sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
"Há expressões que nunca esquecemos"
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Mensagem...
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
And the winner is...

Atonement

No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, uma jovem de 13 anos, vê a sua irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), despir as suas roupas e mergulhar na fonte do jardim da sua casa de campo.Junto a Cecilia, está o filho do caseiro, Robbie Turner (James McAvoy), um amigo de infância que, tal como com a irmã de Briony, se diplomou recentemente em Cambridge.
No final desse dia, a vida dos três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira, da qual nunca antes tinham ousado sequer aproximar-se, e ter-se-ão tornado vítimas da imaginação vívida da jovem. Briony, por seu lado, terá cometido um terrível crime, que procurará expiar toda a sua vida…
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Volta...

domingo, 17 de fevereiro de 2008
ONTEM ESTIVE COM...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Oscar Wilde said:
Sem tirar nem pôr.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Cumplicidades
- Nada. Estou só distraída.
- Martinha, eu conheço-te. Diz-me. Estás naqueles dias difíceis?
- Toda a gente os tem...
- Mas não os tens que ter por muito tempo, não é verdade?
Sinto a tua mão na minha. Sinto paz.
- Podes me dar um abraço? Preciso de me sentir segura...
Uma lágrima corre-me cara abaixo.
- Claro que sim. Dou-te o mundo se quiseres.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
A Madeira de Ontem
Este desafio foi proposto pelo Kokas (Mando um beijinho de parabéns para ti e para a Luna Tic - parabéns a vocês, nesta data querida muitas felicidades muitos anos de vida. Hoje é dia de festa cantam as nossas almas para o Kokas e para a Luna uma salva de palmas! wooooow!! Tudo de bom para ambos!!!) e é um desafio enorme! Mas amei, amei mesmo! Aprendi diversas coisas acerca da Madeira que desconhecia e tive oportunidade de contactar com outras realidades que me passavam ao lado. E chega de conversa fiada e vamos ao que interessa.
Espero que esteja tal como imaginavas e também espero que todos gostem. Obrigada!
Madeira de Ontem
Corre de boca em boca que o descobrimento do arquipélago da Madeira deu-se em 1418, quando João Gonçalves Zarco atingiu a ilha do Porto Santo e no ano seguinte alcançou a Madeira. No entanto, a legitimação da posse portuguesa, de acordo com o direito vigente, só poderia ser alcançada pela ausência de referências do seu conhecimento por outras gentes e, por isso, a 8 de Novembro de 1460, o Infante D. Henrique – uma vez designado senhor das ilhas do arquipélago – deu a entender que a Madeira já tinha sido descoberta e que, em 1419 era apenas uma redescoberta.
Mas, há muitas divergências no que toca ao descobrimento da Ilha da Madeira. De acordo com Gaspar Frutuoso, a ilha foi descoberta a 1 de Julho de 1419, tendo os descobridores desembarcado na baía de Machico. (daí conhecida a lenda de Machim) Esta é, portanto, considerada a versão oficial pois foi a que adquiriu maior aderência do povo madeirense. Desta forma, o dia 1 de Julho passou a ser celebrado como o Dia da Região Autónoma da Madeira.
São conhecidas várias expedições à Ilha sendo a primeira em Dezembro de 1418 – a primeira viagem de reconhecimento do Porto Santo – e a última em Maio de 1420, sendo a segunda viagem à Madeira.
A ocupação e o povoamento
O povoamento da Madeira teve como dirigente o Infante D. Henrique, apoiado em João Gonçalves Zarco e com (ou não) colaboração de Tristão Vaz Teixeira.
Segundo alguns cronistas, no Verão de 1420 realizou-se uma expedição comandada por João Gonçalves Zarco que tinha o intuito de começar a ocupar a ilha. Na sua companhia tinha Bartolomeu Perestrelo e Tristão Vaz Teixeira. Desta forma, as ilhas do Porto Santo e da Madeira obtiveram três capitanias, uma vez que estas tinham sofrido uma distribuição pelos três colaboradores. Assim, o Porto Santo foi entregue a Bartolomeu Perestrelo (por ser uma ilha mais pequena) e a Madeira esteve nas mãos de João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira – embora estivesse dividida em duas. Esta divisão fez com que a vertente meridional, dominada pelo Funchal ficasse ao poder de João Gonçalves Zarco, enquanto que a restante área era do domínio de Tristão V. Teixeira.
- o povoamento
Foi um processo que rapidamente se expandiu a toda a costa meridional, levando à criação de outros locais como Santa Cruz, Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta.
As dificuldades de orografia (parte da geografia que estuda a parte sólida do globo terrestre) não foram motivo para atrapalhar ou para travar o processo. Muito pelo contrário, a fertilidade do solo e a pressão do movimento demográfico foram grandes motivos de atracção.
Este processo de povoamento/movimento demográfico esteve intimamente ligado com a questão do desenvolvimento económico. A criação de municípios e paróquias foram um óptimo exemplo de tal ligação. Ao nível religioso constatou-se um desmembramento das paróquias já existentes, acrescentando novas: Santo António, Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Ponta do Sol, Arco da Calheta e Santa Cruz.
O povoamento também teve grande relevo com a economia açucareira, que foi um motivo de forte atracção por parte dos estrangeiros que acabaram por se fixar na ilha.
O crescimento da população da Madeira foi uma constante no decorrer dos tempos, tendo algum crescimento acentuado nos finais do século XVIII inícios do século XIX. Mas, o auge do crescimento populacional foi no século XX.
A Fortaleza/O Forte de Santiago
Com o domínio quase absoluto dos portugueses nas rotas do Atlântico Norte, as defesas nas ilhas não mereceram a devida atenção, acabando a cidade do Funchal por ser vítima de um ataque originado pelos corsários em 1566. Mas foi só em 1614 que se deu o início da construção da fortaleza que só viria a ser concluída em 1637. A construção da fortaleza de Santiago tinha como objectivo proteger a cidade contra o ataque de piratas.
Em 1618, a fortaleza de Santiago recebeu importantes verbas (quantias), na altura em que a Madeira se via ameaçada por corsários argelinos. Esta primeira fortaleza foi desenhada por Bartolomeu João em 1654 e concluída pelo mesmo. Possuía três níveis de baterias, todas devidamente artilhadas. A fortaleza estava situada ao pé do mar onde tinha junto à mesma uma porta de acesso a este, servida por uma escadaria. Junto a esta porta, encontrava-se a porta da fortaleza que tinha uma grade vertical e uma ponte levadiça. Actualmente, nesta porta interior ainda são visíveis os orifícios por onde corriam as correntes da ponte levadiça.
O forte de Santiago sofreu várias alterações, tendo sido ampliada em meados do século XVIII, sob a orientação do engenheiro Francisco Tossi Columbina, vindo para o Funchal com o cargo de construir o porto. Sofreu também alterações no século XIX quando foi ocupada por tropas britânicas antes de irem para a Europa para as campanhas napoleónicas, assim como no início deste mesmo século, as instalações do comandante foram ampliadas. Em 1901 recebeu a visita do rei D. Carlos, o único rei português a visitar a ilha. A fortaleza foi base militar até 1992, onde foi, de seguida, cedida ao Governo Regional da Madeira com o objectivo de instalações de carácter cultural e museu militar. A partir desta altura, passou a funcionar como Museu de Arte Contemporânea.

