domingo, 30 de dezembro de 2007

10

Balanço de 2007

E mais um ano está a acabar. Só falta um dia! Um simples diazinho!! WAAAAA!! (não estou assim tão entusiasmada como parece, é só para dar um ar mais giro à coisa).
Resumindo este ano, digo-vos que não foi o melhor ano da minha vida mas também não foi o pior. Não correu muito bem mas não correu muito mal. Não começou muito bem mas está a acabar bem. Mas as coisas foram-se compondo e todos os outros meses foram bastante agitados, com tanta coisa para recuperar. Mesmo assim, não foi um ano muito mau. Passou tudo a correr, isso sim Com muita emoção, alegria, ansiedade... tudo! tudo à mistura!
Julho, adorei Julho. Viagem ao Algarve e a Lisboa, o que simplesmente adorei. Já estava a precisar de sair da santa terrinha e arejar a cabeça. Foi nesta viagem que decidi recriar um blog. Recriar, sublinho. Já tinha um mas simplesmente fartei-me. E estava um pouco desleixada em relação a ele. Já tinha perdido a piada há alguns mesinhos. Este tem muito mais a ver comigo. Digo até que é o meu espelho. (espero que estejam a gostar).
Enfim... Não me posso queixar.
Tenho que agradecer a uma série de pessoas que contribuíram para que este ano corresse bem:

Bia, Mariana e Joana: Por estarem sempre, mas mesmo sempre prontas para a gargalhada, para me dizerem as palavras certas no momento certo, para me chamarem a atenção do que faço errado e especialmente por confiarem em mim para desabafarem. São três personalidades bastante importantes na minha vida e sabem disso.

Sandra e Luli: Pela paciência, sobretudo paciência que têm para me aturarem, para me ouvirem e especialmente para opinarem sobre todos, ou quase todos, os passos que pensei/penso em dar. Acho que são como managers! Heheh.

Carolina, Sofia e Heloísa: Por todas as conversas que tivemos que à sua maneira tiverem grande importância para mim. Ajudaram no que eu esperava que não havia solução e devo isso a vocês.

Xanda, Andreia e Pedro: Foram também importantes nalgumas passagens deste ano. A vossa opinião contou imenso e agradeço por todas as palavras. Mesmo as gargalhadas foram importantes, acreditem!

Mary Mary, Kokas, Luna Tic, Cró, Mónica Gomes, Científica (Margarida), Carolina Meneses: Por todos os comentários e mais alguns que me trouxeram força nos momentos que a tinha perdido, que me trouxeram luz quando estava apagada, que me trouxeram esperança e me incentivaram a lutar pelo que quero.

Becas, Marco e Nana: Essencialmente pelos momentos de diversão que foram muitos!

Anónimos e leitores assíduos: Obrigada por passarem por cá, por comentarem e até, apenas por lerem os meus textos (aumentam, pelo menos, no nº de visitas heheheh). Continuem a passar por cá!

Rita: saudades tuas minha estrelinha, obrigada por tudo!

A todos. A todos os que não mencionei mas que de certo tiveram bastante influência neste ano.
Obrigada por todos os momentos, por mais pequenos que tenham sido. Não importa o tamanho, importa a intensidade com que são sentidos. A todos os que mencionei, muito, mas mesmo muito obrigada. Foram graças às vossas palavras que me senti muito mais confiante, muito mais segura em relação a determinadas coisas. Obrigada pelo apoio em todas as alturas, sem excepção... enfim! Fico sem palavras...
Obrigada por tudo!

Desejo a todos um óptimo 2008 com tudo o que há de bom. Desejo que os sonhos sejam concretizados, mas que continuem a sonhar. Desejo felicidade, paz, alegria. Desejo saúde, essencialmente saúde pois é esta que faz com que as outras coisas aconteçam. Enfim... Desejo tudo, toda a felicidade do mundo e arredores!

