I bring an unaccustomed wine
To lips long parching, next to mine,
And summon them to drink.
Crackling with fever, they essay;
I turn my brimming eyes away,
And come next hour to look.
Emily Dickinson
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
4
Pinturas
sexta-feira, 17 de abril de 2009
3
*
«É o poema de quem rasga os versos
porque os sentiu demais para os dizer
e os ouve nas ondas tão dispersos
como os sonhos que teve e viu morrer.»
(António Patrício)
porque os sentiu demais para os dizer
e os ouve nas ondas tão dispersos
como os sonhos que teve e viu morrer.»
(António Patrício)
terça-feira, 15 de abril de 2008
3
sexta-feira, 28 de março de 2008
6
(autor da foto: o maltês)
Hoje quando ouvi o Mar
(autor da foto: o maltês)Hoje quando ouvi o Mar Senti-me pássaro. Senti-me livre.
Hoje quando ouvi o Mar Fui suspiro De cada onda Que me levou E me trouxe Àquela praia, Àquele cais Onde deixei ficar Aquele que mais amei.
Hoje quando ouvi o Mar Fui ondulação De todas as páginas Incultas e incautas Dos minutos gastos no Tempo Dos sussurros.
Hoje quando ouvi o Mar Senti o sal e o Beijo. O Beijo que prendi. Por que...
Esperei. Hoje quando ouvi o mar Confiei e Assim... Subsisti. Haverá melhor dizer?
Hoje quando ouvi o Mar Morri.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
8
Shhh
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
5
Descrições
Uma caneta e
Um pedaço de papel.
Uma mão a tremer
E o desejo de soltar as palavras
Que estão sufocadas na garganta.
Amor, amor.
Um rabisco
Uma vírgula
E por fim...
Um ponto.
Final.
Não consigo,
Não sou capaz de cartear
O que quer que seja.
Parece até!, que a ponta
Da azul caneta... secou!
Ao longe vê-se o mar,
Calmo, sereno, tranquilo...
Poderei algum dia
Exprimir os meus sentimentos
Exprimir as minhas mágoas
Exprimir... - me
A este pedaço inútil!
Inútil de papel?
Tal como o mar
Desafaba com a areia
Eu quero desabafar
Contigo.
Só que...
Só que não passa tudo
De meras descrições.
E.
Eu não gosto de
Descrições.
Fazem com que algo
Irrevelante
Se assuma como
Belo,
Bonito,
Vistoso.
Ou,
Feio
Disforme
Vergonhoso.
Fazem com que algo
Seja aquilo
E somente
Aquilo.
E eu...
Eu não
Te sei
Descrever
Meu amor.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
3
Sinto-te
Sinto-te. Os teus dedos nos meus. O teu cheiro percorre o meu nariz. Sinto-te vivo. Livre. Poeta às vezes Diziam eles. Frágil. Sopro. Leve beijo triste. Se tudo fosse o cheiro da chuva que se perde nas ruas... Agarra a minha mão estendida numa sala mal iluminada e ardida. E entre nós? As palavras.
sábado, 10 de novembro de 2007
5

Blue moon

Let's take a blast to the moon.
Let's pack our soul
And take a plan to follow our heart.
Give me your hand.
Shuu...!
Try to enjoy the silence.
Beautiful, isn't it?
However, today I don't feel like I could touch the sky.
Maybe because there are so many things that I will like to tell you...
Come kiss the water with me.
Say it's me that you adore.
Why are you so cruel?
I don't know...
Hey, can you see the sadness in my face?
What would you say?
Nothing, probably.
"Well..." you said.
"I will look at you
And whisper slowly: Close your eyes... I'll take you to the moon."
terça-feira, 23 de outubro de 2007
5

