sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Homens, homens e... HOMENS!

Após um dia em que o que não nos faltou foram homens, devo dizer que eu e a C. temos muita coisa para contar. Indo pelo cronologia...

Hoje de manhã (por volta das 10h15 minutos), a caminho do voluntariado - Não íamos a meio da estrada nem pouco mais ou menos, até íamos bem no canto quando de repente um condutor desesperado diz:
- Encosta, encosta, encosta!
Não demorou muito tempo já estava a levar uma resposta da C.
- O que é que tu queres????!!!!!!!
Risos, risos e risos. Andamos mais uns metros quando uma beleza mete-se na conversa e sai-se com:
- Sim, também acho que sim!
Escusado será dizer que (também) levou um CALA-TEEEEEE, daqueles! Mas como que a retribuir, mandou-nos uma buzinadela, que fofinho.

Hoje, depois do voluntariado (por volta das 12h15 minutos) - Aqui sim, vínhamos literalmente a meio da estrada e eis que, de repente, surge-nos uma carrinha que nos pregou um grande susto, ao que levamos a mão ao peito e quase que lançávamos um gritinho. Para se fazer de engraçadinho (como se já não nos bastasse os outros dois), o condutor imita-nos, indo-se embora com um conselho da S. para tomar banho... hilariante, no mínimo.

De tarde, a caminho das docas (não sei precisar a hora) - Eu e a C. a descer aquelas imensas escadas, sofrendo o sol que nos batia na cara e sufocando a cada passo que dávamos. Dois engraçadinhos, subiam na nossa direcção, e devo dizer que a ideia não me estava a agradar muito porque suas excelências, não tiravam os olhos de cima de nós. O que nos valia eram os óculos de sol, porque eu, principalmente, tenho o hábito de olhar nos olhos das pessoas (quando não estou a gostar muito da cena em questão ou quando estou mesmo chateada) e acho que se o indivíduo cruzasse o seu olhar no meu, a coisa tinha azedado (ainda mais). Quando passa por nós, lança um suspiro e diz:
- Que lindas princesas!
Apeteceu-nos dizer que preferíamos um sapo, nojento, gordo, verde e sei lá que mais adjectivos, mas decidimos olhar uma para a outra e não nos manifestarmos. Não convinha. Sendo as docas o que é, aqueles dois ''meninos'' ainda tinham para lá amiguinhos e nós éramos apenas duas. Deixamos a coisa avançar.

Mais tarde, na praia formosa - Sentámo-nos num bar para pôr a conversa em dia e já tínhamos reparado que duas belezas estavam na mesa atrás da nossa. Mas não demos importância. Aliás, uma mulher nunca deve dar (demasiada) importância aos ''calores'' que nos podem dar - se é que me entendem. Falamos de muita coisa e quando chegou a hora de irmos embora, pegamos nas nossas coisinhas e lá fomos nós rumo à paragem do autocarro. Mal chegamos lá, quem avistamos? As brasas da praia. Fingimos não nos importar, apenas trocamos um comentário como "eles estavam na praia...". Mas mais uma vez, não fizemos nada. Eis então que um deles, que tinha barba de dias por fazer (que não lhe ficava muito mal, mas nada que uma boa gilhete não resolvesse) começa a falar ao telefone e aí captamos todos os pormenores:

  1. Era continental (o seu "tou a brincar" fez-nos ser, por momentos, manteiga num dia de Verão)
  2. Reparei logo nas mãos e devo dizer que eram bem bonitas.
  3. O seu sorriso aquecia qualquer coração, mesmo num dia rígido de Inverno em que a temperatura estivesse a 10 graus negativos. Bastaria um sorriso e o nosso ''termómetro'' atingia logo os 30 graus.
  4. Tinha estilo.
  5. Andava de um lado para outro enquanto falava, pormenor que revela uma pontinha de inconstância que não lhe ficava nada mal

Depois de as atenções terem sido, temporariamente, concentradas neste, o outro era a completa antítese do primeiro. Ar rebelde, talvez um pouco tímido, sem dar muito nas vistas e sem desvendar um único sorriso. No entanto, bem mais bonito que o extrovertido e com um charme que se faz favor! Esqueci o outro por completo e analisei este, de cima abaixo (mais uma vez, confiando nos meus óculos de sol). Alto, moreno, barba de alguns dias mas nada de grave (ficava-lhe imensamente bem), ar descontraído e sempre com a sua toalha de praia vermelha, pendurada no ombro direito. Hmmmmmmmmmmmm...