Boas postagens para os utilizadores desta maravilha que é o blog, boas leituras para os leitores! Heheh

Beijinhos

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

5

Descrições

Uma caneta e
Um pedaço de papel.
Uma mão a tremer
E o desejo de soltar as palavras
Que estão sufocadas na garganta.
Amor, amor.
Um rabisco
Uma vírgula
E por fim...
Um ponto.
Final.
Não consigo,
Não sou capaz de cartear
O que quer que seja.
Parece até!, que a ponta
Da azul caneta... secou!
Ao longe vê-se o mar,
Calmo, sereno, tranquilo...
Poderei algum dia
Exprimir os meus sentimentos
Exprimir as minhas mágoas
Exprimir... - me
A este pedaço inútil!
Inútil de papel?
Tal como o mar
Desafaba com a areia
Eu quero desabafar
Contigo.
Só que...
Só que não passa tudo
De meras descrições.
E.
Eu não gosto de
Descrições.
Fazem com que algo
Irrevelante
Se assuma como
Belo,
Bonito,
Vistoso.
Ou,
Feio
Disforme
Vergonhoso.
Fazem com que algo
Seja aquilo
E somente
Aquilo.
E eu...
Eu não
Te sei
Descrever
Meu amor.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

6

Music & Lyrics


Alex Fletcher - Hugh Grant - era um dos membros de uma das mais famosas bandas dos anos 80, os PoP, banda essa, que acabou por se separar.
Alex fica, assim, sem a sua popularidade até que Cora Corman - Hayley Bennett - uma cantora tão ou mais prestigiada que Britney Spears deseja conhecer Fletcher, para lhe pedir que escreva uma música, no prazo de uma semana. O membro dos PoP agarra esta oportunidade de se tornar novamente famoso com unhas e dentes. Mas o stress e o desespero começam a tomar conta dele!
É então que aparece Sophie Fisher - Drew Barrymore - que apenas vai ao apartamento de Fletcher tratar das suas plantas. Mas Sophie tem queda para as letras e não se contém em criar versos enquanto trabalha no apartamento de Alex (diria até, meter-se onde não é chamada).
A sua agilidade surpreende a personagem interpretada por Grant. Juntos procuram uma canção que seja adequada à cantora Cora e percebem que estar apaixonado pode ajudar e muito...


Esta comédia romântica prende-nos desde o primeiro minuto. Sem se aperceberem, ficarão envolvidos num ambiente repleto de música e de riso.




quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

10

"1 dose de droga 1 grama de esperança?"


“Quem me dera ter vivido antes de nascer. No tempo dos meus pais. Talvez conseguisse entender o lado bom da droga.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

O lado bom da droga… Há algum lado bom?! Às vezes dou comigo a pensar nestas ervinhas, neste pozinho que leva miúdos e graúdos a uma viagem dita excepcional, algo único que deixa apenas a vontade de repetir.
Mas a grande questão que fica a pairar no ar é “qual a necessidade de entrarem neste mundo?” Não sei. Talvez a fraqueza e a falta de autoconfiança e auto-estima para prosseguirem em frente…

“A minha mãe é uma mulher sofredora, que, de repente, se viu num labirinto para o qual não encontrou saída. A toxicodependência obrigou-a a deixar a vergonha num beco e a conduzir o seu destino pelas estradas da prostituição, com paragens diárias num ou mais sitos obrigatórios. Locais onde pudesse extrair com dinheiro, algum prazer, ou, pelo menos, algum remédio para as dores que não paravam de gritar. Desde manhã. Ter uma dose ao acordar era como apanhar o autocarro para o emprego. É essencial, senão não se chega lá. Uma dose de Heroína era o suficiente para ir ganhar dinheiro para mais Heroína. Um círculo vicioso, portanto. Do qual eu também fazia parte. Mentalmente.”

Daniel Oliveira, in 1 dose de droga… 1 grama de esperança?

Familiar ou não, amigo do peito, ou colega no futebol… é uma vivência marcante, certamente. Quando assistimos à dor, ao consumo da droga por parte de outro, é como se fossemos feitos de olhos que se arregalam aquando da ingestão desta “coisa”. A nossa cabeça gira, tudo à volta se transforma e ficamos petrificados para ver a reacção que provocará. O mais curioso é que os toxicodependentes ficam como apáticos. Completamente alheios ao que os rodeiam, interessando-se apenas pelo “seu mundo” que é cor-de-rosa (ou não), que é só e exclusivamente deles. Fecha-se a porta aos curiosos, amigos e família. Talvez seja nesse mundo que os sonhos se concretizam; que a felicidade permaneça constantemente na vida de quem os rodeia; talvez...
Mas essa visão só faz com que a ambição do consumo desta seja cada vez maior. O desejo e o sofrimento caminham assim, lado a lado. Tanto o deles como o nosso.