Tentativa falhada de descrever o céu

O vulgar "azul céu".
Palco de teatro.
Tela de cinema.
Comédia vs Tragédia.
Palavras, frases.
Sentidos.
Cinco, seis, sete...
Inconstante.
Laranja, vermelho, amarelo.
Pintura a óleo pintura de cetim,
Mãos grandes, antigas, "vividas" até!
Pincel estragado.
Cores da vida. Negro.
Estrelado.
Luz, brilho no olhar.
Ar puro e transparente desejo
De
Chegar
Alcançar
Triunfar.
Único e Limpo.
Ar frio, quente. Misto de.
Momento.
Sussurro, murmúrio.
Um "Amo-te".
Beijo repenicado.
Calor ardente...
Até logo!
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
4
Medo de quê?!
Não tenho medo do escuro,
Não tenho medo da morte,
Não tenho medo de sombras,
Não tenho medo de monstros
Nem de assassinos.
Não tenho medo do amor que não existe
E muito menos tenho medo de ficar sozinha.
Tenho medo de chegares ao meu pé
Estenderes a tua pequena mão
E com as lágrimas nos olhos
Perguntares: "porquê?"
O porquê da minha ida sem regresso.
O porquê da reviravolta que a minha vida deu.
Se calhar tens medo que te envolva
Como o mar envolve a areia nos seus longos braços.
Se calhar tens medo que te envolva
Como a lua e o sol se envolvem num eclipse.
Se calhar tens medo de sofrer!
Não tenho medo da morte,
Não tenho medo de sombras,
Não tenho medo de monstros
Nem de assassinos.
Não tenho medo do amor que não existe
E muito menos tenho medo de ficar sozinha.
Tenho medo de chegares ao meu pé
Estenderes a tua pequena mão
E com as lágrimas nos olhos
Perguntares: "porquê?"
O porquê da minha ida sem regresso.
O porquê da reviravolta que a minha vida deu.
Se calhar tens medo que te envolva
Como o mar envolve a areia nos seus longos braços.
Se calhar tens medo que te envolva
Como a lua e o sol se envolvem num eclipse.
Se calhar tens medo de sofrer!
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
3

Casquinha de Noz

Trazes-me o que espero há tanto tempo?
Ou todas as boas-novas voaram com o vento?
Trazes-me saudades do outro lado do Mundo?
Trazes-me abraços e beijos?
Ou vou ter que ficar pelos meus desejos?
Oh, casquinha de Noz,
Leva-me para bem longe
Onde o sol não deixe de brilhar
Onde a lua seja sempre cheia
E onde a paz e a felicidade
Nunca acabem!
Quero sentir o balanço durante a viagem
Quero sentir a maresia
Não quero navegar junto à margem.
Leva-me para o mar alto
Onde não haja nada em redor
Onde só haja mar
E onde eu possa aprender
A sonhar e a amar.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
5

Mal me quer

Mal me quer a solidão
Bem me quer a felicidade
Mal me quer a ilusão
Bem me quer a amizade.
Mal me quer a preia-mar
Bem me quer a lua cheia
Mal me quer a dor de amar
Bem me quer a sábia ideia .
Mal me quer as vidas perdidas
Bem me quer o sonho concretizado.
Mal me quer as memórias esquecidas
Bem me quer o povo conquistado.
Mal me quer a solidão
“entre o fogo e a madrugada”
Bem me quer ou mal me quer
“tudo, pouco ou nada.”
(Carolina, dedico-te este poema pelas razões que tu bem conheces. Um beijo)
Bem me quer a felicidade
Mal me quer a ilusão
Bem me quer a amizade.
Mal me quer a preia-mar
Bem me quer a lua cheia
Mal me quer a dor de amar
Bem me quer a sábia ideia .
Mal me quer as vidas perdidas
Bem me quer o sonho concretizado.
Mal me quer as memórias esquecidas
Bem me quer o povo conquistado.
Mal me quer a solidão
“entre o fogo e a madrugada”
Bem me quer ou mal me quer
“tudo, pouco ou nada.”
(Carolina, dedico-te este poema pelas razões que tu bem conheces. Um beijo)
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