sábado, 28 de junho de 2008

8

A hora do cansaço

(fotografia de: Bruno Abreu)

"As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.
Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.
Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.
Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar."

Carlos Drummond de Andrade

Pois é. Cansei. O eterno não existe, afinal. É a ilusão que bebo e que me consome sempre que tento manter a esperança. Desculpa por desistir.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

4

E o resto fica por contar

Era uma vez uma menina com caracóis no cabelo, olhos cor de chocolate e um eterno sorriso de criança...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

5

Tenho um pequeno desafio para vocês

Ontem disseram-me:

"Vê se adivinhas esta:
Qual é coisa, qual é ela, que é redonda como o Sol, tem mais raios do que uma trovoada e anda sempre aos pares?"

E dei voltas e voltas e voltas e consegui, por fim, descobrir.
E então, que me dizem?

26/06/2008: A resposta a esta adivinha é a que o anónimo disse e a Mary reforçou: as rodas de uma bicicleta! hehe

segunda-feira, 23 de junho de 2008

7

É oficial


Depois de um ano lectivo exaustivo, exigente e longo...

... eis que chegam umas tão desejadas e merecidas



FÉRIAS!!!!!!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

6

Borboleta

(fotografia de Miguel Resende)


"Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas a borboleta
E a flor é apenas flor."

Alberto Caeiro

terça-feira, 17 de junho de 2008

7

Adeus é para sempre

Não digas Adeus. Diz boa Noite.

domingo, 15 de junho de 2008

7

Sopros

Os sopros das palavras inacabadas levam-me às profundezas dos sentidos do Tempo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

7

Conversas de adolescente


Com este calor infernal, o que é que pensam que uma adolescente anda a fazer? Não, não está a estudar para os exames que terá dentro de uma semana ou menos, nem a ver o seu filme preferido em DVD, nem a recordar os 80's e os 90's. Está sim, muito bem aconchegada no seu puf verde alface, com um grande copo de sumo de laranja com gelo, a relaxar com uma musiquinha assim para o clássica... e a PENSAR! Pois, é o que estou a fazer neste preciso momento.

Sim, curiosamente os adolescentes pensam, dizem que sim. Não somos uns agarrados aos telemóveis (eu não), nem ao msn (achas que sim?), nem aos hi5's e blog's. Nem estamos sempre a reclamar (pffuuuu não fazemos isso há séculos...).
E pensam em quê? Ora, em tudo.

Dou por mim a ouvir Astor Piazzola e a fazer uma espécie de retrospectiva e comparar o FreeFotolog com os Blogspot. Comparação que não vale um tostão, está claro. Há uns aninhos atrás, a moda eram os free's e os photoblog's. E as conversas do msn baseavam-se em mandar o link e dizer "comentas? :)" Uma "descobertinha do caraças" que dava a volta às nossas cabeças, só com o grande leque de tipos de letras e de cores e o entusiasmo em publicar as fotos com os efeitos a sépia ou a preto e branco. Uma verdadeira loucura. A (quase) adrenalina de escrever o quanto gostamos dos nossos amigos ("LoOolx") e a ânsia de ver os comentários a chegarem ao seu limite (hoje quando olho para isso tenho vergonha de já ter tido um free...).

Mas a grande descoberta (e agora sem ironias) foi mesmo o blogspot. Diria que quase amo de paixão esta invenção dos experts da Internet. Também temos a grande paleta de cores, todas bonitas por sinal, a fantástica possibilidade de escrevermos o que nos vai na real gana, a magnífica oportunidade de conhecer outras pessoas... A única coisa que critico são os fundos (demasiado poucos) e os tipos de letra (não gosto de quase nenhum). Mas sim. É extraordinário. Também podemos pôr fotos e etiquetas e vídeos e podcasts e música e outras coisas mais. Como vêem, é um novo mundo, melhor que o hi5, também.

