sábado, 30 de agosto de 2008

7

About Me

As seis características que me definem:
- Espontânea, Amiga, Sensível, Observadora, Comunicativa, Teimosa

Um número:
- 8

Uma cor:
- Branco

Um filme:
- A Vida é Bela

Um alimento:
- Maçã verde

Um livro:
- 1 dose de droga, 1 grama de esperança? Daniel Oliveira

Uma música:
- Sunrise, Norah Jones

Um estilista:
- Nuno Baltazar

Um lugar:
- A minha ilha.

Um sabor:
- Chocolate

Um actor estrangeiro e um português:
- Javier Bardem, Ruy de Carvalho

Uma actriz estrangeira e uma portuguesa:
- Meryl Streep e Eunice Muñoz

Um país:
- França

Um objectivo:
- Equilíbrio

Um medo:
- De desesperar

Um sentimento:
- "Consegui!!!!"

Uma frase:
- "o que tem que ser, tem muita força"

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

4
Fui cara. Hoje sou coroa. Cresci, por fim. Há muito mais para ser do que aquilo que eu sou. Há muito mais para viver do que aquilo que eu vivia. Há muito mais para concretizar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

3

Respostas? Talvez.

Vou tentar escrever. Vou tentar. Espero conseguir. Sou bastante insegura, o que pode ir contra ao que aparento ser, ou até sou. Ainda não sei bem explicar isto. Há quem diga que é explicar o inexplicável. Será mesmo? Não sei.

Mas sentes tudo isto em relação a quê? Ora, a muita coisa. Uma delas, e talvez até seja a principal, é em relação ao curso. Digamos que a ideia de ir agora para o 12º ano assusta-me um bocado. Passou tudo tão depressa. Parece que foi ontem que eu estava ainda a descobrir este mundo que nos espera: o futuro. Parece que foi ontem que comecei a explorá-lo devidamente. Dei muitas voltas, imaginei centenas de profissões, mas havia sempre um gostinho especial pelas letras, gostinho esse que me fez escolher este caminho em vez de escolher outro: a medicina. Desde o momento em que senti que era mesmo comunicação que eu queria, muita coisa mudou. Muitos planos para o meu amanhã mudaram. Mas não me arrependo. E ainda hoje não estou arrependida. Mas aqui está. Ainda hoje. O que seriamente me assusta é a hipótese de isto ser apenas um sonho que não deve passar disso mesmo. Que isto até possa ser algo que eu mal conheça e pense que conheço demasiado bem e diga: é mesmo isto. Que eu já esteja na dita estagnação que a Joana falava. É o típico quem não arrisca, não petisca. Contudo, tenho medo de arriscar. Eu sei, estou a falar no medo outra vez. No entanto, o entusiasmo cresce e cresce e cresce e cresce. E lê-se os mestres, os meus mestres e a vontade de concretizá-lo aumenta, de novo. É uma autêntica roda viva. Quando sinto que estou quase quase quase, algo me faz parar e pensar outra vez. Algo. Não sei o quê. Fico insegura. Duvido do que sou capaz e ponho tudo em jogo. Radicalismo, concordo. Sim, não vou ser modesta e não contar o que me dizem. Vou fazer exactamente o oposto. Dizem-me que não me imaginam a fazer outra coisa, que isto é tudo o que eu sempre quis e pelo qual sempre lutei. Mas e se não for? Há uns 5 anos ou mais que digo sempre: comunicação, comunicação, comunicação. Cabeça em estado de ebulição. Desculpem. E depois vem ao de cima o perfeccionismo. A hesitação. Nunca está bem, nunca deveria de ser assim. Não era assim o rascunho. Sabe-se sempre a pouco. E no que toca a textos, nunca devo tocar neles depois de escritos porque acabo sempre com um texto que não era o inicial.
As críticas não me assustam. Gosto de ouvi-las e gosto que me digam o que acham. Desde que sejam construtivas, óbvio. Exiges demasiado de ti. Pois é. Talvez seja esse o problema. Porquê? Porque eu meto na cabeça que sou capaz de muito mais, que sou capaz de algo melhor que esta bodega, mas quando vejo o resultado hesito e questiono as minhas qualidades. Erro. Reconheço isso.

Tais inseguranças e questões aplicam-se a assuntos ainda mais complexos que este, e sobre os quais não estou com muita disposição de falar. É pôr o dedo na ferida, e se calhar não estou preparada para isto.

Como podem ver, tenho a cabeça ao contrário e estou, aos poucos, tentando organizar as minhas ideias. Devagarinho vou lá. E sim, tentei escrever e penso que consegui. Mas acho que não sei classificar nem quantificar o que aqui está tatuado.

