23h03 (de ontem) - Já estou pronta para enfiar a cabeça na Sombra do Vento (que eu ainda estou a ler) quando o telemóvel toca e a S. enche-me a cabeça de dúvidas. Levanto-me, pacientemente, e pego outra vez na calculadora, nas folhas, nos livros e tento encontrar uma solução para o exercício. Desligamos a chamada porque estamos a gastar saldo e não nos vinha nenhuma ideia luminosa à cabeça.
23h10 (de ontem)- Ligo à S. Finalmente descubro uma solução para aquele problema. Sinto-me entusiasmada ao explicar aquela porcaria toda e comento que a matéria que vem no teste tinha-me dado cabo da cabeça o fim de semana (prolongado) todo. Comento também que as fórmulas são uma loucura. Até que ela me diz que a maravilhosa máquina calculadora CASIO permite escrever e gravar, o que é fantástico. Pego na calculadora e espero que ela me explique como é que tal é possível. Quando a S. começa a dizer os passos que tinha que fazer... BUMBA, a chamada vai abaixo, e porquê? Porque eu fiquei sem saldo.
23h20 (de ontem) - Com aquele stress todo do saldo, que me deixou irritada porque eu estava a um pequeno passinho para não perder a cabeça, largo o telemóvel algures e vou outra vez à minha vida. Mas, penso que talvez a S. iria ligar, então vou buscar o telemóvel. A questão é: onde está o telemóvel? Procuro por todo o lado, nas bolsas, nas cadeiras, no chão, debaixo dos livros e nada. Tudo isto fez com que eu desistisse da ideia e me enfiasse na cama. Resultado, fiquei sem saber como gravar as definições e fórmulas na calculadora e ainda por cima... sem telemóvel!
00h00 - Tento adormecer mas não consigo. Persisto na procura do telemóvel e nada. Nem sinal dele.
00h24 - Ainda acordada e a sussurrar as fórmulas que umas horas mais tarde iam-me matar. A minha mãe a gritar para apagar a luz porque já era tarde e bla bla bla (aquelas coisas de mães!)
02h02 - Acordo. Estou a ter insónias e está um calor que ninguém aguenta. E pior que tudo, nem uma gotinha de água na garrafa que costumo ter no meu quarto. Resultado, descer um montão de escadas (não são assim tantas), desligar o alarme (mais vale prevenir que remediar) para ir buscar uma garrafa de água à cozinha. Quando estou a subir de novo as escadas para o quarto, vejo o telemóvel. Nem acredito no que vejo. Depois de tanto tempo à procura de sua excelência, aparece-me em cima do Expresso, a pouca distância de onde tinha estado ao telefone. Que raiva! E quando verifico, tinha 6 chamadas da S. Lá se foi a minha oportunidade de descansar de vez! Obviamente que não ligo de volta porque primeiro estou sem saldo, e segundo já é muito tarde.
05h28 - Acordo de novo. E imaginem! Lembro-me que não tinha voltado a guardar a calculadora. Toca a levantar, desligar o alarme de novo, e arrumar a calculadora (eu desligo tantas vezes o alarme porque não tenho as coisas da escola no meu quarto, e por isso tenho que ir para o outro piso, logo, preciso de desligar o alarme senão é um barulhão que ninguém aguenta!)
07h00 - O despertador toca. Levanto-me num ápice, tomo um banho rápido e vou tomar o pequeno-almoço. Na mesa do quarto de jantar estava uma parte de um trabalho e eu já me ia esquecendo de guardar. Agarro naquelas folhas todas, e com o cabelo a pingar, sandes na mão, arrumo tudo dentro da mala e acabo de me arranjar. Não me posso atrasar!
07h35 - Estou a me passar com a minha mãe. Tenho teste daqui a 25 minutos e ainda estava em casa. A minha mãe é sempre a mesma lentidão!
08h00 - Chego à escola. Vou num voo para a sala mas a professora ainda não tinha chegado. Calculadora, folhas, lápis, caneta, régua... tudo na mão e mais uma catrafada de livros na outra. Só vejo o pessoal a stressar, gente a dizer que se vai matar, outros a dizer que vão cortar os pulsos, eu a tentar explicar à S. o sucedido da noite anterior, ela cada vez a perceber menos da matéria, a prof a nunca mais chegar e nós a desesperarmos!
08h05 - A prof chega toda atrapalhada e com mil desculpas. Começamos o teste. Aparentemente tudo muito bonitinho, tudo muito fácil, mas mal a caneta pousa na folha de teste... o desespero percorre-me. Ok, exagerando. O desespero começa a surgir. Tenho medo que a calculadora deixe de funcionar (digamos que tenho uma certa tendência para isto me acontecer nos momentos menos oportunos), e só vejo o pessoal completamente K.O.
08h45 - Os primeiros 45 minutos já passaram e ainda falta três exercícios (a aula termina às 09:30). Sem a prof se aperceber, começamos a partilhar informação. Felizmente ela não deu conta de tal pormenor e ficamos todos felizes e contentes. LOL.
