sábado, 30 de agosto de 2008

7

About Me

As seis características que me definem:
- Espontânea, Amiga, Sensível, Observadora, Comunicativa, Teimosa

Um número:
- 8

Uma cor:
- Branco

Um filme:
- A Vida é Bela

Um alimento:
- Maçã verde

Um livro:
- 1 dose de droga, 1 grama de esperança? Daniel Oliveira

Uma música:
- Sunrise, Norah Jones

Um estilista:
- Nuno Baltazar

Um lugar:
- A minha ilha.

Um sabor:
- Chocolate

Um actor estrangeiro e um português:
- Javier Bardem, Ruy de Carvalho

Uma actriz estrangeira e uma portuguesa:
- Meryl Streep e Eunice Muñoz

Um país:
- França

Um objectivo:
- Equilíbrio

Um medo:
- De desesperar

Um sentimento:
- "Consegui!!!!"

Uma frase:
- "o que tem que ser, tem muita força"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

4
Fui cara. Hoje sou coroa. Cresci, por fim. Há muito mais para ser do que aquilo que eu sou. Há muito mais para viver do que aquilo que eu vivia. Há muito mais para concretizar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

3

Respostas? Talvez.

Vou tentar escrever. Vou tentar. Espero conseguir. Sou bastante insegura, o que pode ir contra ao que aparento ser, ou até sou. Ainda não sei bem explicar isto. Há quem diga que é explicar o inexplicável. Será mesmo? Não sei.

Mas sentes tudo isto em relação a quê? Ora, a muita coisa. Uma delas, e talvez até seja a principal, é em relação ao curso. Digamos que a ideia de ir agora para o 12º ano assusta-me um bocado. Passou tudo tão depressa. Parece que foi ontem que eu estava ainda a descobrir este mundo que nos espera: o futuro. Parece que foi ontem que comecei a explorá-lo devidamente. Dei muitas voltas, imaginei centenas de profissões, mas havia sempre um gostinho especial pelas letras, gostinho esse que me fez escolher este caminho em vez de escolher outro: a medicina. Desde o momento em que senti que era mesmo comunicação que eu queria, muita coisa mudou. Muitos planos para o meu amanhã mudaram. Mas não me arrependo. E ainda hoje não estou arrependida. Mas aqui está. Ainda hoje. O que seriamente me assusta é a hipótese de isto ser apenas um sonho que não deve passar disso mesmo. Que isto até possa ser algo que eu mal conheça e pense que conheço demasiado bem e diga: é mesmo isto. Que eu já esteja na dita estagnação que a Joana falava. É o típico quem não arrisca, não petisca. Contudo, tenho medo de arriscar. Eu sei, estou a falar no medo outra vez. No entanto, o entusiasmo cresce e cresce e cresce e cresce. E lê-se os mestres, os meus mestres e a vontade de concretizá-lo aumenta, de novo. É uma autêntica roda viva. Quando sinto que estou quase quase quase, algo me faz parar e pensar outra vez. Algo. Não sei o quê. Fico insegura. Duvido do que sou capaz e ponho tudo em jogo. Radicalismo, concordo. Sim, não vou ser modesta e não contar o que me dizem. Vou fazer exactamente o oposto. Dizem-me que não me imaginam a fazer outra coisa, que isto é tudo o que eu sempre quis e pelo qual sempre lutei. Mas e se não for? Há uns 5 anos ou mais que digo sempre: comunicação, comunicação, comunicação. Cabeça em estado de ebulição. Desculpem. E depois vem ao de cima o perfeccionismo. A hesitação. Nunca está bem, nunca deveria de ser assim. Não era assim o rascunho. Sabe-se sempre a pouco. E no que toca a textos, nunca devo tocar neles depois de escritos porque acabo sempre com um texto que não era o inicial.
As críticas não me assustam. Gosto de ouvi-las e gosto que me digam o que acham. Desde que sejam construtivas, óbvio. Exiges demasiado de ti. Pois é. Talvez seja esse o problema. Porquê? Porque eu meto na cabeça que sou capaz de muito mais, que sou capaz de algo melhor que esta bodega, mas quando vejo o resultado hesito e questiono as minhas qualidades. Erro. Reconheço isso.

