A crueldade que reside nas esquinas da cidade. Os segredos que deixam de o ser, pois à nossa volta tudo nos é revelado de uma maneira ímpar: fria e crua. Os preconceitos que se ganham; as irrelevâncias que cada um assume como indiscutíveis chegando a banalizá-las; a venda invisível que cobre os olhos de todos; a indiferença instalada. A cidade. As pessoas da cidade. E novamente, a realidade que nos escapa por entre os dedos!
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
4
Pinturas
6
«Não vás por aí sozinho. Quero ir contigo.»
«Não vás por aí sozinho. Quero ir contigo»
Quando se fala nos tempos de infância, falamos, inevitavelmente, de algo que ainda está em nós e que queremos conservar até ao fim. Falamos, forçosamente das nossas brincadeiras de miúdos reguilhas e de todas as vezes que os adultos nos ponham de castigo (merecido - agora, injusto - outrora). Falamos indirectamente de saudades. Do que queríamos recuperar mas não o fazemos porque «já somos demasiado crescidos para voltar a fazer as mesmas coisas», no entanto não «demasiado crescidos» para fazer outras adequadas à nossa idade. De quando corríamos pelos jardins daquela casa de bonecas e acábavamos sempre no chão, todos arranhados e com a roupa num belo trapo, de quando fazíamos competições para ver quem é que acabava de beber o sumo de laranja - ao lanche - primeiro, de quando riscávamos o chão com giz para jogar à macaca ou mesmo quando pegávamos num lençol e amarrávamos às duas árvores que se encontram à entrada da casa e, mal nos sentávamos, o lençol ia bater ao chão ficando apenas uma ponta semi-presa. Falamos das nossas «exposições» (com bilhetes e hora marcada!), e dos jogos da forca ou das nossas tardes dormidas no sofá, enquanto eu apoiava a minha cabeça no teu ombro e tu pousavas a tua na minha. Bonito quadro, bonita manifestação de amizade e carinho.
É impossível recuar uns nove ou dez anos sem referir os momentos em que nos deitávamos no jardim e começávamos o nosso e tão nosso «Era uma vez...» ou simplesmente queixávamo-nos das injustiças de que éramos vítimas, ou - e o melhor de tudo - quando partilhávamos segredos de crianças, puramente inocentes, apaixonantemente ingénuos e simultaneamente especiais para ficar dentro das «quatro paredes da nossa amizade.»
Hoje podemos dizer que não perdemos, de todo, esta cumplicidade que nos unia, muito menos o carinho que ainda sentimos um pelo outro, mas será que ainda podemos recuperar um pouco da nossa inocência e marcar, desta vez sem espaços, os caminhos que prometemos traçar juntos?
«Não vás por aí sozinho. Quero ir contigo.»
sexta-feira, 17 de abril de 2009
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http://www.youtube.com/watch?v=iFSqD3BVxSA
- peço desculpa, mas o embed não está activo
Elaine Paige 2?
Esta é uma das minhas músicas preferidas e ainda estou completamente arrepiada com este vídeo! (Há coisas fantásticas, não há?)
http://www.youtube.com/watch?v=iFSqD3BVxSA
- peço desculpa, mas o embed não está activo
3
*
«É o poema de quem rasga os versos
porque os sentiu demais para os dizer
e os ouve nas ondas tão dispersos
como os sonhos que teve e viu morrer.»
(António Patrício)
porque os sentiu demais para os dizer
e os ouve nas ondas tão dispersos
como os sonhos que teve e viu morrer.»
(António Patrício)
quarta-feira, 15 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
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