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domingo, 23 de agosto de 2009

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O Jogo do Anjo


Num só fôlego.

sábado, 1 de agosto de 2009

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A vida num sopro


Com a finalização deste, a minha lista reduz-se a cinco livros (nada mau...). A história baseia-se num casal de apaixonados que vive sob as amarras da censura, da mentalidade, do regime autoritário português, dos segredos, digamos... de amores traídos. Confesso que inicialmente estava a devorá-lo, mas achei-o um pouco desinteressante, lá para o meio, o que fez com que o pusesse um pouco de lado. Contudo, ao ler o livro todo apercebi-me que não era assim tão mau e que a história até era bastante emocionante (siiim, chorei rios). É um bom livro. Para reler não sei, mas para fazer parte da colecção, sem dúvida alguma.

domingo, 18 de janeiro de 2009

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O dia antes da eternidade, Joana Aguiar

(...)
Há homens que nascem à revelia dos mapas. Antes mesmo de o saberem ou de serem encontrados, aceitam um pacto vitalício com a eternidade. São os arquitectos do porvir. Erguem cidades entre a glória e a queda, e constroem-nas sempre acima do chão, na esperança de adiar o pó com a beleza. Nascem para o sonho sem sono de as construir. «Homens que são como lugares mal situados» escreveu Daniel Faria, poeta luminoso que a fatalidade cedo quis calar, mas que ainda hoje respira dentro de versos sem raízes terrenas.
É por isso que nunca os soube situar nos lugares externos. Penso que, desde cedo, oscilo entre a veemência de uma vida interior demasiado grande, e a exiguidade das concretizações que alcanço. As quimeras não conhecem proporções reais, e é certo que não estão vedadas glórias cimeiras àqueles a quem o engenho e a arte ensinaram a mover. Mas é este o maior desequilíbrio daquele que almeja, esculpe e contempla a obra, porque sente que lhe foi legado, não sabe porquê, como ou quando, um fardo que assume como missão. E que a hipotética obra, a existir, receberá um dia o seu nome vão.
(...)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

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A Sombra do Vento


Ainda me lembro daquele amanhecer em que o meu pai me levou pela primeira vez a visitar o Cemitério dos Livros Esquecidos. Desfiavam-se os primeiros dias do Verão de 1945 e caminhávamos pelas ruas de uma Barcelona apanhada sob céus de cinza e um sol de vapor que se derramava sobre a Rambla de Santa Mónica numa grinalda de cobre líquido.
- Não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje, Daniel. -advertiu o meu pai. - Nem ao teu amigo Tomás. A ninguém.
- Nem sequer à mamã? - inquiri eu, a meia-voz.
O meu pai suspirou, amparado naquele sorriso triste que o perseguia como uma sombra pela vida.
- Claro que sim. - respondeu, cabisbaixo. - Para ela não temos segredos. A ela podes contar tudo.


Carlos Ruiz Záfon, in A Sombra do Vento

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

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Lição de Tango, Sveva Casati Modignani

O retrato inesquecível de duas mulheres que o destino juntou numa aventura comum.
Giovanna e Matilde não parecem ter nada em comum, excepto o facto de morarem no mesmo bairro de Milão e de às vezes se cruzarem na rua. A primeira é uma encantadora antiquária, casada e com uma filha adolescente; a outra é uma pobre idosa que vive sozinha numas águas-furtadas das quais obstinadamente não se deixa despejar. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima as duas mulheres, que aprendem a conhecer-se e a travar uma profunda amizade. Matilde ajudará a jovem a encontrar a serenidade e o amor, enquanto Giovanna acompanhará Matilde ao longo da sua caminhada final. Uma história dominada pela paixão, que nos retrata, com o talento habitual de Sveva Casati Modignani, duas inesquecíveis figuras femininas.


