quinta-feira, 30 de outubro de 2008

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Hããã???!!!!!!!

O que é que se pensa quando vamos a uma farmácia pedir anti-gripine e o farmacêutico coloca em cima do balcão uma caixa de preservativos???!!!!!! Sim!!! Preservativos!!!!
A minha reacção - ficar chocada alguns segundos, rir e de forma educada repetir cuidadosamente: ''a-n-t-i-g-r-i-p-i-n-e-!''
A reacção do farmacêutico - "Ah, peço desculpa!"
A minha reacção - permanecer no modo risonho e dizer ''tudo bem''
A reacção final (minha claro) - ainda rir mais (de forma controlada e baixinho) e pensar que anda tudo maluco (para além de constatar que eu não tenho cara de quem precisa de preservativos!!!! Por favor poupem-me!!!! LOL!)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

1 comentários

My Blueberry Nights II


How do you say goodbye to someone you can’t imagine living without? I didn’t say goodbye. I didn’t say anything. I just walked away.
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My Blueberry Nights


Só vendo. É um bom filme. Hoje quis revê-lo, mas visto que já não é possível, fico-me pelas frases e pelas músicas.


terça-feira, 28 de outubro de 2008

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... é demasiado para os meus queridos 17 aninhos!!!!!!!!

Quando a cabeça não tem juízo... Melhor! Quando na cabeça já não entra mais nada sobre as primeiras décadas do século XX, e como ainda estou ''assim-assim'' como diz a Maria, e quero aliviar o stress... eis que estas fotografias assaltam o meu computador e eu fico... pronto... encantada...

tão lindooo!!!

bingo... o meio sorriso derrete-me!!!

ai se o olhar matasse...



... deixei de respirar por alguns minutos...

Já suspirei imensas vezes nos últimos minutos... Acontece que pronto... fico sem palavras!!

E foi desta que o meu blog perdeu toda a dignidade (pfuu) e toda a sensatez (hãã?) e toda a seriedade (q.b) que lhe possam ter atribuído... Mas, é importante realçar que eu não passo de uma adolescente (a-d-o-l-e-s-c-e-n-t-e) normalíssima e como todos os adolescentes (a-d-o-l-e-s-c-e-n-t-e-s), tenho que viver estes momentos assim... simbólicos... hmm não simbólicos não... importantes, pronto, essenciais! que nos são proporcionados... ok, a idade da parva já lá foi mas ainda me derreto com deuses como este lindo pãozinho que só encontro na televisão ou no cinema, percebem? (ainda por cima, já me repararam nas mãos?!! e no sinal que tem ao pé do lábio??!!) Hmmm... é demasiado coiso! Aii já nem sei o que digo. É que... raios, já me viram bem istoo???!!!!! Até troco as palavras!! Ok... descambou tudo... agora mesmo!!!! Hahahahahaha

Go Out - Storm Newton

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

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La même histoire

Tenho saudades tuas. Das nossas conversas. Das nossas vivências. Dos nossos medos. De quando falámos e ríamos como se não houvesse amanhã. Dos olhares. Dos meios sorrisos. Até dos silêncios. De quando agarravas as minhas mãos e murmuravas, docemente "tudo se vai resolver". Davas-me o mundo...

Agora, um sentimento de perda asfixia-me. Nada posso fazer, eu sei. É deixar partir. É querer voltar, simultaneamente. É continuar escrava da minha inconstância e me afundar nas memórias que, de dia para dia, se arrumam mais fundo e mais fundo e mais fundo até desaparecerem, numa data qualquer. Até lá, bebo um pouco de esperança. Esperança de que nada seja esquecido. Porque "Nada vai mudar, mi. Tu não te vais despedir de mim já na próxima esquina. E eu não vou desaparecer da tua vida. Há muito mais para viver! Em poucas palavras: há a eternidade!". Lembras-te?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

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"Smile smile and the world smiles with you!"


Se há coisa que tenho que aprender a controlar é, sem dúvida, o meu riso. Digamos que não tenho um pingo de vergonha na cara e riu-me em todo o lado, à frente de qualquer pessoa e... alto! Riu-me por tudo e por nada. E depois, hoje, foi ''detectado'' três coisas que faço enquanto riu...