(Já acabei o meu suminho de laranja) Outra coisa muito interessante que acabei de constatar (não é novidade nenhuma mas nunca tinha pensado nisto a sério) é que Portugal está a perder a sua identidade em tudo. Ora vejamos, hoje em dia a euforia do Euro não leva o pessoal às lojas de marca mas sim aos ciganos que são bem mais baratos e onde encontramos exactamente as mesmas coisas (ok, falsificadas e se calhar com um botão a menos); as prostitutas são venezuelanas e brasileiras; a comida que está a dar é a americana (fast food), italiana e chinesa; as lojas que nos chamam a atenção são espanholas, francesas ou inglesas; até os cantores portugueses já cantam em inglês!! E depois há ainda os excelentíssimos senhores que vão para a televisão queixar-se do défice e da inflação e da desvalorização da moeda e bla bla bla.

Mudando de assunto, gosto imenso daquela parte da nossa educação em que os nossos pais dizem para "nunca falarmos com estranhos". Há dias vi um filme em que isso acontecia, então a pessoa em questão apresentou-se à que estava a falar e depois disse: "agora já não somos estranhos". De facto é engraçado e um pouco surreal (?), mas a verdade é que no momento em que nos apresentamos já não somos desconhecidos, não é verdade?

Outra coisa que também me agrada (notar a ironia) é quando temos planos para o nosso futuro e vem algum sabichão e faz questão de nos querer alterar os planos (lado positivo, não consegue). Por exemplo, no meu caso, há mais de 4 anos que quero seguir Comunicação e no que toca a notas não me queixo, mas bastou vir para o 11º ano, não ter outra hipótese para escolher a não ser Economia, achar aquela porcaria é demasiado fácil e tirar 19. Não tenho culpa de conseguir perceber aquilo à primeira nem de ser tudo baseado em definições (o que não implica que goste, atenção). Acontece que uma vez que eu quase que rebento a escala em economia, as boquinhas já são "não queres reconsiderar?" ; "economia é melhor" ; "tens emprego" e etc e tal. A resposta é sempre a mesma: Não. Não. E mais uma vez, não. Ninguém consegue entender o meu ponto de vista. Se a disciplina é fácil e se eu consigo perceber aquele palavreado todo, porque não aproveitar e tirar notas altas que servem, nada mais nada menos, para aumentar a minha média?! Assim já é útil, ou não?! Para além de que, se for para Comunicação e tudo correr como tenho planeado, posso vir a precisar de Economia, certo? Certo. Mas este é um ponto que ninguém consegue entender!

Outra questão que parece levantar muita onda nesta sociedadezinha, é a questão da homossexualidade. Não entendo, nem nunca vou entender, a discriminação que há a nível da homossexualidade. Parece que existe uma certa comichão, inveja (?) por parte de diversas pessoas em relação aos homossexuais, que vivem a vida com mais intensidade e gostam de aproveitar todos os momentos, no meu ponto de vista. Já tive muitas discussões sobre este assunto, muitas conversas com homossexuais sobre este tema e a minha posição é sempre a mesa: eles são livres de fazerem o que querem, não é? Então, deixá-los serem felizes, à maneira deles. E ponto final.
Ah, mas o mesmo de passa com o racismo. Também não consigo perceber a lógica, sim lógica, de quem diz que não é racista, responder CONSCIENTEMENTE que não, quando a pergunta é:"namorarias com um pretinho?" ; "Ah, então és racista!"; "Não, não sou, mas faz-me confusão namorar com um preto". Yaaaa... quero um livro que possa explicar esta insanidade mental! Sinceramente.

Sempre amei livros, sempre venerei literatura e sempre fui amante das letras. Dum livro extraímos sempre algo bom, alguma mensagem, alguma aprendizagem (nem que seja a nível vocabular) e raramente deixo livros a meio (a não ser que seja uma seca descomunal, mas isso são excepções). No entanto, faz-me uma confusão imensa certas e determinadas pessoas que curiosamente PRECISAM de saber interpretar textos e poemas e não sei que mais e dizem que ODEIAM literatura, ODEIAM livros, ODEIAM ler. É, é curioso...

Bem, ao menos há aqueles que se salvam e que enquanto tentam interpretar um poema dizem algo parecido com:
"- Odeio isto. Matava este homem e as obras dele!
- Não digas isso, estás a assassinar a literatura!
- Eu assassinava toda, menos a tua."

Haha, que amores (L)

Eu era capaz de ficar a tarde toda a reclamar sobre tudo e nada. Mas não há tempo, nem condições, nem possibilidades. Por isso, posso dar por concluída está "lição" sobre o descontentamento de uma simples adolescente que não tem mais nada que faça (até tem, mas fecha-se os olhos a isso).