É um bom livro. Pessoalmente, é um dos que mais gosto desta autora.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

1 comentários

Leituras Soltas


Um beijinho de agradecimento à Joaninha! Sábado será mais uma oportunidade para brilhares, mais um passo nesta tua ainda pequena carreira! Estou muito orgulhosa de ti!

domingo, 2 de novembro de 2008

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Livros...


Sempre gostei de ler. E sempre fui daquelas pessoas que entram numa livraria ou numa biblioteca sem ser por obrigação ou porque ''tem que ser''. Dá-me sempre um certo prazer ler as contracapas, acariciar a capa, folhear uma ou duas folhas e ler as críticas. É algo que me completa e não sei explicar porque razão costumo ler cerca de três livros por mês, ou mesmo ficar acordada até às 4 e tal da manhã só para acabar de ler um livro. A minha mãe ralha comigo para me deitar porque "já é tarde e ainda estás com a cabeça nos livros" e os amigos (quase todos) não compreendem a necessidade de ter uma história (real ou fictícia) a caminhar lado a lado com a minha vida. Para eles é surreal. Para mim é essencial.

Gosto muito pouco de livros espirituais. Por exemplo, O Segredo, apesar de me ter sido recomendado por imensas pessoas não é livro que me chame a atenção, pois pura e simplesmente toda essa ideia da mente e do sei lá o quê, não me fascina... "É pena, acho que é sempre bom ler um livro desta categoria", dizem. Talvez um dia...

Adoro romances! Nicholas Sparks? SIM!! Apesar do que acham do trabalho dele, eu adoro. Histórias que nunca nos passa pela cabeça, provas de amor incríveis que nos fazem sonhar e cada página é um turbilhão de emoções. Acabo sempre os livros dele ou a chorar que nem Maria Madalena, ou revoltada, ou com o desejo de ter continuado ou então feliz por ter acabado da maneira que acabou. Mas em todos os que já li, há sempre uma parte em que me emociono. E gosto disso nos livros. Acho importante haver uma ligação entre o autor-leitor e no meu ponto de vista essa ligação é muito bem conseguida mexendo com as emoções de ambas as partes. Também não resisto a livros históricos, romanceados, de preferência. Aventuras, dramas, acção... sim! Ficção científica... alguns... e quanto a Harry Potter's li-os todos. Todinhos! Derreto-me com livros infantis, especialmente as histórias da Anita que tenho a colecção toda e pretendo continuar, e numerar os meus livros preferidos é complicado. Muitooo complicado! Autores é mais fácil, mas mesmo assim...

No entanto, se há livro que não consigo ler é do Saramago, e dá-me uma dor saber que tenho que o fazer (experimentei ler Ensaio sobre a cegueira e ia morrendo. E quanto ao Memorial do Convento também fiquei sem ar, mas a esse eu não posso mesmo escapar...) e também os da Margarida Rebelo Pinto. Não consigo. Lembro-me de no ano passado ter comprado numa feira em Lisboa um livro dela por 5 euros e foi os 5 euros mais mal gastos em toda a minha vida. Há quem diga que estes dois autores são aqueles que têm um certo tipo de leitores: ou gostam ou não gostam. Não há meio termo. E parece que sim...

Não sou adepta dos livros do tipo Queimada Viva. Aquela ideia ou se calhar preconceito que tenho, de que tudo quem escreve esses livros só tem um objectivo: fazer-se de vítima, irrita-me. (atenção, é só a ideia que eu tenho que até pode vir a se alterar que houverem argumentos suficientemente convincentes)

Não gosto de ler obrigada, mas já fui surpreendida neste aspecto. Este ano lectivo que acabou tive que ler Os Maias e assustei-me um bocado com essa ideia. Comecei a ler, e até fui saltando páginas porque era tão maçador, mas tão maçador que a minha vontade era pôr o livro a arder. Depois, tive mesmo que o reler (ou ler, como queiram), porque tinha que fazer um teste sobre o livro e não sabia nada. Conclusão: li-o em cinco dias e amei-o! Parece mentira, mas não. Amei-o mesmo!

