
Tal como um espelho que está numa loja de antiguidades e que está há séculos para ser vendido, era assim que ela se sentia. Partida aos bocadinhos por dentro e intacta por fora. Seus olhos reflectiam tristeza, solidão e suas mãos ásperas eram a testemunha dos seus dias mal passados. Sem tratamento, sem passar um pano sobre o assunto... Inútil, desacautelada, suja, replecta de impressões digitais, e era a casa preferida das aranhas. Apenas reflecte o que lhe rodeia, apenas deixou os seus objectivos de lado.
O seu sorriso está desfocado e não brilha mais. A preto e branco ou a sépia? Uma mistura de ambas as combinações. Cores? Só mesmo essas. Preto, Castanho e Branco. Triste. Desamparada. Como uma vagabunda sem destino nas ruas de Paris, como uma mãe que quer dar de comer aos filhos e não o pode fazer. Para quê viver? Para quê sonhar, acordar e amar?
Horas vagas no vazio e iluminada para lua cheia. Ao relento, onde os únicos ruídos provêm das ondas do mar a desmaiar na areia. Cabelo ao vento e lágrimas a caírem pela sua face de boneca de porcelana.
No café, no escritório, ali, em casa... Igual.
Mas...
Em frente ao espelho da sua alma, pegou no batôn vermelho e escreveu: Ficarei assim para sempre?
(Obrigada pela sugestão Sandra. Ah e isto é pura ficção!)
(desconheço o autor da foto)

4 comentários:
Sao pessoas como tu, cheios de brilho e amizade "a dar e a vender", que o meu sorriso volta a brilhar quando o meu retrato ao espelho é esse :)
Mais um texto digno de leitura, cheia de prazer :)
LINDO :'D AMEII !
Nada que agradecer :D
Estamos ca uns pros outros ;D hehe. *
Ainda dizes q ñ tens escrito nada de jeito...fogo...basta dizer q isto ta LINDISSIMO!!!!!!! :'O
Bjos Martinha-pessoa Fantástica por sinal*
estes minutinhos a ler as obras de arte da marta :D, Ameii este texto até apeteceu lê-lo :D
Beijinho,
Love youu banana podre (: *
Enviar um comentário