas e meia ?!

Durante a tarde fizemo-lo. Ficou perfeito (modéstia à parte) - não acham?:


Tanto eu como a Luli ficámos satisfeitas com o resultado final.

Continuávamos a manter contacto com a Nana e ainda nos rimos um pedaço. É curioso ver que no meio de todo aquele stress ela ainda conseguia cantar e rir! Tu és vida, minha amiga!

Contávamos as horas, os minutos e o relógio estava sempre sob o nosso controlo. Até que...

Chegou, finalmente, a hora de arrancarmos para o aeroporto. A euforia era muita e esperávamos que o avião que estava a aterrar era o que ela se encontrava. O nervoso miudinho, os sorrisos e gargalhadas descontroladas, o passar das barreiras - como quem não sabe ler, LOL - o escândalo - três miúdos em pleno aeroporto de cartaz na mão e a fazer alto escândalo -, tomavam conta de nós.

E...

E...

A Luli exclama: ''OLHA A NANA!'' e as portas de onde os passageiros passam fecharam-se. Marco e Marta a teimar que não era ela. Até que...

Até que as portas voltam a se abrir e vemos uma rapariga com chapéu de Pai Natal, montes de malas, com cara de ''deixem-me dormir'', um tanto ou quanto a precisar de um banho (atenção: ela esteve a viajar desde quinta - Nova Iorque-Madeira > com atrasos e tal e coiso - e não pôde tomar banho, nem dormir, nem comer - além da comida do avião que é aquela coisa que sabemos) e a parar o carrinho com as malas a uma certa distância de nós e a dizer: ''EU NÃO ACREDITO!!!!''. Foi aí que nos apercebemos que a nossa menina tinha chegado e que era mesmo ela. Era mesmo ela que estava à nossa frente. Após 4 longos meses tínhamo-la connosco. A nossa reacção? Desatar aos gritos e a correr para ir ter com ela. Abraços e mais abraços, gargalhadas e mais gargalhadas... Numa palavra: LINDO!

O momento porque todos esperávamos. O abraço que há muito desejávamos dar/receber, o sorriso que há muito queríamos ver, a voz que queríamos ouvir e a pessoa que queríamos ter. Foi fantástico!

Ainda deu tempo para tirarmos duas fotos e falar um bocadinho. E estávamos os quatro felizes. Felizes como nunca! E agora com as férias não a vamos largar - somos chatos!. Nem a ela nem a todos os outros amigos que eu também anseio passar algum tempo. Recuperar o tempo perdido, diria e matar todas as saudades.

Estou feliz. Estou realmente feliz. E tenho um pressentimento que estas serão umas grandes férias. Mesmo!

WE LOVE YOU NANA!

(tudo isto foi do dia de ontem)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

5

O desconhecido?!


- O que acho fantástico nisto tudo, é a capacidade que temos de nos indignar e de nos interrogar. - Não deveria de ser a mesma coisa? - Não sei, fiquei baralhado. - Baralhado? Mas isto não é um baralho de cartas em que tu ficas com o trunfo e jogas ao C-O-S-P-E-S, ganhas e és conhecido como o glorioso, o come cartas? - Mais uma vez, não sei. - Irra, que ignorância! - O mundo é dos ignorantes e o sonho dos sonhadores. Há ainda aqueles que ficam a ver navios... Paciência. Não se pode agradar a todos. Todos temos uma face oculta, my love. Uma face que nem a luz da lua consegue desvendar. Um mistério? Hmmm, eu gosto de mistérios! Por vezes comento que não conheço a minha alma. - Mas a alma não se conhece! - Pois não. Nem a substância que a compõe mas ficas fascinada quando descobres a pólvora. Tem piada tudo isto. - Estou aqui neste palco da vida a declamar estas lindas (!) palavras para um monte de cadeiras... vazias e holofotes desligados e pano por abrir. - Não te preocupes, é apenas o ensaio geral.




(desconheço o autor das fotos)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

9

Ao som de...


Os teus dedos tocam levemente nas cordas finas. Mordes o lábio ou porque estás nervoso ou porque estás indeciso - esta ou aquela? Começas a trotear Imagine e automaticamente os dedos mexem-me suavemente produzindo sons bonitos, suaves e olhas-me nos olhos com certeza à espera de uma (des)aprovação. Mas a melodia entra-me nos ouvidos e fico à espera que continues. Apenas dou um leve sorriso e tu fazes um sorriso tímido, sinal de quem gostou da minha ''resposta''. Continuas com a dança dos acordes na magia dos dedos e aos poucos e poucos vamos tendo uma canção. Estás feliz. Soltas uma gargalhada tão espontânea que me faz rir também. É um objectivo alcançado, penso. Qual? Não sei. Só tu sabes. Mais uma vez desprendes o olhar das cordas da viola e olhas para mim. Desta vez um olhar muito mais demorado o que me faz levar a mão à cara se calhar para evitar o blush! Engraçado. Percebeste o meu embaraço mas continuas a olhar. Estás à espera do quê? Ainda atrapalhada começo a soletrar as primeiras notas e a voz sai-me de tal maneira baixinha que não tenho a certeza se ouves. Acompanhas o meu ritmo. Acenas com a cabeça e entregas-te à música de uma maneira tão profunda que chego a pensar que não estás cá. Estou feliz. No fundo ouve-se o mar e no primeiro plano estás tu com a tua fiel companheira a me fazer uma espécie de serenata. Tenho que admitir que gosto. Sabes as notas de cor e salteado e saltas do dó para o lá e do mi para o sol. Mas isso não me espanta. Porque razão haveria de espantar? Olho nos teus olhos ternos de amêndoa e tu nos meus olhos cor de chocolate. Ficamos como dois seres sem vida própria, dependentes um do outro.


E continuamos.