  1. inclino-me para a frente
  2. bato palmas (esta é a pior de todas) -entenda-se, dar uma palma e depois rir e rir e rir e depois dar outra... não é seguido.. aii não sei explicar!
  3. tenho que parar para poder rir à vontade

Acontece que estas três coisas eu não consigo explicar, especialmente o ponto 2, mas é algo que faço de forma inconsciente. Quanto ao ponto 1, já aconteceu haver cabeçadas por a pessoa que está à minha frente se inclinar para trás quando ri... e quanto 3... não consigo rir enquanto ando. É inexplicável, pronto!

O pior mesmo são os meus ataques de riso, longos, infindáveis, podendo provocar algumas vezes dores de cabeça (em mim e nos outros - desculpem-me por isso!). Um episódio muito engraçado aconteceu este Verão, na praia, em que durante 5 minutos (e sem exagero), o meu riso se pareceu com soluços porque eu estava a comer uma sandes e não podia fazer o meu "HAHAHAAHAHAHHAHAAH" então, de boca fechada, foi fazendo sons que eram como os soluços. Isto só provocou mais risada que acabava por ser contagiante e ninguém se calava! E não conseguia engolir. Lembro-me que fiquei com dores de cabeça, após esse momento.

Outro episódio (ou será melhor dizer, outros episódios uma vez que acontecessem todos os dias, ou quase todos?) é quando estou a jantar com os meus pais (por exemplo), está tudo sério e de repente eu lembro-me de alguma coisa e ''escangalho-me'' toda e nunca mais me calo. A minha mãe só abana a cabeça como quem diz ''parece impossível!'' e o meu pai recusa-se a se manifestar! Pareço uma louca acabadinha de sair do manicómio... é um bocado assustador, confesso, até para mim mesma. AH! Também me riu de mim mesma, de alguma asneira que disse, ou fiz, ou simplesmente porque sei que estou a ser palhaça... Também já aconteceu eu acordar e começar a rir (sem motivo). Parece mentira mas é bem verídico!

Também é mesmo mau quando vamos falar com alguma pessoa, por sinal desconhecida (especialmente se formos pedir indicações/informações), e há alguma coisa, ou a voz, ou uma palavra, sei lá, qualquer coisa que essa pessoa diz e que estamos desejando de rir, mas por razões de educação não o fazemos. Mas quando é inevitável, aconselho a mexer no sapato, como se algo tivesse preso... não pára totalmente o riso, mas ajuda a acalmar! É portanto, o que geralmente faço. (Eis a situação que preciso mesmo de controlar: não rir à frente de desconhecidos, num momento em que é suposto estarmos sérios...)

Mas, e penso que isto acontecesse com qualquer um, quando não (NÃO!) podemos mesmo rir, é quando a vontade é ainda maior. Por exemplo, nas aulas, numa biblioteca, num café assim com um ambiente calmo, num teatro, numa conferência etc etc etc etc. Pois. Para mim, esses são os piores de aguentar. Começo então a mordiscar o lábio e a contar até 10 como forma de relaxar e de me manter calada... Em vão, como é óbvio.

Sou apologista de que rir é a melhor terapia que existe e um dia sem dar uma boa gargalhada, não é dia! E o mais engraçado (segundo muita gente) é que quando me apresento a alguém digo sempre (mas sempre) "Gosto muito de rir, e riu-me por tudo e por nada. Pior, riu-me consideravelmente alto..." Mas esta é uma das minhas características: sou muito risonha e tenho um sentido de humor bastante elevado. Sou de riso fácil, como se pode ver, e mesmo quando falo, riu, ou pelo menos, sorriu. E aqueles jogos de ''Vamos ver quanto tempo aguentas sem rir" ou "Vou tentar fazer-te rir" ou algo assim, a outra pessoa ganha sempre, porque eu não aguento e é como uma explosão!

