Primeiro que tudo, peço imensa desculpa a todos os que amaram o filme mas eu não achei piada nenhuma. Acontece que o livro foi dos melhores que alguma vez li. Escrita detalhada e bastante compreensível, atractiva, chama a atenção logo na primeira página. Li-o de uma assentada. Quanto ao filme, talvez um dos mais esperados por mim. Tinha altas expectativas, mas... esqueçam! Não gostei. E não gostei porque o filme não é fiel ao livro. Logo no início, reparamos que algo está bastante diferente, quando supostamente deveria de haver um telefonema do CERN para os EUA e esse telefonema, não existe de maneira nenhuma. Depois, também era suposto ouvirmos falar da anti-matéria não no início, como foi retratado no filme, e quem sabia da existência de tal coisa eram apenas duas pessoas (Leonardo e Vittoria Vetra - ''pai e filha'' no livro; Silvano ou Silvino - já nem sei - e Vittoria Vetra - colegas, no filme). No entanto, no filme várias sujeitos conheciam a criação destes dois cientistas como também conheciam o seu poder. No livro, Robert Landgon, recebe um fax com uma fotografia do cientista assassinado, onde no peito estava marcado uma marca Illuminatti, com o mesmo nome. No filme, isso não acontece. Como também Landgon não vai ao CERN nem contacta com o director do mesmo (que nem existe no filme). A entrada no laboratório de Vittoria e de Leonardo ou Silvano/Silvino - como preferirem - é como um exame de retina e, segundo Dan Brown, quando o cientista é assassinado, quem encontra o dito olho é o director do CERN, Robert e Vittoria, não apenas Vittoria como no filme. Vittoria só aparece quanto o livro já tem algumas páginas, e vem com uma vestimenta menos própria para quem tem que ir ao Vaticano, mas o realizador achou por bem vestir a personagem como se fosse para uma festa e então, está adequada para entrar onde quer que seja sem ter que haver algumas divergências quanto ao seu vestuário. (contudo, ela só sabe desta viagem quando chega ao CERN). Robert não viaja no dito avião esquisito, nem conhece a ''colega'' ou ''filha'' do cientista no CERN, mas sim na Guarda Suíça, o que é muito esquisito. Ambos conhecem o camareiro do papa sem as maiores dificuldades, o que é estranho. O camareiro, no livro chama-se Carlo, no filme chama-se Patrick. Após ter ido aos arquivos do Vaticano e possuindo um documento original de Galileu, quem supostamente deveria perguntar-lhe onde arranjou aquele tesouro, seria um guia que estava sempre atrás dele no Panteão e não o Olivetti, no carro. Quando Robert afirma que precisa de ir aos arquivos do Vaticano pela segunda vez, vai sozinho! (segundo Dan Brown). O Olivetti não correponde à descrição do autor, nem pouco mais ou menos. No primeiro assassinato, apenas Robert e Vittoria estão no local e não o pessoal todo da Guarda Suiça, como também tem que existir um jornalista britânico que espera pelos seus minutos de fama e, através do qual, todas as pessoas que estão na Praça de S. Pedro, sabem o que se passa dentro do Vaticano, já no final do filme. Esse mesmo jornalista decide seguir Landong e a Vittoria para também tentar descobrir os assassinatos e ser o ''pioneiro'' em relação aos outros jornalistas. No terceiro assassinato, Vittoria deveria de ter sido raptada, mas no filme ela está dentro do Vaticano (não sei porque carga de água!) e o realizador faz de Robert uma espécie de assassino, o que não acontece. Também este deveria de estar desmaiado e o seu relógio do rato Mickey é que era a sua salvação, mas não. No filme, não perde a consciência uma única vez que seja! No quarto assassinato (para mim o mais escandaloso*), ninguém ajuda o Robert a (tentar) salvar o preferitti, porque não há ninguém na praça e o assassino e americano travam uma pequena luta, acabada por o primeiro achar que Landong se tinha mesmo afogado na fonte. Mas, também não sei porquê, a praça tem um número considerável de pessoas, o assassino não tem luta nenhuma com Landong, e - pasmem-se - o preferitti salva-se. (E-s-c-a-n-d-a-l-o-s-o-!) Adiante. A maneira que o realizador arranjou de surgir uma gravação onde se via realmente que o camareiro é que era o culpado pela morte dos preferitti e de tudo o resto é deveras interessante. Sim, no livro era o director do CERN que ia ao Vaticano falar com ele e gravava um vídeo que, na hora da sua morte, entregava a Robert. No filme, é outra personagem que o faz. Também o camareiro não sabe que é filho do Papa, o que é estranho pois mais uma vez, era suposto. Na parte do helicópetro e já com a anti-matéria, o camareiro não vai sozinho! Segundo Dan Brown, Robert Landong vai com ele e quando a anti-matéria explode, não causa danos nenhuns na cidade do Vaticano como vemos no filme. E.. para mim o pior de tudo, a maior falha *o papa eleito não é o quarto preferitti porque no livro este morre afogado! (qual é a nóiaaa???!!!!)