Tais inseguranças e questões aplicam-se a assuntos ainda mais complexos que este, e sobre os quais não estou com muita disposição de falar. É pôr o dedo na ferida, e se calhar não estou preparada para isto.

Como podem ver, tenho a cabeça ao contrário e estou, aos poucos, tentando organizar as minhas ideias. Devagarinho vou lá. E sim, tentei escrever e penso que consegui. Mas acho que não sei classificar nem quantificar o que aqui está tatuado.

Não há pior sentimento que a estagnação. Mas sabes, só as pessoas capazes de criar sentem isso. (J.A)

vais ver que vivendo a tua vida sem tanta ansiedade, as coisas "encaixam". (Pinguim)

Criar é só isso: deixar fugir os medos e quando eles pensam que podem voltar... colamos todos no papel! (Kokas)

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida (Élio)

Tudo isto faz eco, agora. Apeteceu-me ler-vos algumas vezes seguidas. Obrigada!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

4

Motivo

Preciso de um motivo para continuar. Não falo sequer em desistir. Essa palavra não existe na minha cabeça, mas de dia para dia deparo-me com algo que poderá ser uma barreira ou esbarro contra o medo, que me envolve nos seus fortes braços e (quase) me sufoca. Medo. Medo. Medo. Sempre o mesmo sentimento. Confusão. Insatisfação. Insegurança.

O motivo foi-se, tal como veio. Não sei se volta, não sei se me voltará a tocar. E eu continuo com falta de poesia.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

4

"... não me venhas com disparates de se tens ou não vocação de jornalista

É melhor que te perguntes se és curioso, impertinente, se te interessa o que te rodeia, se queres averiguar o porquê das coisas. Então não sei se terás vocação mas pelo menos tens, em princípio, algumas das aptidões necessárias.
(...) O que é ser jornalista? Um adágio britânico resume esse destino no de sair à rua, ver o que se passa e contá-lo depois aos outros. Ou seja que o jornalista é qualquer cidadão que queira fazer isso e não são necessários títulos nem honras para o levar a efeito.
(...) Uma das principais condições é a curiosidade. Os filósofos chamam a isto capacidade de assombro, e implica uma certa ingenuidade de espírito, um amor ao novo, um estar disposto a deixar-se surpreender cada manhã. Nessa capacidade de assombro reside o fundamento do conhecer e por isso a rotina é o pior inimigo da sabedoria. O bom dos jornalistas, dos jornalistas assim sem mais nada, é que se interessam por tudo, se entusiasmam por tudo e para tudo. (...) Ou seja que um jornalista necessita exercitar o desejo prévio de conhecer, e nisso aproxima-se dos filósofos, mas deve sentir igualmente a necessidade de contar as coisas, e nisso parece-se aos bobos. A sua paixão não se satisfaz só com a sabedoria própria, mas também na curiosidade alheia, que tem de interpretar e que nem sempre coincide com os seus interesses, os seus ideais ou os seus próprios critérios.
Mauro Muñiz (...) disse-me (...) «Convence-te, só há dois géneros de jornalistas. Os que escrevem bem e os outros.»
(...) Agora que me é permitido duvidar das minhas próprias qualidades, e das dos outros, já sei que há muitos géneros de jornalistas (...) Há jornalistas que escrevem, os que corrigem o que eles escreveram, jornalistas que falam pela rádio, ou os que estão detrás de uma câmara fotográfica ou são operadores de televisão. Há jornalistas que passam horas mortas detrás de uma mesa de trabalho, a escolher telegramas de agência, e os que não param de visitar esquadras. Alguns roubam documentos (...) Há jornalistas que se lançam de pára-quedas sobre lugares em conflito, outros que organizam peditórios humanitários e não faltam os dedicados à sociologias, estatística ou pesquisa. Não são poucos os que se empoleiram na tribuna da política, ou no púlpito da sua própria religião, jornalistas deputados, jornalistas ministros, jornalistas evangelizadores, jornalistas detectives, jornalistas de escritório, jornalistas espertos e parvos, ignorantes e cultos, honestos e corruptos, jornalistas que preferem criar a notícia em vez de encontrá-la, ou os que se empenham em protagonizá-la eles, jornalistas que querem ser académicos e outros que têm prazer em ser levianos, romancistas, actores, ricos, poderosos, boémios... Que têm em comum todos eles? Repito (...), a curiosidade, a maldita curiosidade de saber o que há detrás das portas, debaixo das carpetes, dentro das gavetas ou no interior das camas. Ou seja que não me perguntes outra vez se tens vocação, pergunta-te a ti mesmo se te interessa averiguar, quanto medo tens de saber, de descobrir, de conhecer, de investigar, de falar e, às vezes, de calar. (...) é para ti isso mais importante que nada? (...) Desfrutas a olhar? Então és um jornalista."