Resumindo: Hoje apeteceu-me escrever sobre o riso porque rir é sinónimo de liberdade, de vida, de felicidade, e mesmo que cause rugas (segundo dizem) eu quero lá saber!! A verdade é que (e fazendo um balanço de tudo o que quis dizer - e disse - e de tudo o que não consegui...) gosto de me rir das piadas, das parvoíces, de coisas sem sentido, até de coisas sérias (de vez em quando, claro. Quando é para falar a sério, é para falar a sério!). Gosto de me rir só de lembrar coisas que aconteceram, gosto dos risos que nunca são esquecidos (especialmente aqueles histéricos e todos malucos). Gosto de ouvir as pessoas a rir, gosto de ver as pessoas rir, gosto de risos espontâneos e mesmo daqueles um bocado parvos mas que mesmo assim têm piada. Gosto de fazer as pessoas rir, gosto que me façam rir. Gosto de rir sozinha com uma estupidez qualquer, gosto de me rir em grupo, gosto daquela sensação que parece que vamos morrer de tanto rir e além diz: "Sabes que podes morrer por tanto rir? É o que as pessoas chamam uma morte feliz!". Gosto de me engasgar de tanto rir (já aconteceu várias vezes), e também gosto de rir sem razão nenhuma.

E adoro quando dizem: "Podes-te calar? Só ris!!!" e a resposta é... "HAHAHAHAHAHAA!" Divinal!!!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

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La Vita è Bella


Vencedor de vários Óscares da Academia, entre eles, melhor actor principal, melhor argumento, melhor banda sonora, melhor director, melhor filme estrangeiro. Um verdadeiro carrossel de emoções e um hino à vida como eu nunca vi! Não é preciso dizer mais nada. O filme fala por si.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

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Constatação

Felizes aqueles que sabem rir de si próprios
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Apontamento

É perfeita. A letra é perfeita. A melodia é perfeita. O título é perfeito. O local do clip ainda mais perfeito. Tudo isto é perfeito excepto o que eu quero mesmo que seja...


A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
Caiu das mãos da criada, descuidada.
Caiu, e eu fiz-me em mais pedaços do que havia loiça no vaso.

Fiz barulho na queda como um vaso que se partia.
E os deuses que há debruçam-se da escada.
Para ver o que a criada fez de mim
Não se zanguem com ela.
São tolerantes com ela.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.
Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

A minha alma partiu-se como um vaso vazio.
Caiu pela escada excessivamente abaixo.
E os deuses que há debruçam-se da escada
E sorriem à criada
Não se zanguem com ela.
São tolerantes...

A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu
A minha alma partiu-se como um vaso vazio
Caíu, partiu-se, caíu

O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?

Alastra a escadaria atapetada de estrelas.
Ao fundo um caco brilha entre os astros.
A minha obra? A minha alma principal? A minha vida?
E os deuses olham-o por não saber por que ficou ali.

Asneira? Impossível? Sei lá!
Tenho mais sensações do que tinha quando me sentia eu.

O que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?
Ai, o que era eu, o que era eu?
Um vaso vazio
O que era eu, o que era eu?

Margarida Pinto

terça-feira, 21 de outubro de 2008

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O melhor é deixar partir...


O melhor é deixar partir. Não quero ficar de pernas para o ar outra vez. É preferível soprar o que me vai na alma. Abandonar as armas num canto indistinto, sacudir as emoções e seguir em frente. Fechar a porta que ainda está semi-aberta. Há janelas por aí, dizem. Nem que seja por detrás da fina cortina do tempo...

O melhor é mesmo deixar partir…

domingo, 19 de outubro de 2008

0

Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.

Nuno Júdice

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

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Ídolos...