Tenho dito, obrigada.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

2

Interessante...

Há quem diga que estou de férias. Eu digo que não. Bem, se analisarmos as coisas em termos de carga horária, de facto o pessoal tem razão: estou de férias. Mas se formos mais racionais vemos que tenho exame no Sábado e no dia 23, ou seja, tenho que estudar e para mim férias é igual a não fazer nada o dia todo. Pois.

Mas a verdade é que para o exame de Sábado mal peguei nos livros. Apenas fiz alguns exercícios e curiosamente não estou stressada. Esta semana tenho aproveitado para arejar a cabeça, estar com os amigos e claro... ver os jogos em condições (PASSAMOOS!!!!). Resultado, tenho-me baldado ao estudo. Até tinha pensado hoje estudar o dia todo. Tinha planos para acordar às 8 da matina e marrar até às 4 e meia, porque eu faço tensões de ver o jogo da Alemanha (sim, amo futebol). Um dia bom, diria. Mas ontem, com um telefonema, apercebi-me que tinha que ir às aulas de preparação do exame, de manhã. Bimba, planos todos por água abaixo. Isto de sair de casa, ir para o Funchal, ter aula e depois voltar para casa supostamente para estudar não dá jeito nenhum. Perco o ritmo. E é o que está a acontecer. Em vez de estar com a cabeça enfiada nos livros, que nem avestruz, estou no blog e no msn. Hahahaha que giro.

No entanto, o que mais me chateia nesta semana é que eu podia estar sabem onde? Não? Adivinhem... é grande em todos os sentidos, um rio cujo nome começa com T, um local de sonho que começa com C onde nos perdemos nas compras, é em Portugal, capital, Benfica... claro, está, LISBOA! Provavelmente estaria a passear pela baixa, com máquina fotográfica na mão e todos os outros elementos que são essenciais na mala de uma mulher, a respirar o ar lisboeta e a pensar como é bom estar de viagem. Mas não. Esta sensação é só nos meus sonhos porque eu estou na Madeira, linda sim mas já cansa um bocado, sentada numa secretária onde tenho dicionários e calculadoras a olhar para mim, a ouvir a banda sonora do Forest Gump e com a sensação que de esta tarde não vai sair nada produtivo, isto porque são 14:40, o jogo é às 17:00 e eu tenho que estudar até lá. Lindo cenário. Pfuuu bem melhor do que o outro de pegar nas malinhas, avião e tal e coiso. Mas como se costuma dizer por cá, não há de ser nada.

Ontem descobri uma coisa, no meu ver, interessante. Há um jornalista do Expresso, daqueles de se tirar o chapéu, o Daniel Oliveira (não, não é o do Só Visto) que tem um programa na SIC Notícias chamado Eixo de não sei das quantas ("sim grande novidade" - pois mas eu só descobri isto ontem). Devo de dizer que adoro os seus textos e acho que ele tem uma classe a escrever que mete qualquer um fascinado! Agora ando louca à procura do horário dos programas na Sic Notícias porque estou em pulgas para ver o programa (já agora, se alguém souber que partilhe). Outra coisa que adoro fazer é passar os olhos pelos jornais. Ontem por exemplo, folheei o DN e o Jornal de Negócios. Ainda tentei ler o Jornal da Madeira mas não. Não consigo ler aquele jornal. Não sei explicar porquê. Enfim...

O que me deixa mesmo irritada é saber que tenho montes de coisas para me distrair e não poder usufruir desses momentos de relaxamento. Há dvd's novinhos em folha para ver (não resisto), livros que aguardam que os meus olhos passem por aquelas páginas, convites tentadores para ir para a praia, cinema, compras... e a resposta: Não posso, tenho que estudar! Baaaaaahhhhh! Quero férias! Preciso de férias!

Vejamos o lado positivo das coisas. Que é...? Pois não há. Para as coisas piorarem, e para além das obras aqui em casa, tenho na casa do lado. Que interessante! Vai aqui uma sinfonia que vocês não imaginam!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

2

J&J


Hoje este post é totalmente dedicado a duas pessoas por quem eu sinto uma enorme amizade e carinho. A duas pessoas que se conheceram há coisa de dois anos, mas se formos mais restritos e mais românticos, por assim dizer, conheceram-se há precisamente um ano.