La... la... la... la...
(desconheço o autor da foto)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

7

Conheço-te como conheço a palma das minhas mãos


Observo. Observo. Observo. Fico confusa, confesso. Como é que todas estas linhas sem início e sem fim podem fazer as delícias das bruxinhas da bola de cristal, se para mim e para muita gente são apenas isso: linhas? Como é que podem ditar o futuro e como é que nos podem mostrar caminhos? Ou para a frente ou para trás. Ou para a esquerda ou para a direita. Não existem outras hipóteses. Chega até uma altura em que elas se tocam como se esperássemos algum encontro. Algum fado do encontro. Mas depois prosseguem viagem e a única marca que fica ou é a ferida profunda que não sara ou a memória jamais esquecida. Irónico não é?

Umas pessoas seguem à risca todas as indicações dadas e caem no exagero da busca de informações dia sim dia sim senhor. Outras fingem que percebem alguma coisa do assunto mas afinal não percebem nada e há ainda aquelas que acham que o manicómio é o lar desta gente.

Nunca tinha pensado nisto. Sou sempre levada para outros mundos que me dizem muito mais do que linhas tremidas das mãos. Olho para isto e é tudo igual. Quer dizer... consigo reparar que umas indicam o não e o fácil e outras o sim e o difícil. Mas tirando estes pequenos pormenores isto não me toca rigorosamente nada.

E a ironia disto tudo é quando dizemos "Conheço-te como conheço a palma das minhas mãos"
(desconheço o autor da foto)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

11

Que importa?


Entro naquele que já é o meu refúgio. Escuro e com uma pilha de livros há espera do meu toque para folhear todas aquelas páginas e me entregar a cada palavra, a cada linha, a cada sinal de pontuação. Sento-me de perna cruzada no cadeirão mais próximo onde uma réstia da lua apenas consegue iluminar metade da minha face. Puxo um cigarro e fico assim, durante alguns minutos, a meditar.
As paredes do abismo, brancas como o cal, surgem na minha cabeça. Sufocam-me. A cada dia que passa, sinto-as mais próximas da mesinha que está no centro da suposta sala. E sinto que se der um passo à frente... catrapum, era uma vez. Se der um passo atrás fico entre a espada e a parede. Imagino até as gotas de suor que me cairão face abaixo. E mesmo no interior dos sonhos só consigo ouvir as paredes do abismo. Gritam! Bradam!
Mas não, não. Semicerro os olhos e faço mais uma bola de fumo. Porquê? Silêncio... silêncio. Estarão as palavras gastas? Não me parece. Assaltam-me o pensamento, até.
A lua está cheia. Hoje de manhã não te ouvi na rua mas nem isso significou algo para mim. Prefiro ficar sozinha. Talvez sozinha e perdida me recorde de ti com o devido sentimento. Sim, de ti.
Tenho que te dizer que já não voo por cima das nuvens nem à volta das estrelas. Nem as palmas das minhas mãos se conheço! Mas sabes, nem isso me afecta. O meu único vício é o cigarro. Companheiro fiel de todas as horas e segundos. Veneno, eu sei. Que importa?
Lembro-me do corredor do hospital. Que tédio! Lembro-me das palavras que murmuraste antes de te olhar nos olhos. Lembro-me de cada gesto teu, de cada traço do teu rosto, da expressividade do teu olhar. Podia até ler a tua mente. Tenho conhecimentos suficientes para isso, mas... para quê? Isso não traria de volta a felicidade nem a pureza tua alma. Sim, já te tinhas perdido naquela altura. Olhavas para mim e era como se me visses pela primeira vez. Não me conhecias. Não sabias o meu nome. Não sabias que eras importante para mim. Não sabias nada. Não imaginas a dor que isso me provocou. Foi como se me tivessem dado um tiro que acertou em cheio no coração. E mesmo assim, mesmo assim agarraste a minha mão e tiveste medo que partisse.
Mas eu não parto, meu amor. Apesar de o mundo ter desabado em cima de mim no momento em que me perguntaste quem eu era... Como é que...? Não sei. Respondi-te apenas que era o teu anjo. Fiquei na dúvida se me tinhas percebido ou se me acharias louca. Mas não importa.
Aliás, já nada importa.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

5

Maybe

''um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre
os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela. e a luz
compreenderá a impossível compreensão do amor. um dia, quando a chuva
secar na memória, quando o inverno fôr tão distante, quando o frio
responder devagar como a voz arrastada de um velho, estarei contigo e
cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. sim, cantarão
pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu
acordarei nos teus braços e nao direi nem uma palavra, nem o princípio
de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade"

José Luís Peixoto, in a criança em ruínas

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

3

Sinto-te

Sinto-te. Os teus dedos nos meus. O teu cheiro percorre o meu nariz. Sinto-te vivo. Livre. Poeta às vezes Diziam eles. Frágil. Sopro. Leve beijo triste. Se tudo fosse o cheiro da chuva que se perde nas ruas... Agarra a minha mão estendida numa sala mal iluminada e ardida. E entre nós? As palavras.

sábado, 1 de dezembro de 2007

4

Dia Mundial Contra a Sida


Hoje, 1 de Dezembro, celebra-se aquela que é uma das doenças mais temidas por todos e que não teme ninguém: a SIDA.

O que é a SIDA?

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que entra no organismo através do contacto com uma pessoa infectada.


Como é que pode acontecer a transmissão do VIH?

A SIDA não é transmitida através da respiração nem penetra no organismo através da pele, precisando de uma ferida ou de um corte para entrar no organismo. A forma mais perigosa de transmissão é através de uma seringa com sangue infectado porque o vírus entra directamente na corrente sanguínea. Pode ser também transmitida através de relações sexuais sem prevenção, e também de mãe para filho (é hereditário).

O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças. Estas doenças são chamadas de infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. A SIDA pode também fazer surgir alguns tumores - cancros.


Quais são os sintomas?