Ok, eu sei que não se pode pôr tudo num filme, mas o que se faz convém, repito convém, volto a repetir, convém mesmo que seja bem feito. Fiel, diria. Verdadeiramente fiel. Estou bastante decepcionada com o filme. Quem não leu o livro, gosta do filme como é óbvio. Mas tendencialmente, quem leu e amou o livro tem que comparar com o filme porque o que esperamos que aconteça, infelizmente não acontece e notamos, logo, uma enorme diferença, falhas inadmissíveis, coisas surgidas sabe-se lá de onde (como é o caso do carro a explodir após o quarto 'suposto' assassinato. Oi???!!!), mudança do nome das personagens e ''desaparecimento'' de outras consideradas fundamentais no fio da narrativa/história. Não gostei, e sinceramente não recomendo a ninguém. Saí do cinema revoltada. Leiam o livro que está bem melhor!
De qualquer maneira, fica aqui o trailler - onde mal se notam as falhas (espertos...)
ps: a morte do assassino também é um tanto ou quanto estúpida! pffff

10 comentários:
ps2: a praça de s.pedro é evacuada, o que o autor recusa-se a fazê-lo!
os nossos blogs estao parecidos :O ehehehehe :D
o filme ainda n vi ... o livro tb nao li, nao me posso me pronunciar! mas as pessoas q ouvi so falaram mal e referem se muito às tais falhas que tu falas... :\
Beeem...
ainda nao vi. Mas gostei do livro, espero nao me decepcionar tanto quanto tu.
Depois dou opiniao!
Beijinhos, andas desaparecida *
Pois, confesso que não li o post mas já ouvi muitas críticas a dizer que o filme não vale um tostão para quem leu o livro. Mas para quem não leu até deve achar piada. Prefiro ir ver o "À noite no museu 2" que deve ser bem mais giro! :-P
Tens que fazer como eu e não ver filmes de livros que lês. Só são feitos para quem não leu e o que parece tal é a desilusão dos que leram!
Ainda não vi e estava reticente quanto a isso, agora pendo mais para não ver mesmo!
;)
olha um kiss -.- *
Concordo com o que disseste..
beijinhos..
logo após ter visto o filme, comprei o livro ilustrado da bertrand!!!
gostei muito do filme, mas quero ler o livro!!!
Embora compreenda o que pretendes criticar (as diferenças a nível da história), tens de ter em consideração que Cinema e Literatura são dois pólos culturais completamente distintos, e só um louco se lembrou de os juntar (filmes de livros/ livros de filmes). É óbvio que considerem que um filme, é "o mesmo que" um livro parece-me uma ideia errada, por muito que tenham o mesmo nome, os mesmos personagens, os mesmos plots, etc...
E não pretendo aqui estabelecer juízos de valor entre uma e outra forma de arte. (Tolkien é o mestre do fantástico, e só com as suas letras é ele viajamos de forma tão intensa até ao mundo dos hobbits e dos elfos e dos anões da terra-média mas só com o Peter Jackson é que nos arrepiamos com a não menos fantástica banda sonora.)
Parece-me que as diferenças entre estas duas formas de arte não podem ser quantificaveis nem qualificaveis, senão, vejamos alguns exemplos de dicotomias:
Filme é definido pelo tempo exterior (estás a mercê do que te é dado), Livro é definido pelo tempo interior (estás a mercê do teu próprio ritmo.
Filme é demonstrativo, livro é especulativo.
Filme é passivo, livro é activo. Filme é audio visual, Livro é introspectivo.
etc...
A tua critica ao filme Anjos e Demonios é inconcebível, porque em tempo algum se deve comparar a historia do filme com o que é narrado no livro. A escrita permite ao escritor criar laços emocionais com o leitor que juntamente com as descrições inqualificáveis do espaço e do tempo, levam-no a uma realidade totalmente protagonizada e produzida pela sua imaginação. Num filme que tenta objectivar todos esses aspectos, é impossível atingir o pleno, ou seja, fazer com que o mesmo sentimento que o leitor teve ao ler o livro seja desperto no filme.
Mas desculpo tal critica, achando que é apenas falta de cultura cinematográfica, já agora deixo o conselho está atenta aos livros da escritora Stephenie Meyer, a semelhança do que aconteceu no primeiro livro(Twilight) em que muitas das partes foram cortadas ou resumidas. O mesmo acontecerá no segundo filme da saga(New Moon).
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