No entanto, temos que ter esperança e acreditar que o amanhã será muito melhor que o presente e que o passado. Temos que acreditar em nós, nas nossas capacidades e temos que enfrentar os problemas com um grande sorriso. É a maior vingança a todos aqueles que nos querem ver entre a espada e a parede e o maior triunfo a nós mesmos que podemos dar.

(Há diversas perspectivas/opiniões acerca deste assunto. Uma delas pode ser vista aqui )


“M: (…) Fomos para uma pensão e o cego deu-me um envelope, com dinheiro que tinha ganho durante o mês e disse-me: - Tira aquilo que pediste… (…)”

“E o dinheiro nem sequer era para comer, raramente o foi. (…) O corpo estava cheio pelo sangue que corria na droga.”

“A partir do momento em que a droga chega ao cérebro, os toxicodependentes tornam-se acósmicos, metem-se num avião e viajam para o mundo onde tudo é perfeito, perdendo a noção do que os rodeia no mundo real. Não foram poucas as vezes em que eu próprio fui o auxílio dos meus pais para se drogarem.”

“A minha mãe é uma sobrevivente.”

“Eu podia fazer um jornal. A ideia era arriscada, mais ainda se tivermos em conta que tinha apenas 13 anos (…). Mas sentia (…) a necessidade de fazer uma coisa diferente, onde pudesse demonstrar que era capaz de ser mais forte do que o meu passado.”

“1 dose de droga 1 grama de esperança?” é um livro cujo título também poderia ser “Miséria e Dignidade” devido a todo o percurso que o autor, desde muito cedo, teve que passar e também devido à luta constante que foi. Uma autêntica batalha surda sem vencidos. No entanto venceu com muita dignidade. Daniel Oliveira viu bem de perto a destruição dos seus pais e mesmo assim nunca virou as costas à vida. É digno de todo o êxito que este livro teve/tem. De igual forma é alvo de admiração da minha parte.

Um livro que se lê de uma assentada. Somos, inconscientemente, envolvidos numa emoção enorme que faz com que entremos naquelas páginas e vivamos o mesmo que o autor viveu.


"O exemplo de um jovem que se libertou de uma infância difícil"


Daniel Oliveira: “1 dose de droga… 1 grama de esperança?”

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

4

Feliz Natal


Os céus são decorados com pequenas luzes que transmitem aos nossos olhos figuras características do Natal ou da região em que estamos. As paredes das ruas parecem que nos gritam ''Feliz Natal!'' através das músicas que vamos ouvindo enquanto caminhamos sem destino. A frase mais dita nestes últimos dias é, sem dúvida, "Tenha um Bom Natal" e de dia para dia vemos as pessoas completamente atrapalhadas com montes de sacos com os respectivos presentes para os entes mais queridos. Há ainda aqueles mais atrasados que gostam do stress de comprar tudo à última hora. Somos também bombardeados por canções, acessórios... bom, pelo espírito natalício. Mensagem para aqui, mensagem para ali, um beijinho, um abraço, um presentinho. Tudo o que é característico desta época. O frio, um bom filme de Natal que vemos enquanto bebemos um belo de um chocolate quente, os chocolates... aiii os chocolates, a árvore já decorada, os presentes à sua volta, o telefone que só toca com o recado que já sabemos de cor e salteado. Enfim... é o que nos lembra o Natal, não é verdade?

Desejo a todos os meus leitores assíduos, um Feliz Natal com muitos presentes, gargalhadas, com toda a família/amigos rodeados a uma grande mesa com toda a gastronomia que esta época exige. Essencialmente, espero que descubram a alegria neste dia e que dêem valor aos pequenos gestos. O Natal é isso mesmo. Apreciar, dar, sorrir.


UM FELIZ NATAL!
(desconheço o autor da foto)

domingo, 23 de dezembro de 2007

4

Não resisti!!

Bom Natal a todos!