  • perda de peso;
  • sintomas das gripes (febre, suor, dor de cabeça e de estômago...)
  • depressões;
  • entre outras.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito a partir de análises sanguíneas. As primeiras análises a um infectado podem dar um resultado negativo se o contágio for recente, por isso, os testes devem ser repetidos quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise. O período em que a pessoa está infectada, mas não lhe são detectados anticorpos, chama-se ''período de janela''.

Quais são os comportamentos de risco?

Os toxicodependentes são sujeitos a terem VIH se se injectam e partilham agulhas, seringas e outro material usado na preparação da droga para injecção. Também quem não usa preservativo tem cerca de 60% de probabilidade em apanhar o vírus e acidentes com contacto com objectos cortantes contaminados (agulhas) ou com sangue, ou outros líquidos orgânicos, contaminados.


Como prevenir?

Usar o preservativo, não utilizar agulhas, seringas ou objectos contaminados.



As perguntas mais frequentes são:

  • Pode estar-se sempre no estado de seropositividade sem passar a SIDA?

Sem tratamento específico para o VIH (com os medicamentos anti-retrovíricos) todos os infectados com o vírus virão a ter SIDA mais cedo ou mais tarde. Desde o momento em que a pessoa adquire a infecção até entrar no estado de SIDA decorre um período de tempo que é, em média, de 8 a 10 anos. Com o tratamento actualmente disponível, é possível modificar a história natural desta infecção, aumentando a duração do período assintomático da doença e prevenindo o aparecimento das infecções e tumores que definem a fase de SIDA. Para que isto seja possível, é fundamental que todo o indivíduo seropositivo tenha um acompanhamento médico periódico adequado.

  • Quantos anos de vida tem uma pessoa seropositiva?

É muito variável. A evolução da infecção não é igual em todas as pessoas. Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas de doença decorre um período de tempo, designado como fase assintomática da infecção pelo VIH, que pode durar em média 8 a 10 anos. No entanto, nalgumas pessoas este período pode ser apenas de dois ou três anos e noutras de 15 ou 20 anos.Após o aparecimento de uma infecção oportunista, ou seja, após se entrar na fase de SIDA, o tempo médio de sobrevida é de cerca de um ano e meio, na ausência de tratamento anti-retrovírico. No entanto, com os medicamentos actualmente disponíveis para o tratamento desta infecção a sobrevida dos doentes pode ser muito mais longa desde que se cumpra rigorosamente o tratamento e as restantes indicações médicas. Actualmente existem algumas pessoas que vivem com esta infecção há mais de 20 anos.


É necessário alertar que uma pessoa seropositiva não significa que tenha o vírus da SIDA. Uma pessoa seropositiva pode ter uma vida normal e não é um risco para a saúde pública. Mais depressa se apanha um vírus da gripe do que da SIDA, por isso, não devemos desprezar quem é seropositivo e muito menos quem é portador do VIH.

45 milhões de pessoas estão actualmente infectadas, morrendo 3 milhões por ano e 15 000 são infectadas por dia (a nível mundial). Portugal está nos 4 primeiros países em todo o mundo com mais pessoas infectadas com o vírus da SIDA. Já somos muitos não vos parece? Temos que ajudar a combater esta doença de forma a impedir que estes números assustadores aumentem de dia para dia.

"Eu preocupo-me e tu?''

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

3

No Reservations

Com um elenco de luxo - Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart e Abigail Breslin - com uma banda sonora fantástica, com cenas inesperadas e sobretudo com um grande humor, No Reservations (Sem Reserva) é uma comédia romântica um tanto ou quanto engraçada, um tanto ou quanto deliciosa para se ver num dia de chuva bem agasalhadinhos numa manta bem quentinha.
Não é um grande filme, mas é um bom filme.
Hope you like it.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

3

''I KILL YOU!''

Fiquei fã! (deste mesmo vídeo e de outros - mas este é o melhor)
Vejam e de certo vão adorar.

sábado, 24 de novembro de 2007

3

A união faz a força


"Em tempos de sofrimento e de dor abraçar-te-ei e embalar-te-ei, e tomarei o teu sofrimento e fá-lo-ei por meu. Quando choras, eu choro, e quando sofres, eu sofro. E juntos tentaremos conter as marés de lágrimas e desespero e conseguir passar os buracos negros das ruas da vida."

Nicholas Sparks, in Diário da Nossa Paixão

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

4

Nação valente e imortal...


- Vamos lá! Vamos lá!
- Bem jogado! EEEEEEEE, passa!!
- Ame, chuta! Issooo... boa boa!
- Mexe-te! Fogo, é fora...
- Siiim, não defendas isso...
- Recupera! Vá! Isso, óptimo. Para a esquerda, issoo... controla controla...
- E e e e e é golooooo! Caramba, não é.
- Tira a bola daí.
- Vamos, vamoos, chuta!
- É falta! Ame é amarelo!!!
- Substituição? Já ia, não?
- Penalty! Não é? É sim.
- Canto! Faz canto!
- Levanta-te, mas é!
- Aiii, está quase a acabar, vamos vamos!!
- Cuidado, vai ser goloo! Txiii que sorte...
- 3 minutos?! 3 MINUTOS?! É MUITOOOO!
- E e e e GOOO, não é não é...
- Pelo amor de Deus, faz tempo, vá faz tempo...!!
- PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII !
- ACABOUU!


- PASSAMOS! PASSAMOS! PASSAMOS!!! OLÉ OLÉ OLÉ OLÉ!



Somos os maiores! Apesar de o resultado não ter passado dos 0-0, eu tenho orgulho! Sim, orgulho nesta selecção e em cada um dos jogadores! Admito que o jogo não foi dos melhores, diria até que os jogadores pareciam não estar nos seus dias, mas foi renhido! Muito renhido!! O ataque esteve sempre presente por parte de ambas as equipas.

O nervosismo era imenso, talvez por isso eu passei quase o tempo todo zippar, entre a RTP 1 e a SPORT TV. Pois é, temos pena que a Inglaterra não tenha passado... paciência! A vida não é feita de rosas! (uiiiii).

