- Era continental (o seu "tou a brincar" fez-nos ser, por momentos, manteiga num dia de Verão)
- Reparei logo nas mãos e devo dizer que eram bem bonitas.
- O seu sorriso aquecia qualquer coração, mesmo num dia rígido de Inverno em que a temperatura estivesse a 10 graus negativos. Bastaria um sorriso e o nosso ''termómetro'' atingia logo os 30 graus.
- Tinha estilo.
- Andava de um lado para outro enquanto falava, pormenor que revela uma pontinha de inconstância que não lhe ficava nada mal
Depois de as atenções terem sido, temporariamente, concentradas neste, o outro era a completa antítese do primeiro. Ar rebelde, talvez um pouco tímido, sem dar muito nas vistas e sem desvendar um único sorriso. No entanto, bem mais bonito que o extrovertido e com um charme que se faz favor! Esqueci o outro por completo e analisei este, de cima abaixo (mais uma vez, confiando nos meus óculos de sol). Alto, moreno, barba de alguns dias mas nada de grave (ficava-lhe imensamente bem), ar descontraído e sempre com a sua toalha de praia vermelha, pendurada no ombro direito. Hmmmmmmmmmmmm...
Estavámos nós a contemplar a ''arte'' quando dois chavelhinhas instalam-se ao nosso pé, gozando da pronúncia do outro que ainda estava ao telefone e que ainda nos matava a cada palavra que dizia. Voz linda e doce! Eu só olhava para a C. e abanávamos a cabeça pela tristeza que era, ter dois pãezinhos de forma a cerca de 6 metros de nós e mesmo ao nosso lado, dois lindinhos lindinhos lindinhos (notar a ironia) que pareciam que tinham andando à porrada não havia muito tempo. Ainda murmuramos...
- Quem dera a eles terem a beleza destes dois. Isto para não falar do sotaque e da voz do de verde!
Ah pois era. A inveja é bem feia! Mas passando à frente... ainda tínhamos pensado esconder o relógio e irmos ao pé deles (dos continentais) perguntar as horas, mas não somos assim tão descaradas e acho que nem coragem tínhamos...
Finalmente, o autocarro. Deixámos os chavelhinhas entrar, os pãezinhos entrarem e só depois deste ''cortejo'' é que entrámos. E isto porquê? Queríamos analisar tudo mais de perto, daí termos que saber onde é que suas excelências se iam sentar. À frente. BOA, BOA! Sentámo-nos no corredor ao lado. Eu virada para trás, C. virada para a frente. No entanto, o lugar que o bonitão da toalha vermelha escolhera não agradara o extrovertido, o que fez com que fossem ambos para trás, deixando, apesar disso, uma boa visão para mirar à vontade. Entre o levanta e senta, o bonitão solta um "Tás a gozar?" que mais uma vez nos fez abrir a boca de espanto. Lindos! Maravilha! Estávamos mesmo contentes por termos visto duas pessoas com este perfil, após os ''azares'' da manhã. Mas (tinha que haver um ''mas), a meio da viagem, entra um casal jovem (deviam de ter a nossa idade) no autocarro e sentam-se nos bancos atrás do meu, sendo apenas a C. a única que podia ver o que andavam a fazer. Marmelanço pegado. Estava tudo um pouco com um ar enojado e eu só ouvia sons. Parecia velcro! Deu-me a volta ao estômago e as caretas da C. reforçavam ainda mais este meu, nosso estado. Se não fossem esses dois, a viagem tinha sido perfeita. Até tentamos simular um desmaio da C. mas não o fizemos. Era demasiado mau e... desesperante?! A viagem foi toda assim. Neste ai ai que nunca mais acabava (e ainda bem)
Mas... chegadas ao Funchal, acabou. Lá foram eles sabe-se lá para onde e nós já a idealizarmos uma história digna de um Nobel!
Imaginação fértil, digamos. Hehehehe
PS: Não estamos desesperadas nem pouco mais ou menos, foi mais numa de pura diversão! Que isto fique bem claro!

6 comentários:
É bom, passar assim um bocado diferente, misturando o real com o imaginário, não é?
Beijinhos.
ah mae ameiiiiii :p
e o meu "olhe vá tomar banho" também foi muito bem dito! pimba :D
semes as maioreeess :D
ou soumos as máiores ? hehe :D @
Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel
Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel
Homens sempre tão previsíveis...
Jokas grandes
Miguel
Desculpa querida a repteição mas isto parecia que não estava a salvar...
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