sábado, 1 de dezembro de 2007

Dia Mundial Contra a Sida


Hoje, 1 de Dezembro, celebra-se aquela que é uma das doenças mais temidas por todos e que não teme ninguém: a SIDA.

O que é a SIDA?

A SIDA é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que entra no organismo através do contacto com uma pessoa infectada.


Como é que pode acontecer a transmissão do VIH?

A SIDA não é transmitida através da respiração nem penetra no organismo através da pele, precisando de uma ferida ou de um corte para entrar no organismo. A forma mais perigosa de transmissão é através de uma seringa com sangue infectado porque o vírus entra directamente na corrente sanguínea. Pode ser também transmitida através de relações sexuais sem prevenção, e também de mãe para filho (é hereditário).

O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças. Estas doenças são chamadas de infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. A SIDA pode também fazer surgir alguns tumores - cancros.


Quais são os sintomas?

  • perda de peso;
  • sintomas das gripes (febre, suor, dor de cabeça e de estômago...)
  • depressões;
  • entre outras.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito a partir de análises sanguíneas. As primeiras análises a um infectado podem dar um resultado negativo se o contágio for recente, por isso, os testes devem ser repetidos quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise. O período em que a pessoa está infectada, mas não lhe são detectados anticorpos, chama-se ''período de janela''.

Quais são os comportamentos de risco?

Os toxicodependentes são sujeitos a terem VIH se se injectam e partilham agulhas, seringas e outro material usado na preparação da droga para injecção. Também quem não usa preservativo tem cerca de 60% de probabilidade em apanhar o vírus e acidentes com contacto com objectos cortantes contaminados (agulhas) ou com sangue, ou outros líquidos orgânicos, contaminados.


Como prevenir?

Usar o preservativo, não utilizar agulhas, seringas ou objectos contaminados.



As perguntas mais frequentes são:

  • Pode estar-se sempre no estado de seropositividade sem passar a SIDA?

Sem tratamento específico para o VIH (com os medicamentos anti-retrovíricos) todos os infectados com o vírus virão a ter SIDA mais cedo ou mais tarde. Desde o momento em que a pessoa adquire a infecção até entrar no estado de SIDA decorre um período de tempo que é, em média, de 8 a 10 anos. Com o tratamento actualmente disponível, é possível modificar a história natural desta infecção, aumentando a duração do período assintomático da doença e prevenindo o aparecimento das infecções e tumores que definem a fase de SIDA. Para que isto seja possível, é fundamental que todo o indivíduo seropositivo tenha um acompanhamento médico periódico adequado.

  • Quantos anos de vida tem uma pessoa seropositiva?

É muito variável. A evolução da infecção não é igual em todas as pessoas. Desde o momento em que se adquire a infecção até que surjam sintomas de doença decorre um período de tempo, designado como fase assintomática da infecção pelo VIH, que pode durar em média 8 a 10 anos. No entanto, nalgumas pessoas este período pode ser apenas de dois ou três anos e noutras de 15 ou 20 anos.Após o aparecimento de uma infecção oportunista, ou seja, após se entrar na fase de SIDA, o tempo médio de sobrevida é de cerca de um ano e meio, na ausência de tratamento anti-retrovírico. No entanto, com os medicamentos actualmente disponíveis para o tratamento desta infecção a sobrevida dos doentes pode ser muito mais longa desde que se cumpra rigorosamente o tratamento e as restantes indicações médicas. Actualmente existem algumas pessoas que vivem com esta infecção há mais de 20 anos.


É necessário alertar que uma pessoa seropositiva não significa que tenha o vírus da SIDA. Uma pessoa seropositiva pode ter uma vida normal e não é um risco para a saúde pública. Mais depressa se apanha um vírus da gripe do que da SIDA, por isso, não devemos desprezar quem é seropositivo e muito menos quem é portador do VIH.

45 milhões de pessoas estão actualmente infectadas, morrendo 3 milhões por ano e 15 000 são infectadas por dia (a nível mundial). Portugal está nos 4 primeiros países em todo o mundo com mais pessoas infectadas com o vírus da SIDA. Já somos muitos não vos parece? Temos que ajudar a combater esta doença de forma a impedir que estes números assustadores aumentem de dia para dia.

"Eu preocupo-me e tu?''

4 comentários:

Anónimo disse...

eu preocupo-me!

Anónimo disse...

há q se preocupar,sim senhor! :|

pensei q o primeiro de Dezembro era so mesmo a restauração da independencia. já aprendi mais uma coisa contigo! ahaha :P

beijinho em ti *
Heloísa.

Anónimo disse...

grande post martinha
beijoca

Mary Mary disse...

Infelizmente não há cura para esta doença. Mas sabes uma coisa? Pior que a doença é o preconceito e ostracismo que as pessoas sofrem... Isso é que é triste! Tive uma cadeira de Virologia quando andei em Biologia e aprendi muito sobre este vírus. Infelizmente tenho uma pessoa próxima que tem e sei o quanto é duro enfrentar todos os dias!