«Receita para fazer um Herói
Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embeba-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão,
E toque-se um clarim.
Serve-se morto.»
Reinaldo Ferreira

6 comentários:
É pena que seja verdade. É pena que, demasiadas vezes, os verdadeiros heróis não vivam para ver o seu esforço recompensado. Agora sim, são imortais, mas podemos apenas imaginar a dor de morrer sem o mundo reconhecesse aquilo que fizeram de excepcional.
Vamos reconhecer os heróis que vivem Agora, se faz favor! Eu prometo que vou melhorar nesse aspecto
Credo, realmente não sei porque é que não gosto lá muito d'Os Lusíadas.. Mas tenho que assumir que esta passagem está excelente :D
ly
Esta passagem não está relacionada com os Lusíadas... apenas me pareceu adequada uma vez que estou de novo afundada na obra de camões e este poema também levanta a questão dos heróis e da imortalidade e etc e tal :P
bj
Morbidamente verdade. É isso que custa... -.-'
Uma dura realidade! Dolorosa por sinal..
Mas os verdadeiros heróis não são aqueles que salvam o mundo, mas sim aqueles que fazem com que valha a pena salvá-lo.
Beijos..
HUm... a ideia da estrofe está gira mas podia acabar francamente melhor... nao sei porque pensei que terminaria em perdao...
Enviar um comentário