Mas o que realmente importa é que PORTUGAL, O GRANDE PORTUGAL PASSOU!

Estamos no Euro 2008! YEEESSSSS!!!!



E hoje sempre que me perguntavam se tinha visto o jogo a minha resposta era:



PASSAMOS!!!
(desconheço autor da foto)

sábado, 10 de novembro de 2007

5

Blue moon


Let's take a blast to the moon.
Let's pack our soul
And take a plan to follow our heart.
Give me your hand.
Shuu...!
Try to enjoy the silence.
Beautiful, isn't it?
However, today I don't feel like I could touch the sky.
Maybe because there are so many things that I will like to tell you...
Come kiss the water with me.
Say it's me that you adore.
Why are you so cruel?
I don't know...
Hey, can you see the sadness in my face?
What would you say?
Nothing, probably.
"Well..." you said.
"I will look at you
And whisper slowly: Close your eyes... I'll take you to the moon."

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

4

Determinismo e liberdade humana


Entrevista realizada por nós, alunos do (antigo) 10º40, -no passado ano lectivo- e pelo nosso prof. de Filosofia.

Inicialmente, iria ser feita a Mário Crespo, jornalista da SIC. Chegamos até a mandar o questionário, mas com o (provável) excesso de trabalho proveniente desta profissão, resolvemos fazê-la com Élvio Passos, jornalista do DN, que agradavelmente nos respondeu às nossas perguntas filósoficas.

Todo o sucesso que esta entrevista teve foi devido ao nosso empenho e também às sábias respostas do Élvio Passos.

Espero que gostem.


"No contexto do programa da disciplina de Filosofia, alunos e professores são convidados a debater temas entre os quais se destaca o 'Determinismo e liberdade humana'. Esta reflexão é necessariamente profícua na formação dos nossos jovens. Num plano teórico parece colher frutos, na medida em que semeia princípios fundadores de uma sociedade cada vez mais consciente da sua autodeterminação histórica, cultural e política. Não obstante, no plano prático, parece que estamos a assistir a um desinteresse total no exercício da nossa cidadania. Que consequências para a sociedade? É esta questão que habitualmente fica em aberto, pois nem sempre as respostas são óbvias. Surgiu então a ideia de começar a entrevistar pessoas que se debruçassem sobre os valores na sociedade contemporânea.

A liberdade, enquanto valor, é apregoada diariamente como um dos pilares da humanidade. Para uns é um dado adquirido, para outros, um feito inalcançável. A sua ausência parece criar feridas entre os mundos Ocidental e Oriental. Não estaremos a 'cavar' um fosso entre estes dois universos históricos e culturais?
Élvio Passos: Penso que os dois mundos, Ocidental e Oriental, concordam quanto à importância da liberdade. A diferença residirá na concepção que têm de liberdade. Claro que do ponto de vista Ocidental, o que se passa em muitas sociedades orientais não tem nada a ver com liberdade, muito menos com democracia. Mas a nossa visão do mundo é a mais concreta? Penso que é somente a menos má. Na nossa sociedade onde está a liberdade das minorias? Não teremos com as minorias atitudes e comportamentos semelhantes aos que criticamos ao mundo Oriental? Não há dúvida de que existe um fosso crescente. Mas penso que é 'apenas' entre as maiorias dos dois lados. Apesar disso é preocupante, pelos radicalismos existentes em ambos os 'mundos'.

A liberdade não será uma utopia? É praticável? Em que contextos e sociedades?
E.P: Acima de tudo, há que falar em liberdades. Algumas delas são utopia, outras algo alcançáveis. Se estivermos a falar de liberdade física, é fácil concluir que é uma realidade para a maioria de nós. Se pensarmos na liberdade intelectual e espiritual, aí já estaremos mais próximos da utopia. A velha frase 'não há machado que corte a raiz ao pensamento' já não é bem verdadeira. Pode não cortar a raiz, mas podemos nutrir o pensamento para que 'cresça' em determinado sentido. Estou a falar de informação controlada pelas grandes agências internacionais, que por sua vez têm poderosíssimos interesses económicos por trás. Veja-se as armas nucleares no Iraque. Muita gente foi 'livre' em decidir o seu apoio à campanha norte-americana. Mas essa decisão na verdade foi condicionada pela informação errada que lhes fizeram chegar. A um nível mais local, o mesmo acontece. Quantas pessoas são livres em votar em determinado partido, mas fazem-no porque lhes mentem, fazendo promessas que não cumprirão, ou porque lhes escondem informações relevantes?

Quem é a liberdade?
E.P: Não consigo dar a resposta pela positiva. Mas talvez consiga uma aproximação se identificar quem penso que não é livre. O intelectualmente preguiçoso; aquele que não procura nova informação; quem apenas olha para um lado dos factos e/ideias; quem fala mais do que ouve; quem se fica pela primeira impressão ou pela primeira coisa que lhe é transmitida; quem se fica pelo comodismo materialista e não participa em movimentos cívicos; etc., etc., etc. Esses não são verdadeiramente livres. Esses não são a liberdade.

Como jornalista e como cosmopolita português e europeu, como encara a liberdade?
E.P: Como jornalista a liberdade é uma preocupação constante. Não aceito imposições óbvias e objectivas. O problema é as tentativas de manipulação e condicionamento que, todos os dias, recebemos dos diferentes quadrantes da sociedade. É um movimento que considero normal na sociedade portuguesa e mais comum na europeia. Existe mesmo a profissão de 'lobista'. Aquele que faz lóbi. Aquele que tenta influenciar em determinado sentido. Acima de tudo o que é necessário é ter coragem, valores claramente definidos e agir em conformidade. Mas não nos esqueçamos da falta de liberdade que a maior parte de nós sofre. Somos escravos do dinheiro. Quantos de nós seríamos mais livres, em toda a acepção da palavra, se não tivéssemos de nos preocupar com o dinheiro?