Estavámos nós a contemplar a ''arte'' quando dois chavelhinhas instalam-se ao nosso pé, gozando da pronúncia do outro que ainda estava ao telefone e que ainda nos matava a cada palavra que dizia. Voz linda e doce! Eu só olhava para a C. e abanávamos a cabeça pela tristeza que era, ter dois pãezinhos de forma a cerca de 6 metros de nós e mesmo ao nosso lado, dois lindinhos lindinhos lindinhos (notar a ironia) que pareciam que tinham andando à porrada não havia muito tempo. Ainda murmuramos...

- Quem dera a eles terem a beleza destes dois. Isto para não falar do sotaque e da voz do de verde!

Ah pois era. A inveja é bem feia! Mas passando à frente... ainda tínhamos pensado esconder o relógio e irmos ao pé deles (dos continentais) perguntar as horas, mas não somos assim tão descaradas e acho que nem coragem tínhamos...

Finalmente, o autocarro. Deixámos os chavelhinhas entrar, os pãezinhos entrarem e só depois deste ''cortejo'' é que entrámos. E isto porquê? Queríamos analisar tudo mais de perto, daí termos que saber onde é que suas excelências se iam sentar. À frente. BOA, BOA! Sentámo-nos no corredor ao lado. Eu virada para trás, C. virada para a frente. No entanto, o lugar que o bonitão da toalha vermelha escolhera não agradara o extrovertido, o que fez com que fossem ambos para trás, deixando, apesar disso, uma boa visão para mirar à vontade. Entre o levanta e senta, o bonitão solta um "Tás a gozar?" que mais uma vez nos fez abrir a boca de espanto. Lindos! Maravilha! Estávamos mesmo contentes por termos visto duas pessoas com este perfil, após os ''azares'' da manhã. Mas (tinha que haver um ''mas), a meio da viagem, entra um casal jovem (deviam de ter a nossa idade) no autocarro e sentam-se nos bancos atrás do meu, sendo apenas a C. a única que podia ver o que andavam a fazer. Marmelanço pegado. Estava tudo um pouco com um ar enojado e eu só ouvia sons. Parecia velcro! Deu-me a volta ao estômago e as caretas da C. reforçavam ainda mais este meu, nosso estado. Se não fossem esses dois, a viagem tinha sido perfeita. Até tentamos simular um desmaio da C. mas não o fizemos. Era demasiado mau e... desesperante?! A viagem foi toda assim. Neste ai ai que nunca mais acabava (e ainda bem)

Mas... chegadas ao Funchal, acabou. Lá foram eles sabe-se lá para onde e nós já a idealizarmos uma história digna de um Nobel!

Imaginação fértil, digamos. Hehehehe


PS: Não estamos desesperadas nem pouco mais ou menos, foi mais numa de pura diversão! Que isto fique bem claro!

6 comentários:

João Roque disse...

É bom, passar assim um bocado diferente, misturando o real com o imaginário, não é?
Beijinhos.

Sandra disse...

ah mae ameiiiiii :p
e o meu "olhe vá tomar banho" também foi muito bem dito! pimba :D

semes as maioreeess :D
ou soumos as máiores ? hehe :D @

Anónimo disse...

Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel

Anónimo disse...

Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel

Anónimo disse...

Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel

Anónimo disse...

Desculpa querida a repteição mas isto parecia que não estava a salvar...