Esse ano passou e hoje celebram 366 dias de namoro, um ano de paixão, um ano de amizade, um ano de sonho. Ela, finalmente, vive a sua cinderela story scene, e ele, dá-lhe o mundo se ela quiser.

Hoje eu não digo mais nada a não ser isto. Vocês são das melhores pessoas que conheci e devo dizer, aliás como já sabem, que são o casal mais bonito e mais "fofeinho" que alguma vez vi. Tive o privilégio de seguir esta relação desde início e estou muito mas mesmo muito contente por estarem felizes e por darem tudo para que não seja apenas um ano, mas sim dois, três, quatro, n anos.

Desejo-vos caixotes de felicidades e muitos sonhos concretizados. Vocês podem ter o mundo na mão, se quiserem. Podem mergulhar no oceano mais profundo e conquistar todas as estrelas que quiserem. Basta isso mesmo, quererem!

Tenho muito orgulho em vocês, em todos os aspectos e quero mesmo ver-vos felizes, ver-vos bem. O brilho no vosso olhar, a alegria nas vossas gargalhadas são a essência e fazem parte da chama que devem continuar a alimentar!

Os beijinhos deixo para mais logo. Vou-vos espetar dois beijos nessas bochechas, hahahahaha!

ps: até a coincidência dos vossos nomes é espectacular!
ps2: esta música é bonita, não é? heheheh

terça-feira, 10 de junho de 2008

5

Crescimento intelectual

"Cresceste imenso depois da nossa conversa há dois anos. Sinto-te com uma maturidade incrível, uma capacidade de improviso que revela inteligência e experiência e um sentido crítico mesmo muito bom. Assim vais longe!" - ontem, num debate sobre diversos temas em casa dos meus tios.

Sabe sempre bem ouvir estas palavras de alguém que há uns anos atrás não quis desistir de nós nem da nossa inteligência, quer seja ela social ou emocional. Devo muito a esta pessoa e a esta conversa, pois eu própria sinto que as barreiras que antes existiam, e que era eu mesma que as colocava, já não existem. Nunca me opôs nem me oponho a tudo o que seja gratificante e importante para o meu futuro. Aprender com livros, experiências, vivências, erros, actos, palavras, com os outros (principalmente), é uma matéria que eu gosto imenso de explorar e tenho o maior prazer em fazê-lo.

domingo, 8 de junho de 2008

9

Homens esclareçam as vossas dúvidas e matem a curiosidade!

(foto: DDiarte)

Nesta publicação vou contar-vos o que uma mulher tem dentro da mala, o que explica a demora quando esta quer encontrar alguma coisa lá dentro. Digamos que é um dilema para os seres do sexo masculino, que nunca conseguem entender para que é que precisamos de tanta coisa numa simples mala que deve de ser, "prática e não cheia de tralha", dizem eles. Mal sabem!!

Primeiro que tudo, é muito importante referir que tudo o que se encontra dentro de uma mala, seja pequena, média ou grande é sempre preciso.