O jornalismo é uma procura constante de informação. Para tal seria necessário uma atitude anti-dogmática, pois as notícias devem 'conduzir' a opinião pública para o conhecimento dos factos, sem conotações ideológicas. Esta é uma aspiração de todo o jornalismo?
E.P: Não é uma das aspirações de todo o jornalismo. Basta pensarmos nos meios de comunicação pertencentes a partidos políticos e igrejas para percebermos e entendermos que haja conotações ideológicas. Mas desses, dos que assumem as ideologias que defendem, todos estamos defendidos. O problema são os órgãos de comunicação e os jornalistas que, sem o assumirem, defendem ideologias. Umas vezes conscientemente, outras nem tanto. Depois, há que não esquecer que, na maior parte dos casos, por detrás de um órgão de comunicação social está uma empresa. Uma empresa que tem muitas despesas, nomeadamente em salários. Isso faz com que dependa do poder económico e político, por causa da publicidade. Essa dependência pode acabar por condicionar os conteúdos da comunicação social e, consequentemente, a formação da opinião pública.

Tendo em consideração que a dignidade humana é um Valor Universal, como encarou as notícias da morte da Saddam, em termos jornalísticos (na TV)?
E.P: Deixem-me defender a minha dama. Penso que apontar culpas à comunicação social pela forma como fez a cobertura do julgamento, condenação e morte de Saddam, é um duplo erro. Primeiro porque, se é verdade que terá havido exageros também o é que houve muito boa informação sobre o assunto. Terão todos os órgãos de comunicação errado ao mostrar as imagens? Todos mesmo? Talvez as imagens tivessem mesmo de 'passar'. O segundo erro em centrar a questão na comunicação social é porque se corre o risco de nos desviarmos da questão central: o valor da vida. Sou contra a pena de morte, em qualquer circunstância. Mas ao mesmo tempo interrogo-me se eu ou alguém que me seja muito querido, for alvo de um crime bárbaro, se não mudarei de opinião. É uma garantia que não posso dar.

Segundo Hegel [filósofo] 'ser livre não é nada, tornar-se livre é tudo'. O que pensa desta afirmação e de que forma isso pode contribuir para o trabalho de um jornalista?
E.P: De alguma forma já respondi a isso. Ouso dizer que concordo na afirmação, a medida em que não se é livre. O mais próximo que conseguimos estar da liberdade é procurá-la constantemente e esforçarmo-nos por ultrapassar os obstáculos que se nos deparam no dia-a-dia. No jornalismo, por exemplo, se alguém nos contacta a dar alguma informação, é porque a pessoa tem algum interesse em que essa informação seja do domínio público. Cabe ao jornalista tentar perceber se independentemente desse interesse (que pode ser altruísta) deve ou não publicar a informação. Nem sempre conseguimos; muitas vezes as decisões são tomadas em espaços curtíssimos de tempo. E erramos. Mas o essencial é a atitude.

O que pode esperar um jovem de um adulto na defesa de valores, já que se considerou os jovens de hoje, uma geração 'rasca'?
E.P: Ocorrem-me as palavras de um antigo presidente dos Estados Unidos da América. Kennedy uma vez disse aos americanos, mais ou menos isto: 'não perguntem o que o país pode fazer por vós, mas o que cada um de vós pode fazer pelo país'. Eu adaptaria as palavras do presidente e perguntaria: o que é que os jovens podem fazer pela defesa de valores, dando o exemplo aos adultos. Um deles seria aquele que pela primeira vez chamou 'rasca' a toda uma geração, que, para desgosto meu, até é madeirense. Penso que rasca foi essa afirmação. Rasca foi o pensamento que esteve na sua origem. Rasca talvez sejam algumas obras dessa pessoa. Os jovens de então, anos 90, como os de agora, são tão bons ou melhores que os da geração desse nosso conterrâneo que escolheu Lisboa para viver.
Costumo dar um exemplo que demonstra o quanto valem os jovens de hoje, face às gerações que os antecederam. Tenho reparado que, na condução automóvel, os jovens tendem a ter comportamentos mais correctos que os mais velhos. Vejam, por exemplo, quem mais pára nas passadeiras. Vejam quem mais dá prioridade a quem à partida não a tem. Vejam quem mais pára para ajudar outros automobilistas. É só uma demonstração de que os jovens podem dar o exemplo aos mais velhos, quando se fala na defesa de valores."


Entrevista publicada na Revista ''O Lyceu'' (revista da escola)
(desconheço o autor da foto)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

3

Tráfico Humano

O que é o tráfico humano?
Trata-se da comercialização de seres humanos e a sua utilização por criminosos, de maneira a ganharem dinheiro. Esta utilização pode variar, ou seja, tanto pode ser na prostituição, mendigar e fazer algum trabalho manual.

Segundo vários dados, cerca de 200.000 por ano, são vítimas de tal comercialização na Europa. A maioria são adolescentes e mulheres.

Como é que os criminosos enganam as vítimas?
É muito simples. Falam de algo tentador como por exemplo a promessa de bons empregos ou de estudos. Enquanto as adolescentes e mulheres são violadas e sofrem outros tipos de violência física e psicológica, os criminosos lucram.

O tráfico humano é considerado algo tão comum, que é a terceira actividade criminosa mais rentável do mundo. A vítima fica sem os direitos mais básicos. São-lhes retirada a liberdade de escolha, de controlo da mente e do corpo, de movimento, de controlo do seu futuro. Basicamente, pode-se dizer que são retirados quase tudo o que é indispensável à vida de um ser humano.

Todos os anos, cerca de 2 a 4 milhões de pessoas são traficadas (estimativa das Nações Unidas)

80% da vítimas traficadas nas fronteiras internacionais são mulheres e 70% dessas mulheres e adolescentes são traficadas para exploração sexual (Departamento de Estado dos EUA)

Quem são as vítimas?
As vítimas atingem diferentes taxas etárias. Geralmente são mulheres e crianças de países em desenvolvimento, pessoas que não têm possibilidades financeiras e que não podem estudar ou trabalhar, e até jovens que pretendem melhorar a sua vida. No entanto, os homens também correm esse risco. Para quê? Para serem utilizados nos ditos "trabalhos sujos" e trabalhos forçados.