Palácio de S. Lourenço
Após um ataque em 1528 por um navio de Biscaia (província de Espanha) a outro que estava no porto do Funchal, foi pedido, pela Câmara, ao rei D. João III a construção de uma fortaleza que defendesse o porto da cidade. O pedido foi efectuado em 1529 mas a construção só foi iniciada por volta de 1540. O objectivo inicial seria para um baluarte e um muro de defesa mas acabou por ficar um torreão e um cubelo (figura de torre quadrada sem ameias (ver aqui) - abertura feita, de intervalo a intervalo, no cimo dos muros, torre ou fortificação - unidos por uma muralha. Foi ampliado na época de D. João III com dois planos de muralha.
Em 1566 com o assalto dos corsários huguenotes, é reconhecida a obra do mesmo, tendo-se avançado com a total transformação a cargo de Mateus Fernandes e Jerónimo Jorge, cumprindo o desenho feito por Bartolomeu João em 1654. ( ver aqui) Após a ocupação filipina, o edifício foi reservado para ser morada das autoridades mais importantes da ilha, perdendo assim, a função de fortaleza e adquirindo a de palácio.
É um pólo de atracção, tendo no seu primeiro piso uma sala gótica com abóbada de nervuras e fechada por uma Cruz de Cristo.
O Palácio de S. Lourenço é ainda defendido pelos seus poderosos baluartes filipinos, formados por amplas muralhas com esplanadas e canhoneiras protectoras. Na parte leste existe um torreão circular manuelino marcado pelo brasão de armas deste monarca.
Abaixo do plano de muralha estavam as importantíssimas fontes de João Dinis que foram destruídas em 1949.