Cartas a um jovem jornalista, Juan Luis Cebrián

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

3

Sabe a arrependimento

I never loved nobody fully

Always on foot on the groud.

7

Enquanto as palavras não ficarem gastas, haverá sempre a capacidade de sonhar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

6

Homens, homens e... HOMENS!

Após um dia em que o que não nos faltou foram homens, devo dizer que eu e a C. temos muita coisa para contar. Indo pelo cronologia...

Hoje de manhã (por volta das 10h15 minutos), a caminho do voluntariado - Não íamos a meio da estrada nem pouco mais ou menos, até íamos bem no canto quando de repente um condutor desesperado diz:
- Encosta, encosta, encosta!
Não demorou muito tempo já estava a levar uma resposta da C.
- O que é que tu queres????!!!!!!!
Risos, risos e risos. Andamos mais uns metros quando uma beleza mete-se na conversa e sai-se com:
- Sim, também acho que sim!
Escusado será dizer que (também) levou um CALA-TEEEEEE, daqueles! Mas como que a retribuir, mandou-nos uma buzinadela, que fofinho.

Hoje, depois do voluntariado (por volta das 12h15 minutos) - Aqui sim, vínhamos literalmente a meio da estrada e eis que, de repente, surge-nos uma carrinha que nos pregou um grande susto, ao que levamos a mão ao peito e quase que lançávamos um gritinho. Para se fazer de engraçadinho (como se já não nos bastasse os outros dois), o condutor imita-nos, indo-se embora com um conselho da S. para tomar banho... hilariante, no mínimo.

De tarde, a caminho das docas (não sei precisar a hora) - Eu e a C. a descer aquelas imensas escadas, sofrendo o sol que nos batia na cara e sufocando a cada passo que dávamos. Dois engraçadinhos, subiam na nossa direcção, e devo dizer que a ideia não me estava a agradar muito porque suas excelências, não tiravam os olhos de cima de nós. O que nos valia eram os óculos de sol, porque eu, principalmente, tenho o hábito de olhar nos olhos das pessoas (quando não estou a gostar muito da cena em questão ou quando estou mesmo chateada) e acho que se o indivíduo cruzasse o seu olhar no meu, a coisa tinha azedado (ainda mais). Quando passa por nós, lança um suspiro e diz:
- Que lindas princesas!
Apeteceu-nos dizer que preferíamos um sapo, nojento, gordo, verde e sei lá que mais adjectivos, mas decidimos olhar uma para a outra e não nos manifestarmos. Não convinha. Sendo as docas o que é, aqueles dois ''meninos'' ainda tinham para lá amiguinhos e nós éramos apenas duas. Deixamos a coisa avançar.

Mais tarde, na praia formosa - Sentámo-nos num bar para pôr a conversa em dia e já tínhamos reparado que duas belezas estavam na mesa atrás da nossa. Mas não demos importância. Aliás, uma mulher nunca deve dar (demasiada) importância aos ''calores'' que nos podem dar - se é que me entendem. Falamos de muita coisa e quando chegou a hora de irmos embora, pegamos nas nossas coisinhas e lá fomos nós rumo à paragem do autocarro. Mal chegamos lá, quem avistamos? As brasas da praia. Fingimos não nos importar, apenas trocamos um comentário como "eles estavam na praia...". Mas mais uma vez, não fizemos nada. Eis então que um deles, que tinha barba de dias por fazer (que não lhe ficava muito mal, mas nada que uma boa gilhete não resolvesse) começa a falar ao telefone e aí captamos todos os pormenores:

  1. Era continental (o seu "tou a brincar" fez-nos ser, por momentos, manteiga num dia de Verão)
  2. Reparei logo nas mãos e devo dizer que eram bem bonitas.
  3. O seu sorriso aquecia qualquer coração, mesmo num dia rígido de Inverno em que a temperatura estivesse a 10 graus negativos. Bastaria um sorriso e o nosso ''termómetro'' atingia logo os 30 graus.
  4. Tinha estilo.
  5. Andava de um lado para outro enquanto falava, pormenor que revela uma pontinha de inconstância que não lhe ficava nada mal

Depois de as atenções terem sido, temporariamente, concentradas neste, o outro era a completa antítese do primeiro. Ar rebelde, talvez um pouco tímido, sem dar muito nas vistas e sem desvendar um único sorriso. No entanto, bem mais bonito que o extrovertido e com um charme que se faz favor! Esqueci o outro por completo e analisei este, de cima abaixo (mais uma vez, confiando nos meus óculos de sol). Alto, moreno, barba de alguns dias mas nada de grave (ficava-lhe imensamente bem), ar descontraído e sempre com a sua toalha de praia vermelha, pendurada no ombro direito. Hmmmmmmmmmmmm...

Estavámos nós a contemplar a ''arte'' quando dois chavelhinhas instalam-se ao nosso pé, gozando da pronúncia do outro que ainda estava ao telefone e que ainda nos matava a cada palavra que dizia. Voz linda e doce! Eu só olhava para a C. e abanávamos a cabeça pela tristeza que era, ter dois pãezinhos de forma a cerca de 6 metros de nós e mesmo ao nosso lado, dois lindinhos lindinhos lindinhos (notar a ironia) que pareciam que tinham andando à porrada não havia muito tempo. Ainda murmuramos...

- Quem dera a eles terem a beleza destes dois. Isto para não falar do sotaque e da voz do de verde!

Ah pois era. A inveja é bem feia! Mas passando à frente... ainda tínhamos pensado esconder o relógio e irmos ao pé deles (dos continentais) perguntar as horas, mas não somos assim tão descaradas e acho que nem coragem tínhamos...

Finalmente, o autocarro. Deixámos os chavelhinhas entrar, os pãezinhos entrarem e só depois deste ''cortejo'' é que entrámos. E isto porquê? Queríamos analisar tudo mais de perto, daí termos que saber onde é que suas excelências se iam sentar. À frente. BOA, BOA! Sentámo-nos no corredor ao lado. Eu virada para trás, C. virada para a frente. No entanto, o lugar que o bonitão da toalha vermelha escolhera não agradara o extrovertido, o que fez com que fossem ambos para trás, deixando, apesar disso, uma boa visão para mirar à vontade. Entre o levanta e senta, o bonitão solta um "Tás a gozar?" que mais uma vez nos fez abrir a boca de espanto. Lindos! Maravilha! Estávamos mesmo contentes por termos visto duas pessoas com este perfil, após os ''azares'' da manhã. Mas (tinha que haver um ''mas), a meio da viagem, entra um casal jovem (deviam de ter a nossa idade) no autocarro e sentam-se nos bancos atrás do meu, sendo apenas a C. a única que podia ver o que andavam a fazer. Marmelanço pegado. Estava tudo um pouco com um ar enojado e eu só ouvia sons. Parecia velcro! Deu-me a volta ao estômago e as caretas da C. reforçavam ainda mais este meu, nosso estado. Se não fossem esses dois, a viagem tinha sido perfeita. Até tentamos simular um desmaio da C. mas não o fizemos. Era demasiado mau e... desesperante?! A viagem foi toda assim. Neste ai ai que nunca mais acabava (e ainda bem)

Mas... chegadas ao Funchal, acabou. Lá foram eles sabe-se lá para onde e nós já a idealizarmos uma história digna de um Nobel!

Imaginação fértil, digamos. Hehehehe


PS: Não estamos desesperadas nem pouco mais ou menos, foi mais numa de pura diversão! Que isto fique bem claro!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

3

Nem todos...

