segunda-feira, 21 de abril de 2008

A bela da ironia

Quando o coração manda, a cabeça tem que o seguir. Não há outra hipótese. A verdade é que não vale a pena contrariar a natureza seja de que ser for. Descrições e mais descrições, de mim, de ti, do outro, daquele e daquela.

Devido à minha experiência (pouca mas já suficiente para estas coisas) e ao meu contacto com esta realidade mais empirista que científica ou o que quer que isso possa significar, tomei consciência de que os passos têm que ser dados por nós e para nós, ignorando o sábio que pensa que é uma enciclopédia ambulante, e valorizando o aprendiz que se dedica ao trabalho. É uma aliança que fica sempre.

Com esses "especialistas" [sábios ou os ditos "cinco tostões de gente"] os temas de conversas em pouco ou nada variam. O mais certo é ser qualquer coisa como "Descreve-te". Ora, utilizando e dando um pouco de "espectáculo", ou diria, "show-off"(que sei que o critiquei há uns dias e desculpem-me por estar a tomá-lo como se nada fosse), digo que já dizia Oscar Wilde que um homem é menos homem sempre que fala de si mesmo, o que é completamente verdade. Como sabem, sou apologista de mistérios e há uns quantos que nem preciso (ou nem quero) que me dêem as pistas. Elas virão por si. O mesmo acontece com o Eu. Subjectivo? A vida não é objectiva, meus caros.

Por mais contraditório que possa parecer (e acredito que sim), o mundo é dos sonhadores não dos menininhos que se julgam coitadinhos ou mesmo "amanteigados" (se é que me entendem). Com tudo isto que os meus olhos já viram, a cabeça já pensou, o coração já sentiu.... naaaa não estou para suportar as ditas baboseiradas dos "vidrinhos" que se cruzam na minha vida (e que não são poucos)

Ao lerem este texto, de certo que pensam que não estou a bater muito bem da pinha e que tudo o que escrevo é contraditório ao que eu penso, ao que eu sou mas posso afirmar que talvez sim, ou que talvez não. Passo a explicar e a simplificar:

Quando estamos num dia de muito esgotamento, quando temos muito trabalhinho a fazer e o calor só nos chama para a praia, quando temos muitos projectos e depois alguma alma (mal) iluminada decide deitá-los por terra, a única solução não é chorar sobre o leite derramado. É sim, voltar a fazer as malas, arrumar o que está desarrumado e simplesmente não perder tempo com quem não perde tempo connosco. Esta é a realidade. Nua e crua.

E mesmo quando somos constantemente postos à prova, criticados pela nossa maneira de falar e expôr ideias, gozados sem descaramento da nossa ignorância, o melhor de tudo é debruçar-se sobre nós mesmos e avaliar os prós e os contras da nossa existência, sabedoria e personalidade. A conclusão que de certo chegaremos é mais que simples: lutar para que aqueles que nos querem ver mais que enterradinhos, nos vejam, um dia, a brilhar como uma estrela cadente. Não dependemos de ninguém. Somos mais autónomos do que pensam e se aquelas cabecinhas pensadoras conseguem, nós também conseguimos. Não é verdade?

E termino este belíssimo texto, que me estava a dar muito prazer em escrever, pedindo que me desculpem a ironia que sempre foi a minha favorita e que não sejam dogmáticos ao ponto interpretarem letra a letra o que está aqui tatuado. Gosto muito da subjectividade.

E ponto final.


1 comentários:

Anónimo disse...

Tiras-me sempre as palavras da boca :)
Lindo, palavras para que ?
Beijo*