Aos poucos e poucos, o bordado foi sendo conhecido e em 1863 exportava-se para os Estados Unidos enquanto que na década de 80 abriu-se o mercado alemão que adquiriu, rapidamente uma posição dominante. No século XX verificou-se uma mudança na matéria e nos mercados. O algodão e a cambraia foram substituídos pelo linho cru e a linha dominante passou a ser a castanha. Aos mercados já existentes, juntaram-se o Brasil, os EUA, o Canadá, a França e a África do Sul.
Os vimes: É desde o século XVI que o fabrico de cestos de verga para os trabalhos agrícolas e caseiros são conhecidos. O cultivo do vimeiro ganhou importância na segunda metade do século XIX tendo especial aderência na Camacha.
Os vimes tinham a transformação na ilha ou eram exportados para os EUA e Europa. Na Madeira eram usados para a confecção de cestos agrícolas ou caseiros, cadeiras, mesas, carros de cesto (Monte), peças de mobiliário…
A cana de açúcar: transformou a economia e o modo de vida da população. Foi introduzida na ilha em 1425, por ordem do Infante D. Henrique. Foi nos séculos XV e XVI que a indústria da cana sacarina mais se notabilizou. O açúcar madeirense passou, então, a ser conhecido nos principais mercados europeus. Desta forma, a indústria do mel e do açúcar foi alvo de uma larga exportação e foi fundamental para um amplo tráfego comercial entre a ilha e o exterior. Curiosamente, foi devido ao negócio da cana-de-açúcar que se ergueram alguns dos monumentos históricos da Madeira, como por exemplo a Sé do Funchal, e o Museu de Arte Sacra. Da cana, para além do açúcar, extrai-se também aguardente e melaço. À base de aguardente de cana, faz-se a famosa Poncha (que tem que ser provada por quem aqui passa!). Já o mel de cana é um dos ingredientes fundamentais para o tradicional Bolo de Mel.
As levadas: tiveram um papel importantíssimo na vida das populações. Foi devido a estas que a ilha assentou o seu quotidiano, uma vez que as levadas são vias de condução da água mas também são caminhos de acesso a espaços de habitação e agrícolas e, consequentemente, boas vias de circulação dos produtos da terra. A água para além do regadio, era usada na lida doméstica.
Hoje em dia, as levadas são um importante macro na história e beleza da ilha.
O folclore: A origem e a evolução do traje da Madeira é alvo de muitas especulações. Há quem pense que teve influências quer nacionais quer estrangeiras, nomeadamente minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres.Traje feminino: predomínio da cor vermelha. Na Ponta do Sol, por exemplo, as mulheres usavam capas: as casadas e as solteiras usavam-nas de cor vermelha; as viúvas punham capas azuis.
Traje masculino: calção branco com franzido sobre o joelho (com elástico ou com cós); a camisa possui pregas, sendo o seu número muito variável, e podem ser bordadas ou não. Chegou-se a usar uma faixa do mesmo linho do calção, com as pontas franjadas e chegando à curva da perna. No entanto, este adorno era usado apenas pelos servidores de casas ricas.
Tanto homens como mulheres usam botas, chamadas botachas ou bota-chã e são feitas de pele de vaca curtida. A parte superior da bota é virada para fora e desce até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.
Na Madeira, os bailados obedecem a ritmos suaves, executados com certa lentidão, devido ao clima e às condições físicas do ambiente. A ilha da Madeira possui as suas danças próprias, que exteriorizam bem o temperamento popular.

Gastronomia
Pratos Típicos Regionais:
- Bife de Atum (habitualmente preparados numa marinada de azeite, alho, sal e oregãos - é servido com milho cozido)
- Sopa de trigo
- Filetes de Espada
- Bacalhau (bacalhau com natas, bacalhau à Braz, à Gomes Sá ou então simplesmente grelhado)
- Lapas
- Polvo
- Camarão
- Carne de vinho-e-alhos (carne de porco marinada)
- Milho Frito (é uma das alternativas para acompahar pratos de carne. Também acompanha a espada de cebolada)
- Espetada de carne de vaca assada em espeto de louro, acompanhada pelo bolo do caco (carne assada em pau de louro sobre carvão bem quente).
- Picado (é servido em doses de tamanhos diferentes, geralmente de acordo com o número de pessoas).
Frutos Tropicais:
- Banana
- Pêra abacate
- Anona
- Manga
- Maracujá
Doçaria:
- Bolo-de-Mel
- Broas de Mel
- Pudim de Maracujá
- Queijadas (bolos feitos à base de requeijão, ovos e açúcar)
- Rebuçados de Funcho
Bebidas:
- Sumos de frutas exóticas
- Poncha - confeccionada com aguardente de cana, mel e limão
- Vinho Madeira
- Nikita: bebida doce e refrescante feita com cerveja (ou sumo), gelado e pedaços de ananás.
- Outros Vinhos de Castas Regionais
- Licores tradicionais
(Importante não esquecer o Bolo do Caco com manteiga d'alho, como entrada)
Por fim, presenteio-vos com um vídeo onde é possível verificar algumas diferenças a nível da evolução urbana da Madeira, ao longo dos tempos:
Agradeço a todos que me ajudaram nas gravações e que sempre me deram uma opinião sincera quando a pedi.