-Olha para mim. Va lá, olha.
Fixei os meus olhos nos seus e suspirei.
- De que é que tens medo?
- De muita coisa. Não te sei dizer nem quantificar.
Com as suas mãos fortes agarrou as minhas, por fim, com força.
- Tens medo da morte? - Soltou um sorriso tímido - Quero dizer, tens medo de enfrentá-la? Sei que é uma pergunta demasiado estúpida, mas isso é uma coisa que quase toda a gente teme...
- Não. Não tenho medo de enfrentar a morte. Tenho medo de enfrentar a vida sem as pessoas que amo.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

2
Prometo (te) surpreender. Não hoje. Mas prometo.
2
Ia escrever sobre o tempo. Mas não consigo. Como alguém diz "por vezes queremos escrever tanto sobre determinado assunto, que acabamos por não dizer nada e escrever sobre escrever esse assunto". Disse que estava inspirada para escrever sobre este tema. Enganei-me. Tentei mas o resultado não foi o melhor. Desastroso. Apaguei e agora escrevo sobre o que eu ia escrever.
"Exiges muito de ti própria". Eu sei.

domingo, 17 de agosto de 2008

4

Um momento embaraçante...

Se me perguntarem qual foi o momento mais embaraçante que já tive, de certo contar-vos-ei esta linda história:
Para quem conhece o Funchal sabe onde fica o famoso Mercado dos Lavradores e a Igreja da Sé. Quem não conhece, não consigo arranjar nenhuma imagem que consiga explicar os sítios, mas não ficam muito próximos nem muito distantes. Digamos que para ir do Mercado à Sé, temos que atravessar a Rua Fernão de Ornelas, atravessar a ponte do Bazar do Povo andar mais uns quantos metros, passar pelas floristas e pela Zara até chegar à Sé. Esta explicação toda para dizer que tanto ao pé do Mercado como ao pé da Sé existe um café chamado ''Penha d'Águia'' - já devem ter ouvido falar - onde fazem as melhores queijadas de sempre. Ora, um dia eu e o pessoal do costume íamos a sair do Liceu (que fica ao lado do Mercado) para irmos para o café. Já estávamos quase na Rua Fernão de Ornelas quando alguém diz: "Vamos à Penha d'Águia ao pé da Sé'' e eu apenas digo: "Ao pé da Sé?? Mas tem ali uma!" e quando pronuncio "tem ali uma", lanço o braço para trás, mas continuo a olhar para a frente (estão a ver?). Pois bem. Quando faço este lindo movimento, eis que ouvimos um "Pum" e um gemido de dor. Senti a minha mão bater em alguma coisa e quando me viro para saber em quê, vejo um homem com a mão no peito e a fazer uma careta. Ou seja, eu na minha inocência e mania de mexer os braços enquanto falo, "agredi" um pobre homem que estava atrás de mim. Digo ''agredi'' porque não foi intencional, atenção. Desfaço-me em desculpas, coro como já é habitual e ainda corro o risco de levar um bolachão (isto se o homem estivesse de mau humor). Mas ele não fez nada, apenas aceitou as desculpas e pôs-se a andar! E o que é que acontece? Risos, risos e mais risos. Sim, a palhaça de serviço tinha acabado de fazer o seu melhor número!
Felizmente o homem não se magoou a sério, o que me leva a pensar que aquele filme todo era treta, só para se armar. Ainda hoje falamos deste momento e ainda gozamos dele (e de mim, claro está...) e agora sempre que quero expressar alguma coisa olho para todos os lados que é para não bater em mais ninguém!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

5

Amigos

Depois de uma viagem destas, que adorei - excepto as cinco horas e tal de atraso que apanhei em Lisboa naquele fim de mundo chamado Terminal 2, sem bateria no telemóvel e no portátil e sem paciência para as revistas de bilhardice - o que mais queria era regressar à santa terrinha e matar saudades de toda a gente. Ainda não foi possível matar de TODOS mas de quase todos. Como não poderia deixar de ser, e apesar do cansaço, o grupo voltou a se juntar e a pôr toda a conversa em dia, no que eu chamo um dia fantástico, num local fantástico. Não foi num café, por mais estranho que possa parecer, mas foi no Jardim Botânico (local de visita obrigatória). Confesso que senti imensa falta dos nossos momentos de cumplicidade, confidências, gargalhadas e de pura amizade. E confesso que me senti novamente em casa, na presença de todos eles. Surpreenderam-me, mas também tiveram surpresas (eu não me esqueço nunca!). Giro mesmo foi ver a cara de espanto deles! Ehehehehehehehe

Precisava disto e estou muito feliz por estar de volta.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

7

Voltei

Voltei de França. Não há palavras para descrever aquele país. É um sonho, uma maravilha! Vim encantada e apaixonada por todos os sítios que visitei. Fiquei em Épernay, na casa dos meus tios, que é o que lá chamam "o coração do champagne". Aquilo são vinhas por tudo o que é sítio, tem paisagens lindíssimas, uma pequena cidade bem amorosa com flores em todo o lado. Fica mais ou menos a 2 horas de Paris.