No dia 11 de Janeiro de 2007 o mundo caiu-me em cima. Após as fabulosas férias de Natal com os tios e primos do estrangeiro e muitos passeios pela ilha, o novo ano tinha começado, mas tinha começado mal... Nesse mesmo dia, não te conseguias levantar da cama e respirar doía. Não soube disso. Fui para as aulas, descansada, achando que estava tudo bem. Mais tarde, por volta das três da tarde, a mãe mandou-me uma mensagem a dizer para ir ter ao hospital depois das aulas, pois a ambulância tinha ido a casa buscar-te. Fiquei sem reacção possível... Liguei a perguntar por pormenores e fiquei ainda mais pálida, depois de ela me dizer que estavas em coma. Tentei manter a calma, e consegui. Na altura, tinha comigo uma amiga e colega de turma e contei-lhe o sucedido. Não contei a mais ninguém. Só saía das aulas às seis e um quarto e não faltei às aulas. Sabia que tinha que estar entretida e pensar noutras coisas, apesar de a minha mente viajar única e exclusivamente para aquele edifício horrível que tresanda a remédios. Viajar única e exclusivamente para ti e para todos os momentos que tínhamos passado. Não verti uma única lágrima depois de saber da notícia. Mais uma vez, a capacidade que tenho de me manter calma nos piores momentos fez com que eu até gerisse a situação melhor do que eu e a minha amiga achávamos. Mas lá no fundo, mesmo no fundo, estava em pânico e tinha medo de qualquer telefonema, de qualquer coisa que acontecesse, até a mais banal como os tios me ligarem para saberem como eu estava...

Tocou para a saída. Peguei nas minhas coisas e fui para o hospital. Lembro-me de ter ido a pé, pois queria estar a sós uns momentos, queria reflectir e digerir muito bem o que estava a acontecer. Ninguém sabia como estava. Ninguém sabia o que se tinha passado. Preferi assim. Quis deixar as coisas correrem naturalmente e não quis as atenções viradas para mim mesma. Há quem chame egoísmo, eu apenas digo que é para não preocupar ninguém e para eu própria aprender a lidar com a situação. Cheguei ao hospital algum tempo depois mas não consegui entrar. Não estavas nas urgências, como é óbvio, mas mesmo assim não me deixaram te ver. A mãe perguntava aos médicos como é que estavas e nenhum dava respostas. As análises ainda não estavam prontas e contava-se os segundos e os minutos e as horas a passarem, tal era o stress. Desliguei o telemóvel. Lembro-me de o fazer. No hospital, senti-me fraca. Quis muito que tudo passasse depressa, mas nada. Nenhuma reacção tua, nenhuma resposta dos médicos. Não passei lá a noite. Voltei para casa, porém voltei com o tio. A mãe, ficou no hospital com a tia. Nem aos avós avisámos, pois o avô tem problemas de coração e não se pode preocupar e a avó... ia reagir muito mal. Preferimos esperar pelo dia seguinte para dar a notícia.
A noite passou-se e tu em coma continuaste...

Regressei às aulas, sexta-feira dia 12, e contei aos meus amigos tudo o que tinha acontecido na véspera. Mas as lágrimas pareciam que tinham secado... nem uma! Houve quem me chamasse de insensível... não faziam mesmo ideia como ardia por dentro! No entanto, esse foi o pior dia. Foi nesse dia que os avós souberam o que se tinha passado e não reagiram nada bem à notícia, foi nesse dia que o resultado das análises tinha saído e indicava que tinhas tido um ataque de diabetes (estavam em 600 e tal...) e que... ainda estavas em coma e não havia sinais de melhoras em lado nenhum...

Mais quatro longos e difíceis dias passaram. Dias monótonos, e sem grande esperança. E finalmente, acordaste do coma! Os diabetes ainda estavam altos, mas muito mais fáceis de controlar. Foi aí, nesse mesmo dia, 17 de Janeiro, que eu chorei. É estranho ter sido tanto tempo depois, mas foi nesse mesmo dia que me apercebi que o pior tinha passado, que agora tudo o que acontecesse ia fazer com que melhorasses. E assim foi. Passaste ainda, uns dias nos cuidados intensivos só para uma questão de controlo, e depois para os quartos. Só aí, cerca de uma semana e meia depois é que te vi. Branco, magro. Alimentado a soro e nada mais. Na hora das visitas, permanecia no hospital imenso tempo, mesmo quando estavas a dormir. Muitas vezes estudava lá, só para estar contigo.
Nesse mesmo mês, a filha do D., com 21 anos, também teve que ser operada de urgência ao coração, mas a operação correu mal e ficou em coma durante dois meses. Foi outro mundo a nos cair na cabeça. Simultaneamente visitávamos a M., e dávamos força à família. Tentávamos consolar a mãe, o pai e a irmã. Era um completo um por todos e todos por um... Felizmente, ela agora está bem, e apesar de todas as lesões mentais que sofreu (e não só), está a conseguir normalizar a sua vida e continua com a mesma força de sempre e o mesmo sorriso...