E este post só para comunicar duas coisas: Primeiro, estou a ler Crónica de uma Morte Anunciada (obrigada), e Rio das Flores. Além destes ainda me falta ler uns dois ou três e hoje fui à Bertrand e não resisti em comprar três livros: A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos, O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Záfon e... e... e... Um homem com sorte, Nicholas Sparks, claro! Hahahahaha, fiquei feliz da vida! Há muito tempo que não comprava livros e adorei a sensação de sair da livraria com um saco enorme! Segundo, a partir de hoje vou iniciar uma nova categoria relacionada com livros. Por isso, regularmente apresentarei um livro que tenha lido e que tivesse gostado, ou não. Irá funcionar como a categoria do cinema e da música...

E agora, resumindo e baralhando, ler é o meu maior vício e tenho muito orgulho em dizer isto!

sábado, 12 de julho de 2008

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O dia antes da eternidade


Ladies and gentlemans, é com grande prazer que comunico que, no dia 21 de Julho (houve alteração da data) será apresentado - naquele local onde as palavras ganham ainda mais vida, forma e cor - no Teatro Baltazar Dias, pelas 18 horas, "um sonho meu, em forma de livro (...) Conto convosco e, eventualmente, respectivos amigos/familiares para estarem presentes no momento desta pequena grande concretização".

Após vários anos foi possível tornar realidade este pequeno desejo de dar às pessoas um pouco das suas palavras, da sua imaginação, da sua criatividade, da sua alma. Um projecto que teve pernas para andar, e aqui está o resultado.

O dia antes da eternidade, da Joana Aguiar, é um livro de poesia onde nos deixamos afundar nas palavras, saboreamos o seu ritmo e tornamo-nos personagens desta (ainda) pequena obra.

É com enorme orgulho que vou assistir a este enorme e importante passo na vida da Joaninha e é com um sorriso ainda maior que te desejo as maiores felicidades, quer seja no mundo da escrita ou noutro mundo com o qual te identifiques.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

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Cheira a livros aqui!