Fui a Versailles e é um espectáculo! Com toda aquela riqueza e requinte e luxo, envolvemo-nos naquelas histórias dos reis e das rainhas. É como se vivessemos naqueles séculos.

A Disney é tudo o que imaginamos e muito mais. Um mundo, uma mina, tudo muito bem organizado, muita alegria e cor. Muita música. É um local para todas as idades e os encontros com as personagens são espectaculares (tenho fotos com o Mickey, Minnie, Pateta, Pluto, Donald, Margarida, Tio Patinhas, os Esquilos do Donald, algumas personagens do Robin dos Bosques e a melhor de todas... CRUELA! hahahahaha). As paradas são LINDAS! À noite, as luzes da Disney apagam-se e as personagens desfilam com os fatos cheios de luzes e os carros também. Depois, há fogo-de-artifício no castelo da Bela Adormecida (aquele que aparece sempre que começamos a ver algum filme da Disney).

Paris é LINDO! Vivia lá, era capaz de me mudar para lá com malas e bagagens. Mas os amigos tinham que vir comigo! Sim, porque isto de estar 10 dias sem eles deu muita saudade. Mas voltando à cidade, é um sonho, não há palavras que possam descrever Paris. Tem muita coisa para visitar, tiramos fotografias por tudo e por nada, é tudo tão grande, tudo tão bonito. Subi ao último (sim, ao último) andar da Torre Eifel e pude contemplar Paris como deve de ser. Mesmo quem tem vertigens (não é o meu caso) tem que fazer um esforço e ir! É imperdível! Queremos ficar lá horas e horas e horas! Cheguei a ir a Notre Dame mas já estava fechada, por isso foi só ''visita de médico'', por fora, claro. Perto de Notre Dame há uma gelataria que se chama Gelados Amorino. É uma delícia! Têm que os comer! São gelados italianos, saborosíssimos (aconselho vivamente o de biscoito) e tem vários tamanhos! Não fui ao Louvre porque não houve tempo. Tive imensa pena, mas como quero lá voltar não vou perder esta visita. Claro que vi o Arco do Triunfo, mas na minha opinião não é nada de muito especial.

No mesmo dia que fui a Versailles fui a Monmartre, que é uma catedral lindíssima, com uma vista espectacular.

Perto de Épernay há uma cidade chamada Reims (lê-se Rance) com outra catedral muito bem trabalhada e tem um pormenor muito engraçado: há uma bala no cimo da porta da catedral, bala essa lançada durante a Segunda Guerra Mundial com o objectivo de deitar a catedral abaixo, mas como já vinha com pouca força, por lá ficou.

Resumindo isto tudo muito bem, AMEI e quero lá voltar!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

8

Notícias francesas

Olá a todos.

Não tenho tido muito tempo para computadores daí só estar a dar sinal de vida, nesta altura.

Está a correr tudo bem, estou mesmo a amar este país (ando um pouco por toda a França) e fico encantada com estas paisagens e monumentos. Fui à Disney ontem e anteontem e não há palavras! É mesmo INDESCRITÍVEL! Versailles e Monmartre também são um sonho! A capital será este fim-de-semana, hehehehe!

Agora não posso estar aqui, mas quando chegar à Madeira escrevo com mais tempo e comento os vossos blogs, prometo.

Um grande beijinho

PS: Desculpem isto ser ''visita de médico''

domingo, 3 de agosto de 2008

6

Vou para...


...PARIS! Amanhã parto para a cidade do amor e da Luz, onde espero passar uns dias enriquecedores em todos os sentidos. Onde espero encontrar uma serenidade bem diferente da nossa, onde quero experimentar outras sensações.

Não sei se terei Internet, mas se tal acontecer já sabem que venho cá dar notícias!

Beijinhos para todos, juizinho na minha ausência (heheh) e até um dia destes!