Quanto a ti, só saíste do hospital no dia 5 de Fevereiro e duas vezes por semana ias ao médico para ver como estavam os diabetes. Tiveste que injectar insulina durante muito tempo mas aos poucos e poucos, tal deixou de ser preciso porque a alimentação também teve que ser controlada. Tudo ia, aos poucos, normalizando... O pesadelo tinha acabado. Estava tudo a regressar ao normal. Enquanto estiveste no hospital perdeste mais de 20 quilos, mas como foram perdidos de uma forma repentina, foi preciso recuperar alguns de forma equilibrada. Começaste a ter consultas de nutricionista e a fazer exercício físico regularmente. Os diabetes, estabilizaram, e até hoje, 16 de Outubro de 2008 tem sido mantido debaixo de olho. Por vezes, tens uma recaída, no entanto consegues recuperar bem e seguir com a tua vida! E eu estou feliz por isso! Muito mesmo! Pois eu nunca, mas nunca, pensei que te ias safar disto. Nunca mesmo!

Tudo isto que estou a partilhar convosco, foi recontado, ontem, ao jantar, aqui em casa, em primeira pessoa do plural, e digo desta forma porque os meus pais recontaram tudo isto e porque... houve uma enorme surpresa para mim... O D. veio cá com a mulher e claro com a M., que está linda, que está numa pérola! e cheia de vida! Ainda me emocionei durante a narrativa. As lágrimas foram de tristeza ao relembrar tudo isto, que me marcou imenso e que mudaram a minha maneira de lidar com a vida, mas foram muito mais de alegria por ver que tu, Pai, conseguiste dar a volta por cima e que estás bem, estás cheio de energia, cheio de vida e que a M., está entre nós e que de dia para dia, ganha mais um trunfo! Ela teve que aprender a ler outra vez, a escrever, a falar, a andar... tudo! Teve que aprender a fazer tudo de novo! E eu estou muito orgulhosa por ver que força de vontade é o que não falta, e que já consegue dar continuidade a uma conversa e liderar muito bem os seus movimentos!

São depois de momentos como estes que eu digo que os meus ídolos não são os cantores, nem actores, nem celebridades... são sim pessoas como vocês que conseguiram sair de uma situação muito complicada, que deram outro sentido à forma como lidam com a vida e que ensinaram, a mim, também a vê-la com outros olhos!
E agora, não é preciso dizer mais nada, mas sim ouvir...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

14

Uma massagem please!

Sabem do que preciso mesmo? De uma massagem nas costas e de uma grande taça de fruta! LOL! É preciso ter lata, eu sei... mas passo a explicar:

Estou com as costas completamente moídas. Isto de andar sempre a pular e a ajudar a distribuir coisas para as listas (a propósito, Vota B!), mais aos lindos alongamentos na aula de ed. física que fazem com que eu sinta algo a se quebrar e a mania de andar com uma mala onde enfio tudo lá dentro e depois tenho o peso todo num só ombro e ando de lado, mais a forma como me sento nesta mesma cadeira onde estou agora e tudo isso, fazem que a meio do dia não aguente das minhas costas! E o que me apetecia mesmo era estar estendida para aí, comendo uma grande taça de melancia e melão e papaia (LOL!), ouvir uma boa musiquinha como esta que está a tocar, apreciando uma bela vista enquanto relaxo com a massagem! Mas o que acontece é que nem estou a comer a taça de frutas que tanto me apetecia - mas estou sim a saborear um chupa chupa de morango (mais um) oferecido pelas listas (hehehe), - nem vou levar a massagem, porque pura e simplesmente ninguém a vai dar e se eu pedir ainda oiço "Ahhh, temos pena, também quero!" Hahahaha que amores... É nesta altura que faz falta um irmão... porque assim fazia chantagem... "Ou dás a massagem ou não te dou nenhum chupa!" Hahahaha que maldade... mas tenho a certeza que alinhava logo.

