terça-feira, 2 de setembro de 2008

"A menina dos pensamentos entranha-se na vida,
sorri tudo,
mesmo quando não sorri.

A menina dos pensamentos,
observa: olha, olha tudo
e vê, eu sei que vê.
E sei que ela sabe que eu sei.

A menina dos pensamentos sorri.
Depois revolta-se com o todo injusto que vê no mundo.
E depois acolhe o bom com o doce olhar que inventou.

A menina dos pensamentos tem um olhar só seu
que só ela sabe usar.
E eu sei. Porque já o vi.
E sei que ela sabe que eu sei. "

7 comentários:

Anónimo disse...

lembro-me de ti quando leio este poema

Élio - Filomena disse...

"parece que foi feito para mim, não sei explicar"
Também acho que sim, por isso é que o enviei...

Beijos..


"Sereia"
"o dedo indicador da memória aponta para ti em tardes como esta,
teu rosto rodopia, sem forma, nos sorrisos anónimos,
o resto da mão submete-se ao calor e
às rasuras de um bolso saturado de matéria vã.
o braço dispersa-se pelas suas próprias
células [infectadas pelo vírus Saudade] e extingue-se
neste movimento de teclas. habituar-se-á, não te preocupes.

a condição de cada objecto é a verdade
mas não há nenhum sem uma cor fora do lugar. neutra
perante essa coisa do existir ou do pensar que se existe. o dedo
indicador é uma aproximação perversa à área
de segurança delimitada por esse olhar. expansivo.
e aponta para ti."

Final a Bricador...

Élio - Filomena disse...

*Final a Brincador(upss)..

João Roque disse...

Até parece que arranjaste um pseudónimo literário, eh eh eh
Beijinhos.

Mary Mary disse...

Este poema é a tua cara... :)

Kokas disse...

E há uma menina dessas em cada um de nós não há? Ups, vindo de mim pode parecer estranho. És tu, então! eheh

Aquele bj

Sandra disse...

adoro :D *