
"És das pessoas mais lutadoras que alguma vez conheci" - hoje disseram-me isto.
Mas...
É suposto ser ingénua e acreditar em tudo o que me dizem? É suposto adoptar o lema "ver para querer"? Eu não sou assim. Quem me conhece sabe que não. É normal termos saudades daqueles que de uma forma ou de outra, marcaram a nossa vida? Porque é que eu me preocupo com tudo o que me tem que ser indiferente? Que mania! Estou cansada de palavras frias que ardem como fogo quando chegam ao coração. É normal pensar só no futuro e imaginar o que poderei estar a fazer daqui a uns anos? É normal não pensar em mim? Digo que preciso de preciso de paz e de ousadia, mas saberei eu o que isso significa? Estou tão cansada de tantas interrogações. Mas nada disto me sai da cabeça... Pergunto-me se realmente tenho o que chamam ''picos de humor'' ou se tudo isto é ansiedade de alguma coisa que não sei? É normal uma pessoa qualquer ligar a minha idade à falta de maturidade, sabendo perfeitamente, que acima de toda a minha excentricidade tento ser racional? Sabendo perfeitamente que tenho mais maturidade do que pensam? Não sabem como isso me aborrece... Serei de facto a pessoa mais lutadora que alguma vez conheceste? Transmito tanta confiança como dizem? Não consigo sorrir sempre. Desculpa. Sinto-me frágil. Sou assim tão transparente? Essa ideia assusta-me um bocado, para ser sincera. Vale a pena refugiar-me nas minhas paixões? Vale mesmo a pena? De que forma é que tenho que reagir para não me perder no que não sou? Dizem que na adolescência tentamos encontrar o nosso eu. Mas e se eu disser que já encontrei, estarei a mentir? Ou será que nunca encontramos? ...Tenho medo. Tenho medo de muita coisa e custa-me admitir que o tenho. Ai! Porque é que tenho que descambar para outros assuntos? Eu sou mesmo estranha não sou? Peço desculpa por isso. Digo muitas vezes que não temos que provar a ninguém que somos fortes, mas sim a nós mesmos que temos valor (o Fiuza e o Kokas são testemunhas destas palavras), mas qual é a veracidade desta afirmação? Sinto-me a desmoronar... Estou tão confusa! Ainda não sei porque é que faço do blog um amigo...
Quero respostas. Preciso de respostas a todas estas perguntas! ...

4 comentários:
... eu respondo-te com perguntas...
É suposto vermos mais de nós em palavras que nos são dirigidas do que naquelas que nos saem da mente?
Como consigo alegrar alguém quando não estou feliz?
É suposto fazermos as coisas da maneira que toda a gente as faz?
É egoísmo querer ser feliz?
"Tenho medo de muita coisa e custa-me admitir que o tenho."
Ao ler este lembrei-me do meu post, que têm e não têm nada a ver um com o outro... enfim, somos estranhas, sim, o que é positivo, porque estranho também quer diferente, mas também pode querer dizer confuso, que é o que me parece que estás ou estavas a sentir quando escreveste. Confusão de paradoxos... mas vamos a coisas concretas:
É suposto ser ingénua e acreditar em tudo o que me dizem?
Não, nem pensar! Ver para crer, pensar para crer, cruzar informações para crer, mas nunca crer à primeira...
É suposto adoptar o lema "ver para querer"?
Só se quiseres... e eu acho que não queres...
É normal termos saudades daqueles que de uma forma ou de outra, marcaram a nossa vida?
Sim, mesmo daqueles que nos fizeram sofrer...
Porque é que eu me preocupo com tudo o que me tem que ser indiferente?
Porque és como eu e preocupas-te porque te interessas. E vice-versa também...
É normal pensar só no futuro e imaginar o que poderei estar a fazer daqui a uns anos?
Sim, aconteceu-me no 12º ano a toda a hora, a cada momento, quase a cada conversa com pessoas que estavam na mesma situação que eu...
É normal não pensar em mim?
É normal, mas acaba por não ser saudável... tu vens ou devias vir sempre em primeiro lugar... mas é claro que nem sempre é assim...
Digo que preciso de preciso de paz e de ousadia, mas saberei eu o que isso significa?
Depende se as já sentiste... se sim, sentes-lhe falta e sabes o que significa; senão, podes imaginar e sentir que precisas das duas...
É normal uma pessoa qualquer ligar a minha idade à falta de maturidade, sabendo perfeitamente, que acima de toda a minha excentricidade tento ser racional?
A idade não diz tudo. Essa pessoa não te conhece lá muito bem, parece-me...
Serei de facto a pessoa mais lutadora que alguma vez conheceste?
Talvez, se é que te conheço suficientemente bem para responder a essa pergunta...
Transmito tanta confiança como dizem?
A tua voz conheço e essa transmite...
Vale a pena refugiar-me nas minhas paixões? Vale mesmo a pena?
Depende... se a alma é pequena ou não (a tua, sei que é grande)...
Dizem que na adolescência tentamos encontrar o nosso eu. Mas e se eu disser que já encontrei, estarei a mentir? Ou será que nunca encontramos?
Talvez passemos a vida a tentar encontrar... talvez pensemos que iremos encontrar o nosso eu na suposta cara-metade de que todos falam... mas não tenhas medo, porque o interesse está na descoberta!
Eu sou mesmo estranha não sou?
Vale a pena responder? xD
Digo muitas vezes que não temos que provar a ninguém que somos fortes, mas sim a nós mesmos que temos valor (o Fiuza e o Kokas são testemunhas destas palavras), mas qual é a veracidade desta afirmação?
É bom que o nosso espírito veja ou sinta a coragem e a força dele próprio, como se o estivesse a ver refletido no espelho. Tem a ver com o orgulho, auto-estima e auto-preservação. Não temos de provar, mas quase não podemos viver sem sermos fortes nalguma coisa, certo? Sendo assim, o nosso espírito já está consciente disso, ou assim se espera...
Biju Martinha e cheer up!***
És uma menina bonita :) Lutadora,forte.. Se achares que o és,serás mesmo!
Tenho tantas saudades tuas..
Beijinho *
HeLôôu
E agora que te digo?
Que sou testemunha de muito mais. De uma miuda fantástica, sensíevel, romântica, apaixonada pela vida e por tudo o que é humano. Sou testemunha de um coração do tamanho de uma ilha, a dela. E de um sorriso que imagino rasgado! ó minha querida... o mundo cabe inteirinho na tua mão...
AQUELE ENORME BEIJINHO
Enviar um comentário