15h04 - estou na Biblioteca Pública Regional fazendo as minhas pesquisas para a reportagem - desafio do Kokas. Admito, é uma desgraça, mas admito que não sirvo para estar nas bibliotecas. Como se sabe tem que se fazer silêncio mas quanto menos barulho queremos fazer, mais fazemos. Nunca vos aconteceu? Está-me a acontecer o que me faz vir o sangue todo à cara e BUUUM.. Marta corada. Pode, aparentemente, ter piada mas a realidade é que não tem. Não podemos trazer bolsas aqui para cima - temos que deixá-las à entrada com a senhora da recepção - e eu não sabia disso. Temos que nos registar com os dados todos e mais alguns e eu também não sabia disso. Conclusão, vim super carregada (livros, portátil, porta-moedas, canetas... enfim!) e agora estou a acartar tudo isto num simples cestinho que bem podia servir para as compras rápidas do supermercado. E o mais curioso disto tudo é que a grande sala cujas paredes parecem ser de livros, está a abarrotar de gente, eu estou mais cansada do que sei lá o quê por subir as poucas escadas (na verdade são poucas) cheia de tralha... sim, tralha! E quando finalmente encontro uma mesinha livre, que na realidade não está totalmente livre porque estão duas pessoas a estudar - Têm ar de marrões e estão cercados de livros - sinto-me aliviada por poder descansar as coisas. Pergunto delicadamente ''Posso me sentar?'' eles apenas olham por cima dos óculos e dizem ''Sim.'' E eu ainda fico mais atrapalhada porque tenho a sensação que estou a atrapalhar o estudo deles. E um deles, o que tem o ar mais intelectual de todos, parece que se arrepia quando clico nas teclas do portátil! Que coisa! Mas quando decidi pousar as coisas em cima da mesa os livros e tirar o computador do cesto, a coisa complica-se. E porquê? Porque ao tirar o computador, o rato bate no cesto e faz um bocadinho de barulho - que até não é nada de especial - e eles olham para mim como quem está desejoso de dizer ''Shiuuu!'' Que situação mais embaraçosa. Ora bolas!
15h16 - os livros e diários estão a chegar - até foi rápido - e agora tenho que me entreter a ler tudo e ver se encontro alguma coisa para a reportagem! (estou-me a esforçar, Kokas!! haha). Mas a minha atenção apenas recai sobre o símbolo da bateria do portátil... isto está quase a se extinguir e .. meu Deus, nem quero pensar!
15h25 - os livros que me trouxeram quase que me passam acima da cabeça. Os cromos estão cada vez mais stressados com aquela matemática toda que estão a estudar e a bateria do portátil está em 67%... não está má de todo. Mas já perguntei à senhora se há maneira de o pôr a carregar (sim, porque surpreendentemente, debaixo do chão há tomadas!) só que no lugar onde eu estou não há. É preciso ter muito azar! ''Stress'' é a palavra que caracteriza o meu estado de espírito neste momento.
16h01 - Já tenho alguma informação recolhida mas uma das senhoras que cá trabalha transborda simpatia... se vissem!
16h13 - Estou bem mais satisfeita agora do que quando entrei. Já tenho alguma informação que me pode ser bastante útil para a reportagem. Mas.. mas.. (claro que havia algo a reclamar). Estou a escrever o post e mal vejo o ecrã porque atrás de mim há uma janela que curiosamente não tem estores, ou seja, está sol, ou seja, a claridade bate toda no ecrã e a única coisa que vejo, além da minha cara e do meu cabelo todo no ar, é nada mais nada menos, as casas, a estrada, os carrinhos... enfim! Não vejo quase nada do que me interessa que é o ecrã! Bateria neste preciso momento: 57% (estou admirada!)
16h22 - Agora quem apetece dizer ''Shiuuuuu!'' sou eu! Um dos estudantes que está sentado à minha frente não pára de pronunciar cada número, cada incógnita e cada resultado e consequente justificação em voz alta! ''alpha vezes 50 é igual a ...'', ''deste modo sabe-se que a velocidade atingida foi...'', ''40 vezes 5 elevado ao cubo dará...'' Errr... apetece-me dizer ''Shiu! Estou a tentar me concentrar!!" Mas prefiro fazer de conta que não estou a ouvir nada...
16h39 - Vou tomar um sumo, estou cheia de sede e estou a morrer de calor. Isto não parece uma biblioteca, parece uma estufa!
16h50 - Vou morrer de calor e não há nenhuma janela aberta e segundo a senhora não se pode abrir porque faz corrente de ar. Engraçado... não a sinto! Já consegui informação sobre a evolução da paisagem urbana, na Madeira! (estado de espírito: mais alegre)
17h17 - Fui tirar mais fotocópias mas esperei uma eternidade porque estava lá um senhor a tirar um calhamaço... estava quase a desistir! (detesto esperar...)
17h25 - Vou-me embora. Já não posso com este silêncio ensurdecedor nem com este stress todo. Daqui a pouco estou a fazer contas com x e y e alpha e beta que é uma alegria! (é contagioso...) O que se arrepia com o barulho das teclas deve de estar contente por me ver arrumar as coisas no... cestinho! (irra!)
17h28 - Bateria do portátil: 11% Fui!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

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"1 dose de droga 1 grama de esperança?"