09h10 - o pânico! Esta mulher mete-me um exercício de probabilidades para 'inventarmos' um jogo em que temos que relatar ao dono do casino (passava-se no casino) o que iria acontecer. Dois jogadores, 18 números, dois dados. Regras: os jogadores têm que ter a mesma probabilidade (tudo isto em percentagens, nada de fracções nem aquela coisa toda), o casino tem que ganhar alguma coisa quando sair determinado nº escolhido ao nosso critério, a jogada tem que saltar e etc e tal. Tudo muito bonitinho mas quando temos a cabeça a explodir e tudo o que queremos é uma cama, o cérebro simplesmente não funciona!
09h30 - Finalmente aquele tédio acaba. Ok, não foi mau de todo, mas matemática é sempre aquela coisa... ou melhor MACS (matemática aplicada às ciências sociais) que resumindo é uma matemática que nos dá cabo dos miolos e nos mete a stressar com as coisas que no fundo até são fáceis. Não, não é burrice nossa mas sim subjectividade desta 'coisa'.
09h45 - Aula de Economia. Aquela mulher é um tremendo gozo e estas aulas não fazemos praticamente nada. Aliás, fazemos. Falamos de filmes, livros, a nossa vidinha, enfim... é uma autêntica hora de tertúlia. Nesta aula a nossa turma mistura-se com outra, então passamos grande parte da aula de suposta economia, a relatar o que vinha no teste de MACS.
11h30 - Mais uma aula, a de Filosofia. Eu carregada de materiais para o trabalho e até venho inspirada, mas quando entro na sala vejo uma televisão. Conclusão: "Vamos ver um vídeo sobre os tempos modernos. É com o Chaplin". Sim, que felicidade. Tudo muito giro. Passado o quê... uns 10 minutos de vídeo, o som pifa, a imagem saltita e ficamos assim até a aula acabar. Uns bocejam, outros escrevem, outros dormem, outros ouvem música e outros... como eu (como não podia deixar de ser) falam. Sobre o quê? Numa daquelas conversas de adolescentes que não dá para relatar aqui senão isto nunca mais acaba. Haha
13h00 - finalmente vou para casa. Quando estou a sair da sala, o J. diz "não te esqueceste de nada?". Olho para ele assim com um ar meio desconfiado e digo "não, porquê?" "então e isto é de quem?" Faço uma cara de espanto e levo uma bolachada na testa que ele me deu. O que era? Tinha-me esquecido dos livros na sala. Mas isso até não me surpreende muito. (se vissem o que sou gozada por causa da minha distracção...)
13h10 - Caminhamos lentamente (eu, a M, os J's e a B.) Temos tempo. Ou melhor... eles têm tempo! Porque eu tenho que estar em casa às 13h30! Resultado: beijinhos muito apressados, corrida para sair daquele liceu, e a toda a velocidade para casa! Uma palavra: cansaço. Além disso ainda tenho que levar com a minha mãe a reclamar que sou sempre a mesma coisa, que nunca estou com atenção e bla bla bla. "Siiim, mãe!"
14h30 - Já estou sentadinha em frente do pc e dou uma vista de olhos pelos blogs. O telefone toca de novo. "Sim, Marta, já estás no Funchal?" , "No Funchal? Não porquê? Era para estar?" , "Tu estás a brincar comigo não estás?! Sabes que horas são?", "Sim, 2 e tal. Ai J. não estou a perceber nada!", "Ficou combinado de vires ter ao Funchal às 2!" Morri ali mesmo. "Txiii, esqueci-me completamente! Posso ir ter convosco às 5?" "Ok ok, mas não te esqueças, senão estás morta!" "Não tens razões de queixa, eu nunca me esqueci de um compromisso!", "Pois não, só hoje!". BUMBA! Lindo serviço. Não é que era urgente. Era apenas para um café mas mesmo assim quando digo que vou, vou mesmo. Bah!
14h57 - A tentar me lembrar se não me esqueci de mais nada...
15h20 - Parece que não me esqueci de mais nada. Mergulho um pouco na leitura mas desisto. Volto ao pc e relato no blog o que me aconteceu até agora.
16h05- Concluo o post. Fui sujeita a várias interrupções devido a gente muito oportuna que entende de ligar para quê? Adivinhem! A me relembrar que eu estou sempre distraída (que bela novidade, queridos) e que tenho que estar às 5 no Funchal! Pfuuu... "Estou cansada, meus amores" É a única coisa que consigo dizer para justificar esta minha distracção (que não tem justificação possível. Já é de mim!)

2 comentários:
Eheheheh! Já me fartei de rir, às vezes é assim... A pessoa esquece-se de montes de coisas! E quando a cabeça está mais cansada até de dias importantes se esquece! :(
Mas conheço pior que tu, muito pior! :P E deixa lá que as distracções às vezes dá conversa para uma semana e muitas gargalhadas! Ahahahahah!
Beijinho
Não é por acaso que tenho Luna no nome =p pah, mais uma coisa que temos em comum, vês?
(o mais comum é esquecer-me assim de encontros e dps recebo telefonemas... se bem que quem me conhece mesmo bem já sabe e manda-me sempre mensagens no próprio dia do encontro, para eu não me esquecer xD)
Ai... e não há vitaminas que resolvam...
Biju***
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