Porque é que nos devemos preocupar?
Porque o tráfico humano não é correcto. É a forma mais chocante de abuso dos direitos humanos. É mais ou menos como a escravatura (para simplificar a explicação e exploração do tema). Pode acontecer a qualquer um de nós. Todas as pessoas que viajam ou que vão trabalhar para o estrangeiros são vulneráveis.

Como são traficadas as pessoas?
"O recrutamento é o primeiro elo na cadeia do tráfico humano. É o processo pelo qual os traficantes encontram as suas vítimas. Trata-se de enganar ou simplesmente forçar o indivíduo, levando-o para o mundo da escravatura do século XXI."

Primeiramente, é feito o contacto com a vítima, pelos recrutadores.Como arma, usam promessas falsas e a confiança para enganar as vitimas. Aparentemente são pessoas normais, de confiança, nada do tipo rufia como seria de esperar. Eles podem ser:

- Mulheres (por vezes até antigas vítimas de tráfico humano)
- Empregados de falsas agências de modelo, emprego, etc
- Vizinhos
- Amigos, namorados e familiares
- etc

E o objectivo? Dinheiro. Os recrutadores costumam ser criativos o que leva à ingenuidade por parte das vítimas.

As vítimas...
...podem ser levadas pelos caminhos da prostituição (como acima referido), a trabalho forçado, actividades criminosas - como por exemplo a falsificação do dinheiro, o tráfico de droga -, a pronografia...

Mas a questão mantém-se. Por que é que as pessoas não negam fazer esse tipo de trabalhos? As razões são diversas:

"-Violência – Os traficantes violam e batem nas suas vítimas para as forçar a fazer aquilo que eles querem.
-Ameaças – Ameaçam em repetir a violência já usada assim como ameaçam de violência as suas famílias.
-Servidão financeira – As vítimas são responsáveis pelo pagamento do dinheiro que os traficantes pagaram por elas.
-Chantagem – Depois de serem forçadas a entrar na prostituição ou na pornografia, os traficantes ameaçam contar às famílias das vítimas o que estas andam a fazer."

( É de louvar a fantástica campanha que a MTV está a desenvolver, juntamente com figuras públicas. )


Ps: Post que deveria de ter sido publicado no dia 18 de Outubro. Mas nunca é demais alertar!

sábado, 27 de outubro de 2007

3

Hairspray


Uma palavra: FANTÁSTICO! Já não era sem tempo... estou à espera deste filme há séculos e só quinta, sim, quinta é que chegou ao Funchal!
Fui a correr para o cinema, não podia perdê-lo por nada! Está fantástico, brilhante, cativante... Com um elenco de luxo (Aiii aquele, Zac Efron!!!), e a Nikki Blonsky (Tracy) é simplesmente espectacular. Conseguem imaginar como é que esta miúda, onze meses antes de começar a gravar, estava a trabalhar numa gelataria?! Impressionante! Que descoberta!!
Eu estou aqui deliciada com este filme que nem sei como descrevê-lo. John Travolta como mulher é demais! Um gozo, uma interpretação muito bem feita.
Simplesmente, não há palavras. Têm mesmo que vê-lo. Vão sair da sala de cinema maravilhados com o elenco, com a banda sonora, com a história...

E como já é habitual nesta categoria, Marta cala-se (pára de escrever, aliás) que se vai ver o trailler...




(PS: Meus amigos, como podem verificar eu também vejo comédias! Haha)

terça-feira, 23 de outubro de 2007

5

Tentativa falhada de descrever o céu




O vulgar "azul céu".
Palco de teatro.
Tela de cinema.
Comédia vs Tragédia.
Palavras, frases.
Sentidos.
Cinco, seis, sete...
Inconstante.
Laranja, vermelho, amarelo.
Pintura a óleo pintura de cetim,
Mãos grandes, antigas, "vividas" até!
Pincel estragado.
Cores da vida. Negro.
Estrelado.
Luz, brilho no olhar.
Ar puro e transparente desejo
De
Chegar
Alcançar
Triunfar.
Único e Limpo.
Ar frio, quente. Misto de.
Momento.
Sussurro, murmúrio.
Um "Amo-te".
Beijo repenicado.
Calor ardente...
Até logo!




quinta-feira, 18 de outubro de 2007

5

Sem título


Isto está a tornar-se cada vez mais monótono. Nunca sei o que escrever e muito menos sobre o que escrever. E o que mais me irrita é que se for algo fictício, de tanto imaginar e de tanto querer dar vida, e sentido, e beleza ao texto, este perde a piada toda. E digamos que isso foi o que aconteceu em alguns posts. Alguns dirão que isto provém da minha personalidade, um tanto ou quanto estranha, inquieta e forte. Mas...

Para a semana já começam os testes... Bah! Mas o balanço, por enquanto, é positivo. Um deles é uma ficha de leitura de português sobre um conto do Eça de Queirós. E quando a professora disse que tinha mesmo que ser do Eça, haviam de ver a minha cara de felicidade... (rightttt). Sabem como é. Há sempre um certo preconceito com o Eça e com o José Saramago. Mas o conto que escolhi ("No Moinho") até tem a sua piada. Teste de Economia na segunda e História na sexta. Não é mau de todo...

Já conto os dias que faltam para as férias de Natal! Não, não estou a ficar maluca. Tem tudo uma razão de ser, como é óbvio. A Nana volta e estou ansiosa para estar com ela. As conversas têm sido poucas ou nenhumas e tenho montes de coisas para lhe contar.