A vontade é tão grande que até imagino aquela cena do Mamma Mia em que a Meryl Streep está num belo cruzeiro a levar uma grande massagem... até tenho alucinações!!!! Hahahahaha

terça-feira, 14 de outubro de 2008

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Para ti...


Cabeça para cima, ar nos pulmões, olhar no horizonte e sorriso nos lábios. Estou contigo amigo...

Um beijinho muito grande e claro, uma rosa branca
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"Toma juízo Marta!!"

Estou há horas a dizer isto para mim mesma! Só numa de precaução. Não quero fazer alguma coisa que me arrependa e que não possa voltar atrás. Além de que não quero por em causa muitos dos meus princípios (?)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

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Sempre sempre sempre!

Se te disser que te conheço há mais de 11 anos, não é novidade nenhuma. Se te disser que já são muitos anos juntos também não é novidade nenhuma. Se te disser que és importante para mim não é novidade nenhuma. Se te disser que és como se fosses meu irmão de sangue não é novidade nenhuma. Se te disser que és um dos melhores amigos também não é novidade nenhuma. Se te disser que basta um pequeno chamamento e estou ao teu lado para te ouvir e aconselhar, não é novidade nenhuma. Mas eu digo, e não me importo de o dizer milhões de vezes!

I love you just the way you are

domingo, 12 de outubro de 2008

10

Mar Adentro


Um filme sobre a eutanásia e a luta de um homem que faz de tudo para alcançá-la. Até onde vai a amizade e o amor? Até onde vai a dignidade?
São filmes como este que nos põem em cheque. São filmes como este que nos deixam ficar com todas as incertezas em relação a este assunto, denominado ''morte sem dor''. Se antes tinha uma opinião formada, hoje sei que prefiro ficar com as minhas próprias interpretações. E isto porque ninguém tem o direito de roubar a vida a um ser humano, mas também ninguém deve ser tão egoísta ao ponto de ver outra pessoa a sofrer...


Um grande filme, uma grande história, o auge de emoções, um grande actor e claro, um dos melhores filmes europeus!


8

A polémica da semana

Como toda a gente sabe, os senhores deputados desaprovaram o casamento entre homossexuais. Porquê? Não sei. Se estou a favor? Completamente. Porquê? Desta vez sei. Porque, tal como as outras pessoas, têm o direito de ter uma vida conjunta usando o casamento, se assim desejarem. São seres humanos também, e como tal, os direitos destes devem ser iguais aos dos heteros. Cada um é livre de fazer o que bem entender da sua vida e, claro, vivê-la à sua maneira. Sem rodeios e sem tabus. A verdade é que, no meu ver, os homossexuais conseguem viver mais intensamente o dito "amor" porque, mais uma vez a meu ver, gostam de aproveitar cada momento que desfrutam com a pessoa amada. Chamaria-lhe amor extremo. No bom sentido claro. Obviamente que não são uns papéis que vão mudar essa maneira de viver e obviamente que não é preciso casar para atingir a felicidade. Mas, mesmo assim, devia ser um direito. Devia de ser permitido. Não é crime. Não incomoda ninguém. É apenas uma questão de igualdade de direitos. E juro que não percebo o ''se não'' da coisa.
Questiono-me porque raio aprovam o aborto, que não tem cabimento nenhum e que se trata de dignidade humana, e não aprovam o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas de que país estamos a falar? De Portugal. Então pronto, está explicado. (apesar de o rectângulo não ser o único na Europa e de não querer ser radical, nem extremista, nem nada do género, mas no nosso querido paízinho, não vejo as coisas a progredirem, desculpem...)

