sábado, 7 de fevereiro de 2009

A propósito dos Lusíadas...

Credo!

«Receita para fazer um Herói

Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão,
E toque-se um clarim.

Serve-se morto.»
Reinaldo Ferreira

6 comentários:

miguel, miguel miguel disse...

É pena que seja verdade. É pena que, demasiadas vezes, os verdadeiros heróis não vivam para ver o seu esforço recompensado. Agora sim, são imortais, mas podemos apenas imaginar a dor de morrer sem o mundo reconhecesse aquilo que fizeram de excepcional.

Vamos reconhecer os heróis que vivem Agora, se faz favor! Eu prometo que vou melhorar nesse aspecto

Sandra disse...

Credo, realmente não sei porque é que não gosto lá muito d'Os Lusíadas.. Mas tenho que assumir que esta passagem está excelente :D

ly

m disse...

Esta passagem não está relacionada com os Lusíadas... apenas me pareceu adequada uma vez que estou de novo afundada na obra de camões e este poema também levanta a questão dos heróis e da imortalidade e etc e tal :P

bj

Anónimo disse...

Morbidamente verdade. É isso que custa... -.-'

Élio - Filomena disse...

Uma dura realidade! Dolorosa por sinal..
Mas os verdadeiros heróis não são aqueles que salvam o mundo, mas sim aqueles que fazem com que valha a pena salvá-lo.

Beijos..

Daniel C.da Silva disse...

HUm... a ideia da estrofe está gira mas podia acabar francamente melhor... nao sei porque pensei que terminaria em perdao...