quarta-feira, 29 de agosto de 2007

4

Dançar à chuva

Não preciso de pedir para dançar, não preciso de sorrir para dançar e não preciso de sonhar para dançar. Danço mesmo à chuva. Não me importo de ficar molhada, não me importo de ficar doente. O que quero é ser feliz e não há nada mais feliz do que sentir a chuva sobre o nosso corpo, sentir a sua queda, ouvir a sua voz. A sua mensagem.
Rodopiar de propósito para a branca e longa saia seguir os meus movimentos e provocar um efeito diferente e bonito. Danço mesmo descalça, para sentir a água debaixo dos meus próprios pés. Quanto aos meus caracóis... dançam com a chuva, mais rebeldes que nunca.
A vida é assim mesmo.
É sorrir, é sonhar, é dançar.
E eu danço mesmo à chuva.
Mesmo à chuva...

sábado, 25 de agosto de 2007

3

Basta!













Uma valsa inacabada. Ainda por cima a última! Como é que pudeste te enganar logo no momento em que eu estava a acertar?! Foi um trabalho duro. Ensaios e mais ensaios e tu, sim tu, tinhas que falhar. Tinhas que dar a volta mal dada e cometer o erro de trocares os passos. Sabes por que é que isto aconteceu? Porque não seguiste o compasso como eu te disse para fazeres. Quiseste fazer tudo à tua maneira mas deste-te mal. E depois? Depois caíste numa angústia tremenda que até fazia dó. Mas eu não quis repetir porque acertei na perfeição. Sentia-me uma mulher realizada. Não queria acabar com essa sensação. E sabes que mais? Para ter graça uma vez só... BASTA!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

3

Medo


"A luz fria da Lua cheia invadia-me o quarto. O bengaleiro projectava no chão a sua sombra sinistra. Porque será que na escuridão tem de haver uma sombra? Para que serve, a não ser para evocar a existência de tudo o que não pode ser alcançado?


Susanna Tamaro, in "Escuta a minha voz"

domingo, 19 de agosto de 2007

8

Nana






(ler com música, se faz favor)


Para ti escrevo, para ti dedico estas palavras e esta publicação. Para uma Amiga, uma grande Amiga, daquelas com "A" maiúsculo. Daquelas de infância que ninguém esquece e que todos se lembram com um enorme carinho. Amiga de verdade. De todas as horas e minutos. De todos os dias. Não daquelas que são hoje e amanhã já não o são. Amiga que basta um simples olhar para entender, um simples sorriso para agradecer e um simples abraço para dizer o quanto gosto de ti. Um anjo. Com uma força interior do tamanho do mundo e venha o que vier, o sorriso LINDO permanece! Companheira de muitas gargalhadas, aventuras, conversas ao telefone (lembraste? tinhas sempre pontaria para a hora do jantar! hehe) mas também insucessos. Mas mesmo nessas alturas tu estiveste lá. Apoiaste com as tuas palavras sábias e amigas. Soubeste tranquilizar e fazer com que o mundo, nesse momento, estivesse pintado de cor-de-rosa. E por isso mesmo agradeço-te. Agradeço-te por todos os momentos. Os de alegria, tristeza, brincadeira, trabalho, aventura. Os nossos momentos! Que eu nunca vou esquecer.

Desejo-te o melhor do mundo e o melhor que o Mundo te pode dar.

Tens aqui uma amiga para sempre com quem poderás contar em todas as situações.

Sê feliz!

Estás no meu coração. Já o marcaste, por isso não sais nunca!

Um beijo que eu te mando do tamanho do coração. E um abraço daqueles que só tu me sabes dar.


no frontiers (ervi.pimp)


I LOVE YOU NANAAAAA!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

8

O sonho comanda a vida


Por todos os versos, por todas as rimas, por todas as estrofes e palavras proclamadas, morreste. Honrados os teus poemas e sentimentos. Capacidade de impressionar e de fazer sonhar.
De mãos dadas voaste e descobriste a pureza da tua alma. Confessaste todos os segredos ao mar que te escutou como podia e morreu na praia juntamente contigo.
Por todos os possíveis e impossíveis, por todas as lágrimas, por todas as lutas e derrotas, obrigada! Pois ensinaste-me que derrotas não é sinónimo de desistências. E que quando triunfamos não somos reconhecidos mas quando lutamos, o sabor da valorização é diferente!