Outra questão é a questão da adopção. Esta sim, bem mais difícil e subjectiva. Ora vejamos... sinceramente, tenho muitas reservas em relação a isto, pois acho fundamental a presença da personagem feminina ou masculina na vida de uma criança. É de extrema importância que uma criança tenha em casa um exemplo de mãe e de pai, no total sentido do termo, como todos o conhecemos. É importantíssimo esse papel, até para a sua formação pessoal, até para, muitas vezes não ser vítima de discriminação por parte das outras crianças, problema cada vez mais comum. No entanto, também acho que muitos casais homossexuais podem muito bem tomar conta de uma criança. Educá-la, prepará-la para a vida, amá-la. Tudo o que um casal hetero faz, mas se calhar muito melhor, com outra perspectiva. Os meios estão todos à disposição, é só arranjar amor e possibilidade de o fazer. O que os senhores deputados usam como argumento é qualquer coisa como "O casamento tem como objectivo a procriação." Certo. Mas esquecem-se que cada vez mais as pessoas casam mais tarde, ou na melhor das hipóteses nem casam, e têm os filhos ainda mais tarde, sendo que muitos optam por não ter. Preferem a boémia (a dois). Então, só por isto, estão a anular o ''objectivo do casamento''. Temos pena, mas é como a coisa está a funcionar cada vez mais e o melhor mesmo é arranjarem [os deputados] outro argumento porque este, não cola.

Por isso, apenas posso dizer que se ambos os casos fossem transformados num referendo, votava SIM para o primeiro, sem a mais pequena dúvida, e quanto ao segundo provavelmente ia-me abster. Pelo menos até ter uma opinião clara do assunto...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

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Há imagens que falam por si...

(foto de: Paulo César)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

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Homens de passagem

Novela madeirense em que vi alguns episódios devido ao cómico de todas as situações e claro, ao sotaque! Só encontrei este vídeo no youtube, mas quem um dia conseguir ver a série toda, vai se fartar de rir. Imperdível!!

ps: só tenho uma ''crítica'' a fazer... qual areia? Hehehehehe

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

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Contradição

(fotografia de Miguel Mesquita)

Não suporto amarelo, mas não resisto a girassóis, muito menos a um campo cheio deles.
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"Politiquices"

Neste preciso momento (e isto é algo que eu nunca pensei vir a fazer...), estou muito confortavelmente instalada, no meu sofá, a dar uma trinca na minha querida maçãzinha verde e a ver o senhor primeiro ministro, José Sócrates, a dizer umas quantas barbaridades naquela Assembleia da República, em Lisboa (o caos, portanto). É impossível não soltar umas boas gargalhadas arriscando um engasgo enquanto saboreio a fruta. Não é que o senhor tem mesmo piada?!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

10

Carta à Mãe

(não conheço o autor da fotografia)

Encontrei este texto, feito por mim claro, numa caixa onde guardo todos os textos que escrevo e ficam espalhados por aí, numa folha de papel qualquer


Funchal, 11 de Agosto de 2007

Querida Mãe,

Onde estás? Partiste sem bilhete de regresso e com o destino resumido a uma incógnita. Não sei onde te procurar. Onde te encontrar. Por isso acho esta carta inútil. Vou dá-la ao carteiro e a única coisa que ele me vai perguntar é:
O endereço, menina Mi, esqueceu-se do endereço. E a única coisa que eu vou responder será: Deite ao vento. Ficará com uma expressão um tanto ou quanto espantada e interrogativa. Paciência!
Preciso de alimentar este vício que nos põe lado a lado, de mãos dadas. Embora este vício seja apenas meu. Parece que não queres ficar “viciada”…
Não compreendo o teu silêncio, a tua ausência.
Naquele dia escuro e frio de Inverno aqueceste o meu leite que costumo beber de manhã, deste-me um beijo repenicado na testa e disseste
Até logo. Foste para o trabalho como de costume. Mas e depois? Esperei-te à janela e tu nunca mais voltaste. Tens um “até logo” muito esquisito, Mãe. Tão demorado…
Olhei para a lua que me iluminou a cara e fez com que as minhas lágrimas se assemelhassem a cristais. Mas não me importei. Senti-me triste por não te poder abraçar e beijar a tua face rosada. Por não te poder apertar a mão...