“Quem me dera ter vivido antes de nascer. No tempo dos meus pais. Talvez conseguisse entender o lado bom da droga.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

O lado bom da droga… Há algum lado bom?! Às vezes dou comigo a pensar nestas ervinhas, neste pozinho que leva miúdos e graúdos a uma viagem dita excepcional, algo único que deixa apenas a vontade de repetir.
Mas a grande questão que fica a pairar no ar é “qual a necessidade de entrarem neste mundo?” Não sei. Talvez a fraqueza e a falta de autoconfiança e auto-estima para prosseguirem em frente…

“A minha mãe é uma mulher sofredora, que, de repente, se viu num labirinto para o qual não encontrou saída. A toxicodependência obrigou-a a deixar a vergonha num beco e a conduzir o seu destino pelas estradas da prostituição, com paragens diárias num ou mais sitos obrigatórios. Locais onde pudesse extrair com dinheiro, algum prazer, ou, pelo menos, algum remédio para as dores que não paravam de gritar. Desde manhã. Ter uma dose ao acordar era como apanhar o autocarro para o emprego. É essencial, senão não se chega lá. Uma dose de Heroína era o suficiente para ir ganhar dinheiro para mais Heroína. Um círculo vicioso, portanto. Do qual eu também fazia parte. Mentalmente.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

Familiar ou não, amigo do peito, ou colega no futebol… é uma vivência marcante, certamente. Quando assistimos à dor, ao consumo da droga por parte de outro, é como se fossemos feitos de olhos que se arregalam aquando da ingestão desta “coisa”. A nossa cabeça gira, tudo à volta se transforma e ficamos petrificados para ver a reacção que provocará. O mais curioso é que os toxicodependentes ficam como apáticos. Completamente alheios ao que os rodeiam, interessando-se apenas pelo “seu mundo” que é cor-de-rosa (ou não), que é só e exclusivamente deles. Fecha-se a porta aos curiosos, amigos e família. Talvez seja nesse mundo que os sonhos se concretizam; que a felicidade permaneça constantemente na vida de quem os rodeia; talvez...
Mas essa visão só faz com que a ambição do consumo desta seja cada vez maior. O desejo e o sofrimento caminham assim, lado a lado. Tanto o deles como o nosso.

No entanto, temos que ter esperança e acreditar que o amanhã será muito melhor que o presente e que o passado. Temos que acreditar em nós, nas nossas capacidades e temos que enfrentar os problemas com um grande sorriso. É a maior vingança a todos aqueles que nos querem ver entre a espada e a parede e o maior triunfo a nós mesmos que podemos dar.

(Há diversas perspectivas/opiniões acerca deste assunto. Uma delas pode ser vista aqui )


“M: (…) Fomos para uma pensão e o cego deu-me um envelope, com dinheiro que tinha ganho durante o mês e disse-me: - Tira aquilo que pediste… (…)”

“E o dinheiro nem sequer era para comer, raramente o foi. (…) O corpo estava cheio pelo sangue que corria na droga.”

“A partir do momento em que a droga chega ao cérebro, os toxicodependentes tornam-se acósmicos, metem-se num avião e viajam para o mundo onde tudo é perfeito, perdendo a noção do que os rodeia no mundo real. Não foram poucas as vezes em que eu próprio fui o auxílio dos meus pais para se drogarem.”

“A minha mãe é uma sobrevivente.”

“Eu podia fazer um jornal. A ideia era arriscada, mais ainda se tivermos em conta que tinha apenas 13 anos (…). Mas sentia (…) a necessidade de fazer uma coisa diferente, onde pudesse demonstrar que era capaz de ser mais forte do que o meu passado.”

“1 dose de droga 1 grama de esperança?” é um livro cujo título também poderia ser “Miséria e Dignidade” devido a todo o percurso que o autor, desde muito cedo, teve que passar e também devido à luta constante que foi. Uma autêntica batalha surda sem vencidos. No entanto venceu com muita dignidade. Daniel Oliveira viu bem de perto a destruição dos seus pais e mesmo assim nunca virou as costas à vida. É digno de todo o êxito que este livro teve/tem. De igual forma é alvo de admiração da minha parte.

Um livro que se lê de uma assentada. Somos, inconscientemente, envolvidos numa emoção enorme que faz com que entremos naquelas páginas e vivamos o mesmo que o autor viveu.


"O exemplo de um jovem que se libertou de uma infância difícil"


Daniel Oliveira: “1 dose de droga… 1 grama de esperança?”