(Dedico a todos aqueles que desistem do que ambicionam. Não desistam, há sempre uma esperança!)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

5

Palavras... leva-as o vento

E as palavras voam, uma a uma, letra a letra, como se o vento lhes oferecesse uma viagem para bem longe.
Poderão ser sentidas ou ditas por dizer. Haverá sempre alguém que estará disposto a recolhê-las com cuidado, a guardá-las no coração e a fazer com que o seu significado altere consoante o desejo.
Pequenas ou grandes, profundas ou simplesmente banais, deverão ser vistas como um alicerce. Alicerce esse, que ninguém conseguirá destruir. Forte, grande, imenso, imperial. Vasto e sobretudo belo. Sobretudo belo…
As palavras que te mando são recheadas de amizade e carinho e quero que as guardes no coração como que uma recordação.
E não te esqueças de mim.
Não te esqueças de mim…

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

4

Ratatouille


Hoje fui ao cinema. Hmmm... soube tão bem pôr o cinema em dia. Mas todos os filmes propostos eram tentadores. No entanto, precisava urgentemente de algo para rir e há uns dias atrás quando vi a publicidade do filme achei o máximo. Hoje pensei: "Marta, é hoje que o rato te fará companhia." E assim foi. É um excelente filme de animação como todos os outros da Disney que diverte miúdos e graúdos. Inevitavel será dizer que a sala estava cheia!

E digo-vos, meus amigos, é verdadeiramente fantástico! Aconselho a todos. Verão que diversão não faltará.
Deixo-vos aqui o trailer do filme. É absolutamente tentador!





(Desculpem esta falta de imaginação e inspiração nestas últimas publicações)

domingo, 12 de agosto de 2007

5

Fraquejar


"A vida é uma gargalhada constante". Aqui está a frase que eu repetia vezes sem fim que ponha os cabelos em pé de todos os que estavam à minha volta. Quantas vezes escrevi eu sobre isso? Quantas vezes escrevi sobre sonhos destruídos? Quantas vezes escrevi que estava mal e no dia a seguir que estava bem? E quantas vezes pensei em mim?
Hoje estou profundamente irritada. Apetece-me publicar mas não sei o quê. Começo a escrever e não sai nada direito, começo a desenhar e as linhas do lápis mal se vêem. Leio e farto-me. Oiço o meu precioso jazz e acho tudo patético. Aiiiii!!
Estive horas a escolher uma música para pôr a tocar enquanto os meus leitores assíduos por aqui passam. Depois de várias tentativas optei por esta, bastante tranquila. (Espero que gostem)
Não consigo raciocinar, não consigo dizer nada lógico e estou com um humor daqueles (e isto são precisamente meia noite! Imagine-se durante o dia...). Está tudo como tinta esbatida. O pintor não consegue aperfeiçoar os meus traços faciais, que nervooosssss!!!! A borracha já não desempenha o seu papel e o lápis está sem ponta.
Só me apetece gritar!
E depois deste discurso ilógico, digamos que estou num dia não. Posso?
(desconheço o autor da foto)

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

3

Casquinha de Noz


Trazes-me notícias?
Trazes-me o que espero há tanto tempo?
Ou todas as boas-novas voaram com o vento?
Trazes-me saudades do outro lado do Mundo?
Trazes-me abraços e beijos?
Ou vou ter que ficar pelos meus desejos?
Oh, casquinha de Noz,
Leva-me para bem longe
Onde o sol não deixe de brilhar
Onde a lua seja sempre cheia
E onde a paz e a felicidade
Nunca acabem!
Quero sentir o balanço durante a viagem
Quero sentir a maresia
Não quero navegar junto à margem.
Leva-me para o mar alto
Onde não haja nada em redor
Onde só haja mar
E onde eu possa aprender
A sonhar e a amar.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

6

Droga - como a vês


Hoje em dia, a droga é como o "pão nosso de cada dia". Os que a consomem ficam apáticos, completamente alheios aos que os rodeiam, os que assistem ficam perturbados, parece que são feitos de olhos que se arregalam na ânsia de verem a reacção que provocará.
À conversa com a Joana Ferreira, tento perceber como é que a droga é para ela.

Se é um “mostro” que destrói ou se é apenas, um meio para alcançar o bem-estar...



A droga é, para muitos jovens, um meio para se libertarem dos problemas, para encontrarem um pouco de paz que não lhes é proporcionada no ambiente familiar, no ambiente escolar e mesmo entre o grupo de amigos. No entanto, a dúvida mantém-se. Porquê recorrer à droga?
Joana Ferreira: Sempre vivi com a ideia de que a droga era vista como uma "companheira" por alguns jovens, aquela que estava sempre lado a lado, com ele, que o dominava, que o fazia sentir mais forte, impossível de derrubar, tal como um amigo verdadeiro. Ao estar no meio de tantos problemas, que leva muitas vezes ao sentimento e ao estado de solidão, acho que recorrem a droga, para isso mesmo, sentirem-se "acompanhados".

Para além deste, haverão outros motivos que levam as pessoas a entrarem neste mundo?
J.F: Infelizmente, são imensos os motivos que existem, e cada vez mais os jovens, e não só, conseguem criar mais e mais, como desculpa pela sua fraqueza. Um dos que mais estão presentes, é a curiosidade, o poder de liberdade, e principalmente influência dos amigos, e pressões como a escola, enfim, tudo o que faz parte do mundo de um adolescente.

