
Sempre gostei de ler. E sempre fui daquelas pessoas que entram numa livraria ou numa biblioteca sem ser por obrigação ou porque ''tem que ser''. Dá-me sempre um certo prazer ler as contracapas, acariciar a capa, folhear uma ou duas folhas e ler as críticas. É algo que me completa e não sei explicar porque razão costumo ler cerca de três livros por mês, ou mesmo ficar acordada até às 4 e tal da manhã só para acabar de ler um livro. A minha mãe ralha comigo para me deitar porque "já é tarde e ainda estás com a cabeça nos livros" e os amigos (quase todos) não compreendem a necessidade de ter uma história (real ou fictícia) a caminhar lado a lado com a minha vida. Para eles é surreal. Para mim é essencial.
Gosto muito pouco de livros espirituais. Por exemplo, O Segredo, apesar de me ter sido recomendado por imensas pessoas não é livro que me chame a atenção, pois pura e simplesmente toda essa ideia da mente e do sei lá o quê, não me fascina... "É pena, acho que é sempre bom ler um livro desta categoria", dizem. Talvez um dia...
Adoro romances! Nicholas Sparks? SIM!! Apesar do que acham do trabalho dele, eu adoro. Histórias que nunca nos passa pela cabeça, provas de amor incríveis que nos fazem sonhar e cada página é um turbilhão de emoções. Acabo sempre os livros dele ou a chorar que nem Maria Madalena, ou revoltada, ou com o desejo de ter continuado ou então feliz por ter acabado da maneira que acabou. Mas em todos os que já li, há sempre uma parte em que me emociono. E gosto disso nos livros. Acho importante haver uma ligação entre o autor-leitor e no meu ponto de vista essa ligação é muito bem conseguida mexendo com as emoções de ambas as partes. Também não resisto a livros históricos, romanceados, de preferência. Aventuras, dramas, acção... sim! Ficção científica... alguns... e quanto a Harry Potter's li-os todos. Todinhos! Derreto-me com livros infantis, especialmente as histórias da Anita que tenho a colecção toda e pretendo continuar, e numerar os meus livros preferidos é complicado. Muitooo complicado! Autores é mais fácil, mas mesmo assim...
No entanto, se há livro que não consigo ler é do Saramago, e dá-me uma dor saber que tenho que o fazer (experimentei ler Ensaio sobre a cegueira e ia morrendo. E quanto ao Memorial do Convento também fiquei sem ar, mas a esse eu não posso mesmo escapar...) e também os da Margarida Rebelo Pinto. Não consigo. Lembro-me de no ano passado ter comprado numa feira em Lisboa um livro dela por 5 euros e foi os 5 euros mais mal gastos em toda a minha vida. Há quem diga que estes dois autores são aqueles que têm um certo tipo de leitores: ou gostam ou não gostam. Não há meio termo. E parece que sim...
Não sou adepta dos livros do tipo Queimada Viva. Aquela ideia ou se calhar preconceito que tenho, de que tudo quem escreve esses livros só tem um objectivo: fazer-se de vítima, irrita-me. (atenção, é só a ideia que eu tenho que até pode vir a se alterar que houverem argumentos suficientemente convincentes)
Não gosto de ler obrigada, mas já fui surpreendida neste aspecto. Este ano lectivo que acabou tive que ler Os Maias e assustei-me um bocado com essa ideia. Comecei a ler, e até fui saltando páginas porque era tão maçador, mas tão maçador que a minha vontade era pôr o livro a arder. Depois, tive mesmo que o reler (ou ler, como queiram), porque tinha que fazer um teste sobre o livro e não sabia nada. Conclusão: li-o em cinco dias e amei-o! Parece mentira, mas não. Amei-o mesmo!
E este post só para comunicar duas coisas: Primeiro, estou a ler Crónica de uma Morte Anunciada (obrigada), e Rio das Flores. Além destes ainda me falta ler uns dois ou três e hoje fui à Bertrand e não resisti em comprar três livros: A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos, O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Záfon e... e... e... Um homem com sorte, Nicholas Sparks, claro! Hahahahaha, fiquei feliz da vida! Há muito tempo que não comprava livros e adorei a sensação de sair da livraria com um saco enorme! Segundo, a partir de hoje vou iniciar uma nova categoria relacionada com livros. Por isso, regularmente apresentarei um livro que tenha lido e que tivesse gostado, ou não. Irá funcionar como a categoria do cinema e da música...
E agora, resumindo e baralhando, ler é o meu maior vício e tenho muito orgulho em dizer isto!