E no meio deste sentimento de tristeza e saudade sinto também, uma grande alegria. Para já a Nana está a divertir-se, e isso é o mais importante (e segunda mandei-lhe uma carta! Sei que vai demorar séculos até ela receber...), estou a dar-me melhor que nunca com a Luli o que também é fantástico, porque já tinha saudade de todas as nossas conversas e momentos de gargalhadas. Afinal, foram e são 11 anos, ou 12... nem sei! Ah, e as minhas Marias tiveram uma excelente nota numa ficha de matemática, o que me faz inchar de orgulho. Hahahahahahah, força meninas!

E a boa notícia é que amanhã é sexta! (Uau, brilhante descoberta) Mas é sempre bom... Posso dormir até ao meio-dia, o que para uma pessoa como eu, é fantástico. E tenho Educação Física, o que também é fantástico (não é mau de todo) e... mais nada.

Estar a escrever com tantos apartes dentro de parênteses está-me a irritar profundamente...
Quem passa por aqui deve de achar que eu irrito-me por tudo e por nada. Não. Até costumo ser paciente em algumas situações, mas o perfeccionismo (?!) fala mais alto.

E tenho visto os melhores pores-do-sol de sempre! Só tive oportunidade de registar esse momento, na segunda. Por isso mesmo, a imagem que hoje ficará a acompanhar o texto é uma foto minha desse mesmo momento.

Obrigada às três Marias (Jo, especialmente) pelo apoio e paciência.

Bessous!


PS: Mudei a música outra vez...
PS2: 58 ou 59 dias! YEEESSS!!! (Já faltou 100...)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

4

Espelho meu, espelho meu...


Tal como um espelho que está numa loja de antiguidades e que está há séculos para ser vendido, era assim que ela se sentia. Partida aos bocadinhos por dentro e intacta por fora. Seus olhos reflectiam tristeza, solidão e suas mãos ásperas eram a testemunha dos seus dias mal passados. Sem tratamento, sem passar um pano sobre o assunto... Inútil, desacautelada, suja, replecta de impressões digitais, e era a casa preferida das aranhas. Apenas reflecte o que lhe rodeia, apenas deixou os seus objectivos de lado.

O seu sorriso está desfocado e não brilha mais. A preto e branco ou a sépia? Uma mistura de ambas as combinações. Cores? Só mesmo essas. Preto, Castanho e Branco. Triste. Desamparada. Como uma vagabunda sem destino nas ruas de Paris, como uma mãe que quer dar de comer aos filhos e não o pode fazer. Para quê viver? Para quê sonhar, acordar e amar?

Horas vagas no vazio e iluminada para lua cheia. Ao relento, onde os únicos ruídos provêm das ondas do mar a desmaiar na areia. Cabelo ao vento e lágrimas a caírem pela sua face de boneca de porcelana.

No café, no escritório, ali, em casa... Igual.
Mas...
Em frente ao espelho da sua alma, pegou no batôn vermelho e escreveu: Ficarei assim para sempre?




(Obrigada pela sugestão Sandra. Ah e isto é pura ficção!)
(desconheço o autor da foto)

sábado, 6 de outubro de 2007

4

O Ultimato


Ontem fui ao cinema e a escolha foi esta: O Ultimato

"Jason Bourne (Matt Damon) é um homem que vive sem país e sem passado após ter sido submetido a um treino brutal, ao qual não se lembra, por pessoas que não conhece. Ele é uma sofisticada arma humana, perseguida incessantemente pela CIA. Após sua última aparição ele decidiu desaparecer para sempre e esquecer a vida que lhe foi roubada. Entretanto uma matéria em um jornal de Londres, que especula sobre sua existência, faz com que ele se torne mais uma vez um alvo. O programa Treadstone, que criou Bourne, já não existe mais, mas serviu de base para o programa Blackbriar, desenvolvido pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O Blackbriar desenvolve uma geração de novos matadores treinados secretamente pelo governo, que acredita que Bourne é uma ameaça de US$ 30 milhões que deve ser eliminada de uma vez por todas. Já Bourne vê neles uma oportunidade de descobrir quem realmente é e o que fizeram com ele."

Fabuloso!

(Devem de pensar: "Esta só vê filmes de acção/triller!". Não, também vejo comédias românticas, animação... mas estes são os que mais me fascinam, que querem que faça... Vejam e não se vão arrepender!)

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

3

Aposto contigo...

... que quando chegares ao fim desta publicação vais sorrir.



"Dreams are so far that make us believe that are untouchable but... hey! That was what they used to say about the moon."

Neil Armstrong

sábado, 29 de setembro de 2007

5

A verdade de estar vivo...




Que sempre possamos escrever o que sentimos, o que detestamos e o que adoramos.
Que sempre possamos sorrir quando alguém nos conta uma anedota ou apenas quando nos lembramos de alguma coisa que já aconteceu há algum tempo, mas que continua a ter graça.
Que sempre possamos chorar quando alguém nos leva ao extremo ou mesmo quando vemos um filme com um final feliz.
Que sempre possamos correr quando alguém que já não víamos há tantos anos nos aparece à frente e a vontade de a/o abraçar é enorme. Ah, e quando a saudade fala mais alto.
Que sempre possamos abraçar aqueles que amamos e que sempre amaremos, pois eles são a nossa vida!
Que sempre possamos gritar para poder libertar a alma, e todos os apertos do coração.
Que sempre possamos caminhar de mãos dadas e ver o sol se pôr no horizonte.
(...)


Porque isto tudo é sinónimo de vida, e não há nada melhor do que estar vivo!

sábado, 22 de setembro de 2007

5

Escola?! NÃÃÃÃOOOOOO!!!

