Tenho saudades tuas. Das nossas conversas. Das nossas vivências. Dos nossos medos. De quando falámos e ríamos como se não houvesse amanhã. Dos olhares. Dos meios sorrisos. Até dos silêncios. De quando agarravas as minhas mãos e murmuravas, docemente "tudo se vai resolver". Davas-me o mundo...
Agora, um sentimento de perda asfixia-me. Nada posso fazer, eu sei. É deixar partir. É querer voltar, simultaneamente. É continuar escrava da minha inconstância e me afundar nas memórias que, de dia para dia, se arrumam mais fundo e mais fundo e mais fundo até desaparecerem, numa data qualquer. Até lá, bebo um pouco de esperança. Esperança de que nada seja esquecido. Porque "Nada vai mudar, mi. Tu não te vais despedir de mim já na próxima esquina. E eu não vou desaparecer da tua vida. Há muito mais para viver! Em poucas palavras: há a eternidade!". Lembras-te?

4 comentários:
E pumba...saudade, saudade (está sempre presente no pensamento poético português) Triste fado é o nosso... (postei este poema meu no meu blogue, e fica aqui no teu como comentário...maldita saudade)
Saudade é viver
É sentir, é ter o olfacto apurado
Que serve como arma da lembrança,
que todos sentem, choram e esquecem mentindo "internamente",
para mim como para toda a gente.
Não é só recordar...
Serve para viver o presente,
amar eternamente e chorar calmamente,
sem razões sem sentido, ou quem sabe por algo que já estava esquecido.
Pois, esquecer é saudade, é lembrar é felicidade, vontade...
Voltamos ao início, tudo é Saudade.
Fiquei de coração pequenino... :(
Um abraço do tamanho do mundo mana pequenina! :)
Beijinhos
Cada segundo ficou eterno na tua memória =) é o que nos vale quando a saudade aperta... como eu ter percebo Martinha!
biju mto gande***
oh meu Deus :') há que ter sempre esperança :') sempre. *
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