  1. Uma mulher não vive sem o telemóvel. Faz parte da natureza da mulher querer saber o que se passa com os seus.
  2. Os cartões de crédito e alguns ''trocos'' para os nossos vícios (compras, cigarros, chocolates, café etc)
  3. Máquina fotográfica é um objecto muitíssimo importante para registar todos os momentos com os amigos. Não há como mais tarde recordar aquelas idas aos cafés, ao cinema, às compras...
  4. Ipod que lá vai tocando a sua musiquinha quando entramos num estado de maior solidão, por assim dizer. Uma mulher nunca gosta de se sentir sozinha.
  5. Lenços de papel. É sempre necessário.
  6. Canetas e blocos de notas. Temos que registar tudo o que vemos. Adoramos pormenores.
  7. Alguma revista cor-de-rosa ou um bom livro. Isto porque quando estamos eternidades, repito, eternidades à espera de suas excelências (homens), temos que nos entreter com alguma coisa e estimular a nossa mente para a abertura a novos horizontes, não é meninas?
  8. Dentro da carteira, fotografias do avô, da avó, da mãe, do pai, do primo, do vizinho, do namorado, da melhor amiga, da segunda melhor amiga e bla bla bla. Um álbum fotográfico. Para além dos cartões de desconto nas nossas lojas preferidas, bem como os cartões com as marcações do cabeleireiro e da depilação.
  9. Perfumes e batôns. Os homens reclamam que parecemos noivas a nos arranjarmos para sair, mas quase que beijam o chão quando passamos ao lado deles com um perfume que mata corações e um batôn assim todo vivo, todo sensual. (tumba!)
  10. Um espelho. Uma mulher gosta sempre de ver como é bonita e de andar à procura de possíveis borbulhas que é para ir logo ao ataque!
  11. As chaves de casa e do carro (fundamental!)
  12. Óculos de sol, que nos ficam a matar e que nos dão ainda mais charme (ulala)
  13. Elásticos ou fitas ou trancas para o nosso cabelo Pantene. Fica sempre bem a uma mulher ter um efeito diferente no cabelo.
  14. Pulseiras, colares ou brincos que servem, nada mais nada menos, para realçar a nossa beleza.
  15. Creme hidratante. A nossa pele tem que estar em boas condições e não nos podemos dar ao luxo de ter queimaduras solares.
  16. Pensos higiénicos, pensos rápidos e toda a espécie de comprimidos.
  17. Umas bolachinhas integrais para parar a típica roeza e manter a forma
  18. Uma garrafinha de água.
  19. Uma escova para o cabelo. Tem que estar em condições e nunca se sabe quando é que vamos precisar dela nem em que circunstâncias.
  20. Pastilhas elásticas!

E acho que está tudo. Muitos homens dizem que as malas são um grande inconveniente para as mulheres, isto porque:

  1. Têm que andar com a mala atrás. (faz parte de nós!)
  2. Está pesada e ficam com o ombro a doer e depois pedem-lhes massagens. (vocês não se deviam queixar, sim?)
  3. Quando estão apressadas dão com a mala em toda a gente. (mas pedimos desculpa!)
  4. "Roubam-lhes a mala, roubam-lhes a vida" (Mentirosos!!! Aldrabões!!!)
  5. Irritam-se quando deixam alguma das coisas mencionadas em cima, numa outra mala. (ok, rendo-me)

Os homens queixam-se e queixam-se e queixam-se mas esquecem-se que:

  1. Sempre que têm alguma coisa para guardar, somos NÓS, na NOSSA MALA que guardamos e fingem não saber que já temos peso a mais. Não somos burras de carga, rapazes! Heheh
  2. O nosso "armazém" está sempre de portas abertas para eles. O mais curioso de tudo é que são eles que acabam por usar as coisas e não nós!
  3. São os primeiros a nos comprarem malas nos dias de festa.

Agora, eu questiono-me (e de certo as outras mulheres também), como é que um homem só consegue andar com 3 objectos (telemóvel, carteira e chaves) se nós andamos com 20?!

2

E depois...


A vida continuou após o dia da valsa, do brilho, da luz, do glamour. Tinha sido apenas uma noite para juntar ao nosso álbum de recordações. Não podia haver continuidade, nem eu nem tu queríamos que houvesse. Aliás, recordo essa valsa com um brilho no olhar, com o coração cheio e com a certeza de que te tinha sentindo, mais uma vez, mas de forma diferente. Da forma como tu me quiseste transmitir no café, e eu não tinha percebido. Querias estar bem contigo próprio, querias estar feliz. E estavas. Nunca te tinha sentindo tão solto, tão tu. Talvez tenha sido por isso que quiseste dançar comigo, que quiseste me tocar, me olhar, me sorrir. Para eu ser testemunha da tua felicidade, da tua nova alma.

Quando dancei contigo e quando deixei-me levar pela tua sensualidade e ritmo, o meu coração mergulhava, de novo, no nosso passado mas a minha cabeça tinha a perfeita noção de que eu não podia tomar as coisas como certas, nem podia transformar aqueles segundos, nos anos que partilhámos. O que se tinha passado, passou. Não era para dar outro final, porque o ponto final aconteceu da forma mais inesperada, à chuva e ao sabor de um beijo suave. Aquilo era o início de uma nova vida, para mim e para ti, separadamente, sem o que éramos à mistura. Percebi isso e tu sabes que eu, finalmente, tinha entendido a mensagem.