Não há pior sentimento que a estagnação. Mas sabes, só as pessoas capazes de criar sentem isso. (J.A)

vais ver que vivendo a tua vida sem tanta ansiedade, as coisas "encaixam". (Pinguim)

Criar é só isso: deixar fugir os medos e quando eles pensam que podem voltar... colamos todos no papel! (Kokas)

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida (Élio)

Tudo isto faz eco, agora. Apeteceu-me ler-vos algumas vezes seguidas. Obrigada!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

4

Motivo

Preciso de um motivo para continuar. Não falo sequer em desistir. Essa palavra não existe na minha cabeça, mas de dia para dia deparo-me com algo que poderá ser uma barreira ou esbarro contra o medo, que me envolve nos seus fortes braços e (quase) me sufoca. Medo. Medo. Medo. Sempre o mesmo sentimento. Confusão. Insatisfação. Insegurança.

O motivo foi-se, tal como veio. Não sei se volta, não sei se me voltará a tocar. E eu continuo com falta de poesia.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

4

"... não me venhas com disparates de se tens ou não vocação de jornalista

É melhor que te perguntes se és curioso, impertinente, se te interessa o que te rodeia, se queres averiguar o porquê das coisas. Então não sei se terás vocação mas pelo menos tens, em princípio, algumas das aptidões necessárias.
(...) O que é ser jornalista? Um adágio britânico resume esse destino no de sair à rua, ver o que se passa e contá-lo depois aos outros. Ou seja que o jornalista é qualquer cidadão que queira fazer isso e não são necessários títulos nem honras para o levar a efeito.
(...) Uma das principais condições é a curiosidade. Os filósofos chamam a isto capacidade de assombro, e implica uma certa ingenuidade de espírito, um amor ao novo, um estar disposto a deixar-se surpreender cada manhã. Nessa capacidade de assombro reside o fundamento do conhecer e por isso a rotina é o pior inimigo da sabedoria. O bom dos jornalistas, dos jornalistas assim sem mais nada, é que se interessam por tudo, se entusiasmam por tudo e para tudo. (...) Ou seja que um jornalista necessita exercitar o desejo prévio de conhecer, e nisso aproxima-se dos filósofos, mas deve sentir igualmente a necessidade de contar as coisas, e nisso parece-se aos bobos. A sua paixão não se satisfaz só com a sabedoria própria, mas também na curiosidade alheia, que tem de interpretar e que nem sempre coincide com os seus interesses, os seus ideais ou os seus próprios critérios.
Mauro Muñiz (...) disse-me (...) «Convence-te, só há dois géneros de jornalistas. Os que escrevem bem e os outros.»
(...) Agora que me é permitido duvidar das minhas próprias qualidades, e das dos outros, já sei que há muitos géneros de jornalistas (...) Há jornalistas que escrevem, os que corrigem o que eles escreveram, jornalistas que falam pela rádio, ou os que estão detrás de uma câmara fotográfica ou são operadores de televisão. Há jornalistas que passam horas mortas detrás de uma mesa de trabalho, a escolher telegramas de agência, e os que não param de visitar esquadras. Alguns roubam documentos (...) Há jornalistas que se lançam de pára-quedas sobre lugares em conflito, outros que organizam peditórios humanitários e não faltam os dedicados à sociologias, estatística ou pesquisa. Não são poucos os que se empoleiram na tribuna da política, ou no púlpito da sua própria religião, jornalistas deputados, jornalistas ministros, jornalistas evangelizadores, jornalistas detectives, jornalistas de escritório, jornalistas espertos e parvos, ignorantes e cultos, honestos e corruptos, jornalistas que preferem criar a notícia em vez de encontrá-la, ou os que se empenham em protagonizá-la eles, jornalistas que querem ser académicos e outros que têm prazer em ser levianos, romancistas, actores, ricos, poderosos, boémios... Que têm em comum todos eles? Repito (...), a curiosidade, a maldita curiosidade de saber o que há detrás das portas, debaixo das carpetes, dentro das gavetas ou no interior das camas. Ou seja que não me perguntes outra vez se tens vocação, pergunta-te a ti mesmo se te interessa averiguar, quanto medo tens de saber, de descobrir, de conhecer, de investigar, de falar e, às vezes, de calar. (...) é para ti isso mais importante que nada? (...) Desfrutas a olhar? Então és um jornalista."

Cartas a um jovem jornalista, Juan Luis Cebrián

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

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Sabe a arrependimento

I never loved nobody fully

Always on foot on the groud.