Achas que os pais deviam de falar abertamente com os filhos sobre este problema?
J.F: Sim, sem dúvida, mas essa questão é como uma moeda, tem dois versos. Por um lado, a conversa em casa, traz mais confiança e contém alertas com mais eficácia do que se fosse um amigo, ou outra pessoa qualquer, pois no lar há confiança. Mas muitas vezes o fruto proibido pode ser o mais apetecido. As imensas proibições, e a demasiada obeceção com este assunto, pode aumentar curiosidades.

Conheces alguém que tenha entrado no Mundo da droga? O que fizeste para o/a ajudar?
J.F: Conheço, e vivi lado a lado com esse mundo, mesmo sem nunca ter entrado neste, nem com a pontinha do pé. Um dos meus melhores amigos entrou, mais do que com um pé, entrou por inteiro. Assisti a uma destruição, que me marcou para sempre. Deixei-me envolver bastante, ao ajudá-lo, algo que se fosse hoje teria mais cuidado. Ajudei-o como nunca pensei conseguir, e numa das vezes que ele conseguiu sair, apesar de ter voltado, agradeceu-me e disse-me que metade do percurso para a saída, tinha sido pela minha mão.

Ou seja, fica o satisfação do reconhecimento ou nem por isso?
J.F: Ouvir aquilo e ver que conseguiu sair daquele mundo, dá-nos uma satisfação enorme. Mas meses depois, ele tropeçou e toda a ajuda e todas aquelas palavras parecem ter sido em vão, que afinal a ajuda não foi assim tão importante.

"A Lua de Joana" é um livro dedicado, especialmente aos jovens, e que abre um pouco o leque. Ou seja, fala um pouco da droga, na sensação após o consumo, nos meios a percorrer para atingir o fim, que é o dinheiro para a poderem comprar. Qual a tua opinião sobre isso?
J.F: Já tive algumas oportunidades de ler livros sobre esta dependência e "A Lua de Joana" é aquele que melhor mostra, de uma modo leve claro, a droga como inimiga. Na questão do dinheiro, é claro que é a grande estrada que leva o jovem a chegar à droga, mas como trata-se de uma dependência qualquer meio, por mais difícil que seja, é sempre atingido para satisfaze-la. O livro fala sobre a "perda", e sim, para mim é sem dúvida o grande preço de todos que possuem a dependência por substâncias vão pagar, e para mim o que mais me deixa impressionada.

Achas que o livro chama a atenção para o diálogo entre pais e filhos, pois a falta de diálogo, muitas vezes pode ser a razão que leva os filhos a procurarem outros caminhos, que neste caso é a droga?
J.F: Chama imenso atenção a essa falta de diálogo, que mencionaste. Ao longo do livro, a distância da Joana tanto do pai, como do resto da família, leva-lhe a refugiar-se apenas em si própria. Quando experimenta e continua a tomar substâncias, apenas tem os amigos desse mundo, e a ela própria para pedir ajuda, ou simplesmente falar sobre o assunto. A procura de outros caminhos, tal como a personagem deste livro fez, talvez pudesse ser evitada pelos pais, ao simplesmente terem uma relação mais próxima.

Que mensagem gostarias de deixar àqueles que vêm a droga como a única solução?
J.F: Que a vida é preciosa, não a ponham nem a "feijões" em risco.



(Agradeço imenso à Joana pela disponibilidade em responder às perguntas de uma miúda que tem a mania dos porquês. Um "obrigada" do tamanho do Mundo!)

domingo, 5 de agosto de 2007

4

Ao Luar...



Aqui me encontro. Aqui onde o tudo e o nada me envolvem, onde não conheço ninguém e onde recordo o meu passado. Aqui ao relento onde partilho todas as emoções com a lua e com as estrelas. Onde caminho de mãos dadas com a solidão e onde o meu destino muda a toda a hora. Há quem me compare com uma marioneta que se movimenta ao sabor do acaso. Marioneta sem membros mas com alma e coração que é o que importa. Que é onde guardo os sentimentos, as memórias e onde me consolo nas madrugadas frias de Inverno, onde me refugio de todo o mal e deixo apenas entrar a felicidade.
Mas a felicidade não se vê nem se cheira. Só se sente. No entanto, vagabunda como sou, sinto-a quando o meu terno olhar se cruza com os que por mim passam num passo tão apressado que parece que a calçada lhes foge dos pés. Sinto-a quando os sonhos e eu somos um só, como a lua e o sol durante um eclipse. Como o mar e a areia na praia deserta. Como os casais de apaixonados quando se abraçam.
Apesar de solitária, a minha força de viver não diminui. Comparada com outros, eu enfrento todos os dias a fome, a solidão, o vazio enquanto há quem fuja disto a sete pés.
Eu sou uma vencedora e estou habituada a vencer. E assim será até ao fim dos meus dias. Porque senão perco a luz do olhar.

(Agradeço à Joana a opinião e a força que me deu para publicar este texto. Um beijo para ela)