Ou sim? Não sei. Sinceramente não sei o que sinto em relação ao regresso à escola. Talvez um misto de emoções. Satisfação, ansiedade, tristeza, nostalgia. Na quinta-feira fui buscar os horários. Digamos que não é cinco estrelas mas também não é o pior de todos. Há bem piores. Por isso não me queixo muito. Começo o dia às oito da manhã com MACS (Matemática Aplicada às Ciências Sociais), o que é bom, pois é uma disciplina levezinha e bastante acessível. Tenho pessoal novo na turma, acho isso fantástico! Estou desejosa de conhecê-los!!
Uiii, montes de perguntas sem resposta andam na minha "pinha". (hehe). Mas só resta mesmo esperar para ver.
A única certeza que tenho é que é mais um passo dado. Cada ano que passa, torno-me mais próxima do que eu considero o auge. O sonho. "Não é o sonho que põe comida na mesa!", já diz a Mariana. Mas minha amiga, neste preciso momento todos os cursos estão na mesma etapa. Ou seja, difícil de entrar e (quase) sem saída. Por isso, mal por mal, é melhor irmos pelo que gostamos. E há que manter a esperança. Sempre!

Estou neste momento ligada à RTP. Operação Triunfo 3, finalmente!! Madeira e Porto Santo estão lá representadas, e muito bem, lá disso não tenho as menores dúvidas. Mas este programa fascina todos os telespectadores, quer esteja ''Gente da minha terra'' ou não. Já tinha muitas saudades. Daquela ''árvore'' saíram muito bons ''frutos'', dos quais tenho imenso respeito e admiração (ex: Rui Drumond, Filipe Santos e Gonçalves, Flora, Rita Viegas, Francisco, Joana etc). Por isso mesmo estou expectante por hoje à noite. Só desejo muita sorte a todos!

E já chega de conversa, por isso desejo um óptimo regresso às aulas a todos. Aos que já regressaram, espero que tenham entrado com o pé direito e que este novo ano lectivo esteja recheado de muita alegria. Depende de vós, meus amigos. Aos que não entraram (que é o meu caso)... Está quase!! Por isso, muito sucesso, boa sorte e felicidades.


Ps: Mudei a música e a imagem (By: Manuela Viola- olhares), novamente. Estou completamente viciada. Vira o disco e toca o mesmo, vezes e vezes e vezes sem conta. "Butterflies are free to fly, why do they fly away?" (lalalalala). Não canto mas encanto, hahahah!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

4

Meio-dia


"Meio-dia.
Um canto da praia sem ninguém.
O sol alto, fundo, enorme, aberto,
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo.
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso solitário e antigo
Parece bater palmas."


Sophia de Mello Breyner, in Mar
(desconheço o autor da foto)

domingo, 16 de setembro de 2007

5

Arte e vida


Arte. O que é? Que sensações despertam naqueles que a observam e que a criam? Será que existe alguma maneira de encará-la? É uma maneira de expressar os sentimentos?
Falando com a Rita Abreu e com a Marcela Ramos, esclareço estas dúvidas e outras que (ainda) poderão existir…


Para ti o que é a arte?
Rita Abreu:
É uma forma muito completa de nos expressarmos.
Pode-se afirmar que a arte, seja ela qual for, é um retrato psicológico daquele que a cria?
R.A:
Na minha opinião sim. É uma espécie de fotografia da alma, daquilo que sentimos, e isso vê-se pelas cores usadas, pelas formas, texturas… e todos os acessórios e pormenores utilizados numa obra de arte.

Ou seja, no caso da pintura, as cores podem influenciar o resultado final? Por exemplo, se aplicarmos cores quentes, consequentemente o produto final será bastante acolhedor e chamativo, ou poderá reproduzir outro tipo de sentimentos e emoções…?
R.A:
As cores usadas influenciam sempre, quer seja pintura ou escultura. Em relação ao tipo de sentimentos que provocam, isso depende da avaliação pessoal que cada um faz. Um artista nunca deve querer impor um certo tipo de sentimentos ou emoções. As emoções e sentimentos vão depender também do estado de espírito de cada um no momento em que tenta interpretar uma obra. Por vezes, uma mesma pessoa, pode ter opiniões diferentes em relação ao mesmo pedaço de arte.
Existe alguma maneira de encarar a arte?
Marcela Ramos: Temos de encarar qualquer obra sempre como um produto com mais de um sentido. Como na poesia, ou seja, quando olhamos para um quadro e vemos, por exemplo, uma maçã, temos que ver o que realmente aquilo representa. Se é o retrato de uma maçã ou se quer dizer outra coisa. É como indicar uma estação do ano ou outra coisa qualquer.

Que papel desempenha e que importância poderá ter na vida das pessoas?
R.A:
Isso primeiro depende da sociedade, se está aberta a este tipo de iniciativas ou não, depois, depende das próprias pessoas, se querem ou não que arte esteja presente nas suas vidas. Agora partindo do principio que se reúnem todas as condições à proliferação da arte, acho que arte representa nas pessoas a outra maneira de pensar, o outro lado de ver as coisas, na maioria das vezes, pela sua rebeldia e irregularidade, leva as pessoas a descobrirem outros 'eu’s' . Por isso, e resumindo, faz com que a população se mantenha presente e em permanente evolução, capaz de se surpreender a si e ao resto do mundo.
M.R: a arte pode contribuir para uma forma de desabafo, expressar como se sente, o que acha da sua vida... é ai que com a sua difusão, por vezes ajuda as outras pessoas que têm os mesmos sentimentos.

E será a arte sinónimo de refúgio?
R.A: Eu penso que arte deve representar para um artista muito mais que um refúgio. Refúgio remete para algo escondido, a medo e um artista não pode ter medo da arte que faz. Isto em relação aos '’pais das obras’', em relação a quem tem acesso à arte, às pessoas no geral, por vezes penso que até se pode tornar positivo a arte representar um refúgio. Penso até que é muito bom um artista sentir que o seu trabalho foi valorizado ao ponto de servir para ajudar alguém a encontrar um outro que o compreenda, sim, porque quando alguém encontra o seu refúgio num objecto inanimado, é porque esse alguém está numa fase menos boa da sua vida. Para terminar, considero que a arte vale muito mais que um refúgio, arte é VIDA, e deve ser '’vivida’' como tal.


(Obrigada do fundo do coração à Marcela e à Rita. Beijo grande para vocês)
(desconheço o autor da fotografia)