Na dança não pronunciámos nada, apenas deixámos o olhar falar por si. Consegui decifrar a tua alma, algo que nunca tinha conseguido fazer, e tu conseguiste interpretar o meu olhar de chocolate e realmente sentir o que eu sentia. Foi o momento auge da noite, da nossa noite. Foi quando os nossos corpos se misturaram com a melodia, o nosso olhar se beijou e as nossas almas se uniram por uns breves instantes. Tudo se assemelhava a uma nova página de um livro, onde o autor escreve, levemente, a reviravolta da história triste que ambas as personagens viveram. Onde dá continuidade à breve vida de duas pessoas que outrora não eram nada sem existir um elo de ligação chamado amor, que no presente esbarravam contra todos os vidros e barreiras para superar o que tinha fracassado e que no futuro se voltavam a unir, mas de uma maneira diferente.

Depois do que foi o retorno aos momentos mais felizes da minha vida, ao contrário do que qualquer um faria, eu não tentei pegar numa borracha e apanhar o que tinha acontecido naquele salão todo iluminado. Pelo contrário, cheguei a casa e depositei as minhas memórias no nosso baú e todos os dias a partir desse, inspiro o ritmo, a luz, a sedução. Não me chamem louca, viciada, exagerada. Chamem-me apaixonada porque é o que melhor me caracteriza. Mas não. Não estou apaixonada por aquele homem que já fez a minha cabeça andar às voltas tantas vezes, por aquele homem que sabe como sussurrar o que queremos ouvir, amar-nos como sempre desejámos e fazer com que sejamos felizes como queremos. Estou, sim, apaixonada pela essência daquela noite, daquele toque na minha mão e nas minhas costas. Apaixonada pela troca de olhares e pelo beijo das palavras não ditas.

Quem ditou o nosso destino, fê-lo bem. E tornou a nossa história, a história da minha vida, da vida dele, da nossa vida. Onde tatuámos o bom, o mau, o ódio, a paixão, a emoção, o sentimento, a essência. Quem escreveu a nossa história deixou o final em aberto à espera que nós, eu e ele, peguemos de novo na nossa caneta e escrevamos o que o futuro nos reserva, ao sabor da alma e ao sabor do coração.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

6

PORTUGAL



Afinal o pessoal decidiu-se. Sempre há jogo no Largo do Colégio e eu lá estarei para apoiar a Selecção! Lá estarei vestida a rigor, como assim a tradição exige! É outra coisa, é outra sensação, é outro nervosismo, é outra vontade de ganhar! Com aquela multidão vale a pena assistir aos jogos, vale a pena vibrar, vale a pena gritar, vale a pena chorar.


FORÇA PORTUGAL!!!!


quinta-feira, 5 de junho de 2008

4

Um centésimo do que se passa

(18h49 minutos) - Já tinha um texto enorme pronto para postar, que por sinal me deu algum trabalhinho, um texto que transmitia exactamente o que eu queria que transmitisse, digamos que apanhou o meu momento alto de inspiração e esta porcaria!!! da internet... bimba, vai abaixo. Conclusão: o texto não gravou, eu já estou a perder a paciência para isto e se me apetecer, mais tarde ponho mais qualquer coisa. Neste momento estou com uma ira ao computador, ao blog e a sei lá mais o quê. São por estas e por outras que muitas vezes me passa pela cabeça apagar o blog. Ficaria assunto arrumado e eu não tinha que me irritar com isto!

(19h03 minutos) - Não, não apago. Este blog tem muito de mim e eu não teria coragem para apagá-lo. Além de que eu estou (quase) viciada neste mundo. A questão é que a minha vida tem andando um pouco ao contrário e a paciência para algumas coisas já está a ser pouca. Hmm.. tem piada. Penso que a única maneira de conseguir realmente libertar o que quero, é escrevendo no blog. Não sei porquê, nem para quê, mas sei para quem.