O carteiro está quase a passar e quero entregar esta carta o mais rapidamente possível.
Responde-me, por favor!

Um beijo da tua,
Mi


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Bla bla bla

Nem sei o que me apetece hoje. Estou completamente mole. Que nem manteiga num dia de Verão! O calor é insuportável. Estou que nem um cubo de gelo a trabalhar para o derretimento.
E bla bla bla...

Vou ter que parar de ler o Miguel de Sousa Tavares para ler Gabriel Garcia Marquez... Não me apetece também, até porque estou a gostar imenso do Rio das Flores, mas o dever chama! E tenho mesmo que ler sua excelência.

E bla bla bla...

Também tenho que começar a pôr o estudo em dia, porque desde que as aulas começaram eu ainda não estudei e daqui a nada começam os testes e depois eu vou querer me enforcar. Organização acima de tudo! Foi o que uma amiga minha me ensinou e acho que tem razão. Mas não me apetecee... O meu desejo é ficar esponjada no sofá a ver os filmes todos que passarem na televisão!!! Mas depois olho para o lado e vejo o livro de História a chamar por mim, e as guerras à minha espera e toda aquela porcaria! Mais a contabilidade nacional, de Economia, e Fernando Pessoa de Português... e depois apetece-me desesperadamente um cadito de chocolate e nada... não há nada! Que sofrimento...

E lá na escola é aquela confusão de listas que eu já nem posso ouvir falar e os convites para as festas (que não vou a nenhuma, aviso já) e depois é querer fazer tudo de uma vez e acabar por não fazer nada... Típico!

E eu que só tinha ligado o computador para ver se havia comentários e aqui estou, a fazer um post sem pés nem cabeça, e a ouvir a música do blog da Maria e a olhar para a janela e me perguntar quando é que vou ter frio??!!!!!!!! E quando vou poder gritar, de novo, férias!! (nem que seja as de Natal... quero é dormir até tarde e não fazer nenhum!)

E bla bla bla...


Hoje estou assim, irritante!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

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Hoje fazes-me falta

Preciso desesperadamente de uma tarde repleta de gargalhadas (das nossas) e de conversas feitas com o silêncio de um olhar. Só contigo.

sábado, 4 de outubro de 2008

6

Mãos: o porquê da nossa paixão

"As mãos são, provavelmente, a parte do corpo em que eu mais reparo, nas pessoas. Elas são, para mim, a forma mais bonita, e silenciosa, de alguém se exprimir. Já me apaixonei por mãos. Esta minha paixão (...) vai ao ponto de vê-las «até pintadas»!"

António Feio, Revista Única in Expresso
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Jornais

Hoje, ao entrar na tabacaria:

- Boa tarde Marta! É o Diário ou o Expresso?
- (risos) É o Expresso...
- (risos) Tu queres ser jornalista, não é?
- Quero, agora esperemos que corra tudo bem. Queria também o Jornal de Letras, se faz favor...
- Vai correr! E estes jornais todos são para ti, não são?
- Sim, lá em casa mais ninguém os lê
- Logo se vê. Gostas mesmo disto!
- E de que maneira...

Achei piada aos comentários da senhora, previsíveis, portanto. E prometeu me avisar assim que chegasse outra vez o Jornal de Letras (aqui é muito incerto) e outros que possam ser do meu interesse. Cliente da casa dá nisto! Hahaha

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

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"Uns chamam desistir. Eu chamo «a procura do verdadeiro Eu»" (Luli)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

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OLÁÁÁÁ! :)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

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PARABÉÉÉNS!!!


Parabéns à Mulher
Parabéns à confidente
Parabéns à conselheira
Parabéns à companheira
Parabéns à melhor amiga
Parabéns à estrelinha
Parabéns à florzinha
Parabéns à mulher da minha vida

Parabéns à MINHA MÃE!!

Amo-te.

Parabéns Divuxa e
Parabéns também a ti João*