(19h17 minutos) - Os meus planos para ir ver o jogo da Selecção no Sábado foram por água abaixo. Isto porque sabe-se lá porquê, a TVI (ou lá o que é) não quer autorizar a RTP a transmitir os jogos (uma confusão para lá), e como ainda estamos neste impasse, neste anda não anda, o que já era suposto estar montado e pronto a ser posto a funcionar não está. Resultado: vou ver o jogo sei lá onde, enquanto que há meses que anseio para ver no meio da confusão. ERRRRR

(19h23 minutos) - Estou sentada a meio da sala, com o portátil no colo, banda larga sempre a ir abaixo - se isto se apaga outra vez eu nem sei o que faço - música aos altos berros (e a fazer eco) e poeira à minha volta. Eu passo a explicar: no dia em que o Funchal foi inundado devido à tempestade (lá para Abril), a minha casa também parecia as piscinas olímpicas. Ora, como o chão é todo de madeira, isto começou a levantar. Como podem calcular, não tenho móveis dentro de casa, não tenho livros, nem cd's, nem dvd's e então, neste preciso momento estou encostada a uma parede da sala onde estava um móvel com livros e não sei que mais (local onde nunca pensei vir a estar sentada), a postar e a tentar fazer com que as horas avancem. Tenho dores nas costas de estar sentada desta forma e tento não me lembrar do que não devo. Prefiro dar ao dedo.

(19h25 minutos) - Convenço-me de que tudo ficará bem, e que eu um dia, repito: um dia, terei a minha cabeça e coração resolvidos. Acredito seriamente nisso. Pode demorar o tempo que demorar. Tenho que parar já, com as expectativas que crio seja em relação a sonhos, pessoas, objectos, seja em relação a qualquer coisa. Nunca aprendo com os meus erros, nunca. E depois... aqui está o resultado. Com a cabeça a andar a 1000/hora e de certo com umas quantas decisões para tomar. Não faz mal. Tenho que ordenar as ideias. Agradeço, também, os comentários aos dois post's anteriores. Muito obrigada pela atenção.

(19h27 minutos) - Farta disto. Vou mas é cuscar os vossos blogs (hehehe, eu sou mesmo curiosa) e mandar muitos beijinhos para vocês. Talvez poste mais qualquer coisa daqui a uns minutos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

6

Estou...

... descalça em cima de uma corda áspera, fina e pequena que está amarrada ao "sim" do coração e ao "não" da cabeça. Estou precisamente no meio e se fosse como nos desenhos animados, à minha volta seriam só pontos de interrogação e de exclamação. Esta corda treme a cada movimento que faço, a cada hesitação que me bate, a cada medo que sinto. O coração bate a mil à hora. Tudo em mim duvida, tudo em mim teme, tudo em mim... desiste. Só estou para ver quando é que a corda vai balançar, e balançar e balançar até eu... cair.

domingo, 1 de junho de 2008

7

Medo

Tenho medo de distâncias e de palavras duras. De perder-te na imensidão dos sentimentos. Por vezes mergulhamos num poço de emoções, que entregamos a nossa alma e o nosso coração às ondas que desmaiam na nossa vida. Somos abafados pela sua sonoridade e poder, que esquecemo-nos do "nós" e alimentamos o "eu". Tenho medo de cair nos mesmos erros que já me viram chorar e fraquejar. "Errar é humano". Certo. Mas quando tropeçamos sempre na mesma tecla já não é erro, é teimosia. Não sei muito bem o que pensar, nem o que dizer sobre isto. Só sei que o assunto incomoda-me um bocado. Parece que estamos, todos os dias sem excepção, à beira do abismo e fechados, ao mesmo tempo, nas quatro paredes da nossa mente. Uma cortina anseia por abrir-se, mas o pavor consome-me e então, prefiro fechar os olhos às possibilidades que tenho de triunfar. Erro? Sim, sem dúvida. Mas tremo só de pensar no quão ilusório pode ser um sonho e no quão errante são os desejos e objectivos de um ser humano. Num dia temos o mundo na nossa mão e no outro estamos sós e vazios. Pobres de espírito. Assusta-me a vulgaridade, ou melhor, a singularidade. Gosto demasiado do excêntrico e sou capaz de me deixar matar por ele. Outro erro. No fundo, tenho medo de ser confrontada com o ridículo.